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O que é….FEMINISMO? #DiaDaMulher

Porque eu nunca tinha feito esse vídeo? Talvez por medo dos trolls, talvez por preguiça, talvez por ser um assunto muito delicado. Ou talvez estivesse inconscientemente aguardando um momento como esse 8 de março em plena primavera das mulheres pra explicar… O QUE É FEMINISMO?

SPOILER: não é um monstro e não quer acabar com você.

Ao longo do dia vou linkar neste post textos incríveis de minas que serão postados nesse #DiaDaMulher!

Eu falei mais sobre o documentário da Kathleen Hanna nesse post aqui!
Se você quiser saber mais sobre a história do Feminismo e outras datas legais você pode entrar no site da Universidade Livre Feminista
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ivros e textos feministas em inglês e português você encontra aqui e aqui
Também tem o primeiro post da nova coluna da Debbie Hell no rcknrll que fala sobre mulheres na música brasileira
Essa matéria do Huffington Post (cuja dona é uma mulher poderosa) mostrando 60 imagens de mulheres protestando ao redor do mundo 

E aí, minas, vamos nos unir?

Não se esquece de assinar o canal!

BIFOBIATHUMB

Bifobia é uma coisa que existe (e é um saco)

Eu já tentei gravar esse vídeo algumas vezes, mas sempre parece que falta alguma coisa. Dessa vez me convenci de que sempre vai faltar contar daquela vez que alguém falou aquilo. Essa semana eu recebi uma mensagem super mal educada de uma menina que estava frustrada por descobrir que eu namoro um homem, e foi aí que acabou minha paciência com esse assunto.

É hora de falar de bifobia.

Se você não sabe o que é, clica aí pra assistir!

Se você ainda não assina o canal, vai lá assinar clicando aqui !

THUMBFAQTEXTO

Q&A #1 – Namoro, trabalho, perucas…

Algumas semanas atrás eu pedi pra vocês mandarem perguntas pelo meu ask.fm pra que eu respondesse num vídeo no canal. Achei que não teria nenhuma, mas tinha! Fiquei surpresa haha Escolhi algumas e respondi num vídeo pra vocês!

As perguntas que eu respondi foram:

– Você terminou o namoro?
– Você fala francês? Estudou onde?
– O que você mais gosta e menos gosta no feminismo online brasileiro?
– Você vai no acampamento feminista intersec?
– Meninas precisam ter mais de 1,70m também? rs
– O que você faz no trabalho? Você deseja trabalhar apenas com o blog?
– Há quanto tempo você mora sozinha? Como foi essa decisão?
– Qual lugar você mais sonha conhecer? Pra onde você quer viajar agora?
– Qualé a da peruca, você já pensou em fazer performances, nunca quis ser drag queen?

Se vocês tiverem mais perguntas podem deixar nos comentários desse vídeo lá no YouTube e mais pra frente eu gravo outro :)

Um beijo!

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Vamos juntas? #movimentovamosjuntas

Alguns anos atrás eu era muito sossegada sobre andar na rua sozinha, mesmo morando em São Paulo há anos, até o dia em que dois caras numa moto me pararam e me assaltaram, com uma arma na minha cabeça. Eu não tinha muita coisa pra oferecer então eles me bateram. Jurava que eles iam me estuprar mas era domingo à tarde, talvez não desse tempo, então eles se contentaram com alguns chutes e foram embora com minha bolsa favorita comprada na 25 de março, um celular de 50 reais, umas maquiagens baratinhas da Avon e um bilhete único quase vazio.

Hoje eu tenho todo um esquema: dependendo da hora, eu ando com as chaves entre meus dedos pra tentar me proteger caso eu sofra algum tipo de abuso (mas olha que fofo esse de gatinho) e também tenho um apito no meu chaveiro pra, pelo menos, tentar chamar atenção. Algumas pessoas dizem que é melhor não reagir mas eu não consigo pensar em algo pior do que ser estuprada – nem a morte me parece pior do que isso – e se eu tiver que morrer, que eu morra por ter tentado lutar.

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Que mulher nunca se sentiu aliviada ao ouvir passos atrás de si na rua e, ao checar, ver que era outra mulher? Isso acontece comigo sempre. Constantemente eu ofereço para que andemos juntas, lado a lado, e às vezes até conversamos até determinado ponto. Duas é melhor que uma. Eu sempre bato na tecla de que se unir à outras mulheres faz a gente se sentir mais forte e pode salvar vidas. Esse é o Movimento Vamos Juntas.

Quando vi essa campanha no Facebook fiquei TÃO feliz! Espero que chegue a todas as minas por aí e nós não precisemos nunca mais andar sozinhas na rua tarde da noite :) O projeto foi criado pelas gaúchas Babi Souza e Vika Schimtz (na TPM tem uma entrevista com elas) e até o momento já tem mais de 70 mil curtidas. Parabéns pela iniciativa, minas! <3

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Clica aqui e curte a página, compartilha com suas amigas e apoia o movimento também!

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O que é GAYDAR?

AHÁ CÊS ACHARAM QUE EU TINHA MORRIDO NÉ? Mas é claro que não!

Quase, mas não!

Gente, no vídeo de hoje vocês vão conhecer uma das pessoas mais especiais DO MUNDO pra mim. O Oliver é meu amigo há um zilhão de anos, uma das pessoas que eu mais amo do universo. Umas semanas atrás ele veio aqui em casa e a gente gravou um vídeo falando sobre GAYDAR! Sabe aquele “radar”, o feeling pra saber se alguém é gay ou não? Tem muita polêmica sobre isso. Será que gaydar existe? A gente conversou sobre isso e o resultado ficou hilário.

Também falamos sobre nossa adolescência gay no interior, sair do armário, e sobre como o Oli está me devendo 50 reais.

Assiste aí!

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Eu na Revista VIP

Oi!

Nos últimos meses eu deixei essa minha casa virtual de lado, sim. E me sinto mal por isso. Todos os dias fico com saudade. Mas eu estava muito envolvida com um projeto muito grande na agência em que trabalho – fizemos o conteúdo das redes sociais do Lollapalooza Brasil. Eu fui até pro Chile acompanhar o festival de lá! Mais sobre isso nas próximas atualizações que vem aos poucos, enquanto eu recupero meu ritmo de blogueira, agora que passou o festival e posso voltar a ir nos eventos, fotografar looks e procurar assuntos legais pra dividir por aqui.

Enquanto isso, uma novidade gostosa: a fotógrafa Mari Caldas fez um ensaio meu pro site da Revista VIP!

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Mais fotos você vê no site, clicando aqui.

A Mari é uma fofa e como eu já a conhecia antes – trabalhamos juntas na MTV Brasil – , fiquei super à vontade. As fotos foram feitas na minha casa e até meus gatos aparecem, a gente foi conversando e fotografando vezes com câmera analógica, vezes com digital. Quando eu vi, tinha passado uma tarde inteira e a luz tinha ido embora… O resultado é um ensaio sensual de bom gosto, pra mostrar que você pode sim ser sexy – não precisa ter peitão, ser bronzeada ou super sarada – aliás, não sou nada sarada. Hehe.

O que acharam?

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As meninas não tem voz.

Numa semana cheia de memes, Justin Bieber revoltado, Rei do Camarote e outros assuntos supérfluos que sempre usamos pra deixar a realidade um pouco mais distante, uma notícia séria passou batido por tantas pessoas. Era um vídeo de uma menina de onze anos sendo ‘acariciada’ por um professor, adulto. Não vou reproduzir o vídeo aqui, mas nele a vítima – sim, a vítima – era abraçada por trás pelo homem que beijava sua orelha. Tudo isso foi filmado por outros alunos.

Quando um amigo postou em sua timeline essa notícia, talvez ele esperasse o mesmo que eu: que todos ficassem em choque com a atitude do adulto diante de uma garota de onze anos. Mas ao contrário, o que li nos comentários feitos por outras pessoas é que a menina era uma ‘putinha’, que ‘seus pais não a ensinaram direito’ e que ela ‘obviamente estava gostando’.

Eu queria que todo mundo pudesse ver o que eu vejo ali. E o que eu vejo é uma menina sendo molestada na frente de todo mundo por um adulto como se isso fosse uma atitude normal. Perguntada, a garota disse que pensava ser carinho e não sabia que tinha problema. As pessoas que não tem a menor noção da realidade dirão que ela defendeu o agressor pois estava gostando da situação.

Pra mostrar como estão errados, aqui vos explico o que é ser uma garota.

meninas

Hoje eu sou uma mulher, mas já fui uma menina também. E posso afirmar com todas as palavras: as meninas não tem voz. Elas querem gritar e se calam por medo, por falta de compreensão, por ignorância – no sentido de não-saber e não de falta de inteligência. Ninguém pode esperar que uma garota de onze anos – ou da idade que for – saiba que o que está fazendo é errado. Quantas denúncias de assédio nunca chegaram à alguém por medo? Quantas foram ignoradas por adultos que pensavam ser birra ou uma atitude infantil para chamar atenção? Quantas meninas passam todos os dias pelas mãos de padrastos, pais, irmãos, professores, amigos da família, desconhecidos, tios e primos? Quantas meninas nem ao mesmo SABEM que estão sendo submetidas a violência por, muitas vezes, confiarem naquelas pessoas? Quantas tem suas vidas – e de pessoas queridas – ameaçadas em troca do silêncio?

Quantas sentem vergonha?

Pense nas suas amigas mulheres. Agora imagine que com certeza uma parte delas já sofreu algum tipo de abuso na infância e na adolescência. Algumas se calam. Outras esquecem. Há aquelas que nem ao menos fazem idéia de que sofreram abuso – em alguns casos eram muito novas até mesmo pra lembrar ou entender, ou a mente tratou de bloquear as memórias traumáticas.

Ser uma menina também é ter vontades, sim. Vontade de namorar o amigo. Vontade de beijar, de dar uns amassos. Vontade de ser adulto logo, de crescer, poder transar. Um monte de meninas na idade da garota do vídeo já tem todas essas vontades e isso não significa que elas tenham qualquer tipo de discernimento. Afinal, uma coisa é uma menina ter vontade de experimentar coisas novas – isso vai acontecer com todas elas um dia. A outra coisa é um adulto se aproveitar da fase de experimentação aliada à ingenuidade (porque sim, é possível ter desejo e ingenuidade ao mesmo tempo) dessas garotas.

Como eu disse nessa mesma discussão, mais cedo: Ela PODE querer beijar. ela PODE querer abraçar uma pessoa do sexo oposto (ou do mesmo sexo, tanto faz). Ela PODE sentir desejo. Ela pode fazer o qeu quiser. Mas um adulto NÃO PODE se aproveitar dos desejos confusos de uma pré-adolescente porque ela não sabe nada do que tá acontecendo. Ela não está errada ali. A menina não está errada em nenhum momento. O adulto é que está.

Enquanto as meninas não tiverem voz, esse abuso vai continuar acontecendo. Enquanto formos caladas pelo medo e pelo preconceito de uma sociedade cujo machismo está enraigado de uma forma nojenta, em que a culpa é da mulher por sentir desejo e não do homem que abusa, isso não vai parar. Enquanto for dito que as mulheres precisam usar uma calça pra sair na rua pois usar uma saia curta é correr o risco de ser vítima de estupro, o abuso vai ser algo normal diariamente.

Dentro de mim sempre vou ser uma menina. Mas uma menina e encontrou sua voz.  E toda a minha luta, tudo o que eu falo por mim, é por essa garota do vídeo também. Eu sou ela. Você é ela. Todas somos essa menina muda que não pode gritar. Que não sabe o que falar.

Por uma menina que possa amar, querer, desejar. Usar a roupa que quiser, vestir a roupa que quiser, e crescer em seu devido tempo.

Por nós.