Controle financeiro: como não sair comprando feito uma louca.

Sei que algumas pessoas que me conhecem vão pensar “quem é essa menina pra falar sobre isso?”. Mas olha, essas pessoas ou não me conhecem a tempo o suficiente ou não sabem como eu sou agora.

Eu tinha um problema de compulsão por compras muito sério. Cartão de crédito na minha mão era um perigo (e se eu tenho problemas financeiros hoje em dia é justamente por causa desse maldito), principalmente se eu ficava triste. Porque quando a gente tá deprê, acha que comprar um sapatinho – ou dois, ou três – vai fazer tudo ficar bem – claro que não vai. Só vai adicionar um motivo pra você ficar ainda pior mais pra frente quando a fatura chegar, acredite!

Sabe o que fez eu pensar em escrever um post sobre isso? Uma situação que vivi hoje. Eu fui na renner e vi uma saia longa, cinza, plissada e de malha. Tá na moda, eu fico bem com saia longa então levei pro provador. Aí provei e amei. Mas não comprei.

O problema é que quando você faz compras sem pensar, acaba comprando coisas que não precisa. Então eu desenvolvi uma técnica que faz com que eu me sinta culpada pense duas vezes antes de comprar qualquer coisa. Meu grande problema é roupa. Uma blusa aqui, um casaquinho ali, uma legging acolá e quando eu vejo gastei um dinheiro que nem tinha e depois quando precisar ou quiser não vou ter. Quantos shows incríveis eu deixei de ver, viagens que deixei de fazer e lugares que deixei de ir com meus amigos porque gastei meu dinheiro com algo que não precisava? Foi quando perdi um show que queria muito ir que comecei a pensar no que realmente deveria ser minha prioridade.

Pra conseguir controlar esse desejo louco, eu me faço as seguintes perguntas:

1) Eu posso comprar isso? Pense se você tem dinheiro sobrando e suas contas estão em dia. Nunca deixe de pagar algo que você PRECISA pagar – principalmente se essa conta tem juros – pra comprar um supérfluo.

2) Eu estou apaixonada por isso? Porque se você pegou uma blusa, vestiu e não AMOU não vale a pena. Vai acabar usando algumas vezes e largando lá.

3) Eu tenho aonde usar isso? Esse é o motivo pelo qual eu parei de comprar salto alto. Tenho alguns antigos que são lindos e atemporais e SÓ. Claro, morro de vontade de ter um saltão meia pata de glitter… mas eu tenho fascite plantar, quase não vou pra balada e quando vou quero dançar horrores em vez de ficar sentada porque o pé tá doendo. Pra trabalhar, nem pensar: eu trabalho sentada, mas uso transporte público. Já tentou pegar ônibus de salto? É a mesma coisa de um vestido de festa, por exemplo: eu nem vou a tantas festas assim – nem me lembro a última vez que fui a um casamento.

4) Eu tenho outras coisas que combinam com isso? Porque, sério, você tá morrendo por aquele casaco mostarda mas tudo no seu armário é verde limão. Não compre uma peça de roupa que não vai conseguir usar. Pense se você consegue fazer no mínimo quatro combinações com as peças QUE JÁ TEM – e não vale usar como desculpa pra comprar MAIS roupas e compor looks. Se você não consegue adaptar a peça ao seu armário, é porque ela não deve estar lá.

5) Eu preciso disso? Acho que algumas peças são necessárias no armário (vou fazer um post sobre isso mais pra frente) e com elas você consegue compor milhões de looks pra várias situações. Claro que vez ou outra vai ter algo que faz parte de uma tendência x e você quer – não é porque você está se controlando que não pode comprar nada, mas quanto mais você se controlar com coisas que não precisa ou não quer tanto mais você vai poder gastar futuramente com o tal do casaco mostarda.

Ah, quer saber porque eu não comprei a saia plissada? Porque ela custava cem reais na Renner. Primeiro que não acho que valha tudo isso. Segundo que eu não consegui pensar em quantas ocasiões eu poderia usar (ok, posso usar pra passear de dia ou ir trabalhar mas está ficando frio e eu não vou usar saião no frio). Terceiro que eu posso usar esse dinheiro pra comprar três blusas ou uma camisa nova, ou um vestido. Quarto que a saia não combinou tão bem com meu armário: eu não tenho um sapato legal pra usar com ela, por exemplo. Então por mais que eu tenha amado e tenha ficado linda em mim, não é o momento de gastar dinheiro com isso (mas meu aniversário tá logo aí, se vocês quiserem me dar de presente… hehehe).

Aprenderam?

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Filme: Sete Dias Com Marylin

Ih, já até perdi o timing. Mas foi tanta coisa acontecendo que esse post acabou ficando atrasadinho!

No feriado assisti Sete Dias Com Marilyn. O filme conta, como vocês já devem saber, a história de um jovem que durante seu primeiro emprego no cinema passa uma semana convivendo e tendo uma micro paixão por Marilyn Monroe, nossa eterna diva problemática.
Não preciso dizer que Michelle Willians (que já foi nossa Girl Crush aqui) está maravilhosa no filme. Com os trejeitos, voz e sorriso da atriz mesmo quando ela deixava a Marilyn de lado para ser apenas Norma Jeane.


Claro, sou suspeita pra falar. Sou uma grande fã da doçura problemática da diva histórica. Tão sexy e tão indefesa, tão delicada e tão maluca. É difícil passar isso nas telonas com tanta veracidade. Ponto pra Michelle.

O filme é uma delícia de ser assistido, mas não é daquele tipo que você assiste mil vezes seguidas. E eu digo – se você não ficar pensando um pouco no filme depois, talvez aí sim precise assistir de novo. Não é só um filme sobre uma das mulheres mais poderosas do cinema: é um filme sobre amor. Sobre o arrebatamento do primeiro amor, sobre amar uma pessoa com tantos problemas.

Fiquei com vontade de ler uma biografia sobre ela. Vocês já leram alguma? E o que acharam do filme?

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Wishlist: maio!

Vida dando muitas voltas e muita coisa mudando. Com essa fase vem a vontade de dar uma cara nova pra casa, pro armário, pra tudo. Meu sentimento de maio é esse: muitas e muitas mudanças. Logo mais chega meu aniversário, dia 6 de junho! Meu ano novo tá aí pra isso: começar tudo de novo. Enquanto isso, fico só desejando coisas lindas que encontrei por aí:

1) Estou tão apaixonada por essa bota da Santa Lolla que até sonhei com ela. R$439,90.
2) Essa escrivaninha da Etna não daria uma bela penteadeira, com um espelhão em cima? R$599,90
3) Esse short da Farm tem uma das estampas mais lindas ever.  R$ 149
4) Tô louca por um tapete bem colorido na minha sala. Esse é da Urban Outfitters e custa U$79.
5) Testei o de uma amiga outro dia e fiquei apaixonada… Benetint da Benefit, R$128 na Sacks.

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Sorteio: quer ganhar uma caneca única?

Eu adoro canecas. Acho que não existe quantidade de chá o suficiente pra quantidade de canecas que eu gostaria de ter em casa! Já que não tomo café, o cházinho é meu melhor amigo e quanto mais fofa a caneca, melhor.

Semana passada recebi um e-mail do pessoal do Kupz perguntando se eu queria fazer um sorteio aqui no blog. Fui dar uma olhada e o serviço é bem legal: você cria a arte que quiser pra sua caneca, pode subir uma imagem já pronta ou fazer o desenho usando a ferramenta do site. Depois escolhe a quantidade e espera chegar na sua casa.

Vou sortear dois cupons pra você fazer uma caneca igual eu fiz a minha do Mais Magenta (posto a foto assim que chegar!). Se você quiser pedir uma caneca com o logo do blog, igual a minha, é só visitar o meu design aqui na versão colorida e aqui na versão PB! Pra participar do sorteio é só preencher seu nome e email no formulário abaixo (clique aqui se não estiver vendo o formulário). O sorteio será feito escolhendo um cadastro aleatório pelo random.org na sexta-feira, dia 11, de manhã! Depois entro em contato por e-mail com o vencedor, por isso preencha seu e-mail corretamente, ok?

 

Boa sorte! Já vai preparando a arte que vai ilustrar sua caneca :)

 

RESULTADO: Atrasei um pouquinho mas aqui está o resultado! Os vencedores foram a Isadora Cotrim a e a Michele Leite, sorteadas número 30 e 14 respectivamente :) Vou entrar em contato com vocês por e-mail! Enquanto isso, olhem que lindas ficaram minhas canecas que chegaram semana passada:

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Existe amizade depois do namoro?

Semana passada fiz uma promoção no meu twitter dando ingressos para um filme da Katherine Heigl chamado “Como Agarrar Seu Ex-Namorado”. O filme não fala sobre como voltar com um ex, mas acabou gerando uma discussão no meu twitter que foi desde “o que fazer com a ex maluca do meu namorado” até “ex-namorado não pode ser seu amigo”.

Eu tenho muitas teorias sobre muitos desses assuntos, mas vou falar sobre ser amiga do seu ex – que costuma gerar uma discussão bem longa com todo tipo de opinião. Acho que namorar ou ter uma situação amorosa (que nem sempre é um namoro mas a pessoa acaba virando sua ex depois, generalizando) com alguém é delicado. E virar amiga dela depois é mais delicado ainda. Se você quer ser amigo de verdade de uma pessoa por quem já teve sentimentos precisa ter certeza de que:

1. Você não gosta mais da pessoa a.k.a. se ela aparecer com alguém na sua frente você não vai surtar nem um pouquinho;

2. Você não tem química ou sente tesão na pessoa, ou seja, num período de desespero não vai mandar um sms de madrugada (fazer isso é uma grande besteira desde que o mundo é mundo, tenho relatos tensos e fresquinhos desse tipo de situação);

3. Vocês terminaram em termos amigáveis, sem violência emocional ou física;

4. Vocês tinham boa convivência antes ou depois do namoro e mesmo tirando o fator paixão/sexo você gosta de conversar com a pessoa porque têm interesses em comum;

5. Já passou um tempo desde que vocês terminaram – não, não é possível ser BFF de ex uma semana depois do término. Dê um tempo, sim?

6. A outra pessoa se sente da mesma forma.

Eu juro que se esses seis pontos não estiverem BEM definidos, não vai dar certo – principalmente se tratando de um (ex) casal hetero, já que homens tem tendência a recorrer às ex namoradas para um revival quando estão numa fase difícil. Se mesmo com os quatro pontos definidos seu ex quiser um revival… bem, ele não é seu amigo, gata. Ele só quer te comer.

Sempre defendi que você pode sim ser amigo das pessoas que já namorou porque se a pessoa tinha algo legal o suficiente pra fazer você se apaixonar, é porque tem algo que você goste como ser humano. Mas, enfim, eu mesma tenho um ex que está aí pra provar que não é bem assim. Mas isso é pessoal demais já que muitas vezes bons amigos não são bons namorados. E também, bons namorados podem ser péssimos ex-namorados.

Entre meninas gays é muito comum ser amiga da sua ex. Tem um fenômeno conhecido como rebuceteio: sua ex namorada começa a namorar uma meinna que você já ficou, que é ex namorada da namorada atual da sua melhor amiga e por aí vai. Às vezes, claro, dá xabu. Mas não consigo explicar porque é mais suave a transição namorada-amiga entre mulheres. Talvez porque o mundo gay seja tão minúsculo que se você quiser ter amigos ou namorar de novo vai ter que se acostumar com o fato de que sua namorada já pegou alguém que você conhece.

Resumindo? Tudo depende de como você se sente, da personalidade das duas pessoas (gente maluca tem aos montes) e da circunstância. É um risco. Saiba que a qualquer momento pode acabar assim:

Not cool.

Mas e aí, vocês acreditam em amizade pós namoro?

 

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Geek.Etc.Br: encontrei o paraíso dos nerds na Paulista.

Num passeio dominical de boa com o Chicó acabamos ali pelas redondezas do Conjunto Nacional, depois de engordar um pouco (#MenosDez indo pro saco) na Hamburgueria 162. Fomos conhecer o anexo geek que a Livraria Cultura lançou. E posso dizer que, bem, tenho onde ficar nas minhas tardes de desemprego…

O lugar é pequeno, mas bem legal. No primeiro andar você encontra jogos (alguns estavam até com um precinho camarada) pra Wii, XBox e PS3, além de consoles com alguns jogos que você pode jogar quando quiser. Eu dei uma arriscada no Assault Horizon pra PS3, mas não curti muito – odeio jogos em que tenha que pilotar algo que voa, não me pergunte porque.

No segundo andar tem muitas action figures, coisas pra casa (almofadas, canecas, tapetes pra porta) e comic books, principalmente encadernados. Tem algumas seções de mangás, mas acho que esse tipo de coisa você encontra em mais variedade e melhor preço se for até a liberdade. Mas se quiser graphic novels e coleções completas, esse é o lugar. Difícil não ter alguma coisa, inclusive de artistas brasileiros como Gabriel Bá e Fabio Moon. Também tem umas mesinhas com banquinhos, pra você ficar lendo lá mesmo.

O lugar é muito legal e dá vontade de passar boas horas lá. Voltarei mais vezes, com certeza.

Ah, a Geek.Etc.Br fica dentro do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, perto do metrô Consolação. Não sei o horário de funcionamento e isso não é um publi, apenas uma feliz coincidência e alegria do meu lado nerd ;)

Aproveite que estava por lá e tirei umas fotos com o amor da minha vida. Andam falando que ele é gay, mas ele me confidenciou antes dessa foto que só deu uns pegas no Robin de vez em quando. Quem sou eu pra condenar o amor livre, gente? Ai ai, Batman… meu morceguinho!

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Tutorial: trança salva-vidas!

Eba! Nunca tinha feito um tutorial na vida e esse é o primeiro aqui do Mais Magenta. Algumas coisas vocês vão ter que perdoar: meu fotógrafo nunca viu um tutorial na vida então não sabia muito bem o que tinha que fotografar e nem me avisava se eu estava com cara estranha na foto; as fotos foram tiradas com iPhone (se tudo der certo em breve vem uma câmera nova mais legalzinha); não corto o cabelo desde dezembro, o que resultou nessas pontas maravilindas (#not); essa trança é bem complicada de explicar por fotos. Mas pra uma primeira tentativa, acho que tá tudo certo!

Sabe aqueles dias que seu cabelo tá uó, você passou o dia com ele preso ou todo bagunçado no trabalho mas de noite tem um eventinho e não quer chegar na vibe rainha louca? Pois é, é essa trança que me salva quando isso acontece.

Não precisa explicar passo a passo porque as fotos tão bem auto-explicativas, mas aqui vai um guiazinho pra você não se perder na Trança Salva-Vidas.  Ela é super simples – você só precisa ter o conhecimento básico de trança, e nem precisa ser aquela super trança embutida não -, alguns grampos e um elástico de silicone. Em cinco minutos o penteado tá pronto!

  • Comece a trançar na lateral do cabelo e vai adicionando cabelo quando os pedaços ficarem curtos (principalmente se o seu cabelo for repicado) até o outro Quando você terminar de trançar, prenda com um elástico
  • Pegue essa trancinha que ficou pendurada e faz um ‘coque’ pra esconder o elástico
  • Grampo em tudo pra ficar bem firme, uma ‘sprayada’ de laquê Karinão e voilá!

Gostou? Já postei no Pinterest também se você quiser repostar na sua board de beautè. Aproveita e me segue lá!
Me digam se gostaram desse tipo de post pra eu fazer mais. Dá um trabalhão, mas o resultado ficou tão bonito que eu adorei!

 

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Instafotos do mês: abril

Sou completamente viciada no Instagram e é difícil que aconteça algo na minha vida que não seja registrado lá. Estava dando uma olhada nas fotos do último mês e resolvi fazer essa categoria aqui no blog, pra reunir os momentos mais gostosos do meu mês! Se você ainda não me segue, é só procurar por daniellecruz. Ih, ficou grande. O mês foi agitado!

1. mini-nutella que a Dre trouxe da viagem que fez pra Alemanha/Dinamarca; 2. comprinha delícia na Cherry Culture; 3. receita de um cupcake feito com nutella que ficou incrível, em breve posto a receita aqui; 4. show da Vitrô (já ouviu?) na Festa Tri que rolou esse mês e teve também show da Graforréia Xilarmônica; 5. ganhei um ovo de páscoa na agência maior do que minha cabeça; 6. mini 500 que ganhei da Fiat, amei, amo carrinhos!; 7. eu e Chicolino no Lollapalooza, com meu look trucker; 8. bordadinho que me fez voltar ao ponto cruz pra deixar nossa casa mais bonita; 9. show da Peaches no Lolla, vi bem de pertinho!; 10. Lars, minha zebra de pelúcia, comemorando o dia do beijo; 11. Aniversário da com o bolo mais gostoso do mundo feito pelo Rafa; 12. melhor aquisição de 2012; 13. ego-shot pré-festa Tri; 14. empanadas delícia feitas por mim (tá, ensino essas também!); 15. academia durante a semana à tarde, um dos benefícios do desemprego; 16. chico, o gato do vizinho que fica na rua…

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Série nova: GIRLS.

Faço parte de um grupo de Facebook e muitos meses atrás vi o trailer, que me deixou morrendo de vontade de ver.

A série fala sobre uma menina de vinte e poucos anos que se formou e não arrumou um emprego decente, quer ser escritora em NY mas os pais cortaram toda a verba de ajuda. Ou seja: a história real que acontece com várias meninas de classe média que se ferram quando papis e mamis resolvem acabar com a alegria.

Aí quando os pais dela cortam a grana, ela resolve pedir pra ser contratada no estágio e é demitida. Além de tudo, o cara com quem ela fica às vezes é um grande idiota. Enfim, a vida normal de garotas estranhas como eu e você.

Achei que a série tem potencial, por isso assistam pelo menos o primeiro episódio. Tem carinha de filme indie, uma trilha sonora legal (mas nada comparado à Skins, claro) e um roteiro com o qual a gente super se identifica. A série já começou a passar na HBO dos Estados Unidos, acho que ainda não tem previsão pra passar por aqui (mas nada que um torrent não resolva).

A personagem principal é interpretada por Lena Dunham, que além de tudo é a roteirista da série!

Vocês já assistiram?

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Ser amigo não é bolinho, não.

Eu conheci a maior parte dos meus amigos pela internet, por vários motivos. Era uma adolescente cheia de problemas internos e muito tímida – não ligava nem pra pedir uma pizza porque morria de vergonha. Minhas amigas de escola, que eu já havia conquistado tardiamente, foram se afastando conforme o ensino médio chegava e fui ficando ‘estranha’, pintando o cabelo de rosa, montando uma banda de rock. Sempre fui muito dona das minhas opiniões e com um gênio muito forte (um dos meus únicos amigos que guardo da adolescência poderia confirmar isso se ele não fosse tão averso à internet) o que dificultava algumas coisas. Então eu entrava em listas de discussão, no livejournal e no mIRC pra conversar com pessoas que gostavam das mesmas músicas, livros e filmes que eu simplesmente porque elas não iam ver meu cabelo colorido, minha cara de brava, minhas pernas finas demais.

Fazer amigos pela internet é fácil e difícil ao mesmo tempo: a pessoa te conhece toda por dentro primeiro: suas fraquezas, suas crises, suas tristezas. Depois elas te conhecem pessoalmente e vocês riem juntos, dançam juntos, saem juntos. Fica mais fácil sem aquela máscara do julgamento. Sem pensar ‘não vou ser amigo da Dani porque ela tem cara de brava’ sem saber se eu estou,simplesmente, num mau dia. Sem saber se não estou fazendo piadas por estar com dor de garganta. Sem saber se morreu alguém que eu gostava.

Acho que sou muito exigente com minhas amizades. Porque colegas a gente tem um monte, certo? Tem mais de mil e duzentas pessoas no meu Facebook e não sei se 95% delas sabe dizer um fato sobre mim que eu nunca tenha postado em algum lugar. Eu tenho um defeito muito grande que é confiar demais nas pessoas. Sempre faço muito por gente que nunca faria nada por mim, pelo contrário, muitas vezes nem gosta de mim. Mas eu sou assim, meio ingênua, mesmo com essa cara de mau encarada.

Mas amigo de verdade, a gente conta nos dedos de uma mão. Amigo é aquele que vai te ouvir chorar e te dar um esporro se você merece porque fez merda, mas também vai ficar em silêncio se não é a hora. Vai te fazer rir, se divertir, mandar uma música legal, um vídeo divertido. Vai te mandar um sms no meio da madrugada falando que está triste e precisa de você, e seu coração vai apertar. Amigo vai te defender quando alguém falar mal de você, e provavelmente te contar depois – não pela fofoca, mas pra te proteger. Ser amigo é uma tarefa difícil, e é por isso que a gente tem tão poucos. Saber rir e chorar com alguém não é pra qualquer pessoa. Saber, acima de tudo, falar a verdade quando precisa. Saber compreender alguém mesmo que as atitudes sejam tão diferentes das que você tomaria.

Estou escrevendo tudo isso porque outro dia eu estava sozinha e triste e liguei pra minha melhor amiga: minha mãe. E ela é foda, às vezes é brava, às vezes me irrita mais ainda, mas sempre vai conversar um pouco comigo por mais que eu esteja com quase trinta anos e esteja apenas me sentindo solitária. E ela mesma me disse: quantos amigos de verdade a gente tem na vida? um, dois, três? amigo não se faz em alguns meses. amigo a gente só percebe que é de verdade quando passam vários anos.

É verdade.

Então obrigada a meus amigos por serem tão fortes e corajosos por simplesmente terem a coragem de estar lá quando eu preciso. Vocês são poucos, mas são demais.

*post pra ler ouvindo: Ray LaMontagne – Let It Be Me. Vou poupar o trabalho da busca, dá o play:

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