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O que é Slut Shaming?

Fiquei um pouco em dúvida se eu continuava essa série ou não, mas o vídeo sobre Sororidade teve uma quantidade bem legal de visualizações e isso me deixou feliz! Resolvi fazer mais alguns vídeos explicando alguns conceitos que eu acho que todo mundo deve saber pra que a nossa vida seja mais pacífica e nós estejamos um passo mais perto da igualdade de gênero, e também de acabar com o machismo, o preconceito e a homofobia :)

Hoje vou falar um pouco sobre um assunto que esteve muito nas notícias esse ano com o boom de vídeos vazando no whatsapp. É o slutshaming.

(eu tava com calor e sem voz nesse vídeo, não liguem, tá?)

Eu esqueci de contar no vídeo um caso que aconteceu comigo!

Em junho, uma pessoa adicionou vários amigos meus no Facebook, todos homens, e saiu perguntando se eu era gostosa de verdade pessoalmente. A pessoa dizia que era recrutadora de uma agência de camgirls, que tinha fotos “safadinhas” minhas e que poderia passar se o cara ajudasse. Disse que eu queria virar camgirl mas que ela queria referências de pessoas que me conheciam pessoalmente. Essa pessoa adicionou desde amigos a familiares e gente do trabalho que eu tinha acabado de entrar. Foi bizarro. Uma hora um amigo veio me contar e eu postei no Facebook falando que não, eu não estava tentando ser camgirl, mas que se estivesse não teria nenhum problema com isso. Foi uma tentativa de me desmoralizar, como se ser camgirl me tornasse indiga do respeito das pessoas.

Eu tenho fotos sensuais na internet (lembra quando eu saí no site da Trip?) e na época que saiu, foi uma chuva de slutshaming. Era um absurdo o que comentavam no Facebook da revista, no meu… mas eu nunca dei atenção pra essas coisas então elas não se perpetuaram. O corpo é meu e eu não tenho nenhum problema em mostrá-lo se eu quiser. Se a escolha é minha, eu mostro mesmo. Isso não quer dizer que eu esteja interessada em fazer sexo com qualquer pessoa que chegue ou que alguém tem o direito de me falar abobrinha. Como eu sempre deixo isso bem claro, as pessoas não seguem em frente no slutshaming comigo simplesmente porque não funciona.

Se você quer saber mais sobre slutshaming, sugiro estes links:

Cultura do estupro e Slut Shaming, por Jarrid Arraes, no Blogueiras Feministas
Sobre pensar antes de postar e slut shaming na internet, por Vanessa Raposo, na Revista Capitolina

Qual o próximo tema que você acha que eu devo falar aqui? Deixe sugestões nos comentários, por favor! :D

Teleton

O Teleton está chegando :)

Hoje tenho uma novidade boa pra contar! O Teleton está chegando e esse ano eu fui convidada pra fazer parte da bancada dos blogueiros. Vou ficar lá atendendo o telefone de quem liga pra fazer doações junto com outros famosos da tv, música e internet :) Vai ser bem legal!

Teleton

Alguém que estiver assistindo tira uma foto da TV quando eu aparecer? Heheh.

O Teleton é um evento transmitido pelo SBT que acontece entre os dias 7 e 8 de novembro. Toda a renda arrecadada vai pra AACD, que é a Associação de Assistência à Criança Deficiente. Eles mudam as vidas de muitas crianças todos os dias, e realmente precisam da nossa ajuda.

Pra doar, é só ligar:

0500.12345-05 para doar 05 reais
0500.12345-15 para doar 15 reais
0500.12345-30 para doar 30 reais

Entrando no site do Teleton você consegue ver como doar outros valores e ganhar os bonecos do Tonzinho e seus amigos :)

Você pode doar até o dia 9 de novembro!
Para ajudar a AACD depois desta data, entre no site da AACD, clique em “Quero Ajudar” e descubra outras formas de contribuir.

Eu fico na bancada na madrugada de sexta para sábado, entre 0h30 e 2h30! Quem será que vai estar se apresentando, hein?

Estou ansiosa!

Não se esquece de doar, tá?

THUMB

O que é sororidade?

Ouvimos a vida inteira que mulher é falsa, fofoqueira, invejosa, que só queremos roubar os maridos e namorados umas das outras, que não conseguimos manter uma amizade com alguém mais bonita do que nós.

Sempre que vejo algumas meninas comentando sobre a aparência de outras na internet, ou tentando fazer com que tudo pareça uma competição de quem é mais bonita/famosa/rica/bem de vida, ou até mesmo quando vejo mulheres sendo machistas na internet em vez de apoiarem outras mulheres, eu fico chateada. Acho que falta muita noção de sororidade pra mulheres de todas as idades. E não é culpa delas, mas fomos criadas pra que seja assim.

Mas o que é sororidade? Falei um pouquinho sobre isso no vídeo desta semana!

Se você se interessou pelo assunto e quer saber mais, aqui estão alguns links levantados com minhas amigas de um grupo do Facebook:
As mentiras que contam sobre nós, por Aline Valek, na Carta Capital
Mulheres não são inimigas, por Carol Patrocínio  no Y!Mulher(musa!)
A gente cuida uma da outra, por Thayz Athayde no Blogueiras Feministas

Vamos nos unir! :)

mamiseeu

Desculpa, mãe. Não deu.

Não cabe em um post a quantidade de conselhos que minha mãe me deu e eu nunca segui.

Tipo aquela vez que eu namorei um cara que ela odiava, e eu insisti porque achei que ela estava só sendo preconceituosa pois o guri tinha moicano mas na verdade ele era um babaca, como muitos outros. É que quando a gente se apaixona fica cega, e pra mãe ninguém vai ser bom o suficiente pra filha mais nova e meio boba quando se trata de amor.

Mas mãe sempre sabe, né? Pena que a gente só aprenda errando.

mamiseeu

Tipo aquela vez que ela falou que eu não deveria começar a pintar meu cabelo de colorido porque ele era lindo e ia estragar, o que realmente aconteceu (eu nunca mais tive as luzes naturais que tinha aos 14 anos), mas enquanto ela mesma descoloria e tingia – porque a gente não tinha dinheiro pra ir no salão e qualquer cabeleireira do interior ia me chamar de maluca naquela época – disse que quando eu visse as fotos dez anos depois eu ia me arrepender e morrer de vergonha.

Dessa vez ela não tava certa, porque estou aqui com 27 anos pintando mechas multicoloridas como se não houvesse amanhã (nem ontem).

Eu fiz um monte de tatuagens, e continuo fazendo. Fui trabalhar com coisas que não dão dinheiro ao invés de prestar concurso público. Tenho quase 28 anos e não só não casei como não tenho nem previsão de ter um relacionamento nos próximos anos. Às vezes eu acho que devo ser uma grande frustração pra ela, que gostaria que eu fosse uma ~pessoa normal~, apesar de nunca ter dito isso dessa forma. Porque minha mãe sabe que nenhum dos filhos dela bate bem, e que a gente nunca se encaixaria num estilo de vida tradicional. Somos tatuados, roqueiros, nerds. É que ela não percebe que isso tudo a gente herdou dela mesmo – eu cresci ouvindo os discos de vinil do Elvis que até hoje tento roubar pra minha coleção (o do show no Havaí é impossível), ela fez uma tatuagem antes de mim e é a mestre de stalkear pessoas no Facebook (tem até perfil falso!).

Domingo é dia das mães.

Minha família nunca ligou muito pra essas datas comemorativas – talvez minha mãe nem lembre que domingo é o dia dela. Mas eu vou levar um presente, vou levar flores, vou dar um abraço. Porque as coisas não estão fáceis e não tem nada que eu possa fazer pra melhorar, quando só o tempo conserta tudo. Mas quem sabe eu possa levar um pedacinho de amor, um sorriso.

Quem sabe eu leve esse post pra ela ver que eu sou um pedação dela – e que ela é meio maluca também.

 

Esse post faz parte da blogagem coletiva ‘Conselhos que minha mãe deu e eu nunca segui’, do #rotaroots! 

Wishlist: maio de 2014

Eu ando tão focada em não gastar dinheiro com coisas que realmente não preciso que foi difícil montar essa wishlist este mês! Mesmo com meu aniversário quase aí (ok, ainda falta um mês) eu não fui tomada pelo desejo consumista de sempre e aquela vontade louca de gastar todo meu dinheiro com roupas e maquiagem está completamente controlado. Amém! Com uma viagem importante por vir eu preciso controlar meus gastos, mas sempre tem alguma coisa que fica no radar e não tem jeito de tirar…

Essas foram minhas escolhas pra maio!

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1. Depois de assistir ao documentário da Kathleen Hanna que vou falar aqui ainda essa semana, fiquei com vontade de adicionar esses dois livros à minha coleção: The Riot Grrrl Collection (Amazon, U$25) tem a reprodução de zines, pôsteres e textos importantes da época do Riot Grrrl e Girls To The Front (Amazon, $10 a versão digital) conta a história do movimento 2. Sou viciada em botas e coturnos e ando com vontade de comprar uma marronzinha pra variar um pouco o look de sempre (Dafiti, R$119)! 3. Não, ainda não comprei uma vitrola. Essa estampada da Urban Outfitters, por U$160, é linda! 4. Os utensílios domésticos da Joseph Joseph são lindos e práticos. Há anos quero esse conjunto de bowls e medidores que se encaixam e economizam um super espaço na hora de guardar! Tem na Doural por R$174.

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O que eu vivi no Manifesto do dia 13/6 em São Paulo

Fiquei muito tempo pensando se escrevia ou não sobre o terror que passei ontem. Algumas coisas me tiravam a vontade e a coragem: o medo, a preguiça, a falta de vontade de reviver aquilo tudo, a ideia de que o que eu passei não foi um milésimo do que amigos que estavam no centro passaram. Mas agora é uma sexta-feira, dez da noite, e meu corpo dói demais. Estou gripada e com dores musculares dos saltos ornamentais que dei ontem fugindo de balas de borracha. Então li o relato dos meninos da Max Reebo e vi que eles estavam bem pertinho de mim. Depois li o do Eduardo Roberto, meu ex-colega de MTV, no site da Vice. Em ambos, um fato muito peculiar me chamou atenção. Algo que eu tinha reparado, mas pensei que poderia ser coisa da minha cabeça e mania de perseguição. Vamos ver se vocês percebem o que é.

Estava gripada e completamente entupida, com alguma febre e vim mais cedo pra casa. Não consegui ficar. Ao ver, ao vivo – a revolução será televisionada – os manifestantes começando a chegar na Praça da República, precisei me mexer. Encontrei o Chicó (meu namorado, pra quem não sabe) e alguns amigos na catraca do metrô Ana Rosa às 20h. Decidimos que iríamos para a estação Consolação e de lá tentariamos encontrar os manifestantes descendo a Augusta ou a rua da Consolação.

Ao chegar na Avenida Paulista, o clima era de tensão no ar: não passavam carros, a rua estava bloqueada e o trânsito tinha sido desviado para a Alameda Santos. Ainda não havia motivo pois os manifestantes nunca conseguiram chegar lá. Pelo twitter, no caminho, acompanhei a emboscada ridícula da tropa de choque ainda na Maria Antônia, que fez com que vários grupos se dispersassem. Caos. Um amigo meu já estava no hospital – levou uma bala de borracha na cara, a namorada levou uma dedada na vagina de um policial que a revistou. A menina está em estado de choque. Muita gente estava machucada. Essa história vocês já leram.

A PM estava ali, pacificamente, enquanto ouvíamos o barulho de tiros e bombas numa distância que devia ser algumas quadras mais pra baixo. Era por volta de 20h. Tentávamos encontrar outros amigos que estavam subindo com a manifestação antes da palhaçada toda. Decidimos descer a Rua Frei Caneca, que tem um bar logo na primeira quadra. Nosso grupo devia ter umas dez pessoas, mas aquela era a última vez que estávamos juntos. Do meu lado, reparei dois homens com cabeça raspada. Altos. Razoavelmente fortes. Olharam bem pra minha cara e pra do meu namorado, que não percebeu nada – com certeza só vai se tocar disso quando ler esse texto.

Começamos a descer. A tropa de choque estava na quadra de baixo. Voltamos correndo. Dei de cara com outro grupo do Choque marchando em minha direção. Gritavam como se fosse Esparta. Nunca senti tanto medo na minha vida. Saí correndo, passando pela frente de um bar (não sei porque fui pela calçada) e lá estavam os brutamontes. O bar tinha três mesas altas, cheias de garrafas de cervejas. Antes de eu e o Chicó passarmos correndo, eles – que teoricamente estavam no ‘nosso time’ – JOGARAM AS MESAS NA NOSSA DIREÇÃO. Pulei uma altura que não sabia que era capaz. Entrei na primeira à esquerda, gritando pro meu namorado vir junto, de mão dada com uma menina que pensei ser do meu grupo mas era apenas mais uma garota tão assustada quanto eu. Corri os olhos procurando um lugar pra me abrigar, tudo fechado. Ao chegar na esquina com a Augusta, outra tropa de choque. Não teve jeito.

Começou. Eu vi. O policial do choque estava a dois metros de mim. Olhou pra mim e riu. Foram os dois segundos mais longos que já vivi. Ele riu. E jogou uma bomba de efeito moral na minha direção. Virei e comecei a correr, sem ar, por causa da gripe. Uma lata de gás lacrimogêneo atingiu meus pés, chiando. Não conseguia respirar. Meu peito queimou. Tentava correr tão rápido quanto meu namorado e não conseguia. Eu queria chorar, gritar, sentar no chão, sei lá. Meu joelho começou a doer demais, meu cérebro falou pra ele que não tinha como parar.

Corremos pra frente do Conjunto Nacional. Ali, algumas pessoas estavam nos pontos de ônibus com esperança de que ainda pudessem pegar a condução pra voltar pra casa – nada tinham a ver com o protesto. Manifestantes sentavam no ponto pra descansar, assim como eu fiz. Outras pessoas estavam por trás das portas de ferro baixadas do Conjunto Nacional, se protegendo. Falei pra uma moça desistir do ônibus e ir a pé até a Al. Santos, ou andar até outra estação de metrô. Ela disse que não jogariam nada neles ali que não estavam na manifestação. No calor do momento, discuti com o meu namorado, que queria tentar descer de novo e eu não queria. Não tinha como, não por ali, teríamos que tentar pela Peixoto Gomide. Ele começou a ir em direção à esquina com a Augusta. Uma menina do meu lado passou e gritou:

– Polícia fascista!

Antes de terminar a ultima sílaba da segunda palavra, as bombas começaram a cair. Muita gente correndo. Latas e mais latas de gás lacrimogêneo chiando pelos meus pés. Uma bala de borracha passou a um centímetro da cara do Chicó, fez um buraco na parede e quase rebateu em mim. Um cara caiu e começou a ser pisoteado pelas pessoas desesperadas que corriam da polícia. Parei pra ajudar, carreguei o cara com uma força que eu novamente não sabia que tinha e quando olhei pro lado um policial da Choque estava com a arma apontada pra minha cabeça.

Foi tipo isso. (Foto: Raphael Tognini/VICE)

Aí nem sei de mais nada. Saí correndo no meio da fumaça e me enfiei numa transversal. Consegui enxergar o Chicó de novo e entramos na Alameda Santos, correndo. Aliviamos o passo pra não chamar atenção e andamos até depois da Al. Casa Branca. Paramos pra comprar agua num bar, achamos que tudo estava mais tranquilo e conseguiríamos chegar em casa (moramos perto da Al. Campinas, mas estávamos do outro lado da Paulista que deveríamos estar). Andamos mais um pouco e fomos acuados por PMs em motocicletas, que tentavam dispersar trios e duplas. Resolvemos que iríamos arriscar e fingir que não tínhamos nada a ver com aquilo, segurei a mão dele e fui andando. Começamos a subir a Pamplona e teve novo ataque do choque. Nos enfiamos numa farmácia, eu discuti com um velho reacionário que queria a ditadura de volta (tomara que tenha tomado borrachada na osteoporose) e precisamos sair de lá. Subimos a Campinas e chegamos na Paulista.

A cavalaria vinha na nossa direção. Corri. Uma bomba estourou atrás da gente. Descemos a campinas com motos da PM ao nosso lado, eu estava quase cega pelo medo e pela falta de ar. Quando eu vi, estava em casa.

O que eu passei não foi um décimo do que outras pessoas passaram. O que eu vi vai me marcar pra sempre. Não vou entrar nos méritos políticos das questão aqui, mas o blog sempre foi um lugar onde eu conto coisas que acontecem comigo e esse dia tão importante pra minha história (e pra do país também) não poderia deixar de ficar registrado. Eu senti medo, revolta, nojo. Eu vi aqueles que deveriam me defender, me atacando. Eu vi meu direito de ir e vir, de protestar, de falar o que quiser completamente ameaçado.

Nunca achei que fosse viver pra ver algo do tipo. Sempre pensei que esse tipo de coisa tinha ficado pra trás. Já participei de protestos antes, com direito a borrachada e gás, mas eram duzentas ou trezentas pessoas e os ataques dos policiais eram focados nos manifestantes – o que continua sendo horrível, mas não envolve velhinha no ponto de ônibus.

Sei que tenho leitoras no Brasil inteiro, e algumas no exterior. Quero que vocês saibam que eu vivi isso e que é real. Que essa merda toda está acontecendo. Hoje não consegui falar de outra coisa. Não participei dos outros manifestos (o primeiro aconteceu no dia do meu aniversário e fui acometida por uma terrível culpa por estar jantando na Lanchonete da Cidade enquanto tudo aquilo acontecia e eu passava de táxi no meio do caos sem nem me tocar do que rolava de verdade). Fiquei o dia inteiro falando disso, entrando em grupos de Facebook e tentando ver como posso ajudar de certa forma. Tenho muitas perguntas que jamais terão resposta. Uma sede de fazer mais se misturou com um terrível medo pelo que aconteceu ontem.

Mas não vão vencer. O medo não vai vencer.

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Wishlist de aniversário!

AHHH! Tá quase chegando. Meu aniversário é quinta-feira. Esse ano não vai ter comemoração, já que vários dos meus amigos (90% dos mais próximos, na verdade) estarão viajando. Mas esse tópico de comemoração é pra um outro post!

Minha wishlist está cheia de coisas coloridas e felizes que eu gostaria de ganhar esse mês. Quem sabe a Fada Madrinha não deixa alguma coisa debaixo do meu travesseiro?

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Essa bolsa de cachorrinho é a coisa mais fofa! Custa U$52 na Oasap | Esse negócio preto é isso mesmo: um HD externo pra Xbox. Fiz a besteira de comprar um de apenas 4GB, agora quero comprar jogos que são mais pesados e não posso (como o Tomb Raider, por exemplo). Aqui no Brasil custa quase 400 reais! Melhor pedir pra alguém trazer. Na Amazon sai por U$120. | Como lidar com essa bota cowboy roqueiro da Schutz? Pena é o precinho. “Apenas” R$490. | Entrei numas de decorar minha casa com objetos super coloridos. Esse abajur da Oppa combinaria muito com a minha sala! Sai por R$259 | Estou louca por uma vitrola há séculos e mesmo com a coleção de discos aumentando, ainda não comprei a minha. Essa portátil da Crosley é meu sonho de consumo, quero muito. U$98 na Urban Outfitters |

Bordado moderninho: Clube dos Cinco

Sempre gostei de artesanato e trabalhos manuais. Aprendi ponto cruz quando ainda era criança, minha mãe me ensinou e eu adorava. Mas fiquei muitos anos sem praticar! De um tempo pra cá resolvi que voltaria a pegar gosto pelo bordado e comecei a procurar uns desenhos legais.

Já tinha favoritado a loja Wee Little Stitches no meu perfil do Etsy e no meu Pinterest (segue lá!) algumas vezes! A loja foi fundada por um casal que borda junto! Fofos <3

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Depois de muito namorar, finalmente tomei coragem pra fazer a compra! Fui num armarinho no centro e comprei todas as cores necessárias e no sábado de carnaval comecei o trabalho. Foi um feriado meio agitado, mas sempre que estava em casa estava grudada no bordadinho e na terça-feira de manhã consegui terminar!

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Ponto-cruz é muito fácil de fazer! Se você tem vontade de começar a fazer um trabalho manual, recomendo esse tipo de bordado. Fora que é uma terapia… fiquei horas bordando, pensando na vida, e foi ótimo! Depois que terminei vi que o “C” de “sincerely” parece um S. Vou arrumar isso, pintar o bastidor de azul e colocar em algum lugar pra decorar minha casinha!

Ah, os personagens e a frase são de um dos meus filmes favoritos: Clube dos Cinco (Breakfast Club). Se você não conhece ainda, procure! É genial. Olha o trailer:

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Girl Crush: Charlotte Free e seu cabelo rosa

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Algumas semanas atrás a Benneton lançou uma campanha nova e uma das estrelas é ninguém menos que Charlotte Free! Modelos magérrimas não fazem muito meu estilo de mulher, como vocês podem ter percebido pelos Girl Crush anteriores, mas abro uma exceção pra essa queridinha cheia de estilo. Isso só mostra que não importa se você é diferente, seu estilo pode sim ser aceito se você se destaca no que faz!

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A gata tem 20 anos, é contratada pela IMG – agência de super modelos como Raica Oliveira e Lara Stone – e já foi a carinha de marcas como Maybelline, H&M, Asos…

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Linda demais!

 

A vida é frágil demais.

Dias tristes.

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Ontem de manhã, ainda deitada na cama, abri o Facebook e vi um post feito pelo perfil de uma amiga, escrito por sua irmã. Dizia que Fulano (não há necessidade de expor a amiga e nem a família aqui), o noivo da minha amiga, estava na boate Kiss quando o incêndio ocorreu. A amiga em questão havia passado mal de calor e saído meia hora antes de tudo. No início da manhã viu que o noivo não havia mandado mensagem dizendo que havia chegado em casa e ligou para seu celular. Um bombeiro atendeu.

Quando eu li esse post eu ainda não sabia a dimensão da tragédia. Também não sabia que mais tarde outro incêndio deixaria centenas sem casa numa favela em Porto Alegre, próximo à arena do Grêmio. Também não sabia que uma menina que eu conhecia pela internet, blogueira de Manaus, havia sido assassinada no começo da semana. Eu não sabia todas essas coisas e foi antes de dormir que me peguei pensando.

A vida é frágil demais. O destino pode ser traiçoeiro. A pressão baixa tirou minha amiga da boate, mas seu coração grande fez com que pedisse para seu noivo ficar e aproveitar o show. Catorze anos atrás, o destino fez com que o carro em que minha professora de dança voltava exausta de um show (ela era bailarina de Zezé di Camargo & Luciano) se chocasse com outro que vinha na pista contrária, cheio de meninos jovens. O destino fez com que meu pai não estivesse na ponte aérea da TAM em 1996, que caiu perto de onde por coincidência meus pais moram hoje. O destino levou muitas pessoas, e salvou muitas outras.

Enquanto isso reclamamos da vida que temos, sem pensar que deveríamos agradecer por ainda estarmos aqui. Por podermos abraçar nossas famílias e amigos. Por acordar todos os dias ao lado de quem a gente ama. Por ter casa, comida e internet boa o suficiente pra estar lendo esse post.

Tanta gente perdeu tanto, esses dias. Tanta gente perde tanto todos os dias.

Amanhã tudo pode ter se acabado.

Vamos ter certeza de que fizemos o nosso melhor enquanto pudemos.

 

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