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O que é lugar de fala?

Hoje lá no canal tem um vídeo novo explicando o que é o famigerado LOCAL DE FALA (ou lugar de fala), um conceito essencial mas que, muitas vezes, é não só mal utilizado como também mal interpretado.

Quando devemos nos posicionar em uma discussão? Quando temos o direito de opinar sobre determinado assunto? Saber qual nosso lugar de fala é um exercício de empatia muito importante!

Vou colocar aqui também a imagem que falo no vídeo, do Projeto Elas por Elas:

Tá esperando o quê? Vai lá assinar o canal! Seu apoio é muito importante pra que eu consiga continuar a fazer meu trabalho :)

Crescendo o cabelo: inversão capilar funciona?

Parei de raspar a cabeça em fevereiro e voltar a ter cabelo é um processo longo que parece ser interminável. Apesar de ter consciência de que vai demorar pelo menos um ano pra voltar a fazer um rabo de cavalo, estou numa fase que ainda está muito curto pra raspar as laterais, porém comprido o suficiente pra parecer um capacete. Então pelos próximos meses vocês vão ver muitas dicas e receitas malucas pra fazer o cabelo crescer mais rápido.

Semana passada eu contei lá no Instagram Stories que estava fazendo um processo muito louco chamado Inversão Capilar, que minha amiga Camilla Mazzoni me ensinou. O esquema consistia em ficar de cabeça pra baixo depois de massagear o couro cabeludo com óleo de rícino, repetindo por sete dias.

Como o negócio todo parecia mais uma mandinga do que qualquer outra coisa,  fui pesquisar: aparentemente a massagem ativa a circulação do couro cabeludo, e ficar de cabeça pra baixo também, estimulando os folículos. O óleo de rícino tem poder fortificante (não se assuste com o escrito LAXANTE na embalagem, ele só funciona como laxante se você ingerir via oral) e deixa seu cabelo mais saudável pra crescer melhor. E por último, você só pode fazer 7 dias porque é  um tratamento de “choque”, se fizer todo dia seu corpo vai se acostumar com a circulação mais intensa na cabeça e não vai funcionar muito. Por isso, é preciso esperar 30 dias para fazer novamente.

Lembrando que não sou dermatologista e nem tenho nenhum embasamento científico pra comprovar que o método funciona, vamos aos que interessa:

COMO FAZER A INVERSÃO CAPILAR:
Você vai precisar de:
♥ Óleo vegetal (indicado é o de Rícino, baratinho e encontrado em qualquer farmácia ou perfumaria, mas você também pode usar óleo de côco, amendoa, desde que seja 100% VEGETAL)
♥ Força nos dedos
♥ Paciência

Pra fazer a inversão você deve aquecer um pouco o óleo de rícino (ele é bem denso, se você não aquecer vai ser muito difícil de passar) e massagear o couro cabeludo com os dedos por cinco minutos. Depois, ficar mais cinco minutos de cabeça pra baixo (eu deitava na cama com a cabeça pra fora pendurada, você pode fazer isso num sofá ou abaixar com a cabeça entre as pernas). Escolhi fazer antes de dormir e só lavar o óleo de manhã.

RESULTADO:
Confesso que fiz o processo apenas por CINCO dias, e não sete. No sexto dia eu tive uma crise de enxaqueca como não tinha há anos, com muita dor de cabeça. Dito isso, meu cabelo REALMENTE cresceu rápido. Em uma semana ele cresceu 1cm, o que normalmente demoraria um mês inteiro. Não sei se nessas fotos vai ser visível, mas no dia a dia eu noto não só o meu cabelo mais compridinho como também mais cheio.

Fiz umas fotos pra comparar o progresso, ignorem o fato de que eu havia acabado de acordar em TODAS elas:

VALE A PENA?
Desconfio seriamente que ficar cinco dias de cabeça pra baixo por cinco minutos não fez muito bem pra mim porque a crise de enxaqueca que eu tive foi bem séria. Logo, não vou fazer o processo novamente, Se você não tem problemas com enxaqueca e quer muito que seu cabelo cresça logo, vale tentar. Meu cabelo ficou uma delícia no dia seguinte. Pelo menos seu cabelo vai ficar bem fortalecido e macio por causa do óleo.

E vocês, já testaram esse método? O que vocês fazem pro cabelo de vocês crescer mais rápido? Quero saber todas as dicas!

Hoje vou começar a testar um tônico de uma marca conhecida aí! Daqui a um mês eu conto como foi esse processo também.

Pós-tattoo: como cuidar para que sua tatuagem cicatrize bem!

Oi meninas, no vídeo de hoje eu vou mostrar como você pode chegar aos 90 anos tatuada e divando! Hahahaha

Agora falando sério, toda vez que eu faço tatuagem tem um monte de gente me pedindo pra contar o que eu faço pra elas cicatrizarem tão rápido e ficarem tão coloridas. Óbvio que tem um fator genético aí (sempre cicatrizei super rápido com tudo) mas eu tento tomar alguns cuidados que ajudam – e muito – esse processo.

Hoje vou dividir meus SEGREDOS TATUAGÍSTICOS com vocês!

Aproveita e vai lá assinar o canal! Tem vídeo novo toda semana pra você não ficar com saudade dessa minha voz de taquara rachada <3

O que você deve levar de O Ano Em Que Disse Sim

Já faz alguns meses que terminei a leitura de O Ano em que Disse Sim, o super falado livro da Shonda Rhimes (a cabeça por trás de séries como How To Get Away With Murder e Grey’s Anatomy). Confesso que precisei de um tempo pra digerir porque algo ali não me parecia certo, mas eu não conseguia decidir o que era.

No livro, Shonda conta como mesmo tendo tudo o que podia ter, não estava feliz. Em busca dessa felicidade ela decidiu se abrir para novas possibilidades, dizendo sim para todas as coisas que ela não fazia antes como dar entrevistas, participar de programas de televisão na frente das câmeras, receber prêmios, fazer discursos, etc. Ela conta como passar um ano inteiro dizendo sim a mudou completamente e inclusive foi essencial na sua perda de peso.

Primeiro de tudo: é basicamente um livro de auto ajuda com uma narrativa pessoal e o jeito divertido de Shonda. Mas continua sendo auto ajuda. Se você não curte esse tipo de livro provavelmente vai se entediar lá pela metade. Eu me entediei, mas persisti.

Segundo de tudo é que você precisa de um certo distanciamento pra entender como deve aplicar essa coragem da Shonda na sua vida diária. É muito fácil falar sim pra tudo quando se tem a vida de uma roteirista milionária. Mas quando a gente já se sente sobrecarregado no dia a dia tendo duas, três, quatro jornadas diárias, como encontrar tempo pra falar sim pras coisas que nos desafiam?

Confesso que me senti meio ansiosa quando li o livro porque eu sei que existem muitas coisas as quais eu gostaria de dizer sim, mas não consigo. E não conseguir é ok, mas quando a gente simplesmente apenas pensa que não pode ou não consegue é que devemos nos questionar. Mas também me deu coragem pra tomar uma atitude e me enfiar numa aventura que tenho certeza que vai ser incrível. Em breve conto mais sobre isso :)

Acho que o importante de tudo é aprender a escolher suas batalhas. Fazer as escolhas certas, que vão ser melhores pra você a médio e longo prazo. Mas ao mesmo tempo saber dizer não e pedir ajuda são atitudes essenciais pra que você possa criar as ferramentas necessárias para se aventurar no seu próprio ano do Sim.

Tudo bem se for um Ano do Às Vezes Sim. A gente entende.

E, acima de tudo, não se comparar com as pessoas. Porque a gente tende a ver só o lado glamuroso – seja da Shonda ou das minas que você segue no Instagram – mas ninguém mostra como é difícil fazer tudo sozinha. Ninguém compartilha os momentos em que está desmoronando. E todo mundo desmorona uma hora.

Até a Shonda.

O livro tá com um precinho mara na Amazon. Você pode comprar clicando aqui:

Vem ouvir meus achados musicais no Spotify!

Não é segredo pra ninguém que eu sou a louca das listas no Spotify. Eu crio playlists pra tudo! Quando eu ainda tocava na noite eu fazia algumas com meus setlists de cada festa, mas também crio listas com músicas especiais pra viagens, sensações, festivais e shows que eu vou…

Fazer esse tipo de “curadoria” é algo que eu gosto muito, e achar bandas e músicas novas também! Até cheguei a ter um projeto que queria subir uma playlist por semana mas a falta de tempo me fez desistir…

O algoritmo do Spotify me conhece direitinho e meu Achados da Semana sempre vem recheado de sons incríveis, e a maioria é composta por bandas de mulheres. Só que toda semana as músicas dessa lista mudam automaticamente, então eu criei uma playlist só pra salvar o que ouço de mais especial por aí:

Tirando o Achados da Semana, eu também encontro muitas bandas e artistas novos fuçando os relacionados de artistas que já gosto, ouvindo playlists aleatórias e rádios no aplicativo.

Ah, esse post não é patrocinado e nem sou embaixadora da marca, só adoro a plataforma, mesmo <3

Então vai lá me seguir no Spotify e assinar a playlist de Achados da Dani! Toda semana eu jogo mais um monte de coisas nela, tá ficando demais.

Tem documentário sobre as riot grrrls brasileiras vindo aí

Alguém finalmente ouviu as minhas preces: estão produzindo um documentário sobre a cena riot grrrl brasileira, também conhecida como os anos mais loucos e divertidos da minha vida. O documentário, claro, não tem nada a ver comigo, mas vai contar como surgiu a cena que uniu minas no rock nos anos 90 resgatando histórias de grandes bandas como TPM, Hitch Lizard, Dominatrix, The Biggs, The Hats, Hidra, The Dealers e Comma.

Uns anos atrás produziram um documentário muito legal sobre a cena “emo”, que era basicamente o hardcore do começø dos anos 2000. Por mais que eu tenha adorado a produção, ficou bem claro que o hardcore brasileiro sempre foi um grande clube do bolinha. E conforme ideias feministas chegavam aos ouvidos de meninas em todos os lugares, foram sendo criados espaços em que as minas pudessem mostrar seus sons cheios de fúria feminina da melhor espécie.

Promo | Faça Você Mesma from Black Sheep Filmes on Vimeo.

Viver essa época foi incrível. Eu vinha de Atibaia pra ir em festivais de bandas de mina e adquirir 45 novas crushes por show.  Foi num desses festivais que eu dei meu primeiro mosh, que foi um desastre, mas eu tenho até foto pra mostrar:

O movimento riot grrrl brasileiro me inspirou a ter banda (a falecida Hipo Condria, que começou se chamando Pathetic Underwear, que sinceramente eu não percebi na época quando criei o nome mas era uma grande crítica aos papéis de gênero… eu só pensei que gostava de usar cuecas mais do que calcinhas) e me inspirou a ir atrás das minhas coisas. Também em inspirou a escrever poesia, fazer zines e acabar fazendo faculdade de design gráfico por causa disso. E, anos depois, retomar meu contato com essas ideias me trouxe ao feminismo, que me ensinou a maior lição de todas: cultivar minha auto estima. Então sim, ser uma riot grrrl mudou minha vida, e vai ser muito emocionante poder assistir esse documentário.

Só que as minas precisam de apoio financeiro pra fazer isso aí rolar! Então se você puder, qualquer ajuda é bem vinda no Catarse do projeto. Eu ajudei com o que conseguia hoje e vou divulgar pra todo mundo fazer esse lance acontecer. Elas tem 17 dias pra conseguir 30 mil reais. Gente, não é difícil. Se a gente se juntar, conseguimos fazer rolar! Vamos divulgar?

Se você quer saber mais sobre o movimento riot grrrl, recomendo o documentário The Punk Singer, sobre a Kathleen Hanna! Tem post aqui no blog.

Amar seu corpo não é um crime

No ano passado eu engordei. Não foi pouco. Foram quase vinte quilos. Cheguei a pesar 81, me sentir inchada 100% do tempo. Eu havia largado os remédios de ansiedade e o anticoncepcional. Tinha vergonha de postar fotos de corpo nas redes sociais, tinha medo de ir em eventos e encontrar pessoas que me conheciam quando eu era magra me importando com o que elas iriam pensar. O Facebook me mostrava fotos de uma época em que cheguei a pesar 61 quilos, mas por dentro eu estava definhando de depressão e ansiedade. Eu não comia porque trabalhava demais e chorava demais. Aí comecei a ficar doente.

Quando resolvi largar o trabalho em agência de publicidade – por mil e um motivos – e ir estudar maquiagem – que até hoje não tenho 100% de certeza se é a minha profissão dos sonhos.. aliás, isso existe? – eu comecei a ter tempo livre demais. E tudo o que eu não comia pela perda de apetite que a depressão me trouxe, virou comida em dobro. Quando a gente tem um transtorno alimentar e come compulsivamente, nunca é salada. É sempre pizza. Hamburguer. Cachorro quente. Chocolate.

Eu comia duas barras de chocolate em um dia, se deixassem. E deixavam. Porque não havia ninguém ali pra me impedir. Minha consciência falava “você está triste, tudo bem, você merece”.

Mas esse post não é sobre como eu engordei, nem como está é a minha saúde agora. É sobre como eu entendi que você pode ser saudável com qualquer peso. E pode se amar independente do que a balança te diz.

Quando se completou dois meses que eu não me via nua no espelho, decidi que aquilo terminava ali. Eu sentia falta da Dani que eu era antes, sentia falta de ser sensual, de fazer sexo com meu parceiro, de postar seminudes no snapchat, de usar top e legging e pensar que minha bunda tá bonita demais pra sair com uma roupa que me faz sentir um saco de batata. Eu estava cansada de chorar em provador de loja de departamento tentando entrar num 42.

Eu via meninas gordas e as achava bonitas e incríveis. Porque em mim era inaceitável? Não fazia sentido e eu sentia que era uma grande hipocrisia da minha parte, sendo feminista. Desconstruir esse pensamento é muito fácil em relação aos outros, mas quando se trata da gente, precisamos reviver traumas e ideias que colocaram na nossa cabeça desde que nascemos. A sociedade é cruel com as meninas.

Eu tive que aprender a me amar por exaustão. Não dava mais pra viver um dia daquilo. Então eu parei.

Parei de tentar entrar em roupas que não me servem, e, com isso, parei de comprar roupas em fast fashion. Parei de seguir redes sociais das musas fitness com seus planos absurdos de dieta, com suas três horas por dia na academia, seus detox líquidos tomando só suco de limão por vinte dias. Parei de ler os sites de fofocas, ver as fotos de biquini, de seguir meninas que são magras e falam que estão gordas como se isso fosse um problema. Eu parei de me comparar com pessoas que não são eu, nunca serão eu, e aprendi que isso é mais problema delas do que meu.

Foi como se uma porta se abrisse pra mim e eu conseguisse ver como o problema não era exatamente com meu corpo, independente de estar saudável ou não. Eu poderia pesar 80kgs e estar com todos os exames em dia, assim como mulheres maravilhosas que eu conheço estão. O problema é com todo o resto que acontece quando você não está no padrão, com tudo o que a sociedade te fala que não pode, é proibido ou é feio.

Amar o seu corpo é um processo diário e infinito. Quando a gente tá quase conseguindo vem um anúncio de lingerie, uma mina de 50kg reclamando que tá gorda, uma tentativa frustrada de comprar calça jeans em fast shop, mil comparações o dia inteiro, todos os dias. Os padrões impostos são inalcançáveis: você precisa ser magra, sarada, saudável, zen, sorridente o tempo inteiro. A vida no Instagram é perfeita. Mas por dentro estamos todas exaustas de correr atrás de um objetivo que nunca chega. Faça exercício, coma melhor, aprenda a meditar SIM! Mas faça para ter estrutura emocional e física para encarar a vida no olho todos os dias, pra ler as notícias cada vez mais surreais, pra ter forças pra ir trabalhar e garantir seu sustento, pra aproveitar pequenos momentos felizes com as pessoas que ama, e não pra estar num padrão que lhe foi imposto com uma promessa vazia de felicidade no final. Perfeição é um conceito humano: o universo é como é e pra amar a vida é preciso aprender a entender isso e se encantar com o que há de “errado” também. Eu olho no espelho todo dia e repito: meu corpo é lindo, eu sou incrível, minha cabeça pensa coisas maravilhosas, eu sou capaz, eu posso e vou ser feliz. Sou uma mulher forte. Cheguei até aqui. Fui além do que imaginava. E tantas vezes quis desistir… mas persisto, insisto e sigo. Vem comigo!

Uma publicação compartilhada por Dani Cruz (@daniellecruz) em

O que é ser perfeito? Constantemente vejo meninas postando foto da Marylin Monroe e falando “como era bom essa época em que meu corpo era o padrão”. Eu vejo as fotos da Marylin hoje e me reconheço ali: a barriguinha, as coxas grossas, as dobrinhas nas costas. Quando foi que isso deixou de ser bonito? Ou melhor, quem foi que decretou que isso deixou de ser bonito?

Saúde é importante, claro. Quando eu era muito magra, eu não era saudável, mas era muito elogiada pela minha aparência. Hoje eu engordei, e continuo não sendo saudável, mas sou elogiada pela minha força. Estou começando um processo de reencontrar minha saúde, de ter hábitos saudáveis e alimentação balanceada, mas se a balança não mudar eu já sei que está tudo bem. Porque eu sou, sim, forte. Forte por encarar o padrão bem de perto e falar um grande F*DA-SE todos os dias. Forte por querer gritar e mostrar que vocês também são lindas.

Os padrões impostos são inalcançáveis, como eu falei nessa foto do Instagram que bombou exatamente porque somos muitas que se sentem assim. Você nunca vai estar perfeita. A magra precisa ser sarada, a sarada precisa perder gordura, a gorda precisa perder peso, a loira precisa ser ruiva, a ruiva tem sardas demais. Trabalhando com maquiagem eu lido com meninas jovens, modelos, que se sentem feias – nunca é o suficiente. Elas me pedem pra afinar o nariz, pra disfarçar as pintas, pra esconder os ossos.

Se amar é um ato político. No dia em que cansei fiquei 15 minutos me olhando no espelho. Decorei minhas dobras e curvas, toquei minha pele e minhas estrias e pensei: sou gata! Minhas coxas roliças me levam aonde eu quero ir, minhas costas tem dobras que me mantêm em pé, meu rosto redondo guarda meu cérebro que me trouxe até aqui cheia de ideias e palavras. Gostar disso tudo não é um crime.

O crime é você dizer que eu não posso.

Como fazer uma boca preta perfeita

Batom preto é aquela coisa: a gente já achou ridículo, já achou lindo, já tentou usar, já voltou pra casa parecendo que tinha um cavanhaque… acontece, gente. Não é uma tendência fácil de usar. É tipo o próximo passo depois do batom roxo (que veio depois do batom vermelho) e poucas chegam lá.

Mas quando você chega, amiga, difícil largar.

Eu desenvolvi uma técnica pro batom preto durar o máximo possível na boca e não borrar completamente. Aplicando assim eu já consegui chegar até 5h da manhã na balada com aproximadamente 80% do batom intacto, segundo o instituto DATADANI 😂

Não se esquece de assinar o canal pra ficar sabendo dos vídeos novos! Tem tanta coisa planejada pra a partir da próxima semana… acho que vocês vão curtir!

Ah, e também aproveita pra votar em mim no NYX FACE AWARDS! A votação pra escolher o top 12 vai até o dia 7 :)

VOTE EM MIM no NYX FACE AWARDS!

Meus amigos, cês sabem que não sou de PEDIR coisas pra quem me segue, né? Mas dessa vez é uma situação muito especial.

Tive a sorte de ser uma das top 30 no concurso NYX Face Awards! É um concurso que acontece em diversos países do mundo pra escolher um beauty vlogger para a marca. O concurso já descobriu vários talentos da maquiagem que hoje bombam no YouTube.

Como vocês sabem, um ano atrás eu larguei minha carreira em publicidade para estudar maquiagem. Ainda estou engatinhando, por isso é tão importante pra mim concorrer com talentos maravilhosos <3 O tema da primeira prova foi Sereísmo e eu criei uma sereia alien especialmente pra isso:

A seleção daqui pra frente é por voto popular e por isso eu preciso da sua ajuda! É só entrar no site do concurso, encontrar meu nome (@daniellecruz) e VOTAR! Vale um voto por IP, então pode votar em computadores diferentes e pedir pra mãe, pra tia… ;P

 

blasFÊMEA é uma obra de arte transfeminista

Enquanto eu assistia blasFêmea, um experimento audiovisual que serve de clipe pra Mulher, música da Linn da Quebrada eu pensava: a gente paga muito pau pra Beyoncé e Gaga, que são maravilhosas mesmo, sem nem perceber que aqui pertinho temos artistas maravilhosas lançando trabalhos com toda a poesia forte e cheia de significados que as gringas criam longe daqui, lá no “primeiro mundo”.

Segundo o release da artista:

Dirigida e roteirizada pela própria Linn da Quebrada, blasFêmea foi co-dirigida por Marcelo Caetano, com assistência de Beatriz Pomar. O “transclipe”, como a artista nomeia sua experimentação audiovisual, apresenta três momentos narrativos: o prólogo, que materializa, mas ao mesmo tempo se rebela sobre a construção cultural do “culto ao Falo”; a narrativa central, que mostra a formação de uma rede de proteção e ajuda entre mulheres, exaltando todos os seus corpos e potências; e um epílogo, que exibe cenas de uma vivência real de todas as mulheres do elenco no primeiro dia de gravação, a primeira filmagem, num momento de pura conexão, alento e cuidado de umas com as outras.”

A produção também contou com uma equipe majoritariamente feminina. E acho que isso tem tudo a ver com o projeto. O vídeo é uma obra de arte perturbadora, transformadora e, acima de tudo, empoderadora. Grande parte das pessoas vai se identificar e questionar seus privilégios ao mesmo tempo.

“Ela não quer pau, ela quer paz” se aplica à realidade de qualquer mulher que convive em sociedade e praticamente implora pra que nós vejamos que somos muitas e que precisamos nos unir pra lutar contra a marginalização feminina.

Pra mim, esse tipo de mensagem é a poesia de luta que a gente precisava. A gente precisa ver mais artistas produzindo uma obra completa, com uma mensagem forte e necessária, sem medo do que pode parecer. A gente precisa que mais pessoas sejam corajosas assim.

Enfim, acho que deu pra perceber que sou fanzoca do trabalho dela, né?

Você pode ajudar Linn da Quebrada a lançar seu álbum, mulher, ajudando no crowdfunding (melhores nomes de recompensas, aliás) que está rolando aqui!

Assista blasFêmea dando play no vídeo:

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