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tentar te explicar o que é ser eu.

acontece assim – não que eu seja maluca. não sou. ou talvez eu seja. acho que fui, anos atrás, uma menina petulante e extremamente sensível, tanto para as coisas boas quanto para as ruins. explosiva, ele me disse. eu grito quando quero gritar, choro quando quero chorar, e dou risada quando acho graça. há quem diga que tem algo a ver com a quantidade de substâncias que meu cérebro descarrega – ou não – nas horas certas ou erradas… eu não sei. talvez seja só mais uma alma perturbada.

há dias em que estou feliz, radiante como grama molhada ao sol. meu cabelo fica macio, eu fico feliz em sair com uma roupa que faça com que eu me sinta realmente gostosa. nada pode me impedir de sorrir nesses dias. eu me apaixono vinte vezes ao dia, mas normalmente amo uma pessoa só. intensamente. com todo meu fervor.

mas há os dias escuros – todo mundo tem um tanto de trevas. e nesses dias eu posso me comportar de várias maneiras diferentes. há a carência total – tudo o que eu quero é ser pegada no colo, abraçada, beijada e mimada como eu acho que mereço ser. e aos poucos essa escuridão vai embora, quando menos esperar eu estou sorrindo e fazendo piadas como uma idiota.

então há a solidão absoluta. parece que eu sou o último ser no universo e minha dor me consome. eu quero chorar, quero gritar, mas fico muda. com o tempo aprendi como fazer para que ninguém saísse ferido – infelizmente, não aprendi a tempo de manter por perto pessoas que amava. hoje em dia eu me escondo nesse lugar, quentinho e seguro, que eu apelidei de casulo. fico ali, no escuro, horas a fio, até achar que consigo me mexer. e a vida volta ao normal aos poucos.

às vezes eu fico com raiva num piscar de olhos, mas consigo sorrir de volta com a mesma rapidez. fico feliz com o auto controle que conquistei ao longo do tempo. ou talvez seja fácil demais me fazer feliz.

às vezes tem um buraco no meu peito que eu não sei dizer o que é, mas toma conta do meu pulmão e eu não consigo respirar.

às vezes falta, às vezes é coisa demais.

eu acho que no fundo todo mundo é assim. mas eu sinto cada poro da minha pele elevado à centécima potência, então talvez seja pior pra mim. com certeza é ainda pior pra outras pessoas. mas isso não importa. nada importa. nem isso tudo aqui que eu escrevi e nem sei porque. às vezes penso se seria melhor mandar num email pra quem eu amo e quem entrou recentemente em minha vida, como se fosse um manual de como desativar uma bomba-relógio.

dicas de beleza – parte II

ei, pessoal! vou fazer uma parte II bem curtinha porque anteontem eu caí da escada aqui em casa em cima da minha mão que está doendo super. :(

parte II – na hora da make – olhos

bom, já ensinei como faço a minha pele. normalmente eu apsso a base, depois o corretivo e só no final com toda a make acabada eu passo o blush e o pó. mas depois dessa primeira parte da pele o que vem pra mim são os olhos. gosto é gosto e nessa parte é super importante se sentir bem com a make acima de qualquer coisa. tem gente que curte só um delineadorzinho, tem gente que gosta de experimentar, gente que só faz olhão preto… pra falar a verdade eu acho que usar sempre a mesma make é meio boring, mas eu mesma estou quase sempre com um olhão preto pra sair à noite. essa foto aí embaixo é da quinta feira do corpus christi que eu saí pra dançar com minhas amigas:

estou sem máquina pra tirar foto de uma outra coisa que eu faço bastante, mas posto o update em breve.

é o seguinte: todo olho pra mim tem três passos básicos, não importa o que eu vá fazer depois.

  • primeiro – curvex. não existe rímel sem curvex. se você tiver medo, amiga, vá treinando. a aflição passa com o tempo e você vai ver como é completamente diferente. o curvex curva (dãr, óbvio) os cílios e super abre o olhar.
  • segundo –  camadas de seu rímel favorito. apesar dos da YSL serem incríveis (e caros), agora eu estou usando um da Maybelline, o Non Stop (R$22 na Ikesaki) que não borra e você tira no banho. Eles dizem que ele sai inteiro como uma capinha, mas quando eu fui tirar ele esfarelou. mesmo assim é melhor do que os outros, você não sai do banho parecendo um urso panda por mais que tenha passado um demaquilante.
  • terceiro – lápis dentro do olho na parte de baixo, e também gosto de passar dentro na parte de cima do canto externo para o interno, mas só até a metade. mas isso  é porque eu adoro esse visual mais “olhão escuro, boca nude”. dependendo do make que você for fazer não é necessário passar o lápis.

passo a passo mega rápido do meu olho da foto? depois desses três passinhos eu uso a Caneta Sombra em Mousse da contem1g, cor peach acetinado. funciona como um iluminadorzinho leve e eu passo em toda a pálpebra móvel e um pouquinho ali embaixo das sobrancelhas. então com um pincel coloco a sombra em pó contem1g, cor marrocos acetinado (é um roxo bem escurão e por cima do iluminador peach fica um preto com pontos de dourado) em cima de toda a pálpebra. então com um pincel chanfrado eu passo uma sombra preta (uma baratinha que eu gosto é a da vult) acima dos cílios na parte de cima, e delineando o olho na parte de baixo. voilà – você fez um olhão preto em 2 minutos. claro que nas primeiras vezes eu errei horrores, foi terrível, mas make é assim, gente: tem que treinar, treinar, treinar e não adianta tentar fazer seu primeiro olhão super maquiado 15 minutos antes de ir pra noite porque SIM, VAI BORRAR e você vai ter que tirar tudo e fazer todos os processos de novo.

por hoje é só! deixem dicas nos comentários. e, meninos que acompanham o blog, eu juro que até sábado essa série fútilzinha de posts sobre maquiagem acaba.

as dicas de beleza de dani cruz.

no último domingo eu fui participar da gravação do vídeo que vai pro site do concurso ebaixadora da beleza real dove . fui selecionada como uma das oito finalistas e semana que vem o vídeo vai estar no ar! aí vocês votam pela internet e as duas mais votadas vão participar da campanha editorial da dove e sair nas revistas de todo o país. vou precisar do voto de vocês, então preparem os dedinhos.
fomos divididas em dois grupos de 4 mulheres e eu fiquei super feliz com as meninas que conheci. o assunto principal do debate era, obviamente, beleza e depilação. conversando com as outras três mulheres do meu grupo eu percebi que infelizmente nem todo mundo tem acesso à (ou sabe da existência da) quantidade maravilhosa de sites dando dicas que tem por aí! eu, viciada em maquiagem, sou super autodidata. ainda não fiz um curso (vou providenciar em breve) mas tudo que posso aprender sozinha eu vou atrás! vale lembrar que é tudo muiiiito relativo – o que funciona pra mim pode não funcionar pra vocês. o importante é testar!
então essa série de posts vai ser dedicada especialmente às meninas dove de domingo que me pediram…

…as dicas de beleza de dani cruz – parte I: PELE

  • a pele tem que estar sempre limpa e hidratada. como minha pele é mista, eu uso todos os dias o deep clean gel de limpeza (r$27) e o gel anti cravos (r$30) da neutrogena. uma vez por semana faço exfoliação com um gel da artistry (ganhei e não achei pra vender no brasil! se alguém tiver dica de outro produto deixa nos comentários, que eu vou entrar em desespero quando o meu acabar).
  • limpeza de pele é super importante, dependendo do seu tipo de pele deve ser feita no máximo a cada seis meses. não é muito cara (o preço varia, mas o mínimo é r$60 a sessão) e é um investimento que vale a pena.
  • na hora da make eu passo primeiro a base. a melhor que eu já usei, na minha opinião, é a face and body da MAC (u$32, não sei o preço na loja do brasil). na falta dela, uma opção mais em conta que funcionou pra minha pele foi a base Aquarela da natura (R$16), que eu não recomendo pra quem tem a pele um pouco mais oleosa. no dia, pra um efeito mais leve, eu passo com o dedo mesmo. pra noite, pincel – é oooutra coisa!
    depois vem o corretivo – um super baratinho que eu adoro é o da vult (r$5, pechicha total).
    aí vem o blush. a forma de usar é bem relativa. eu tenho o rosto redondo, meio bochechuda, e pra disfarçar passo na área um pouco abaixo das têmporas (ali do lado de onde fica aquele altinho quando você sorri) em uma diagonal descendo. quando quero um ar mais de saúde durante o dia, passo nas bochechas mesmo, onde fica vermelhinho quando eu sorrio. marcas tem várias. eu prefiro os em creme. tem o da vult (5,90) que é bem bom e o blush cremoso da contem 1g que eu não sei o preço mas dá um acabento suuuper gostoso e aveludado.
    por último, um booom pó facial pra dar um acabamento mate (sequinho, pra não ficar brilhando). eu estou usando o pó facial contem 1g. acho bonzinho. a cor do meu é pele-de-princesa, não é fofo?

amanhã eu continuo o post, que senão ele fica gigantesco. você tem dicas, opiniões, conselhos? deixa aí nos comentários!

ps: coloquei um link pro rss do mais magenta ali na esquerda, embaixo do about me ;) demorei, hein?

snackmania!

há um tempo, não sei se falei aqui, fui selecionada como snacker – os viciados em snacks que fazem parte de uma rede social pra dar idéias e tudo mais à pepsico.

essa semana recebi um kit mara! são os lançamentos de ruffles e doritos! ó uma foto péssima (que eu tirei com a webcam porque minha mãe levou a câmera pra são luís do maranhão sem nem avisar, haha)


tinha também uma ruffles de cream cheese incrível que eu devorei em cinco segundos e não sobrou nem história do pacote pra caber na foto. o sabor é suave e delicinha, a batata é lisa – é a ruffles feminina. já a costelinah barbecue, que eu estou comendo enquanto escrevo esse post (meu teclado agradece), tem ondas grandes e um delicioooooso saber de molho barcebue (que eu amo!).

o terceiro snack é um doritos sabor sweet chilli, que eu vou deixar pra comer mais pra frente na semana. imagino que seja uma delícia porque eu já tinha comido um snack desse sabor que me trouxeram dos states! ah, e veio um caderno fofo também, que eu super já tô usando.

feriado pride de 2009.

corpus christi pra mim tem outro significado muito além da festa católica. não sou católica e sim espírita, mas flerto com várias filosofias de outras religiões. digamos que eu acredito no que acredito, sem precisar concordar 100% com o que uma religião específica fala. ser espírita, ou espiritualista, dá essa liberdade.

mas pra mim corpus christ é sinônimo de festa. porque é o feriado da parada glbt, cheia de festas animadas e muita gente na rua. é quando qualquer pessoa pode sair pela paulista, não só na parada como nos outros dias, e ser quem se é. casais gays com filhos, sem filhos, novinhos, senhores… parece que durante esses dias não existe o preconceito pois os gays são a maioria, e um mundo sem preconceito é baseado no amor. o amor une e isso me faz feliz.

esse ano a raquel, uma amigona do rio, veio pra cá. também estava aqui a rafa, outra carioca. adoro muito essas duas, me divirto horrores com elas. quinta feira nós fomos na bubu lounge e pela primeira vez eu fiquei mais de 15 minutos na fila. lá dentro estava cheio, mas até que suportável. sexta feira teve chá com bolachas com as fagget fairies. não sei se foi o preço ou o frio, mas tava bem vazio pro tamanho do lugar. as fagget animaram bastante, recomendo – fora que a história delas é super bonitinha. sábado eu fui ver objeto amarelo no espaço soma e domingo foi o dia da parada.

assim que cheguei na paulista, me arrependi. depois de me separar do léo, segui com as meninas pelo outro lado da rua – enquanto atravessávamos aquela multidão de gente vi várias pessoas sendo roubadas. encontrei pessoas fofas e quando chegamos na consolação deu mais uma animada. mas não deu pra ficar muito tempo – a parada foi rápida, cheia de pessoas estranhas (a maioria heteros pensando que é carnaval e tentando nos agarrar), fizemos a boa ação do dia chamando uma ambulância pra uma menor de idade que deu PT (crianças, nada bonito encher a cara e passar mal no sol das três e meia da tarde) e aí fui comer com a rafa no black dog pra depois voltar pra casa. saldo do feriado? fiquei super cansada mas vi amigas que amo. e fiquei ainda com mais saudade de outras amigas que não vejo nunca.

mas o mara é que agora eu tenho uma foto com a lady gaga.
(ou melhor, a lady gaga versão com um… detalhe a mais)

love, hate and everything between.

hoje eu peguei ponte orca pra vir pro trabalho e na fila, logo atrás de mim, tinha um casal. ela foi fazer carinho no rosto dele. ele desviou e tirou a mão dela com força. não consegui ver o motivo.
entrei e sentei na janela pra que meu cabelo secasse mais rápido. também é mais fácil pra mim sentar na janela e encostar lendo um livro, sem precisar olhar pra ninguém ao meu redor. o menino do casal sentou no banco ao meu lado, e a menina ao lado dele. ele virou pra frente, com as duas mãos entre as pernas, sem olhá-la nos olhos enquanto ela discorria sobre o quanto a mãe dela acha bichinhos de pelúcia um presente de grego (!). de repente, ele falou “não sei onde você está querendo chegar com isso!” em alto e bom som. até eu estremeci, pensando que se fosse meu namorado meus olhos se encheriam de lágimas. então me deu um aperto no peito ao lembrar que eu já passei por isso tantas e tantas vezes.

quando descemos da ponte orca, enquanto atravessávamos a ponte cidade universitária pra entrar no trem, aconteceu uma coisa que foi o que me fez começar a escrever esse texto, afinal. a menina ia mais ou menos a um passo e meio à frente do namorado. ele não encostava nela ou segurava sua mão. ela tagarelava olhando pra frente, provavelmente sem nem saber se ele estava ali ainda ou não. uma menina de preto, que aliás era bem parecida com a namorada, ia bem perto dos dois, a meio passo de distância do menino, formando uma linha diagonal. uma cena perfeitamente normal que me chamou a atenção somente quando eu percebi que a menina de preto – que até então parecia nem conhecer os dois – fazia carinho no menino que estava com a namorada. passava os dedos levemente por seus pulsos, apertava sua mão, e depois corria os dedos pelas suas costas. e a namorada lá, tagarelando, a meio metro de distância.

isso tudo durou alguns segundos até o momento em que viramos à esquerda para entrar na estação. os três sentaram em bancos da plataforma, lado a lado, como se fossem totalmente estranhos. a namorada não parecia desconfiar de nada, mas algo no modo como ela não olhava pra ele me fazia pensar se ela sabia de tudo.

pensei em quantas vezes eu estive em cada um daqueles papéis. pensei quando eu era a namorada que olhava pra frente porque amava demais pra abrir mão de quem eu tanto queria. por onde ele andava não me machucava, contanto que voltasse para o meu colchão. não parece ser do meu feitio ser tão conformada e submissa… mas foi.
pensei nas vezes que eu estive dividida, deixando transparecer a dúvida e magoando alguém. em quantas vezes eu estava no meio para no final acabar sozinha.
pensei nas vezes que eu fui a outra. que eu quis muito quem não era meu. me apaixonei intensamente por algo que nunca teria… e se tivesse, não seria tão bom. não sei. essas histórias nunca tem finais felizes.

por fim, pensei nas pessoas que amei na vida, nas vezes que me apaixonei… pensei com carinho no max e no fernando. nos momentos felizes, que são tudo que eu quero guardar. quando o amor supera a paixão e a dor se vai é mais fácil lembrar de todos os sorrisos. lembro do max tocando violão e cantando uma música que eu amava do jimmy eat world. da sua família me acolhendo num ano-novo que eu estava sozinha. de voltar pra casa cansada depois dos shows da banda dele e me jogar na cama com meu lençol favorito. lembrei do fernando tirando fotos de mim até quando eu estava furiosa com ele. e me lembrei depois de um dia, sentada em seu colo na casa nova, que ele me mostrou fotos minhas… e eu me toquei que ele documentou todo o nosso namoro recém-terminado.

lembrei que o amor é incompreensível em todas suas formas. e lembrei que eu amei.
eu sou quem sou porque me permiti amar.
isso não é crime.

dia das mães

passei a vida inteira falando que quando tiver minha família vou querer comemorar essas datas: natal, dia das mães, dia dos pais, etc. aqui em casa a gente não comemora nada. minha mãe não gosta muito (ela acha que dá trabalho, acho) , e minha família (tanto de parte de mãe quanto de parte de pai) inteira mora longe… aí eu vejo todos os meus amigos indo comemorar com suas avós e mães e tias e me sinto um pouco sozinha. às vezes dá até um tantinho de raiva – porque não podemos ser uma família normal pelo menos nisso? mas foi assim que fui criada, não dá pra mudar. ese ano até comprei um livro pra minha mãe, mas o submarino está me dando um leve calote. fail.

minha vó, mãe da minha mãe, era uma crocheteira nata. ela era engraçada e eu a amava demais. morreu quando eu tinha 14 anos, num ataque cardíaco fulminante. nós fazíamos aniversário no mesmo dia. hoje, aprendendo a tricotar, eu sinto falta dela – aposto que ela saberia fazer coisas lindas e me ensinaria a fazer a maldita flor de crochê que eu queria tanto saber fazer. falando dela nesse exato momento um arrepio tomou conta do meu corpo todo, como se ela estivesse aqui me abraçando… dá vontade de chorar. ela morava no Rio e vinha me visitar mais ou menos uma vez por ano (mas morreu pouco menos um mês antes de chegar naquele ano). esse tipo de saudade que não passa nunca é quase sufocante. eu sei que tenho várias coisas parecidas com ela, inclusive muitos defeitos… e me assusta curar esses defeitos e perder um pouquinho da dona Lélia que tem em mim. lembro também que ela tinha uma linda letra de professora, e eu amava como ela escrevia o L, letra inicial do seu nome, nas cartinhas que me mandava. lembro de ela fazendo crochê com uma linha salmão, sentada no sofá da minha sala em atibaia. e do leãozinho de pelúcia que ela me deu de presente uma vez. nesse dia, lembro que ela disse que tinha fé em mim – quando outros netos faziam besteira. tinha fé que eu ia estudar, fazer faculdade e ser “grande na vida”, e isso soou como algo que ela não falaria… mas ela falou ali, só pra mim, e só eu ouvi. e lembro dela o tempo inteiro quando não consigo terminar essa matéria da faculdade, me auto-boicotando e repetindo over and over. ela tinha fé em mim. não quero decepcioná-la.

feliz dia das mães, mãe… apesar de você não ligar pra isso.

feliz dia das mães, vó… aonde quer que a senhora esteja.

coisas que você já deveria saber sobre internet há muito tempo (e eu não sei porque ainda não sabe)

e ultimamente o assunto “a dani é nerd” tem vindo muito à tona. meus amigos, meu peguete, meus pais, todo mundo resolveu chegar a essa conclusão. não sei se foi influência de big bang theory. eu tenho uma vida de menina normal. fico com pessoas, faço sexo, vou ao cinema, faço compras, trabalho, saio pra dançar, encho a cara e sinto ressaca (só a moral, a física eu deixei de sentir quando o léo me apresentou um primo do engov chamado enjoy, hihi). mas mesmo assim eu continuo gostando muito de internet, redes sociais, baixar coisas idiotas e a teoria do gato de schrodinger. por exemplo: eu baixei no torrent (aka deus) um xip de 545 livros daquela coleção “FOR DUMMIES”. nunca vou usar nem um décimo disso. mas eu fico feliz de eles estarem lá, caso algum dia eu precise… ahn… sei lá, usar c++ pra alguma coisa. (ok, nunca vai acontecer. mas eu tenho o e-book.)

então eu percebo minha capacidade ridícula de armazenar informação (in)útil quando converso com essas outras pessoas da minha vida, que classifiquei de não-nerds, ou não-tão-nerds. gente que não conhece lolcats ou não sabe baixar por torrent. por isso eu fiz o…

…super guia dani para sobrevivência inútil na internet! (parte I)

1) aprenda a usar torrent, é muito fácil e tem vários tutoriais na internet. mas, simplificando, eu faço assim: baixe o programa bittorrent. depois vá em algum site como isohunt, mininova ou piratebay (aproveite enquanto ele ainda existe) e procure o que você quer. dê uma checada nos ranking, quantidade de seeders e também nos comentários pra ver se o arquivo não é fake ou virus. ao clicar em “download this torrent” você manda ele abrir com o bittorrent. a partir daí, é tudo muito intuitivo. você escolhe onde vai salvar e deixa baixando! voilá! música, filmes, séries e e-books a um clique de distância de você.

2) baixe séries ao invés de ficar grudado toda semana na mesma hora na axn ou na sony e nunca mais fique puto por ter perdido aquele episódio que você queria tanto ver. uma ferramenta muito útil, por incrível que pareça, são as comunidades das séries no orkut. cheias de viciados, pessoas que fazem legendas e muitos, muitos spoilers. na comunidade do Lost, por exemplo, eu vou direto no tópico que eles chamam de “virgília” do episódio que quero e nas últimas páginas (depois do episódio já ter sido exibido nos eua) lá estão os links pra baixar em diversos formatos. rmvb, rmvb com legendas imbutidas, avi, etc. outra dica pro lost é o lostdownload.blogspot.com . gossip girl também tem o gossipgirldowload.blogspot.com . existem sites como o islifecorp (que tá sempre fora do ar) e o portalbrazilseries (que não tem tantas séries quanto eu gostaria e demora mais um pouco pra entrar os episódios novos).

para ver as séries que você baixou, você precisa de um player. a maior parte você pode ver com os players que já vem no seu computador (windows media, quicktime) mas eu prefiro usar o kmplayer, que me dá a opção de baixar a legenda separado em formato .srt (muito útil no caso de filmes e séries não muito famosas aqui no brasil) em sites como o legenda.tv ou no opensubtitles.org e jogar lá. esse negócio de legenda é um saco porque tem que achar uma que sincroniza, mas com o tempo você pega o jeito.

bom, como esse post já está enorme, vou dividir esse guia em algumas partes. na próxima: rss e twitter! ;] aprendendo a ser nerd com dani cruz.

fui!

catching up

os últimos dias tem sido loucura total. trabalho na faculdade que eu estou tentando ir toda semana (juro que estou) e na revista, entrando na semana do fechamento. aí eu sumo, simplesmente desapareço, deixando vocês orfãos da minha vidinha.

esses dias eu estava no metrô com um amigo e carregava na mão o livro Descabelada, da Vicki Lewis Thompson. Meu amigo fez um comentário do tipo “não entendo porque mulheres gostam tanto de romances e historinhas fúteis e felizes”. eu te digo o porquê, assim como disse pra ele: porque a vida é um saco. nem todo mundo tem um relacionamento feliz (aliás, alguém tem?)  ou um relacionamento at all. quem tá “casado” quer ficar solteiro e aproveitar a vida. e quem tá solteiro cansou de aproveitar a vida e quer casar, mas todas as pessoas casáveis já estão “casadas”.  nós mergulhamos nessas historinhas impossíveis porque a vida parece nunca ser o suficiente e mulheres são seres adaptáveis que desenvolveram a capacidade de sonhar. e sonhar é o que nos faz viver, seguir em frente, mesmo quando a vida é um saco e não estamos felizes. é por isso. e pronto.

no mais, o que dizer? ia escrever sobre o pirate bay mas o peu já disse tudo aqui, e pouco que eu tinha a adicionar está nos comentários do post dele. ashton kutcher no twitter e seu 1 milhão de followers foi tão patético que eu parei de segui-lo. ainda não consegui baixar o cd novo do tiga inteiro, mas você pode tentar baixar pelo torrent aqui. e não sei porque mas george michael não sai da minha cabeça há dias.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=zqAedBXP6ys]