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O livro da Gaía Passarelli vai fazer você querer viajar agora

E pronto. A resenha podia terminar no título. Mas tem muita coisa que eu queria falar sobre esse livro, então acho que ele merece muito algumas outras palavrinhas.

Eu acho a Gaía uma mina muito foda, primeiro porque ela foi repórter de música numa época em que mulheres sofriam muito ao trabalhar nesse meio (continuam sofrendo), e sempre que a vi pela MTV pensei que ela era uma mina corajosa pra cacete. Segundo porque ela sempre viajou muito, e com redes sociais eu acompanho as viagens faz um tempo e, porra, quem não quer ganhar a vida viajando? Todo mundo. Mas poucos podem e conseguem, porque viajar é legal mas estar aberto às experiências que as viagens podem te trazer é só pra alguns.

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Eu nunca viajei sozinha por mais que dois dias – os quais passei trabalhando no Lollapalooza Chile. Foi minha primeira viagem internacional e eu chorei de felicidade porque andei de metrô sozinha num país que não era o meu. Pra quem tem ansiedade, crise de pânico e coisas do tipo, foi um grande marco. De qualquer forma, viajar sozinha continua sendo um tabu pra mim.Além disso, o medo de ser mulher em outro país realmente é bem grande. O livro da Gaía me ajudou a perder o medo de um monte de coisas, e vi o quanto você pode viver os lugares que vai de forma diferente se estiver sozinha.

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Mas o livro não é apenas uma série de dicas de viagem para meninas viajando sozinhas. Aliás, a menor parte do livro é isso. O que me tocou mesmo foi o quanto a Gaía conseguiu ser sincera e clara sobre quem ela é durante o livro. Não é qualquer um que consegue dar a cara a tapa e falar que sofreu de amor sim, chorou catarrenta igual a gente sim, usou drogas sim. Definitivamente não é o livro amaciado que a gente tá (infelizmente) acostumado a ler. O livro é sobre uma mulher viajando sozinha e transando por um fim de semana inteiro com um desconhecido, experimentando ahayuasca e ficando sem dinheiro pra comer. É real. E, de novo, me mostrou o quanto a autora é corajosa. Hoje em dia a gente não acha muita gente que tem coragem de mostrar realmente quem é.

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Ah, não posso terminar esse post sem falar o quanto as ilustrações são lindas, pela artista plástica Anália Moraes! Combinam perfeitamente com o clima do livro, e você se sente uma amiga das duas trocando ideias sobre os causos da vida. Daqueles encontros deliciosos que quando você vê já é hora de partir, terminar o café frio numa golada e guardar na estante.

Você pode comprar o Mas Você Vai Sozinha, da Gaía Passarelli, na Amazon, por R$31,90. Foi esse o preço que eu paguei e chegou no dia seguinte com frete grátis na minha casa (em São Paulo). Mas fica de olho que a Amazon sempre tem promoção!

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Hoje não tem vídeo novo :(

Pessoal,
hoje é dia de vídeo novo, mas nosso país está em luto por causa do desastre aéreo que envolveu atletas do Chapecoense, equipe e jornalistas. Por isso, o vídeo só sobe amanhã, pra gente ter tempo de respirar fundo e pensar melhor sobre a fragilidade de nossas vidas, e o que estamos fazendo com nosso tempo no mundo.
 
No mais, todo meu apoio e força às famílias daqueles que perdemos hoje.
 
Beijo,
Dani.
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A responsabilidade das influenciadoras feministas

Durante esse ano vivenciei e presenciei situações que me fizeram pensar muito na questão das influenciadoras feministas. Temos mulheres incríveis que estudam e entendem do que estão falando, que sabem e conhecem as consequências de seus discursos. Mas com a questão do empoderamento crescendo, vimos muitas blogueiras e influenciadoras digitais se autodenominando as vozes do feminismo. Não estou aqui pra caçar a carteirinha de feminista de ninguém, mas pra propor que a gente coloque nossa mão na cabecinha e analisemos tudo o que falamos por aí.

Eu resolvi fazer este post porque nas últimas semanas vi pelo menos cinco meninas falando sobre o jejum intermitente (por alto, uma “dieta” que emagrece pacas, mas que as minas chegam a ficar 24 horas sem comer). A maior parte das minas que falaram sobre isso são mulheres adultas, com um público mais jovem pois, afinal, é a internet. E isso me deixou muito chateada.

Eu tenho compulsão alimentar. Comer, pra mim, é um vício. Eu já chorei comendo. Isso começou a acontecer comigo depois dos 23 anos. Algumas vezes, quando eu era adolescente, eu cheguei a vomitar depois de comer porque alguém comentou que eu tinha uma “barriguinha” (eu pesava 40kg e tinha 1,60, era muito magra, mas sempre tive uma barriguinha saliente que não é nenhum problema). Viver a compulsão alimentar foi, pra mim, um tapa na cara. Foi perceber o quanto eu tive problemas com minha imagem quando era adolescente e o quanto isso afetou quem eu sou hoje.

Tem uma pesquisa de 2014, feita pela secretaria de saúde do estado de São Paulo, que mostra que 77% das jovens em São Paulo apresentam propensão a desenvolver algum tipo de distúrbio alimentar, como anorexia, bulimia e compulsão por comer. E 46% afirmaram que mulheres magras são mais felizes.

Incentivar meninas a ficarem sem comer é uma enorme irresponsabilidade, ainda mais quando a pessoa se diz feminista, porque ela está afirmando que é ok sofrer, passar fome e ter atitudes não saudáveis em busca de um padrão de beleza que é inalcançável. Mas se a menina vê que a feminista falou, então parece ser ok aos olhos do feminismo, e não é. Sempre vai ter algo que poderia ser diferente no seu corpo, pra quem tem um problema com a autoimagem. Ser saudável é diferente de fazer qualquer coisa por ser magra e, principalmente, ser magra não significa ser feliz.

O feminismo vai muito além da jaquetinha rosa escrito girl power, de achar engraçado as miga drag queen e ouvir Lady Gaga e Beyoncé. O feminismo nem sempre é cor de rosa, aliás, o feminismo muitas vezes não é cor de rosa. Tem pautas pesadas e importantíssimas como aborto, estupro, disturbio alimentar, suicídio e outras coisas que no nosso mundo ideal a gente nunca falaria sobre porque elas não existiriam, mas elas existem, e precisam ser faladas por nós também.

A gente precisa sair do casulo de algodão doce e falar sobre coisas que doem também. E entender como as coisas afetam nossas leitoras, assinantes, seguidoras. O quanto o que falamos afeta tudo ao nosso redor, inclusive nossa vizinha, a colega de trabalho, a mina que sentou do seu lado no ônibus. A nossa atitude importa, não porque somos influenciadoras, mas porque somos mulheres lutando por um mundo melhor pra TODAS as mulheres, não só pra nós.

Nós, como influenciadoras feministas, temos o DEVER de problematizar, discutir, pensar mil vezes antes de fazer um post ou um vídeo, de fazer colaborações com canais que não condizem com a nossa ideologia. Porque se A GENTE abre exceções e acha que “tá tudo bem”, nós estamos dando dez passos pra trás numa luta de centenas de anos, e afirmando para as meninas que é ok. Que é ok ficar doente pra ser magra, que é ok deixar alguém fazer algo que você não gosta, que é ok ser amigo de um cara machista que abusa e objetifica mulheres, que é ok viver num mundo não feminista.

E não é ok.

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[VÍDEO] Sete mentiras que contam sobre feministas

Tem vídeo novo no canal!

Tempos atrás pedi ajuda para as minhas amigas no Facebook, para que me contassem os absurdos que elas ouvem sobre feministas em discussões de internet. Foi TANTA coisa, que precisei escolher as mais citadas, senão faria um longa metragem. O resultado é esse vídeo aí, que espero que nos ajude a diminuir o preconceito em relação a uma luta tão importante.

Não esquece de assinar o canal pra receber os vídeos novos (que estão entrando duas vezes por semana agora, percebeu?)

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Fazendo terapia pela internet

Quem me acompanha faz tempo sabe que eu tenho um problema com ansiedade, e também sabe que esse ano eu dei uma volta muito louca na minha vida. Mudanças são ótimas e eu as adoro, mas nem sempre é tão fácil de lidar, principalmente se parece que a sua cabeça está contra você.

Então quando o pessoal do Zenklub entrou em contato comigo pra ver se eu toparia testar a ferramenta, eu achei ótimo, porque já estava estudando formas de voltar a fazer terapia ou análise. Ainda não sabia como, mas sabia que eu tinha que parar de postergar urgentemente. Dito isso, obviamente topei.

Essa é a sala que você será atendida. Tirei o print antes da profissional entrar, pra não expô-la.

Essa é a sala que você será atendida. Tirei o print antes da profissional entrar, pra não expô-la.

O Zenklub é uma plataforma online que permite que você encontre um psicólogo que atenda suas necessidades, agende uma consulta e tenha seu atendimento na data e hora marcado. Tudo isso completamente online. Você entra numa sala virtual e conversa com seu psicólogo como se fosse num Skype, com a segurança de que sua sessão não está sendo gravada por eles.

As sessões custam entre 80 e 300 reais, dependendo do profissional.

Um dos meus problemas com a terapia é que nos meus piores dias, quando a crise da deprê e da ansiedade pegavam de vez, eu simplesmente não conseguia ir à minha sessão. Porque só de saber que tenho que levantar da cama, pegar transporte público e falar sobre coisas que doem já é demais pra mim. Esse problema foi resolvido, porque nesses dias (que espero que sejam cada vez menos frequentes) eu só preciso rolar da cama. Tenho certeza que a psicóloga vai entender o fato de eu estar de pijama…

Essas foram minhas primeiras impressões. Como é difícil falar com apenas uma sessão, e eu queria dar essa dica logo pra vocês, daqui a 4 semanas eu vou fazer um vídeo lá no meu canal no YouTube contando como foi minha experiência durante o mês. Assina lá pra ficar sabendo antes, ok?

Quero dizer que isto não é um publi, mas uma permuta para eu testar os serviços e contar com total transparência qual a minha opinião. Se eu achar ruim, vou falar, se eu achar bom vou recomendar!

Pra conhecer e experimentar o Zenklub, a primeira consulta é grátis. Só acessar aqui.

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Ajude a Casa 1 (e faça um workshop de automake comigo)!

No primeiro semestre encontrei o Iran para gravarmos um vídeo do Vote LGBT e ele me contou desse projeto que estava nascendo. A Casa 1 seria a evolução do que o Iran já fazia em sua casa – abrir o espaço para acolher jovens LGBT que estivessem passando por situações difíceis, principalmente com a família. E a gente sabe que não é raro isso acontecer…

O Iran viu que só seu apartamento não ia dar conta de todo mundo que precisava de um espaço, então teve a ideia de criar a Casa 1: um espaço de acolhimento que além de oferecer um teto, dá oportunidades e socialização para a vida destas pessoas. Então a Casa vai ser um Centro Cultural, um espaço de palestras, cursos e workshops – para os moradores e para o público em geral!

Mas a casa precisa de dinheiro pra isso acontecer, então está rolando um crowdfunding. Muita gente legal se juntou para oferecer cursos cuja renda será totalmente revertida para a Casa, inclusive eu! Terei uma turma de automaquiagem com 6 alunxs por lá no ano que vem, e você pode se inscrever e ajudar esse projeto. Que tal?

 

O link para saber mais e ajudar a casa é esse aqui. Nos vemos por lá?

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Ornamentos bizarros pra um Natal diferente!

Agora que começou novembro já podemos fazer a contagem regressiva pro Natal? Minha família é muito grande e espalhada de norte a sul do Brasil, e por isso nunca fui obrigada a passar as festas com um monte de primo que não sei o nome. Acabou sempre sendo eu, meus pais e meu irmão, no lance mais formal e menos obrigatório do mundo. Talvez por isso mesmo eu sinta falta de comemorar com uma super festona em família, hahaha! No melhor estilo “cuidado com o que você deseja”.

Mas voltando ao assunto, eu sempre tive árvore de natal e montá-la era minha parte favorita! Queria ter coleção de enfeites de natal diferentes, mas os demônios que eu chamo de gatos não permitem mais essa tradição por aqui. Enquanto isso, eu fico paquerando esses ornamentos de natal super exóticos que encontro pela internet… Olha só:

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Sphynx, aquele gatinho careca ou um gatinho de três olhos?

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Amantes das artes podem ir de O Grito, de Munch. Amantes de ciência podem deixar papai noel de lado e colocar Charles Darwin em suas árvores ;P

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Pepequinhas natalinas // Preguicinhas (que vêm da ESLOVÊNIA!) // A ira de Cthulhu // Bola de natal com seu Pantone favorito

Ainda dá pra comprar e chegar a tempo de chocar sua família no Natal, hein?

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[VÍDEO] Carta para a atual do meu ex

Eu pensei nesse vídeo depois de ouvir a terceira história da semana que envolvia alguma namorada brava com a ex do cara, ou vice versa. Fiquei pensando no quanto o cara estava sempre convenientemente confortável na situação, e o quanto eu já estive em ambos os lados dessa equação.

Algumas semanas atrás eu mandei uma mensagem pra uma menina. Ela havia sido a namorada seguinte do meu ex. Na verdade, ele me traiu com ela e em seguida começaram a namorar. Quando terminou, ela me mandou mensagem, e eu fui horrível na resposta. Isso aconteceu há anos, e tanta coisa aconteceu nesse meio tempo, eu mudei tanto… mas isso me incomodava. Me lembrei do nada e resolvi que tinha que pedir desculpas. Falei que eu jamais faria isso se fosse hoje em dia e que eu sentia muito por tudo o que ela também sofreu. Ela falou que entendia e ficou tudo bem, foi uma fofa.

Uma das minhas melhores amigas é a atual de um ex. Isso aconteceu outras vezes também. Eu gosto da ex do meu atual, também. E isso aconteceu mais umas outras tantas vezes. No fim os namoros passados acabaram, mas as minas permaneceram firmes no meu círculos de contatos enquanto os caras estão no limbo do bloqueio virtual e real também.

Espero que um dia ninguém mais tenha coragem de dizer que precisamos ser inimigas. A vida com amigas é muito mais legal.

Essa carta não é para uma pessoa específica, mas uma reflexão sobre como a rivalidade feminina nos distancia de quem às vezes pode nos ajudar e nos entender. Mais sororidade, menos rivalidade!

PS: Tenho tido uma enxaqueca horrível. Não estou triste no vídeo, é que a luz estava muito forte e minha cabeça parecia que ia explodir :(

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Sempre quis fazer uma tattoo? #VaiQVai pra lista!

Nem parece que faz 12 anos que fiz minha primeira tatuagem! Logo que completei 18 anos, fiz minha primeira tattoo. Eu não fazia ideia de como era a dor de uma tatuagem! No fim foi tudo bem e eu tenho duas estrelas náuticas com o nome dos meus pais nas costas :)

Se na sua lista de conquistas está fazer uma tatuagem, que tal viver esse momento literalmente MARCANTE com um penteado incrível pra se sentir ainda mais autoconfiante?

A campanha #VaiQVai de Seda ensina você a fazer penteados diferentes pra cada conquista inesquecível da sua vida. Olha só esse coque soltinho, como é fácil de fazer:

Se você quer ver mais tutoriais como esse pra dar um turbo na sua autoconfiança e chegar aonde quiser, entra no canal de Seda no YouTube e veja os outros videos da campanha #VaiQVai!

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