Mais Magenta - Mais Magenta, por Dani Cruz.
22 jul 2014

Desapegar é só começar!

Blog legal, né? Navegar nas suas páginas preferidas sempre traz alguma coisa nova, alguma ideia pra deixar sua vida mais interessante. É exatamente isso que a OLX faz por você: abre espaço na sua vida, desocupa espaço na sua casa e você ainda ganha uma graninha extra. Sabe como? A gente explica.

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Na OLX você anuncia grátis tudo que não usa mais. Dê uma olhada na sua casa. Tem muitas coisas que você não usa mais e que valem uma grana. Já pensou que delícia descobrir que agora vai dar para fazer aquela viagem no fim de semana?

Comprar aquele sapato novo, dar aquela renovada no penteado? Descobrir o valor dos seus produtos usados é inteligente nos dois sentidos, pois além de render grana para você, dá uma nova vida aos seus produtos. Bacana, né? Então desapega! É fácil e muito rápido.

Siga as nossas dicas:

Você escolhe do que vai desapegar (pode ser um celular antigo, notebook, bicicleta, móveis, objeto de decoração… tem uma infinidade de coisas pra vender), capricha nas fotos, coloca uma descrição bem bacana (quanto mais detalhes, melhor), compara preços com pessoas que estejam vendendo a mesma coisa que você na OLX e… pronto! Seu anúncio está no ar para mais de 26 milhões de usuários na OLX.

Com a OLX, desapegou, vendeu.

Desapegar faz um bem danado, sabia? É o tipo da coisa que a gente se pergunta por que não começou a fazer antes. Só tem vantagem! Se você já chegou a conclusão de que não vai mais usar alguma coisa, experimente a OLX e compartilhe sua experiência com a gente na nossa fan page da OLX.

Tá esperando o quê? Baixe agora o aplicativo no seu celular! Fotografou, publicou, desapegou.

 

Venda tudo na OLX. É rápido e grátis. Vai ficar aí parado? DESAPEGA!

 

pospatrocinado

25 jun 2014

Como comer sundae de graça e ajudar quem precisa.

Que tal comer um sundae maravilhoso na faixa enquanto ajuda alguém que não tem condições de comprar uma cadeira de rodas?

O Fifties, hamburgueria delícia que tem filiais em várias cidades, lançou algumas semanas atrás a ação Gentileza Gera Sobremesa. O vídeo da campanha mostra o ‘flagra’ capturado nas lojas em que atores fingiam estarem com alguma dificuldade – uma grávida com desejo pelo último lanche da casa, um menino de braço quebrado tentando comer um beirute ou uma senhora que não conseguia ler o cardápio – e as pessoas que ajudaram e foram queridas ganhando uma sobremesa lá na hora. Olha só:

Mas você pode ajudar também! É só entrar no site do Projeto Giramundo, fazer uma doação a partir de 1 real e trocar seu voucher por um sundae Kibon em uma filial do Fifties.

O Projeto Giramundo doa cadeiras de rodas a pessoas com dificuldades de locomoção que não tem condições de comprar. Se cortar um beirute com o braço quebrado já é essa trabalheira toda, imagina ter que trabalhar, passear e tudo o mais pela vida inteira sem ter o equipamento necessário?

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Então vai lá fazer sua boa ação e depois come o Sundae.

Aproveita e pede a batata frita com cheddar que é maravilhosa. Dica minha: chucha (alguém mais usa esse verbo? haha) a batatinha no sundae e seja feliz!

24 jun 2014

Saudade não tem tradução.

Outro dia eu quis dizer pra uma pessoa que não fala português que eu estava com saudade. E tentei explicar de todos os jeitos como é esse sentimento que ferve nosso peito. Essa ausência palpável que vira uma massa gelatinosa nos sufocando na cama quando os primeiros raios do dia atravessam a janela. Que é quase visível na cadeira vazia ao nosso lado no cinema. A falta da companhia no banho, no sonho, na fome. O comentário sobre uma música, filme ou livro qualquer que fica perdido no silêncio. Agarrar o cheiro no travesseiro quando ele nem está mais lá.

Saudade não tem tradução. E talvez seja uma coisa muito nossa, muito brasileira, sentir tanta saudade. Saudade de tempos que não voltam mais, de pessoas que não voltam mais e até de músicas que não se ouve mais. Eu tenho saudades de subir nos pés de manga do meu quintal em Atibaia, da adrenalina que surgia com o medo de cair de uma altura de mais de dois metros. Saudades de ir na Galeria do Rock antes de um show no Hangar 110 e comprar um álbum do Dominatrix com o dinheiro do meu primeiro emprego. Saudades  de um milhão de beijos que eu nunca dei, dos olhos que nunca decorei qual a cor, de cheiros que nem sei mais quais são.

Quando a gente ama, dá saudade todo dia, antes mesmo de se despedir. Saudade por antecipação, ansiedade pelo próximo beijo que pode ser dali a duas, doze ou um milhão de horas. E tem a saudade que não se sabe quando vai acabar. Aquele adeus sem data de volta, sem passagem comprada. “Um dia, quem sabe”. Eu guardo no meu peito uma mistura dessas duas que é quase fatal. Mas que me leva adiante.

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Então eu disse pra esse amigo que saudade é quando a gente quer muito que alguém esteja perto, mas a pessoa não está. E eu sei que foi uma explicação pobre e pouco abrangente. Mas talvez ele precisasse amar as pessoas, as coisas e a vida como um brasileiro ama  pra conseguir entender. Não tem Copa do Mundo que vá ensinar a um estrangeiro como fazer isso.

Só uma brasileira pode.

16 jun 2014

O que eu vesti: festinha e cabelo colorido.

Mês passado andei com o Dave, meu amigo e fotógrafo, pela Santa Cecília procurando uns lugares legais pra fotografar looks do dia. Eu sei que ando meio ausente do blog, todo post que eu consigo fazer acabo falando isso. Mas é que mudei de emprego e as primeiras semanas foram uma loucura, então estou com vários looks atrasados e posts pela metade.

Esse vestido é lindo e eu planejava usar esse look pra uma festa, mas acabei nem indo. Confesso que tenho uma dificuldade mortal de usar salto alto, mas apesar deste aí da Topshop ser enorme ele é super confortável. O problema é que eu não costumo ir a lugares em que PRECISE usar salto! Então ele fica lá, todo lindo… dentro de uma caixa no meu armário :(

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Outra ~novidade~ (pra quem me conhece pessoalmente ou me segue no Instagram não é tanta novidade assim) é que num momento de tédio eu fiz algumas mechas coloridas no meu cabelo! Vocês sabem que não consigo ficar com o cabelo igual por muito tempo. Tinha a tinta azul – estava planejando pintar todo o cabelo, mas mudei de idéia e fiz uma mecha tímida há alguns meses – e a rosa (lembra que fiz umas mechas há um ano?). Um dia estava morrendo de tédio em casa e misturei as duas tintas, fazendo um roxo lindo. Aí fiz mechas das três cores no meu cabelo já descolorido pelas californianas. Essa semana até retoquei, mas ficou bem mais escuro, e acho que vou deixar o colorido pra lá por um tempo… Estou com um plano radical pro meu cabelo!

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Vestido Emme – Sapato TopShop – Meia-calça Lupo – Tiara 25 de Março 

 

09 jun 2014

Já escolheu o que vai dar no Dia dos Namorados?

Dia dos namorados tá logo aí! Se você quer dar um presente legal, tem que começar a pensar com antecedência. E, claro, se quer ganhar um presente legal, já pode começar a dar as dicas pro boy e ver se ele tem uma ‘incrível ideia’ de dar justamente o que você estava querendo, né? Haha!

A Lojas Renner tem várias opções de presentes pra todos os tipos de casal – e pra todos os bolsos também. Quer ver algumas dicas até R$50, até R$100 e acima de R$100 que eu separei pra vocês?

Pra ela, tem essa carteira com laço por R$35,90, uma saia linda de renda por R$99 ou essa bota aberta por R$199!

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E pra ele, que tal uma camiseta do Wolverine por R$39,90? Tem também uma manta masculina por R$59, ou um relógio Mondaine, pro gato clássico, por R$189!publi_praele

E aí, que tal as dicas? Tem muitas outras opções de presente pro seu par, basta acessar esse link aqui.

Não vai deixar passar em branco, né?

 

 

pospatrocinado

27 mai 2014

O que eu quero não existe no Tinder.

Quando eu fiquei solteira, o Tinder estava começando a pegar. Eram poucas pessoas que usavam e tudo era meio nebuloso. Pouco tempo depois, me enrolei com uma pessoa e acabei nem instalando o app. Não posso dizer o mesmo dele – desconfio que durante todo o tempo que ficamos juntos, o cara nunca deixou de entrar lá o tempo inteiro. Mas, enfim, não se pode escolher bem sempre…

Depois que esse namorico começou a desabar (e foi nível avalanche tensa de desabamento), resolvi instalar e ver qual é que era. Habilitei para ver perfis de meninos e meninas, de 24 a 33 anos, razoavelmente perto de mim. O que aconteceu a seguir foi um grande freak show. Tive alguns matches, sendo que, destes, poucos realmente falaram comigo ou responderam as mensagens quando eu tive coragem de puxar assunto. Os que responderam foram péssimos na conversa. As meninas quase nunca falavam comigo e os caras já queriam logo sair. Poxa, cara, pera lá! Vamos conversar primeiro e ver se você é alguém interessante que valha a pena eu sair do conforto do meu combo edredom + videogame pra te conhecer. Mas ninguém tem paciência pra isso, não é mesmo?

Duas pessoas que eu conheci no Tinder valeram a pena. Uma foi uma guria que, por motivos diversos, não deu certo. Mas ficamos amigas e guardo ela no coração. O outro foi um gringo, que rolou uma paixãozinha, dois beijos e dez mil quilômetros de distância. Aí o fim da história vocês já conhecem – e não é o do conto de fadas… Enfim, ficamos amigos também. E só.

A real é que eu poderia, sim, ter saído com mais gente que conheci por lá. Mas eu não quero. Porque talvez, no amor, eu seja tipo aquelas senhoras que ainda escrevem farmácia com ‘ph’. Gosto de conhecer ao vivo, de conversar, ver se a pessoa é legal, se me atrai fisicamente, se tem alguma coisa que faz meu coração bater um pouco mais forte – um sorriso, um jeito de falar. Mesmo que não haja interesse nenhum, eu quero decidir se vou ou não ficar a pessoa por motivos muito mais subjetivos do que uma foto e uma descrição de perfil com 200 caracteres. Eu acredito no lance de pele, na respiração no ouvido. Nas borboletas no estômago.

Acho muito superficial a forma como se julga pessoas em alguns segundos. Como você vai saber se aquela é uma pessoa interessante com aquele perfilzinho básico? E se for um cara lindo que curte páginas no Facebook que te agradam mas pessoalmente é um idiota? Como se escolhe alguém dessa forma?

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Percebi que depois que as pessoas começaram a usar apps e sites de relacionamento – digo as pessoas jovens, pois a galera mais velha já usa faz tempo, por outros motivos – ficou muito mais difícil conhecer alguém na vida real. Você vai pra uma festa e ninguém chega em você. Um amigo – homem, heterossexual e solteiro – me disse que a maior parte dos amigos dele prefere conhecer meninas do Tinder ao invés de gastar tempo e esforço chegando em garotas da vida real, correndo o risco de tomar um não.

Acabou toda a emoção de conhecer alguém numa festa, num bar, num café ou na rua. Os amores de metrô vão desaparecer aos poucos enquanto você está do lado de alguém incrível na Linha Verde, mas não tira os olhos do celular. Arrastando o dedo na tela pra direita ou pra esquerda enquanto poderia perguntar pra uma pessoa interessante o que ela está ouvindo no fone de ouvido.

Todo mundo gosta de fazer sexo. Mas eu quero viver alguma coisa interessante, nem que seja só por uma noite. Quero ter uma história pra contar, mesmo que seja curta. A gente não precisa namorar, se apaixonar, viver um grande amor – mas se não tem nada que me faça querer contar pra alguém que conheci uma pessoa legal, não vale a pena o esforço.

Então hoje eu deletei o Tinder. Quando contei isso pra uma amiga que é usuária assídua, ela falou que eu estou jogando minha vida sexual no limbo. Respondi que não me importo.

O que eu quero, sei que não vou encontrar na tela do iPhone.

 

 

13 mai 2014

Delivery pra vida corrida: RestauranteWeb

Quem trabalha, tem blog e vida social não consegue ficar em casa cozinhando todos os dias. É freela, evento, ideias maravilhosas de posts *ahem*, pós… Às vezes você quer chegar em casa numa sexta à noite, tirar aquela soneca, comer algo rápido e se preparar pra sair de novo, certo? Minha rotina é muito corrida e eu quase não páro em casa. Por mais que adore cozinhar, tem dias que preciso de algo prático e que eu não precise me preocupar muito.

Sempre acabo pedindo alguma coisa pelo RestauranteWeb. Ele mostra todos os restaurantes que tem perto da sua casa, você faz o pedido pelo site ou pelo app e espera. O único trabalho que tem é ir buscar! A maior parte dos restaurantes aceita cartão, então nem precisa se preocupar com tirar dinheiro ~pra pagar a pizza~ que isso é coisa do passado. Cada restaurante mostra as formas de pagamento que aceita.

 

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E não é só pizza, não. Já pedi delivery de comida indiana, japonesa, chinesa e até cerveja gelada pelo RestauranteWeb!

Ah, tem em vários estados do Brasil, então se você é de fora de São Paulo também pode aproveitar o serviço. Então a hora que bater aquela fominha, só entrar lá e escolher.

E aí, vai pedir o quê hoje?

 

pospatrocinado

09 mai 2014

Desculpa, mãe. Não deu.

Não cabe em um post a quantidade de conselhos que minha mãe me deu e eu nunca segui.

Tipo aquela vez que eu namorei um cara que ela odiava, e eu insisti porque achei que ela estava só sendo preconceituosa pois o guri tinha moicano mas na verdade ele era um babaca, como muitos outros. É que quando a gente se apaixona fica cega, e pra mãe ninguém vai ser bom o suficiente pra filha mais nova e meio boba quando se trata de amor.

Mas mãe sempre sabe, né? Pena que a gente só aprenda errando.

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Tipo aquela vez que ela falou que eu não deveria começar a pintar meu cabelo de colorido porque ele era lindo e ia estragar, o que realmente aconteceu (eu nunca mais tive as luzes naturais que tinha aos 14 anos), mas enquanto ela mesma descoloria e tingia – porque a gente não tinha dinheiro pra ir no salão e qualquer cabeleireira do interior ia me chamar de maluca naquela época – disse que quando eu visse as fotos dez anos depois eu ia me arrepender e morrer de vergonha.

Dessa vez ela não tava certa, porque estou aqui com 27 anos pintando mechas multicoloridas como se não houvesse amanhã (nem ontem).

Eu fiz um monte de tatuagens, e continuo fazendo. Fui trabalhar com coisas que não dão dinheiro ao invés de prestar concurso público. Tenho quase 28 anos e não só não casei como não tenho nem previsão de ter um relacionamento nos próximos anos. Às vezes eu acho que devo ser uma grande frustração pra ela, que gostaria que eu fosse uma ~pessoa normal~, apesar de nunca ter dito isso dessa forma. Porque minha mãe sabe que nenhum dos filhos dela bate bem, e que a gente nunca se encaixaria num estilo de vida tradicional. Somos tatuados, roqueiros, nerds. É que ela não percebe que isso tudo a gente herdou dela mesmo – eu cresci ouvindo os discos de vinil do Elvis que até hoje tento roubar pra minha coleção (o do show no Havaí é impossível), ela fez uma tatuagem antes de mim e é a mestre de stalkear pessoas no Facebook (tem até perfil falso!).

Domingo é dia das mães.

Minha família nunca ligou muito pra essas datas comemorativas – talvez minha mãe nem lembre que domingo é o dia dela. Mas eu vou levar um presente, vou levar flores, vou dar um abraço. Porque as coisas não estão fáceis e não tem nada que eu possa fazer pra melhorar, quando só o tempo conserta tudo. Mas quem sabe eu possa levar um pedacinho de amor, um sorriso.

Quem sabe eu leve esse post pra ela ver que eu sou um pedação dela – e que ela é meio maluca também.

 

Esse post faz parte da blogagem coletiva ‘Conselhos que minha mãe deu e eu nunca segui’, do #rotaroots! 

07 mai 2014

O que eu vesti: blazer delícia

É tão difícil pra mim conseguir usar um blazer porque eu tenho ombros largos e sempre fico parecendo O Máscara ou uma popstar dos anos oitenta. Outro dia na Emme peguei esse pra provar sem muitas esperanças… e não é que ficou bom? Ele é de malha, então o tecido tem um caimento mais leve no corpo. E é bom pra essa época de outono que a gente nunca sabe se tá calor ou frio, né? Eu tenho usado bastante, tô amando.

Enfim, vamos ignorar a cara da pessoa que está há dois meses gripada, ok?

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Vocês também tem medo de usar peça com transparência? Eu sempre fiquei super receosa, mas de um tempo pra cá parei de me importar. O que importa mesmo é se sentir bem com nosso corpo. E qualquer coisa, joga um top que fica mara também. Fui ousadinha nesse aí e lancei logo um CROPPED TRANSPARENTE. Não há limites.

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A calça, blusa e blazer são da Emme. Oxford florido Moleca. Brinco Fique Rica e pulseira Oh Captain

06 mai 2014

The Punk Singer, o documentário sobre a incrível Kathleen Hanna

Está rolando aqui em São Paulo o In-Edit, festival de documentários musicais que tem mais de 40 filmes sendo exibidos até o próximo dia 11 de maio. Eu estava meio ausente da vida recentemente e acabei ficando super em cima da hora que teria a exibição de The Punk Singer, um documentário sobre a Kathleen Hanna que eu estava muto afim de ver desde quando estavam arrecadando grana pra finalizar!

Obviamente perdi a exibição, mas achei no torrent e passei o domingo no sofá assistindo e digerindo a história da garota que mudou totalmente o rumo das bandas de garotas nos anos 90 e inspirou toda garota que se identificou com o movimento Riot Grrrl em alguma fase da vida.

Se você não sabe, ela foi a vocalista da banda Bikini Kill, e um ícone do feminismo da época. Foi ela quem começou a cultura de ‘girls to the front’, que trazia todas as meninas pra frente do palco, fazendo com que os homens ficassem no fundo e criando assim um ambiente não invasivo e seguro onde as mulheres eram, pela primeira vez no rock, prioridade. O documentário mostra o começo de sua carreira, como surgiu a ideia de criar o Bikini Kill, as dificuldades de Hanna com a imprensa, seu relacionamento com Adam Horowitz (do Beastie Boys) e a doença que a fez precisar se afastar dos palcos alguns anos atrás.

É impossível não se emocionar com a vontade de mudar as coisas de Kathleen Hanna. Ela foi minha inspiração durante toda a adolescência e eu consumia cada pedacinho de notícia que tinha sobre ela. O Bikini Kill não existia mais e era a vez do Le Tigre, com a famosa Deceptacon que até hoje faz com que meninas da minha idade surtem quando toca na balada. Mas, quando eu tinha uns 14 anos, não havia muita informação sobre ela. Fiz uma amiga nos EUA pela internet que me mandava fotos de zines que sua irmã mais velha tinha conseguido e era o mais próximo que eu podia estar do riot grrrl americano. Era mágico.

Recomendo esse documentário não só às meninas que sonharam, um dia, em ter uma banda. Não só às que se assumem feministas – porque acho que no fundo, toda mulher é uma feminista, e se não é, deveria ser. Recomendo não só às meninas que ainda acreditam no espírito da sororidade, que acham que as mulheres tem que se unir e não atingir umas às outras. Eu recomendo à TODAS as mulheres que assistam a esse documentário. Porque a mulher é foda, e, de certa forma, a história dela nos faz mais fortes.

Dá uma olhada no trailer:

Fiz uma playlist no Spotify (meu deus, não tem as músicas do Bikini Kill em nenhum desses players!) pra quem quiser conhecer um pouco mais o trabalho da Kathleen Hanna e seu trabalho com as bandas Bikini Kill (1989-1998), Le Tigre (1999-2001) e The Julie Ruin (2010 – hoje).

E aí, alguém assistiu? O que achou?


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