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StopTheBeautyMadness

Padrões, autoestima e #StopTheBeautyMadness

Quando li o post da Lia e depois um monte de outras blogueiras e amigas minhas postando fotos suas sem maquiagem na timeline achei uma grande coincidência. Eu estou numa semana péssima em relação à minha auto-imagem, ansiosa e chateada com meu corpo,  e pensei muito nisso ultimamente.

Antes de falar de mim, vou contar o que é o #StopTheBeautyMadness: uma campanha que incentiva as mulheres as postarem suas fotos como são, sem maquiagem ou tratamento, para acabar com os padrões loucos de beleza impostos todos os dias. Porque chega uma hora que a gente não aguenta mais. Todos os dias somos cobradas pra sermos magras, saradas, cabelo hidratado e liso, brilhante, loiras e maravilhosas. Mas ninguém é assim, gente. Nem Gisele é linda o tempo inteiro – ela já deve ter acordado com a cara inchada de chorar alguma vez na vida, sabe? Esses padrões são baseados em mulheres que muitas vezes nem existem, são frutos de muita maquiagem e photoshop.

StopTheBeautyMadness

Não estou falando que não existe mulher bonita, mas estou falando que o conceito de beleza que seguimos e buscamos é totalmente irreal. Quando eu vejo o instagram de blogueiras populares, inclusive o da própria Lia, eu quero morrer. Já comentei várias vezes nesses instagrams falando pras pessoas pararem de xingar e fazer comentários sobre a aparência “ah, você tá gorda com essa roupa” “nossa, você tá muito magra, o que aconteceu?” “nossa mas está muito vesga nessa foto” e outros absurdos que eu sinceramente não sei como as pessoas tem CORAGEM de postar em público.

Outro dia postei no meu Facebook que fico chateada quando falam “as gordas” e “as magras” como se fossem dois times de queimada, porque além de eu não me encaixar em nenhum desses times e isso me lembrar a época da escola, é uma absurdo que em pleno 2014 ainda exista esse tipo de divisão. Porque as marcas precisam fazer coleções especiais de plus size? Porque elas simplesmente não fazem do tamanho 34 ao 52? Porque tem “roupa de gorda”, se as gordinhas podem usar o que elas bem entenderem?

“Ah, Dani, mas é muito fácil você falar, é magra, saiu na VIP, mimimi”.

Comentei no post da Vic hoje que eu não me sinto bonita. E isso faz parte de mim desde sempre. Vou contar aqui sem querer me fazer de coitadinha ou pedir confete, mas pra vocês verem como essa busca por uma beleza bizarra é nociva: desde sempre eu fui o patinho feio. Era uma criança tímida, jogava o cabelo no rosto. Meu cabelo nunca foi liso nem cacheado, eu era magra demais, branca demais. Quando era adolescente, ouvi de uma amiga que os meninos nunca iam querer nada comigo porque eu tinha as pernas muito finas. Ouvi de um namoradinho que eu jamais seria “uma gostosa”. Eu tinha o cabelo colorido, usava roupas rasgadas, tinha uma banda numa cidade do interior. E cara, crianças e adolescentes podem ser muito cruéis na fase mais importante da formação dos seus conceitos sobre o mundo.

Quando cresci, talvez por ter a auto estima abalada pelo bullying que sofri na adolescência (sim, amigas de escola, vocês não percebem que praticaram bullying comigo, mas foi isso que aconteceu quando me excluíram de tudo porque eu não era bonita e arrumada o suficiente pra andar com vocês), me envolvi em relacionamentos emocionalmente – e às vezes fisicamente – abusivos. Cheguei a ouvir de um namorado que ele não sentia tesão em mim porque eu era gorda, quando tinha 1,70 de altura e 68kg.

Eu, hoje, não me acho bonita. Quando posto as fotos que saíram na VIP ou que a Valentina tira de mim, é como se fosse outra pessoa. Aquela Dani ali é uma Dani maquiada, com photoshop (tirando as fotos da VIP que foram feitas com câmera analógica), com cílios postiços, uma luz perfeita, uma roupa meticulosamente escolhida pra esconder minha barriga. É uma personagem. Não parece eu.

Eu sou essa aí, dessa foto, logo depois de acordar, descabelada e nua. Eu não tenho um corpo perfeito, eu não tenho um sorriso branco e retinho. Tenho celulite, estria, uma barriguinha. Eu sou assim.

Talvez eu esteja me expondo demais contando todas essas coisas aqui, mas achei necessário. Por favor, parem de buscar um padrão irreal. Se aceitem e sejam lindas como são. Usem maquiagem, sim, mas porque gostam – não pra parecerem uma outra pessoa. Façam academia, sim, mas pra ficarem saudáveis e se sentirem bem consigo mesmas – não pra para que os outros as achem gostosas.

Apenas PAREM com a loucura da beleza.

 

 

  • Cristie Joplin

    Dani, eu entendo completamente o seu post. Hoje eu sou magra, e todo mundo acha isso lindo, mas a que preço? O que eu sofri na adolescência, quando era gordinha de cabelo que todo mundo achava horrível, não está escrito, Devo todos os meus traumas da vida adulta a minha época de escola. Hoje eu trabalho sim sem maquiagem, porque a minha pele precisa de saúde e outras coisas que não são base, pó, corretivo, blush e sombra o dia inteiro que vão proporcionar. Eu morro de vergonha de tirar fotos de corpo inteiro, morro de vergonha de usar biquíni e nem passa pela minha cabeça usar um top cropped, que todo mundo diz ficaria lindo em mim, porque mostra a barriga e não saio com meu cabelo molhado na rua. Arrancaram essa liberdade de mim na adolescência com padrões de beleza e por mais que hoje eu me aceite mais, não sei se um dia me sentirei 100% a vontade comigo mesma. Por isso eu digo: Stop The Beauty Madness :)

    • Patricia Del Sole

      Você leu minha mente e escreveu.

      • :****

        • Bru

          Cara,encontrei seu blog por essa campanha e qnd vi estava lendo posts de 2012! Amei o blog e a forma como você escreve… Não vou falar da minha aparência pq eu realmente não me importo com o que pensam,mas eu não estou mais conseguindo fingir que está tudo bem :( é muito peso e aguento sem cair a anos, mas agr…
          Acho que o que tem por fora não importa muito, alias, importa sim, um sorriso no rosto, um olhar carinhoso, estar bem com si mesma! Prezo bastante a inteligência e percebi que isso você tem (: stop the beauty madness,we’re awesome!

    • Você é linda! Mas sei que dizer isso não muda em nada como você se sente, pois é o mesmo que acontece comigo. A gente tem que conseguir mudar isso, Cristie, na gente e no mundo!

  • Eu também sempre fui patinho feio e na adolescência quando pintava o cabelo de rosa, usava pulseiras coloridas e era diferente de todas as meninas do colégio, me olhavam torto como se eu fosse um bicho de outro mundo. Me zoavam por ter seios grandes aos 15 anos, por ter perna fina e por um monte de coisas que hoje eu tô mais é cagando. Aprendi que eu poderia ser quem eu quisesse ser desde que fosse eu mesma. Por isso aos vinte e poucos eu joguei tudo pro alto e fazia o que bem entendia da vida e não deixava ninguém me julgar por nenhuma atitude ou aparência. Hoje aos 28 anos eu sou plenamente feliz com o meu eu físico. Tô nem aí pra maquiagem ou cabelo penteado. Dou preferência às bases de cobertura leve pra evitar ficar com cara de cera. Principalmente depois da gravidez eu passei a me amar muito mais. Acho que cada uma de nós tem que começar a se aceitar e se amar do jeito que realmente é e parar de aceitar qualquer padrão imposto pela mídia ou empresas de beleza, para que esse “império” caia na real.

    • Se aceitar é um processo longo, e tudo isso que a gente passou justamente por conta desse padrão às vezes torna mais complicado. Mas estou aos poucos me aceitando e espero que todas nós consigamos um dia nos amar totalmente!

  • Cara, cê é linda! E eu acho o máximo poder dizer que é minha amiga. Não pelo blog, pela beleza, pelo estilo. Mas porque você é única! Adoro seu jeitinho de falar, de mimimizar, escrever…Dani, você tem uma puta inteligência que me inspiro. E isso aí o tempo não toma e ninguém pode roubar! <3

    • Você é linda e um presente ter você na minha vida <3

  • Amanda Salinas

    Parabéns, Danielle! Falou tudo. Eu também era das meninas excluídas, que não tinha cabelo perfeito, nem maquiagem e roupas perfeitas. Eu sempre gostei de usar apenas o que me deixava confortável e foda-se o resto do mundo. Hoje eu uso maquiagem, sim. Me visto melhor, mas é tudo pra mim. E me dou o privilégio de quando eu quiser sair de moletom, calça jeans, tênis, coque e cara limpa. Nós temos direito de fazer o que quisermos com a nossa aparência, porque é NOSSA. Apesar de nunca mudar meu jeito por ninguém desde que era pequena, sofri muito com o preconceito na escola. Mas acabou que as pessoas me aceitaram como eu era, porque eu não ia mudar. As pessoas tem que entender que elas devem ser quem elas são e ponto final. O importante é se fazer feliz!

    http://www.bloguntilwedie.com.br

    • Que bom que você não dá a mínima! Hoje eu saio sem maquiagem pra trabalhar, mas pra passear não consigo. Ainda me chateia muito o que as pessoas falam. Nem sair de óculos eu consigo, mesmo as pessoas falando que fico bem. Mas isso é culpa de tantos traumas, e estou trabalhando eles aos poucos.

  • Jéssica Marques

    Eu também tava precisando de uma coisa dessa essa semana, obrigada ;’)

  • Exatamente! Eu sou magrela, cabelo liso, boca grande e etc… Nunca, me senti bem comigo mesma. Na escola era a mesma coisa, sempre fui a esquisita. Enquanto as meninas tinham ~corpão~ eu nem precisava usar sutiã ainda hahaha o bocão e o cabelo liso também não eram bem vistos, tinha diversos apelidos e etc. Para me defender do bullying, comecei a praticar também. Então agredia na mesma proporção que era agredida, e hoje obviamente, me arrependo.

    Mas o que mais incomoda é que hoje, quando eu digo que não me sinto bem, escuto comentários do tipo: “Como não? Você é loira, magra, tem um bocão, é linda!”. E não te dão a chance de se sentir mal sem falar que está querendo confete… O que leva a um ciclo sem fim da baixa auto-estima, já me peguei pensando “porra, se eu sou assim, pq nada dá certo?” hahaha triste.

    • Pois é. As pessoas não entendem que elas tem uma imagem da gente, mas nós muitas vezes, por muitos motivos, temos outra completamente diferente!

  • Helena Agra

    demais, dani :)
    eu também sofri muito na infância/adolescência também, pois meus peitos apareceram quando eu tinha oito anos, segunda série, era péssimo :( acredito que boa parte dos meus problemas de coluna são por ter me encolhido tanto pra esconder…

    na sequência, usei cabelo curto dos 16 aos 23, aí ou eu era chamada de ~sapa~ pelos que não gostavam, ou de ~corajosa~ pelos que achavam bonito :( poxa, é só cabelo, e é meu sabe, faço o que quiser com ele, pode ser? eheh

    mas enfim,
    mais importante do que dizer que tu é linda, com ou sem maquiagem, é dizer que tu é unica! assim como eu, como todas as tuas leitoras, enfim, todos somos, cada um do seu jeitinho!

    um beijão

  • Já vinha batendo palma pra essa onda “se ame do jeitinho que você é” e agora me vem mais esse movimento. Seu post é um desabafo que poderia ser meu, da colega da esquina… quem era linda novinha certamente também sofreu algum tipo de preconceito, ou qualquer outra babaquice. Além da loucura pela beleza, somos mulheres e lá vem um outro debate, certo? A gente sofre por todos os lados.

    Às vezes é preciso que venha alguém de fora nos dizer o quanto somos bonitas. Eu, de longe, te acho uma querida, um coração tão bom… tem uma risada divertida, é uma fofura com os gatos… tem como não ser uma pessoa bonita? Não tem. <3

  • decooy

    E o pior de tudo é que, por conta dessa loucura forçada da beleza, quando a gente elogia uma pessoa com sinceridade ela tem dificuldade em acreditar, pensa que é só gentileza. Eu perdi uma namorada uma vez porque, por mais que eu dissesse todos os dias que ela é linda e eu a desejava, ela não conseguia acreditar e vivia repetindo que eu era demais pra ela e merecia alguém melhor. Ela terminou comigo dizendo não aguentar e eu tentei tudo que pude pra mostrar e provar que ela era suficiente sim, que era maravilhosa e que eu a queria. De nada adiantou. De tão destrutiva que é essa cultura da beleza, as pessoas acabam se privando da própria felicidade. Depois de situações como essa, e depois de todo o período que eu mesma passei de aceitação do meu próprio corpo, nunca mais me permiti dizer que uma pessoa é feia. Toda vez que penso em dizer, mesmo que numa brincadeira, na hora seguro a língua e fico quieta. Todo mundo é lindo, todo mundo tem sua beleza. Errado é quem não consegue enxergar.

  • Dayane

    Essa historia é muito parecida com a minha e eu sempre sofri com minha alto estima, que por muito tempo simplesmente não existiu. E ai quando vc conta pra alguém sobre esse sentimento ruim sempre vai ter alguém pra apontar o dedo na sua cara falando que vc quer confete. Mas quando a gente se liberta é tão bom, porque aí sim vc passa a enxergar a real beleza das pessoas, que vai muito, mas muito além da aparência. E ver inclusive a nossa própria beleza e valor, mesmo que não seja todos os dias. E vc é linda :)

  • Tão linda ao natural <3

    http://acrespa.blogspot.com.br/