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Mixtape #8 – Pride Week

Estamos na semana do Orgulho LGBT 2013! A cidade de São Paulo tem uma programação intensa que termina com a Parada Gay no domingo. E não estou falando só de festa não: tem a feira cultural no centro, a Diversity Run, Gay Day no Hopi Hari e até a “Closet Parade”, que leva armários customizados para as ruas ;P

Estou animadíssima esse ano e por mais que nenhum amigo meu vá estar aqui no feriado, estou louca pra bater cabelo em alguma festinha! Quem me acompanha?

Pra esquentar preparei uma mixtape especial e coloridíssima <3 Just between us girls: dá o play, bee!

#8 – Pride Week from daniellecruz on 8tracks Radio.

Obrigada a todos os amigos queridos do Facebook que deram sugestões!

Clique aqui pra ir no meu perfil no 8tracks e ouvir todas as minhas mixtapes. Pra acompanhar essa tag e ver todos os posts da série 52 mixtapes, clique aqui!

 

Fui assistir Priscilla – o Musical!

Ganhei de aniversário do Chicó um par de ingressos pra nós dois irmos assistir Priscilla – O Musical! Fiquei super feliz porque eu queria muito ir assistir essa peça, mas a grana tava curta e não estava conseguindo ir. Ele acertou em cheio no presente, sou fã de musicais e sempre me emociono :) Fomos na quinta-feira passada e eu fiquei absolutamente encantada!

O musical é baseado no filme australiano que todo mundo conhece: Priscilla, a Rainha do Deserto. O filme e a peça contam a história de três darg queens que vão de Sydney até Palm Springs, no deserto australiano, para um show. Elas fazem a viagem a bordo de um ônibus caído apelidado de Priscilla. O musical é cheio de músicas como “I Say A Little Prayer”, “It’s Raining Men”, “MacArthur Park”, “I Will Survive”, entre outras… afinal, o musical fala de drag queens, né?

Os figurinos são incríveis. Já vi vários musicais aqui no Brasil (ainda não tive a oportunidade de sair do país e realizar meu sonho de ver um musical na Broadway) mas esse foi o figurino que mais me encheu os olhos. Os atores e dançarinos são ótimos, o cenário super bem pensado, e a história emocionante… até o Chicó que é hetero adorou! Hahaha. Na frente do teatro Bradesco tem um sapato enorme de glitter… difícil foi conseguir tirar uma foto em que aparecesse a gente e o sapato…

Recomendo muito a todo mundo que ainda não assistiu. Queria voltar e levar minha mãe, ela iria adorar as músicas!

Agora preciso levar o Chicó num musical não tão GLS. O primeiro que ele viu na vida foi quando fomos ano passado assitir a Mamma Mia! O próximo será Familia Addams, se tudo der certo. Aí eu volto aqui pra contar pra vocês o que achei, combinado?

SERVIÇO:
Priscilla – O Musical

Teatro Bradesco – Shopping Bourbon
Rua Turiassú, 2100 – Perdizes – São Paulo/SP
Qui. e Sex. 21h, Sáb. 17h e 21h, Dom. 16h e 20h
Mais infos: Site Oficial 

 

 

Será que ela é? Há grandes chances de que ela não seja.

Mas e se for, qual o problema?

Hoje, voltando do almoço, meu namorado (sim, um homem) me manda um link com um texto falando que eu ia ficar irritada ao ler. E fiquei: lá estava ele, mais uma vez, o preconceito explícito contra as bissexuais e a generalização de tabus que nós estamos sempre tentando derrubar. No blog Casal Sem Vergonha, publicaram um texto com o título “Será Que Ela É? – Como Saber Se Ela Também Curte Mulher”. No texto, dão uma lista de fatores que significam que sua namorada pode ser bissexual – e você pode aproveitar essa idéia para, que maravilha, fazer sexo à três.
Primeiro de tudo, sou bissexual desde que me entendo por gente. Nunca quis fazer um menage a trois com qualquer namorado meu, porque acho que as coisas devem ser separadas. Não quero ficar com outra pessoa enquanto namoro, seja ela homem ou mulher – a pessoa que está comigo me basta porque a amo, e ponto final.Claro que algumas meninas curtem, mas pra isso não precisa ser bi: algumas mulheres podem se sentir atraídas por outras naquele momento devido à sexualidade do momento. E, no dia seguinte, vão continuar gostando de homem como sempre.
Aliás, quem mais ficou revoltada com a generalização em meu twitter (@daniellecruz) foram minhas amigas heteros. Elas diziam “ué, sou lésbica/bi e não sabia!”. Se excitar vendo filmes pornõ com mulheres não significa que sua namorada é gay ou bi, cabe dentro da ‘situação sexual’ que é excitante, como eu disse anteriormenteao falar do menage. Mulheres heteros acham outras mulheres bonitas e olham e conversam SIM – algumas delas (apenas algumas) porque querem marcar o território e é melhor ficar amigo de uma mulher do que fazer cara feia e dar a chance de ela te dar moral. Aliás, mulher nunca teve esse problema em falar que “fulana é bonita” porque esse negócio de ‘homens não acham homens bonitos’ foi outro preconceito idiota imposto por uma sociedade machista. Beleza a gente vê no que quer.
Sua namorada se deu super bem com uma amiga e tá trocando a maior idéia. Ótimo. Ela não é ciumenta, madura e gostou de alguém que você também gosta. SCORE!

Gosto musical não influencia nada – eu nunca gostei de MPB e sou bissexual. Tenho horror à barzinho com voz e violão. Minhas amigas heteros adoram.

Outros pontos como falar de sexo sem tabus, não demonstrar preconceito, ter amigos gays e gostar de ir em lugares GLS só significa que você fez uma ótima escolha ao namorar uma garota heterossexual de cabeça aberta, que não acha que somos diferentes só por causa do que temos entre as pernas.

Em tempo: eu passei a adolescência tomando banho com amigas pelas quais nunca tive qualquer tipo de atração. Mulheres reparam em outras mulheres sim, mas não com desejo e sim com crítica. O peito dela é bonito, mas será que é mais bonito que o meu? Se sua namorada pergunta se você acha o peito de fulana bonito, é porque quer ouvir “o seu é muito mais lindo, meu amor”.

Ser descolada, moderna ou alternativa é outro preconceito burro, assim como achar que meninas que não usam maquiagem ou salto não são gays. Eu amo maquiagem e salto – que só não uso por um problema no pé – e conheço lésbicas assumidas e extremamente femininas. Assim como conheço meninas heterossexuais que são ‘moleques’, andam de bermuda, e não estão nem aí porque gostam do que é confortável e não ligam para vaidades.

Cada um tem o direito de se sentir à vontade com seu próprio corpo, jeito ou sexualidade. Quer saber se sua namorada é bi, lésbica ou quer ficar com uma mulher? O que funciona sempre em qualquer relacionamento é o diálogo. Se você tem vontade de fazer sexo à três ou está apenas curioso, pergunte à ela.

Ah, e se você quiser que sua namorada receba um ótimo sexo oral, é melhor aprender do que entregar ela nas mãos de outra menina. Afinal, ela deve estar esperando justamente por isso.

E deixe o preconceito e a generalização pra lá, por favor. Assim podemos todos ser felizes.

 

(Esse post foi publicado originalmente no Sapatomica, site em que sou colaboradora. Não planejo ‘agredir’ ninguém, assim como respeito o Casal Sem Vergonha e seu conteúdo, mas acho que esse tipo de post trata de um assunto delicado demais para ser abordado dessa maneira. Por isso, resolvi escrever essa resposta, depois de anos de preconceito. É nisso que eu acredito – combater o preconceito e a generalização contra gays, lésbicas, trans, bis, e todo tipo de sexualidade que vocês chamam de ‘alternativa’. Nunca acreditei que o Casal tenha feito com a intenção de disseminar o ódio, apenas fizeram um post tratando de um assunto que não tem informações o suficiente pra falar, mas esta é minha luta.)

não escolhi nascer dani – o fiasco do mackenzie homofóbico.

Eu estudei no Senac e criamos, logo no começo do meu curso (lá pelos idos de 2005) a comunidade no Orkut “Senac é mais… diversidade!”, uma brincadeira com o slogan que a faculdade usava na época. Por ter cursos relacionados a artes e comunicação, havia uma comunidade LGBT considerável e ser gay nunca foi uma questão lá. Professores gays, coordenadores gays, e tudo bem. Sua orientação sexual não importava ali naquele ambiente. Não deveria importar em ambiente nenhum.

Pessoas são pessoas e não importa com quem elas gostam de fazer sexo.

Quanto a mim, não escolhi nascer Dani. Nasci assim, fruto da sementinha que papai colocou na barriga da mamãe. Eu amo quem eu amo, e isso não deveria fazer diferença pra ninguém. Nem pros meus amigos, nem pra minha família e muito menos pra minha faculdade.

Pra quem não está entendendo o gancho do post, hoje o Mackenzie se declarou contra a lei que caracteriza homofobia um crime (veja a declaração e leia a matéria aqui no blog da folha). Citando salmos da bíblia a Universidade afirma que o direito de expressão será tolhido se essa lei for aprovada.
Eu, realmente, não sei o que dizer sobre isso. Fico triste pelos alunos da instituição de ensino CABEÇUDA que é o Mackenzie. Fico triste por saber que uma instituição que deveria passar conhecimento aos jovens se preocupa em plantar a semente do preconceito.

Ninguém escolhe ser gay, e eu já falei sobre isso nesse post aqui. É muito mais difícil ser algo que não é aceito por todo mundo. É muito mais difícil saber que a sua forma de amar não é compreendida de todas as formas. Não é minha escolha, não é minha opção, nós NASCEMOS assim e provavelmente vamos morrer assim. Sinto muito, senhor reverendo nicodemus whatevers, mas os seus alunos vão continuar sendo gays não importa o que a tua bíblia tenha dito.

Da mesma forma que ninguém escolhe nascer negro, japonês, gordo. Nós nascemos do jeito que nascemos e qualquer tipo de discriminação deve SIM ser considerado crime. NÃO É LIBERDADE DE EXPRESSÃO ter o direito de ofender ou agredir outro ser humano por qualquer que seja o motivo.

Que vergonha, Mackenzie. Que vergonha.