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10 coisas que lembram os tempos de colégio

Mais um tema do mês do Rotaroots por aqui! Como na semana passada teve um vídeo falando dos dez fatos da minha infância (já assistiu?), nada mais justo que falar sobre dez coisas que me lembram os tempos de colégio, certo?

Eu não era a pessoa mais popular na escola, porque cresci no interior e sempre fui meio revoltadinha e estranha. Fui a primeira a ter cabelo colorido numa escola particular, isso fez com que meu círculo de amizades tenha sido engolido por um buraco negro! Mas tenho memórias muito boas daquela época, mesmo que não sejam exatamente da escola.

1) Jogar taco (ou Bets, em alguns lugares do país)
Eu não era muito fã de esportes mas por um período a minha escola resolveu colocar taco no campeonato interclasses. Foi por pouco tempo até alguém quebrar uma janela, mas era divertido. No interior a gente joga muito taco na rua, e se ela estiver cheia de lama, melhor ainda (só as mães que não curtiam muito essa ideia).

2) Cherry-coke
Por um breve período da quinta-série, venderam cherry coke na cantina da minha escola. Foi incrível pro meu paladar infantil.

3) CPM22
Meu melhor amigo da adolescência era o Bilú. Ele era um moleque gordinho, de aparelho, que gostava de hardcore. A gente passava o intervalo dividindo o fone de ouvido com o CD do CPM22 no discman. Bons tempos. (Hoje o Bilú não atende mais por esse maravilhoso apelido, o nome dele é Ricardo e ele é personal trainer e lindo. Way to go, brother!) Essa música era nossa favorita:

4) mIRC
Na época da escola eu comecei a usar o mIRC pra conhecer outras pessoas daqui de São Paulo (porque eu morava no interior) que gostassem das mesmas músicas que eu. O mIRC, pra quem não sabe, era tipo um programa bem tosco de bate-papo. As salas eram chamadas de “canais” e tinham arrobas na frente. Por exemplo, eu frequentava muito o @punk e o @feelings. Tenho amigos de lá até hoje! Sempre dava um jeito de ficar até tarde acordada pra conectar depois da meia noite, que era mais barato (era época da conexão discada). Era muito fácil pegar vírus usando esses programas.

5) Escrever cartinhas
Até hoje na casa da minha mãe tem uma caixa minha cheia de cartas das minhas amigas, inclusive CARTAS DE METRO de namoradinhos apaixonados. Ok, não precisa do plural, foi um só.

6) Camiseta três números maior
Nada de baby look com barriguinha de fora. Naquela época que eu estava podendo, só usava camisetas que pareciam ter saído do armário do Jô Soares.

7) Pulseirinha de metal (que arrancava os pelinhos dos braços)
Eu tinha milhares de pulseiras e zero pelos nos braços. Era o método de depilação mais fashion e eficiente dos anos 90.

8) Os meninos do terceirão
Toda menininha era apaixonada por algum cara do último ano do ensino médio, o terceirão. Morri de rir quando, anos depois, ouvi uma música de uma banda chamada Debutantes99 que dizia “nanana eu não sabia não, que as meninas da oitava série são afim dos caras do terceirão”. Acho que é o tipo de coisa que você só se toca mesmo quando chega lá.

9) Assinar o all-star dos amigos
Eu usei meu tênis que foi assinado pelos meus amigos do terceiro ano até o fim da faculdade, quando minha mãe decidiu que era hora de jogar fora. Foi triste, mas não dava mais pra andar com ele na chuva.

10) Ir pro fliperama depois da aula
Essa foi depois que eu mudei pra São Paulo, no terceiro colegial! Aqui eu tinha vários amigos parecidos comigo e às vezes a gente ia até a estação São Bento dar uma voltinha na galeria e jogar fliperama ali no centro, entre os office-boys e os orientais fissurados pelas máquinas de dança.

 

Esse meme é um tema do grupo Rotaroots, pra quem tem saudades dos blogs de raiz!

Bowie_Patinhas

Ajude nossos amigos de patinhas! =^.^=

A gente já tá no meio de novembro e eu ainda não fiz o post de outubro do Rotaroots, especial mês da proteção animal! Mas nunca é tarde pra ajudar um amigo de patinhas, né?
Acho que já contei aqui a história dos meus bichinhos, mas vou contar de novo rapidinho porque faz muito tempo!

Em 2004 eu adotei o Pipo. Depois que mudei pra São Paulo (em 2002) meu pai não queria ter outro bicho, ele não gostava muito de gatos, então meu namorado da época me ajudou a enfiar o gato lá em casa e minha mãe acobertou até o dia que não deu mais pra esconder. O Pipo é um gato vaquinha que tinha apanhado quando recém-nascido, e ficou debaixo da minha cama por dias antes de começar a querer andar pela casa. Meu pai, com o tempo, foi aprendendo a amar o bichinho e hoje em dia eles são super grudados, vêem televisão juntos e roncam igualzinho.

O Pipo ficou com meus pais quando eu saí de casa e fui morar com um ex, que dizia ter alergia a gatos. Adotamos um cachorro, o Mika, que eu morro de saudades… mas ele era super hiperativo e a gente não conseguia dar a atenção que ele merecia, ainda mais morando em apartamento, então arrumei uma casa maravilhosa pro Mika morar com uma mamãe que pudesse dar todo o carinho possível que ele demandava.

Eu fiquei deprê com isso e me sentia muito sozinha, então acabei pegando um gato (e no fim a história da alergia era furada). O Bowie é um ruivão peste que chegou causando desde o primeiro dia. Como ele ficava muito carente, um tempo depois chegou também o Jagger, e eles viraram amigos instantaneamente.

Eles são super grudados e muito apegados a mim. Quando eu estou triste, eles me fazem companhia, ficam me fazendo carinho e dando lambidinhas no meu rosto.

Eu não sei explicar o amor que sinto por esses bichinhos, e não saberia dizer como é lindo o amor que eles sentem por mim também. Como eu disse outro dia no meu Instagram, quem diz que gato é um bicho egoísta e infiel, está falando de si mesmo. São seres cheios de amor e muito companheiros :) Sempre que estou gravando vídeos eles estão ao redor ou no meu colo, vira e mexe rola uma participação especial!

Bowie_Patinhas

Tudo isso pra contar como é importante que esses seres incríveis tenham um lar. Muitos ainda estão em abrigos, principalmente depois de adultos. Todo mundo quer o filhotinho fofinho, mas os adultos também precisam de amor! O Rotaroots fez uma parceria muito legal com a Max da Total Alimentos: além de doar UMA TONELADA de ração para a ABEAC ONG, uma ONG de proteção animal aqui de SP responsável pelo bem estar de cerca de 1100 cães e que sobrevive de doações, nós podemos ultrapassar essa quantidade fazendo doações!

Você pode doar a partir de R$6 pelo link da ONG no programa Max em Ação. A cada doação feita, a Max acrescenta mais 50% em cima.

Legal, né?

Vamos doar e ajudar esses bichinhos a terem uma vidinha digna! Muitos deles foram abandonados ou sofreram maus tratos, e podem ser felizes com a nossa ajuda ou adoção :)

patinhas_ipad12

Pra saber mais sobre o projeto, vá no blog do Rotaroots que tem um post explicando de onde surgiu tudo isso!

mamiseeu

Desculpa, mãe. Não deu.

Não cabe em um post a quantidade de conselhos que minha mãe me deu e eu nunca segui.

Tipo aquela vez que eu namorei um cara que ela odiava, e eu insisti porque achei que ela estava só sendo preconceituosa pois o guri tinha moicano mas na verdade ele era um babaca, como muitos outros. É que quando a gente se apaixona fica cega, e pra mãe ninguém vai ser bom o suficiente pra filha mais nova e meio boba quando se trata de amor.

Mas mãe sempre sabe, né? Pena que a gente só aprenda errando.

mamiseeu

Tipo aquela vez que ela falou que eu não deveria começar a pintar meu cabelo de colorido porque ele era lindo e ia estragar, o que realmente aconteceu (eu nunca mais tive as luzes naturais que tinha aos 14 anos), mas enquanto ela mesma descoloria e tingia – porque a gente não tinha dinheiro pra ir no salão e qualquer cabeleireira do interior ia me chamar de maluca naquela época – disse que quando eu visse as fotos dez anos depois eu ia me arrepender e morrer de vergonha.

Dessa vez ela não tava certa, porque estou aqui com 27 anos pintando mechas multicoloridas como se não houvesse amanhã (nem ontem).

Eu fiz um monte de tatuagens, e continuo fazendo. Fui trabalhar com coisas que não dão dinheiro ao invés de prestar concurso público. Tenho quase 28 anos e não só não casei como não tenho nem previsão de ter um relacionamento nos próximos anos. Às vezes eu acho que devo ser uma grande frustração pra ela, que gostaria que eu fosse uma ~pessoa normal~, apesar de nunca ter dito isso dessa forma. Porque minha mãe sabe que nenhum dos filhos dela bate bem, e que a gente nunca se encaixaria num estilo de vida tradicional. Somos tatuados, roqueiros, nerds. É que ela não percebe que isso tudo a gente herdou dela mesmo – eu cresci ouvindo os discos de vinil do Elvis que até hoje tento roubar pra minha coleção (o do show no Havaí é impossível), ela fez uma tatuagem antes de mim e é a mestre de stalkear pessoas no Facebook (tem até perfil falso!).

Domingo é dia das mães.

Minha família nunca ligou muito pra essas datas comemorativas – talvez minha mãe nem lembre que domingo é o dia dela. Mas eu vou levar um presente, vou levar flores, vou dar um abraço. Porque as coisas não estão fáceis e não tem nada que eu possa fazer pra melhorar, quando só o tempo conserta tudo. Mas quem sabe eu possa levar um pedacinho de amor, um sorriso.

Quem sabe eu leve esse post pra ela ver que eu sou um pedação dela – e que ela é meio maluca também.

 

Esse post faz parte da blogagem coletiva ‘Conselhos que minha mãe deu e eu nunca segui’, do #rotaroots! 

Uma carta para a Dani de 17.

Dani,

Daqui a dez anos você não vai mais dar mosh.

Não vai ter show no Hangar 110 toda sexta-feira. A maior parte das bandas que hoje você ama não existirão mais, seus amigos músicos vão virar publicitários com relacionamentos estáveis. O beijo triplo (quádruplo, quíntuplo) não vai mais estar na moda.

Você vai aprender a comer peixe cru. E vai poder pagar a pizza inteira com seu próprio dinheiro. As festas não vão custar mais 10 reais consumíveis. E, por favor, não tome aquele shot de tequila – você é completamente alérgica e vai ficar parecendo um baiacu, sua mãe vai precisar te buscar na porta da balada e vai ser vergonhoso.

Você vai se apaixonar muitas vezes até lá. Amores de verdade serão poucos e você só vai perceber isso depois que tiverem passado. Se prepare pra ter esse coração partido um punhado de vezes. Pra chorar e pensar que não vai dar, que dessa vez não vai dar, mas aí você vai levando até que um dia dá. Um tijolinho rosa por vez, você reconstrói o seu castelo.

Fraqueza nunca foi uma das tuas características.

Vai descobrir que trabalho é uma coisa difícil. Você sempre soube o que quis fazer e um dia vai se tocar de que não precisa de nada além da sua força de vontade pra fazer acontecer. Não deixe ninguém calar teu talento. Não deixe ninguém te colocar pra baixo e de dizer que você é menos do que realmente é.

Danny Vicious, larga o fotolog e lê o que eu tô te dizendo pois não trago apenas más notícias.

Daqui a dez anos você vai estar mais bonita. E, pela primeira vez, vai se olhar no espelho e realmente se sentir assim. Vai descobrir seus pontos fortes e fracos, aprender a se maquiar mas também se sentir sexy sem precisar de uma gota de corretivo no rosto.
Vai perceber que tem amigos de verdade e que eles são poucos. Que uma festa pra cinco pessoas que te amam muito é mais divertida que uma festa pra sessenta que na verdade não se importam.
Vai descobrir o que quer fazer da vida. Já te aviso que ainda não descobrimos como chegar lá, mas sinto que estamos perto. Talvez a Dani de 37 apareça pra te mandar uma carta também e tudo tenha mudado. E tudo bem, porque aqui descobrimos que a vida é completamente inesperada.

Dani, não desiste. Eu sei que às vezes você quer desistir, fechar os olhos e não acordar. Eu sei que você sentiu dor demais pra uma vida tão curta. Eu sei que foi uma merda, mas já passou. Uma nova cidade te traz um milhão de oportunidades mas você não vai precisar fugir pra recomeçar. E isso que você precisa aprender a ver: todas essas possibilidades estão bem na sua frente esperando pra serem agarradas.

E amanhã sempre pode mudar tudo.

Esse post é uma blogagem coletiva do grupo ROTAROOTS, inspirada em uma publicação do Hypeness.