Instagram

Follow Me!

  • Home
  • /
  • Tag Archives:  chicó

500 dias com ele.

Quinhentos não é um número fácil, não. Ainda mais quando se divide o teto, a cama e as contas. Quinhentos é um número que vem carregado de muitas coisas que às vezes a gente não gostaria que estivessem lá, mas quando pára pra pensar vê que são todas elas que fazem com que a coisa seja real.

Quinhentos é um número que eu nunca antes na vida pensei que viveria pra ver.

Eu vejo minhas amigas constantemente frustradas por procurarem tanto e nunca encontrarem algo nem parecido com o que querem. Quando o encontrei, não estava mais procurando e nem fazia questão. Mas ele estava lá, me dando beijos de bom dia e dormindo tão abraçado que eu mal conseguia respirar.

Foram meses em cama de solteiro, até que veio a primeira cama de casal. Depois uma máquina de lavar, um espaço maior no armário, a feira de domingo, a mudança pra casa nova. Vieram brigas e também muitas noites fazendo as pazes no meio da madrugada. Dormir separado e acordar como se nunca mais fosse se desgrudar. Como se fôssemos um só.

Porque somos.

Amar não é fácil e nem dividir um teto. Como toda coisa real na vida, é uma fase cheia de provações. Mas aí você quer fugir, quer viajar, quer correr, se esconder… só que quando a pessoa olha nos teus olhos, quando te dá um beijo segurando seu rosto, quando respira no seu pescoço, tudo o que você quer fazer é ficar lá.

Meu bem, meu bem, é com você que eu quero passar mais cinco mil dias. Quero o peso destes cinco mil dias, cinco milhões, cinco bilhões e meio. Quero as dores, os sorrisos.

Eu quero você,

até a última gota,

porque te amo.

Um ano, doze meses, 365 dias, 8760 horas com ele.

Não sei se eu já contei essa história aqui mas o meu primeiro beijo com o Chicó foi extremamente estranho.

Numa situação desconfortável – nós tínhamos acabado de começar a trabalhar juntos, estávamos no meio da rua a algumas quadras da agência, ele indo pro trem e eu indo pro ponto de ônibus. O sol estava se pondo, era horário de verão. A gente passou uns dez minutos discutindo se poderíamos ou não ficar, quando tínhamos decidido que talvez não fosse uam boa idéia ele me roubou um beijo.

Meu primeiro pensamento na hora: “Merda. Fodeu.” Escondi o rosto no peito dele – eu faço isso até hoje – e depois tentei ir embora. Mas ele me deu outro beijo e esse eu deixei, envergonhada. Foi bizarro e bonito, como todas as histórias legais de contar pros netos devem ser.

Nos doze meses seguintes, passamos por tanta coisa que nem sei dizer. Como todo casal, sempre tem alguém que não gosta de ver a gente feliz. Mas parece ser um consenso geral de que formamos um casal muito bonito, e isso me faz sorrir. No fim de todos os  dias ele sempre está lá na minha cama, na nossa casa, dormindo me esmagando como me esmagou naquele primeiro dia no meio da rua. A gente ri junto, faz comida, às vezes briga e faz as pazes. O beijo nunca deixou de ter um gostinho doce.

Não concordo com quem diz que o amor não deve doer. Se não dói pelo menos um pouquinho, não é amor. E se cabe dentro de você, também pode não ser. Meu amor não cabe em mim, não cabe na nossa casa, não cabe em São Paulo nem no universo inteiro. Às vezes me pego olhando pra ele e sorrindo com cara de idiota porque parece que vou explodir a qualquer momento e virar uma nuvem de confeitos coloridos em formato de coraçõezinhos.

Hoje faz um ano daquele beijo e depois dele nós nunca nos desgrudamos. Dividimos a mesma cama, as mesmas histórias, as memórias, o armário e a casa nova.

Meu bem, não existe texto no mundo que consiga descrever o que a gente tem. Eu só sei que hoje vou te beijar como beijo todos os dias, com a mão no seu rosto, fazendo carinho na sua barba. Vou dizer que te amo bem baixinho e vamos ficar com os narizes encaixado um no outro por alguns segundos. Você sabe, a gente sempre faz isso. E esse pequeno ato de carinho é maior que quatrocentos milhões de caracteres.

Essa vontade de chorar de alegria, de querer casar, de querer gritar… é amor. Sempre vai ser. Um ano e muito mais, Uma vida inteira de você.

Não existe casal perfeito.

Algumas pessoas vêem eu e Chicó juntos e acham que ou a gente engana muito, ou somos o casal mais perfeito do mundo. Isso porque há quase um ano ainda vamos de pé no ônibus no trânsito da manhã nos enchendo de beijos e carinhos. Raramente saímos um sem o outro e somos realmente companheiros.

Não estou reclamando do meu namoro aqui, mas é que essa semana duas pessoas me perguntaram algo do tipo “Como vocês conseguem ser tão felizes? Meu namoro é uma merda!” e “Eu nunca vou arrumar um namorado que seja comigo como você e o Chicó são!“.  Amigas e amigos, agradeço por achar que eu e meu par formamos um belo casal, mas gostaria de jogar um balde de água fria no romantismo alheio e dizer que nenhum casal é perfeito.

Outro dia vendo o último episódio da segunda temporada de The Real L Word um casal muito fofo, Cory e Kacy, disse o seguinte: “Nenhum casal tem o que nós temos assim facilmente. Amor não acontece fácil. Isso aqui é fruto de cinco anos de brigas, desentendimentos e conversas”. Concordo plenamente com elas: o amor a gente planta e espera crescer, virar árvore firme e forte. As coisas não acontecem da noite pro dia pra nenhum casal e se você não tem paciência de esperar a coisa amadurecer, desista. Os primeiros anos (sim, anos) são tensos porque você ainda está conhecendo a pessoa e entendendo sua personalidade e motivos que tem pra fazer as coisas que faz.

Esse processo de se adaptar à outra pessoa é complicado e exige muitas coisas, inclusive força de vontade. Não adianta esperar cair um príncipe encantado porque, acredite, eu estive nessa busca e não existe. As pessoas sempre vão ter um defeito, um passado, uma bagagem com a qual você terá que se acostumar. Porque amor é isso. E antes de se acostumar vocês vão brigar muito, se xingar muito, pensar muitas vezes em desistir, em terminar e ir embora pra Austrália lá do outro lado do mundo pra não ter que lidar com a merda toda de ‘buscarei minhas coisas na sua casa tal dia’. Aí cinco minutos depois você vai se tocar do quanto é idiota a discussão e não necessária, e se lembrar que não conseguiria viver sem a pessoa. Isso é amor.

Eu e Chicolino brigamos, sim. Já gritamos, sim. Já choramos, sim. Mas quando eu acordo de manhã e ele está lá me esmagando contra a parede eu não tenho dúvida nenhuma de que cada briga, cada pedido de desculpas, cada raiva momentânea serviu pra nos unir ainda mais. E que essas brigas vão passando, diminuindo, tem fases que vão embora e só nos deixam mais fortes. Dias depois nós nem lembramos mais porque estávamos brigando e dificilmente brigamos pelos mesmos motivos. Estamos aprendendo a amar o outro e esse é o maior aprendizado da vida de uma pessoa.

“The greatest thing you’ll ever learn is just to love and be loved in return”

#casalnacozinha: omeletão lindo!

 

dois fatores dificultam o #casalnacozinha aqui no blog. a primeira é uma panela maldita que cisma em queimar sempre no mesmo lugar, não importa o que eu faça – brigadeiro, arroz, até molho de tomate. a segunda é a falta de acessórios necessários na cozinha da casa do Chicó. Talvez tivesse uma terceira, que é nossa total falta de experiência e habilidade com as panelas, mas na verdade essa tag é nosso estímulo pra continuar aprendendo a cozinhar, então em vez de uma dificultade é a razão pela qual comecei a postar nossos experimentos toscos aqui no maismagenta.

não somos cozinheiros, essa tag não é alta gastronomia: somos apenas um casal de vinte e poucos anos aprendendo aos poucos a se virar com um salário condizente com nossa idade além de todas as outras coisas que vem com a vida moderna: falta de tempo, cansaço, e por aí vai. são receitas simples, pra você se virar sozinho em um dia sem paciência pra ficar horas na cozinha. foi em um dia desse que eu fiz o omeletão lindo!

Lindo e muito gostoso!

pra fazer dois omeletões lindos você vai precisar de:

3 ovos
tomate cortado em cubinhos
cebola cortada em pedaços pequenos

queijo mussarela ou prato cortado em quadradinhos
sal
pimenta
temperos que você goste – eu usei pimenta e alecrim.

é muito fácil e não tem erro: bate bem os ovos (a gema e a clara juntos) até ficar homogêneo e não ter mais nenhum pedaço de gema inteiro. depois mistura tudo e coloca numa frigideira média, que já deve estar com um pouco de óleo (pouco! não muito. só pra não grudar). quando estiver começando a dourar, pegue com uma espátula por baixo e dobre no meio. aí fica lá fritando a gororoba até os dois lados estarem bem douradinhos. ta-da! refeição completa, que enche a barriga e demora nem dez minutos pra fazer. eu fiz esse sozinha enquanto vossa majestade imperial o Chicó fazia sei lá o que, então é o grau mais fácil de cozinha que a pessoa pode chegar.

:) semana que vem tem mais!

não gosto de ficar preocupada.

não gosto mesmo.

eu sei que você não vai chegar, que está doente, que foi pro hospital e sua bateria acabou porque ficou no twitter esperando o serviço de saúde pública resolver começar a funcionar. mas ainda assim eu ouço o barulho da porta de correr e meu coração dispara, meu sangue ferve, eu quero sorrir. mas nunca é você. e eu sinto saudade.

eu sei que é só uma dor de garganta e você vai ficar bem. mas sabe como é, homens tem a tendência a amanhã já vai querer dormir com o ventilador na cara e tomar cerveja gelada, que eu não vou deixar. hoje eu vou te fazer sopa, se você não for viajar, e vou cuidar de você. porque vou ficar doente depois e você vai ter que cuidar de mim, então é bom deixar isso bem claro no nosso karma de casal.

eu sei que sou sua namorada. não sou sua mãe. mas eu quero te colocar no colo e fazer carinho. acordei a noite inteira enquanto você tremia. sentei do seu lado, fiz cafuné, perguntei se estava tendo pesadelo. você nem se lembra, mas eu estava lá perdendo o sono pra te ver dormir.

sempre vou estar.

Foi assim.

Acho que vou contar pra vocês como aconteceu.

Eu estava magoada e chateada. Depois de uma série de relacionamentos malucos com pessoas malucas e desinteressadas. É assim que acontece – a gente não acha alguém que goste da gente, e fica cada vez mais difícil encontrar. Até que um dia você encontra.

O problema é que eu não queria mais tentar, porque depois de tanta merda a gente acha que a pessoa legal não existe e foda-se isso tudo, vou ficar sozinha e trabalhar que eu ganho mais. Tinha acabado de sair de um emprego que eu gostava muito e fui fazer uma entrevista.

Aí ele abriu a porta. De camisa do grêmio, já começou tudo errado. Aquele cabelo completamente maluco que eu não entendi na hora. Você quer uma água, alguma coisa? Não, não, tô de boa. Tá, já volto. E sumiu. É, bonitinho. Será que nossos filhos seriam bonitos? Será que ele namoraria comigo um dia? Será que o beijo seria gostoso, será que ele tem um cheiro bom? Será que o sexo seria incrível? Será que ele usa acentos e usa a gramática correta no MSN? Merda, estou fazendo de novo. Não, Dani… você não pode fazer de novo.

Mas eu fiz. No fim das contas eu consegui o emprego, comecei a trabalhar, e ele me beijou um dia enquanto eu ia pro ponto de ônibus. O primeiro beijo foi assim, meio torto, a gente não sabia o que estava fazendo. Ele estava com medo de coisas bestas, eu estava com medo de coisas doloridas. Eu fugi, literalmente. Eu fui embora sorrindo.

Uns dias depois a gente sentou no banco da pracinha e ficou conversando. Ele me contou da mãe dele, do pai, que tinha uma irmã mais nova que não tinha nada a ver com ele. Contou da filha que tinha. A mão dele na minha, gelada, os dedos finos… Eu passei a mão no rosto dele e o beijei, ali mesmo, sem me importar pro que alguém podia pensar. Meu coração batia forte e eu queria chorar.

Sabe, amor é assim: quando você desiste completamente de encostar seus lábios nos de outra pessoa, aparece alguém feito pra você. Ele me levou pra casa dele, pra cama dele. Me deu um espaço no armário, a chave da porta, idéias de pauta, um monte de beijos todos os dias ao acordar. E escreveu algo pra mim que eu achei que ninguém nunca escreveria. Ele me deu tudo. Fizemos brigadeiro, assistimos filmes, brigamos, fizemos as pazes. Fica sonhando junto comigo com esse futuro gostoso que agora só existe nas nossas cabeças.

Ele cresce comigo. Meu coração se aperta. Por ele, aguento coisas que nunca imaginei aguentar. Eu fui além de mim mesma. Precisei amadurecer uns cinco anos em duas semanas antes de decidir que estava perdidamente apaixonada.

Achadamente apaixonada.

Há quatro meses atrás. Quatro que são oito. Que são catorze. Que são todos os meses do mundo, o amor maior que o infinito galáctico universal.

Pelos próximos quatro meses (vezes quatro, vezes quatrocentos, vezes quatro mil) eu quero você aqui.

Fica comigo.