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Cinco filmes pra ver no Festival Mix Brasil

Hoje começa o 23º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade, com uma programação incrível. Todo ano eu tento assistir alguns filmes, pelo menos, e hoje vim contar pra vocês quais estou afim de ver na edição desse ano.
Se você celebra e apoia a cultura LGBTQX (eu sinceramente não sei mais como usar essa sigla), tente mesmo ver algo da programação. As vezes a gente perde essas oportunidades e é UM PARTO achar esses filmes pra assistir depois!

O Festival ainda tem uma programação extensa além do cinema, que envolve música, artes plásticas, teatro, e a conferência [SSEX BBOX], que planeja, segundo o site, “criar espaços, físicos e virtuais, que democratizem o acesso à informação, estimulem um diálogo aberto, que permitam que as pessoas descubram mais sobre si mesmas e seus desejos.”.

Califórnia
Primeiro longa dirigido por Marina Person, tem Caio Blat no elenco e conta a história de Estela, uma adolescente nos anos 80 que está se programando pra visitar o tio na Califórnia, quando a viagem é cancelada pois ele precisa voltar para o Brasil e reaparece doente.

Tupiniqueens
É um documentário brasileiro que retrata a cena drag paulistana – e conta com minha mamãe Malonna (lembram da minha transformação no A Coisa Toda?) e outras maravilhosas brasileiríssimas como Amanda Sparks, Gloria Groove, Ikaro Kadoshi, Lorelay Fox, Marcia Pantera, Penelopy Jean, Samantha Banks e Tiffany Bradshaw. Também aparecem as ex-participantes de Ru Paul´s Drag Race que fizeram shows por aqui: Adore Delano, Alaska Thunderfuck 5000, Latrice Royale, Milk, Raja e Shangela.

Mas vamos lembrar que antes de achar incríveis as drags gringas a gente tem que amar as nossas tupiniqueens, sim?

Bem-Vinda a Esta Casa
A cineasta Barbara Hammer é responsável por este documentário sobre a vida da poetisa Elizabeth Bishop, e retrata, inclusive, sua relação com Lota de Macedo Soares – que inspirou o filme Flores Raras.

Yorimatã
Conta a história de Luhli e Lucina, duas mulheres que no auge dos anos 70 viviam um relacionamento com um homem,  o fotógrafo Luiz Fernando Borges da Fonseca, que registra a vida do trisal. Juntas, as duas compuseram mais de 800 músicas e negaram gravadoras. Tudo pela liberdade e criação artística, indo além do seu tempo e contra as regras da sociedade na época.

Dora ou As Neuroses de Nossos Pais
O filme suiço-alemão conta a história de Dora, que após uma vida de tratamentos psiquiátricos, teve a medicação suspensa por sua mãe ao completar 18 anos. Isso faz com que ela comece a descobrir a vida, sua sensualidade e o sexo.

Depois eu conto aqui o que achei dos filmes que conseguir assistir. Você pode conferir os horários, cinemas e o restante da programação no site do Festival!

Sense8

5 motivos pra assistir Sense8 agora!

Uns dois fins de semana atras eu devorei Sense8, uma série que estreou este mês na Netflix. Em partes porque queria ver tudo logo pra participar do podcast do GeekVox (se você já assistiu a primeira temporada, ouça o podcast aqui!) e em partes porque quando cheguei no quinto episódio eu não consegui parar. Eu literalmente tomei banho vendo um episódio pra não me atrasar pra aula de direção e não precisar parar de assistí-lo no meio.

Acho que não ficava obcecada por uma série assim desde Lost. Talvez a presença do Sayid ali tenha despertado memódias Lostianas em mim.

Mas vamos à série. Se você ainda não sabe (tá vivendo numa caverna), ela é uma série criada pelos Wachowski (os irmãos Luna e Andy, criadores de Matrix) que conta a história de oito pessoas ao redor do mundo que estão conectadas mentalmente e começam a ser caçadas por uma organização. Quando eu li a sinopse achei meio nada a ver. Quando vi o trailer fiquei um pouco mais interessada. Quando vi os primeiros capítulos, achei que demora pra engrenar. Mas aguente firme! Assista até, pelo menos, o sexto episódio antes de desistir da série: são muitos personagens que você precisa conhecer antes da ação começar.

Quando você chegar no sexto episódio, reserve mais seis horas da sua vida pra assistir os seis episódios restantes sem parar nem pra fazer xixi.

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Se isso tudo não foi o suficiente, fica aqui uma listinha de cinco motivos pra você largar tudo o que está fazendo, seu emprego, amor, esquecer de pegar as quiança na escola, ficar dois dias sem tomar banho e começar a ver Sense8 agora:

1) A série trata a sexualidade de forma muito natural. Há um casal gay e um casal de lésbico, em que uma das mulheres é trans – o que abre os olhos de muita gente sobre a diferença entre orientação sexual e gênero. Além disso, os sensates em nenhum momento tem estranheza em relação a orientação sexual do outro e isso é maravilhoso. Vamos lembrar que Lana Wachowski, uma das criadoras da série, é trans (e a atriz que faz a personagem trans também é! Viva a visibilidade!)!

2) Está cheia de minas fodas e eu amo quando a série tem personagens femininas incríveis. Em Sense8, temos a indiana que fez faculdade e se formou cientista, diferente de muitas de seu país. Também tem Sun, que sofre com a sociedade machista da Coréia, mas é uma lutadora de primeira e não desiste de seus objetivos. Amanita, a namorada de Nomi (a personagem trans), também é incrível – quase uma sensate por consideração.

3) A série é visualmente incrível e mostra a beleza de lugares completamente diferentes do mundo, da gélida Islândia ao quatro de julho sendo comemorado em Chicago. Parada gay em São Francisco, sol se pondo na Cidade do México. A fotografia é maravilhosa e deve ter dado um trabalho do cão.

4) Todo mundo ama conspirações e a do enredo de Sense8 vai te deixar pensando muito, criando novas teorias a cada minuto e fazendo seus amigos assistirem a série completa pra que vocês possam conversar sobre isso.

5) Você precisa assistir tudo pra poder ouvir o podcast que eu gravei com o GeekVox porque foi engraçado demais, mas tá cheio de spoilers! Como falei no meu Twitter, eu ri tanto que valeu por todas as abdominais da semana (que eu não faço e deveria fazer). Foi engraçadíssimo e os meninos são demais. Falamos sobre meditação, transfobia, feminismo, diferenças culturais e um monte de coisas. Corre lá pra ouvir!

E aí, já assistiu? O que vocês estão achando?

DestaqueSeriesFeriado

3 séries pra assistir no feriado!

Se você, como eu, não vai viajar nesse feriado porque está completamente sem dinheiro com outras prioridades e a previsão do tempo disse que vai fazer calor, frio, sol, chuva e raios (ou seja, não disse nada), é melhor garantir uma quantidade de programas indoor que não incluam gastar dinheiro, certo?

Então miga, turbina esse Popcorn Time que eu tenho três dicas de séries pra você passar os três dias divando no binge-watching e fugindo do Instagram pra não ter que ver fotos dos seus amigos na praia!

Portlandia

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Não é uma série nova mas é engraçada demais e muita gente não conhece. Diz a lenda que Portland é uma das cidades mais hipsters dos Estados Unidos e parou nos anos noventa, o que é maravilhoso. A série tem várias esquetes satirizando essa faceta da cidade. Uma amiga já foi pra lá é disse que é bem assim. Os criadores e atores da série são Carrie Brownstein (vocalista e guitarrista do Sleater-Kinney) e Fred Armisen (que já foi do Saturday Night Live). Essa é a primeira cena do primeiro episódio da primeira temporada, pra você sentir o clima:

Broad City

BroadCity

Assisti poucos episódios mas amei e planejo assistir mais nesse feriado. A indicação foi da própria Carrie Brownstein em uma entrevista que vi um tempo atrás. Uma das produtoras executivas é a maravilhosa Amy Poehler. Era uma webserie, mas foi comprada pelo Comedy Central!  É sobre (como muitas séries atualmente) sobre duas minas tentando viver em NY, o que é tenso. Uma delas é entusiasta de maconha, espírito livre, coisa e tal. A outra tenta seguir carreira como ilustradora. A época de websérie tem episódios curtinhos e é bem roots, dá pra assistir no canal delas. A terceira temporada que está passando no Comedy Central dá pra assistir pelo Popcorn Time.

Vikings

Se você está no mood mais SANGUENOZÓIO mas mesmo assim não perde a oportunidade de ver uns caras gatos e umas mulheres maravilhosas, essa é sua alternativa a Game of Thrones. Ninguém dava nada pra essa série irlando-canadense que passa no History (as pessoas não costumam levar séries desse canal a sério) mas surpreendeu de tantas formas que não sei nem por onde começar. Primeiro pelo elenco que, olha, tá de parabéns:

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Caso com todos.

A série conta a história de, obviamente, vikings escandinavos, girando em torno do mito de Ragnar Lothbrok, um cara que aparentemente existiu de verdade e era muita-treta-vish. Enfim, se você curte esse tipo de série com muito sangue, sexo, guerra e deuses com nomes estranhos, se joga. Tem as duas primeiras temporadas no Netflix e a terceira você consegue acompanhar pelo Popcorn Time.

E você, o que vai fazer assistir nesse feriado? Deixe sua dica nos comentários!

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Concurso Cultural: O Hobbit

Quem aí curte Tolkien e a trilogia O Hobbit?

Sabia que o primeiro filme do Senhor dos Anéis foi o primeiro que vi no cinema completamente sozinha? Na época eu não tinha amigos que gostavam de fantasia e cultura geek, então acabei pegando uma sessão no meio da tarde num dia entediante e foi muito legal!

Fiquei empolgada quando resolveram lançar a trilogia de Hobbit também, porque esse filme é visualmente muito rico e eu como designer (não exerço atualmente, mas sou formada em design gráfico), fico admirando cada efeitinho especial!

O último filme da trilogia baseada na obra de J. R.R. Tolkien, A Batalha dos Cinco Exércitos, acabou de ser lançado em mídias que você pode ter em casa e, pra comemorar, vou sortear um DVD do filme aqui! No mesmo esquema do sorteio do box de Game of Thrones. Então vamos lá!

Para concorrer ao DVD você precisa dar uma resposta para a seguinte pergunta:

Se você fosse o líder de um sexto exército na Batalha, qual seria seu ponto forte? 

Você precisa mandar sua resposta até o dia 19/04. O resultado sai no dia 20/4. Eu entrarei em contato com o ganhador por e-mail e ele(a) receberá o prêmio em casa! Para participar, preencha o seguinte formulário (ou clique aqui se você não vê o formulário abaixo):

“O Hobbit. A Batalha dos Cinco Exércitos”  já está disponível em BD3D, BD, DVD e Digital HD. É o desfecho épido da trilogia da Terra-Média, dirigido pelo renomado diretor Peter Jackson. Se você não vai aguentar esperar o resultado do sorteio, garanta já o seu em uma destas lojas:
Americanas | Submarino | Saraiva | Cultura | FNAC.

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Chegaram os boxes de GoT! Quer um?

Quem me segue no Twitter ou no Instagram já sabe que eu sou louca por Game of Thrones! Comprei vários Funkos quando viajei, e a única razão pra ainda ter televisão em casa são aqueles meses em que meu programa de domingo é assistir a série junto com o resto do mundo. Não aguento esperar nem um dia pra ver depois!

Com a nova temporada quase aí, chega no Brasil o Box da quarta temporada da série! Ela estará disponível a partir do dia 12 de março, tanto em versões para DVD (R$ 149,90) quanto para Blu-ray (R$ 199,90), junto com os boxes das quatro temporadas da série (R$ 249,90 para DVD, e R$ 359,90 para Blu-Ray).

E o melhor: aqui no Brasil teremos um disco exclusivo na versão em Blu-Ray, com extras especias: “Seda, Couro e Correntes: O vestuário da 4ª temporada”, “Planejamento de um Casamento Real” e “Choque e Pavor: Criando os Efeitos Visuais da 4ª Temporada”.

E sabe o mais legal? Você pode ganhar um Box pra assistir e relembrar tudo o que rolou na quarta temporada enquanto a quinta não começa. Pra participar é fácil: preencha o formulário abaixo e dê uma resposta bem criativa para a pergunta: “O que você acha que vai acontecer quando o inverno chegar?”. A resposta mais criativa leva o Box!

(Se tiver problemas para ver o formulário acima, clique aqui)

Você tem até domingo, dia 8, pra participar. O resultado sai no dia 9 de março e eu entrarei em contato por e-mail.

Por isso, preencha seus dados direitinho! :)

Boa sorte!

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The Punk Singer, o documentário sobre a incrível Kathleen Hanna

Está rolando aqui em São Paulo o In-Edit, festival de documentários musicais que tem mais de 40 filmes sendo exibidos até o próximo dia 11 de maio. Eu estava meio ausente da vida recentemente e acabei ficando super em cima da hora que teria a exibição de The Punk Singer, um documentário sobre a Kathleen Hanna que eu estava muto afim de ver desde quando estavam arrecadando grana pra finalizar!

Obviamente perdi a exibição, mas achei no torrent e passei o domingo no sofá assistindo e digerindo a história da garota que mudou totalmente o rumo das bandas de garotas nos anos 90 e inspirou toda garota que se identificou com o movimento Riot Grrrl em alguma fase da vida.

Se você não sabe, ela foi a vocalista da banda Bikini Kill, e um ícone do feminismo da época. Foi ela quem começou a cultura de ‘girls to the front’, que trazia todas as meninas pra frente do palco, fazendo com que os homens ficassem no fundo e criando assim um ambiente não invasivo e seguro onde as mulheres eram, pela primeira vez no rock, prioridade. O documentário mostra o começo de sua carreira, como surgiu a ideia de criar o Bikini Kill, as dificuldades de Hanna com a imprensa, seu relacionamento com Adam Horowitz (do Beastie Boys) e a doença que a fez precisar se afastar dos palcos alguns anos atrás.

É impossível não se emocionar com a vontade de mudar as coisas de Kathleen Hanna. Ela foi minha inspiração durante toda a adolescência e eu consumia cada pedacinho de notícia que tinha sobre ela. O Bikini Kill não existia mais e era a vez do Le Tigre, com a famosa Deceptacon que até hoje faz com que meninas da minha idade surtem quando toca na balada. Mas, quando eu tinha uns 14 anos, não havia muita informação sobre ela. Fiz uma amiga nos EUA pela internet que me mandava fotos de zines que sua irmã mais velha tinha conseguido e era o mais próximo que eu podia estar do riot grrrl americano. Era mágico.

Recomendo esse documentário não só às meninas que sonharam, um dia, em ter uma banda. Não só às que se assumem feministas – porque acho que no fundo, toda mulher é uma feminista, e se não é, deveria ser. Recomendo não só às meninas que ainda acreditam no espírito da sororidade, que acham que as mulheres tem que se unir e não atingir umas às outras. Eu recomendo à TODAS as mulheres que assistam a esse documentário. Porque a mulher é foda, e, de certa forma, a história dela nos faz mais fortes.

Dá uma olhada no trailer:

Fiz uma playlist no Spotify (meu deus, não tem as músicas do Bikini Kill em nenhum desses players!) pra quem quiser conhecer um pouco mais o trabalho da Kathleen Hanna e seu trabalho com as bandas Bikini Kill (1989-1998), Le Tigre (1999-2001) e The Julie Ruin (2010 – hoje).

E aí, alguém assistiu? O que achou?

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Sexo, lágrimas e amor gay em Azul É A Cor Mais Quente

Ontem fui com algumas amigas ao cinema assistir o filme sensação da comunidade LGBT no momento: Azul É A Cor Mais Quente. Dirigido por Abdellatif Kechiche, o filme é inspirado nos quadrinhos da francesa Julie Maroh e conta a história de uma adolescente – Adele – que, no processo de descobrir sua sexualidade, se apaixona por uma menina – Emma.

O filme tem um clima tenso. Quem passou por um processo parecido na adolescência ou em qualquer fase da vida vai se emocionar com a confusão de Adele ao perceber que não segue o ‘padrão’ de suas amigas e tentar se aceitar, conhecer pessoas gays e começar a frequentar o ‘círculo’. E qualquer pessoa que já teve um relacionamento também vai se emocionar com a necessidade do outro, a vontade de agradar, a frustração por não conseguir e a dor.

É uma história triste e isso nada tem a ver com o fato de retratar um casal lésbico. É um filme sobre o amor, a descoberta, a perda. Sobre se tornar adulto e entender tudo o que vem com isso.

Agora, sobre a falada cena de sexo, eu tenho uma opinião que talvez não reflita a da maioria das lésbicas e bis que vi falando nas redes sociais sobre o filme. Na intenção de mostrar que Emma e Adele sentem muita atração uma pela outra, e que Adele se entrega completamente à relação – na descoberta do corpo de outra mulher, em todos os detalhes, o diretor perdeu um pouco a mão. É uma cena de sexo explícito (mesmo) que dura quase dez minutos e que mais parece um showcase de sexo gay. É tipo ‘ei, olha aqui tudo o que sabemos e podemos fazer’. Infelizmente não é assim que acontece com todo mundo, ainda mais na primeira vez com uma pessoa – e pior ainda se é a primeira vez que você faz sexo com alguém do mesmo sexo. Qualquer pessoa que tenha uma vida sexual ativa sabe que a primeira vez é estranhíssima. Em alguns momentos eu fiquei até um pouco ofendida tamanha a forçação de barra. É sexy? Sim. Mas não parece real. Parece pornografia, mesmo. E, pra mim, é bem claro que é a visão de um diretor homem e heterossexual sobre o que é ou deveria ser o sexo lésbico.

Isso sem contar o casal que aproveitou esses dez minutos pra transar atrás de mim. No cinema. Que não estava vazio.

Azul É A Cor Mais Quente é um filme triste, forte, longo (são quase três horas) e pesado. Eu gostei muito, e é tocante.

Mas fica um conselho: se você fica constrangido com cenas de sexo, espere pra assistir em casa.

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Porque Katniss é o exemplo que as garotas deveriam seguir.

*ATENÇÃO! Esse texto possui spoilers. Se você ainda não viu os dois filmes de Jogos Vorazes e não quiser ler pedaços da história, não leia!*

Na minha época de adolescência, não haviam muitas personagens femininas em quem me inspirar. O que existia era Harry Potter (e, bem, a Hermione é meio chata) mas a febre dos livros juvenis veio forte quando eu já era adulta. Então eu olhava para as garotas da música, como Kathleen Hanna. E era o que eu tinha, uma mulher real que existia de verdade cheia de defeitos e um cérebro que era tudo o que eu queria ter – além de uma banda muito legal, algo que a minha nunca chegou a ser, heh.

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Na terça-feira fui assistir Jogos Vorazes – Em Chamas com minha amiga Anne e saí super pensativa. Veja bem, eu não li os livros ainda (na verdade comprei os três assim que cheguei em casa e estou só esperando chegar). Tudo o que sei de Katniss é o que vi nos dois primeiros filmes da saga e posso dizer que me encantei.

Eu preciso confessar gosto desses filmes para adolescentes e que normalmente pensamos que serão super bobos. Li todos os livros da saga Crepúsculo e também vi todos os filmes. Uma coisa que me irritava muito é o quanto Bella Swan era um exemplo para as menininhas que eram loucas pela personagem. Na fila do cinema (assisti todos sozinha, não era justo forçar ninguém a passar por aquilo) ficava prestando atenção nas conversas e ouvia o quanto elas queriam ser Bella.

Se você não está familiarizado com a saga Crepúsculo (em que caverna você se escondeu nos últimos seis anos?), explico: ela conta a história de Bella, uma adolescente introvertida que conhece um vampiro na escola e se apaixona. Ela também tem um amigo lobisomem, que é apaixonado por ela e inimigo dos vampiros. Durante toda a saga, Bella é uma personagem frágil que precisa constantemente ser salva pelos homens em sua vida. Quando seu relacionamento termina, tem uma crise de depressão no meio de uma floresta e é encontrada por uma equipe de resgate (!!). O tempo inteiro ela se esconde atrás de um vampiro – e tudo bem se ele não estiver lá, afinal, tem outro macho lobisomem pra protegê-la quando se enfiar numa merda de novo.

Eu não consigo entender porque alguma garota gostaria de ser essa personagem, ou se inspirar nela pra qualquer coisa. É uma garota que não consegue pensar por si ou tomar decisões que não dependam de outra pessoa, e que não sabe levantar a voz pra nada. Quando assisti o primeiro filme de Jogos Vorazes fiquei encantada pela personagem principal.

Jogos Vorazes, se você está em outra bolha, conta a história de Katniss Everdeen, uma garota que vive no mundo pós-apocalíptico. Em Panem, seu país, os poucos ricos vivem uma vida surreal enquanto o resto dos distritos passa fome e vive na miséria, sobrevivendo à repressão e violência dia após dia. Como distração dos problemas de Panem, a Capital realiza anualmente os Jogos Vorazes. Dois jovens de cada distrito são escolhidos para uma espécie de reality show sangrento em que apenas um deve sobreviver, levando riqueza para a sua família e alimentando as esperanças do resto da população. No dia da escolha dos participantes, a irmã mais nova de Katniss é escolhida e ela se voluntaria para ir no lugar.

Sim, há uma história de amor ao fundo. Quem disse que uma mulher forte não pode amar ninguém? Mas Katniss não se deixa abalar por um sentimento quando seu ideal é muito mais importante. Em uma das cenas de “Em Chamas” quando seu par romântico, Gale, pergunta se ela o ama, ela responde “você sabe que eu não posso responder isso agora, porque há tanto acontecendo que eu não tenho espaço para mais nada”. O que Bella Swan faria nesse momento? AH DEIXA PRA LÁ VAMOS FICAR JUNTOS E O MUNDO SE EXPLODA. Mas Katniss tem ideais. Ela tem uma família e um país sendo destruído pela opressão. Não é boa fazendo amigos porque não tem tempo pra isso já que estava ocupada demais realmente aprendendo a manejar um arco. No fim do primeiro filme, ela prefere morrer a deixar o governo idealizador dos Jogos vencer e sugere que os dois finalistas – o outro sendo um menino de seu distrito, Peeta – comam amoras envenenadas. Quando ela volta para a batalha no segundo filme, passa o tempo inteiro carregando Peeta – ele é a Bella da história, sempre se machucando e fazendo alguma merda quando deveria estar salvando a própria pele.

Katniss é uma mulher forte, independente, destemida sem ser irreal – seus pesadelos e a síndrome pós-traumática tornam ela uma garota normal, longe de ser uma super heroína. Ela é uma feminista e uma anarquista, lutando ao lado do povo pelo que acredita ser justo para todos, sem colocar seus interesses pessoais acima do qeu realmente importa. Ela é o que todas as garotas adolescentes deveriam querer ser.

E garota, num mundo onde Miley Cyrus pensa que é a maior feminista do mundo, Katniss deveria ser sua Kathleen Hanna.

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5 filmes que eu amei na infância

Essa semana estou nostálgica. O post falando sobre a minha infância e adolescência em Atibaia tem um pouco de culpa disso porque fiquei lembrando de várias coisas gostosas de quando era mais novinha e deu até saudade. Na minha casa sempre fui super incentivada a ler e assistir filmes, e alguns me marcaram pra sempre. Naquela época demorava muito mais pros filmes chegarem aqui no Brasil, então a maior parte é do começo dos anos 80 mas eu só assisti quando já tinha entre 4 e 7 anos (de 90 a 93).

Fiz uma listinha dos cinco filmes que mais amei na infância!

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História Sem Fim
Como disse, meus pais amavam ler e me incentivavam bastante comprando revistinhas, livrinhos e lendo pra mim. Aprendi a ler direitinho com 3 anos então me identificava com esse filme! Bastian é um menino com uma imaginação super fértil que se joga literalmente nas histórias dos livros que lê, vivendo um mundo de fantasia. Meu sonho era voar nas costas do Falcor, o dragão com carinha de cachorro <3

 

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Conta Comigo
Depois de adulta fiquei muito fã do Stephen King e descobri que esse filme é baseado num conto dele! Tem o River Phoenix pequeno, muito fofo. Conta a história de um grupo de meninos que, nas férias, querem descobrir onde está o corpo de um garoto desaparecido. Amo filmes que falam sobre férias de verão!

 

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E.T., O Extraterrestre
Você pode pensar que é sobre seres de outro mundo, mas esse é um filme sobre como a amizade de verdade ultrapassa qualquer barreira. Eu era estranha e não tinha muitos amigos quando era pequena então super me identificava com o ET! Hahahaha.

 

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Os Muppets Conquistam Nova Iorque
Esse foi o primeiro filme que chorei. Minha mãe riu de mim e eu falei que era porque tinha feito xixi na calça – de alguma forma mentir que fiz xixi na calça pareceu mais digno do que chorar num filme dos Muppets. Pode dar spoilers num filme que tem mais que vinte anos? No fim, os Muppets voltam pra casa mas a Piggy decide ficar em NY pra tentar a carreira de atriz. Aí quando ela se despede do Caco é triste demais. Meu coraçãozinho de 4 anos não aguentou.

 

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Elvira, A Rainha das Trevas

Não é bizarro que um filme em que uma bruxa maluca chacoalhe os peitos no final tenha feito tanto sucesso entre crianças? Nos anos 90 não existia muito isso de bom senso e esse filme passava quase todo dia na sessão da tarde. Aliás, a atriz que faz a Elvira ainda faz aparições com a personagem até hoje e até foi jurada em um episódio de RuPaul’s Drag Race.

 

E aí, quais filmes marcaram sua infância? 

 

 

 

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