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Já pensou tomar café com bichinhos?

Imagina que você está tendo um dia estressante no trabalho. Seu chefe gritou com você antes das 11h da manhã, você não está conseguindo se concentrar pra terminar uma tarefa chatíssima e seu colega de trabalho não para de falar um minuto. O ar condicionado alterna entre o INEXISTENTE e a SIBÉRIA, a moça do café não sabe fazer café, e mesmo o café ruim acaba antes de você chegar na copa.

O que você faz? Isso mesmo, sai pra tomar um café na rua e ver pessoas se mexendo – olha só, ainda está de dia lá fora, que surpresa!

Mas sabe o que faria esse momento ainda melhor? Se no café você tivesse a maravilhosa companhia de… BICHINHOS. Gatinhos, cachorrinhos, PORCO-ESPINHOS. Sim. Essa é minha versão do paraíso, minha gente. E isso é possível em três lugares do mundo!

1. Café com porquinhos-espinhos:
Abriu no bairro de Roppongi, em Tokyo, um café que você pode ir brincar com esses espinhudos fofinhos. O local se chama Harry, que é uma brincadeira com a palavra japonesa pro nome do bicho (Harinezumi, ou ヘッジホッグ, segundo o maravilhoso Google Translador). O valor é 1,000 yen (R$35) em dias de semana ou 1,300 yen (R$45) aos fins de semana pra ficar lá de boa.

Uma foto publicada por Aruku (@shoma_aruku) em


2. Café com cachorrinhos

Nesse café além de brincar com cachorrinhos lindos de todas as raças, vira-latinhas, adultos e filhotes, tem um bom motivo: a intenção desse estabelecimento é incentivar a adoção dos dogs! Todos os bichinhos lá estão disponíveis pra adoção. Se prepare pra sair com um novo amigo. Vai que é amor à primeira vista? Chama The Dog Cafe e fica em Los Angeles.

 

3. Café com gatinhos
Seguindo o mesmo raciocínio – um cafe aonde você pode brincar com gatinhos para a adoção – o Lady Dinah’s Cat Emporium em Londres é um lugar que ainda bem que não existe perto do meu trabalho senão eu não sairia de lá NUNCA. Você toma seu chá com leite e dois torrões de açúcar ouvindo o ronron de um peludinho que ainda não tem casa. Melhor que terapia. Concorrência certa para psicólogos e analistas. Eu trocaria.

KittyCafe

Pronto, já tenho definido meu próximo tour mundial!

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Cinco coisas que eu sinto saudade de Nova York

Existem cinco coisas muito bobas e sem graça, mas que eu sinto muita falta em Nova York, e nas quais eu penso todos os dias.

  1. Passar de ônibus aos domingos pelo bairro judeu do Brooklyn e ver as famílias todas a pé indo fazer suas coisas no fim do dia. As mães com as crianças pequenas e meninas, com as roupas todas parecidas em preto, branco e azul escuro, a cabeça coberta com algum chapéu ou lenço. Os meninos mais velhos e os homens todos unidos, com seus chapéus de abas largas ou pêlos, aqueles cachinhos do lado. Me sentir uma estranha sem entender uma palavra do que eles falam, com meu top cropped sendo um absurdo intrusivo em sua cultura rígida. Estar em outro país, dentro de outro país.
  2. O metrô que faz vinte graus (Celsius, ainda não aprendi a pensar em Fahrenheit) a mais debaixo da terra do que fora. Se está calor na rua, lá embaixo estará insuportável, e dentro do trem vai estar congelante por causa do ar condicionado. Se está frio do lado de fora, você vai começar a tirar todos os casacos na escada, e colocar alguns de volta ao entrar no vagão. Entre o tira e põe de casacos e o suadouro da estação, perde-se algumas calorias.
  3. A cor do céu. É diferente. Eu não sei se é por causa do hemisfério, já que eu nunca fui pra outro lugar no mundo. Mas o céu de Nova York é lindo demais quando o sol se põe no horizonte dos prédios de tijolinhos. Um dia eu parei no meio da rua e derramei uma lágrima. Felicidade era aquilo.
  4. Sentar na Union Square por quarenta minutos e contar quantos tipos de gente louca aparece — dançarinos brancos, travestis, pessoas com cachorros, b-boys, velhinhos, traficantes, namorados, cantores indies, turistas japoneses, moças fashionistas, homens de negócios, trabalhadores latinos, repórteres, policiais, bandas de jazz completas que surgem do nada, eu e você.
  5. Sair com a roupa mais estranha que eu tinha na mala e ninguém me olhar torto ou feio, ser paquerada na rua (por uma menina bonita) mesmo estando do lado do meu namorado e ainda encontrar uma garota com uma roupa igualzinha a minha.

    Porque, afinal, é Nova York.

    [highlight_sty background=”#FFF000″ color=”#000000″]E você pode ser quem você quiser.[/highlight_sty]

 

(esse post foi publicado originalmente no meu Medium.)

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Fotografando com a câmera descartável da Ilford

Quando eu estava organizando a viagem pra NY decidi que queria fotografar com uma câmera descartável além das fotos digitais. Eu gosto de ter a foto mesmo, impressa, pra pegar, e quando viajamos acabamos nunca mandando imprimir… Com uma descartável eu não teria como fazer isso!

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Quando fui à BH Photo & Video, uma loja monstruosa de grande que vende eletrônicos, computadores e equipamento fotográfico, estava procurando um kit bokeh e vi essa câmera descartável da Ilford, que só tirava fotos em preto e branco. Achei que ia ficar muito bonito o contraste dos prédios da cidade com o filme PB e levei. Ela tem um filme HP5 ISO 400, vem com 27 poses e custou 10 dólares.

 

Quando cheguei aqui, mandei revelar… e saiu por 40 reais só a revelação e digitalização das fotos. Teria que pagar mais uma pequena fortuna por foto pra mandar imprimir então acabei ficando só com o CD pra escolher quais imprimiria (e provavelmente vou mandar num lugar mais barato, heh). Também não é todo lugar que revela filmes preto e branco. Fui em uns três da Sete de Abril (uma rua aqui de São Paulo que tem muitas lojas de equipamento fotográfico e laboratórios) e nenhum fazia. Aí fui no Foto Ferrara (fica na Rua Dom José de Barros, 65, República) e eles finalmente conseguiam fazer.

Se eu tivesse conseguido vaga no curso de fotografia do SESC eu mesma poderia ter feito isso, mas é mais fácil o nível da Cantareira chegar a 100% do que conseguir uma vaga nos cursos lá!

Voltando, descobri que com essa câmera o ideal é tirar só fotos de dia. De noite ou em ambientes internos, mesmo com o flash, não sai nada se o objeto não estiver muito perto. Fizemos umas fotos dentro do metrô, na Grand Central…e nenhuma dá pra ver nada.

Mas as que saíram, eu amei. Olha só:

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Eu amo esse granulado. Parece que visitei NY nos anos 60!

Adorei a experiência de tirar as fotos da viagem com uma câmera analógica. Com certeza farei sempre! Tenho uma outra aqui que ganhei no Lomogracinha que coloca imagens de cachorros no meio das fotos. É muito fofo, usarei em breve e mostro pra vocês.

Você encontra a Disposable Camera Ilford HP5 na B&H, Amazon ou eBay (não conheço o vendedor pra falar se é confiável).

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Não está fácil ter dates no resto do mundo (também)

Sair com alguém aqui é complicado. Quem nunca se meteu numa daquelas enrascadas? A pessoa não tem nada a ver, o assunto não rende… Isso quando não rolam algumas maluquices – gente que vai embora sem avisar, que simplesmente não aparece, que marca de te conhecer e aparece com a namorada (que você não foi avisada da existência).

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Andei pesquisando algumas curiosidades da arte de flertar ao redor do mundo e vi que a coisa pode estar muito pior por aí! Haha.

Olha só cada bizarrice:

Na Austria do século 19, era costume que as mulheres passassem fatias de maçã em suas axilas suadas após dançar. Se o cara estivesse realmente interessado, ele comeria sem hesitar. Se fosse hoje em dia, elas ficariam com maçãs sobrando (e axilas com cheirinho de fruta).

♥ Uma tradição na Escócia é que alguns dias antes do casamento os noivos sejam cobertos de várias coisas nojentas (lama, fezes, entre outros) e desfilem pela cidade. Dizem que se eles passarem por isso juntos, aguentam qualquer perrengue do casamento. Só esperamos que nada seja tão pior do que andar por aí coberto de cocô.

♥  Até hoje, famílias mais ricas e importantes do Japão confiam em pessoa contratadas para encontrar o par ideal. Sim, casamenteiras. É o Tinder analógico!

♥ No Camboja, os pais querem que as filhas encontrem o amor de suas vidas e tenham um casamento longo. Por isso, elas podem fazer quantos tests-drive estiverem afim, levando os boys pra curtir um romance em casa mesmo, até encontrarem um cara legal.

E aí, você já viveu alguma situação bizarra quando foi sair com alguém? E teve alguma que acabou valendo a pena depois? Pra mim, tudo é válido, se o after for incrível e cheio de carinho. Conta pra mim uma situação inusitada que depois você deu risada usando a hashtag #temqueserincrivel no Instagram. Quero ouvir as histórias de vocês!

 

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#MagentaEmNY: Estátua da Liberdade, 9/11 Memorial, Brooklyn Bridge

Yay!

Esse é o último vídeo da viagem de NY! Eu tinha feito um nas lojas de brinquedo também, mas quando eu fui gravar a última a bateria acabou :( Fica pra semana que vem um post com as fotos e mais detalhes e dicas desse passeio, ok?

Nesse vídeo vou mostrar dois dias diferentes: em um deles pegamos uma balsa que sai de Manhattan (South Ferry, na estação Bowling Green do metrô) e vai até Staten Island, passando bem pertinho da estátua da liberdade. É uma versão low-budget (como toda minha viagem hehe) do passeio até a estátua, que eu achei meio desnecessário gastar uma grana pra fazer. E ainda tem que comprar com meses de antecedência. Essa balsa é de graça e passa bem pertinho. Nós fomos perto do pôr do sol e foi lindo demais. Queria voltar lá de noite, deve ser incrível!

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Quando voltamos pra Manhattan andamos um pouquinho até o memorial erguido em homenagem às vítimas dos atentados de 11 de setembro. É bem triste e pesado. Achei que a cascata me lembrou muito as pessoas se jogando pela janela, uma imagem que me marcou muito. Pode ser que seja proposital, já que eles usam o lema “Never Forget”.

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Enfim, acho muito estranha a relação do americano com esse evento trágico, mas vamos passar para o próximo assunto…

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Fui na ponte do Brooklyn! Eu tinha dito pro meu namorado que sempre quis ser beijada na ponte tipo filme e ele fez isso enquanto eu estava filmando <3 Coloquei no vídeo e fico assisitindo de novo o tempo todo. Haha. A vista de lá é bem bonita. Dá pra ver o Brooklyn e Manhattan. Você pode chegar de metrô pela estação Brooklyn Bridge/City Hall que sai na frente da prefeitura de NY e depois ir andando até o fim da ponte!

Já tô morrendo de saudade de NY. Quero voltar hoje mesmo!

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Vocês curtiram os vídeos da viagem? Estou louca pra viajar de novo e fazer mais vídeos pra vocês :) Se você perdeu, veja aqui o post+vídeo sobre o Central Park e o Museu de História Natural, e aqui o post+vídeo sobre Coney Island e o Aquário de NY!

#MagentaEmNY: Passagem, hospedagem e visto!

Eba! Como contei aqui, estou indo pra NY dentro de alguns dias e prometi que daria algumas dicas sobre a viagem!

Resolvi começar falando da passagem, passaporte e visto, que um monte de gente tem dúvidas. É possível sim organizar uma viagem sem ajuda de agência, é só se organizar e começar a pensar com antecedência.

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Passagem:

Eu comprei minha passagem pelo Submarino Viagens, mais de seis meses antes. Como eu estava juntando dinheiro, precisava que fosse o mais barato possível porque ia pagar a vista, então assim que decidi o período já comecei as buscas. Quanto antes você se organizar, melhor. Além disso, quando você compra a passagem não tem mais jeito e PRECISA juntar o dinheiro nos próximos meses. No meu caso, eu tinha seis meses pra me organizar!

Um mês antes da viagem recebi um e-mail da Submarino Viagens falando que os meus dois vôos haviam sido cancelados. É muito importante que você cheque constantemente o site da empresa e sua reserva porque essas alterações podem acontecer. Nesse caso,eles queriam me alterar pra vôos que fariam com que eu ficasse menos tempo em NY, mas eu não aceitei e eles são obrigados a alterar para o dia que você quiser. Eu resolvi ficar mais! Inicialmente ia ficar apenas 10 dias e agora ficarei 16, pelo mesmo valor. Eles só podem cobrar a mais se você resolver fazer o upgrade de classe, ou caso queira realizar uma nova alteração depois dessa primeira. Nessa ligação aproveitei e já marquei os assentos – quando você compra pelo site da companhia, normalmente pode escolher durante a compra, mas quando é por intermédio de uma dessas agências, precisa fazer pelo telefone.

Hospedagem:

A hospedagem depende muito do seu perfil! Eu planejava viajar completamente sozinha, então escolhi um hostel na região que eu queria e fiz a reserva pelo Hostel World. No Hostel é mais fácil você conhecer pessoas e socializar, mas na maioria dos casos você divide o banheiro e o quarto com outras pessoas. Eu peguei uma vaga em um quarto com quatro pessoas e o banheiro compartilhado com o hostel inteiro… Também escolhi um bairro em que eu sabia que sairia mais à noite, pra economizar com taxi. O hostel fica em Williamsburg, no Brooklyn – os rolês noturnos de Manhattan não são muuuuuito a minha cara.

Se você procura mais conforto, pode ficar em um hotel, mas os preços em NY são bem altos, ainda mais pra quem vai sozinho e on a budget. Se você vai com mais pessoas, pode alugar um quarto o apartamento inteiro no AirBNB! Dependendo da quantidade de pessoas fica bem mais barato e você conhece uma galera que moram na cidade e podem te dar dicas. Leia sempre as reviews de outros hóspedes antes de fechar! Essa dica também vale pra hotéis e hostels (por isso curto o Hostel World).

Passaporte e visto:

Outro dia a Karen Bachini, que também foi pra NY há pouco tempo, fez um post super explicativo sobre o processo de tirar o passaporte e o visto pros Estados Unidos! Você pode ir no blog dela pra ler.
Quando eu tirei o passaporte ano passado foi um inferno porque nenhuma data que eles tinham disponíveis funcionava pra mim e demorou uns dois meses. Depois disso ele demora um tempo pra ficar pronto, então recomendo que se você não tem passaporte ou precisa renovar, que faça isso com antecedência!

Já o visto foi mais rápido e o processo todo durou menos de três semanas. Eu entrei no site, paguei, fui tirar a foto e as digitais, fui no consulado americano, nem me perguntaram nada (dei sorte com o entrevistador) e me deram um visto com validade de dez anos.

Prometo tirar muitas fotos e fazer vídeos durante a viagem pra postar aqui depois. Fico fora até dia 22 de setembro e vou deixar posts agendados até lá – claro que não vou resistir e pode ser que eu poste algo durante a viagem, mas os comentários vão ficar sem resposta.

Você pode me acompanhar também no Instagram pra ver as fotos em tempo real :D

 

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De zero a Nova Iorque

Desde sempre meu maior sonho é visitar Nova Iorque. Ao longo da vida, muitas pessoas me disseram que “NY é tipo SP”, mas eu nunca consegui pensar que isso fosse desencorajador. Por algum motivo, há alguma mágica na cidade que me faz querer ir pra lá, e talvez por isso eu me identifique tanto com São Paulo também.

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Meus pais nunca tiveram grana pra me ajudar numa viagem, nem naquela clássica excursão para a Disney que todo mundo da minha cidade (eu cresci em Atibaia, interior de São Paulo) foi quando era adolescente. A Disney é um outro sonho, mas eu quero ir com amigos porque ir sozinha pra Disney é meio deprê. Enquanto não arrumo uns loucos afim de organizar pra valer essa trip, foquei meus esforços em outros sonhos.

No último ano minha vida mudou muito e eu senti que era finalmente a hora de começar a viajar o mundo. Começar porque eu nunca havia saído do país – nunca tive dinheiro nem pra ir até o rolê Buenos Aires que todo mundo faz – e sei que o bichinho vai me morder… e eu vou querer conhecer o mundo inteiro!

Porque eu estou escrevendo isso tudo? Porque eu quero que vocês vejam que viajar é sim possível, só basta querer. Cortar gastos superfluos (não, você não precisa gastar 80 reais na balada três vezes por semana, nem de uma roupa nova todo mês) e repensar todas as suas contas e prioridades. Você está trocando o prazer imediato do consumo desnecessário por uma experiência pra vida toda.

Não estou dizendo que é fácil, eu mesma acho que poderia ter juntado muito mais dinheiro nesse período. Mas trabalhei MUITO, não gastei nada de nenhum freela que fiz e joguei tudo numa conta poupança. Paguei minha passagem à vista, limitei os gastos com cartão de crédito apenas ao essencial e emergencial, e

Em abril comprei minha passagem e comecei o processo de tirar o passaporte, visto, comprar seguro, reservar hostel, escolher passeios e até fazer uns amigos no couchsurfing pra ver se eles tem dicas de lugares legais para comer e beber na região que vou ficar.

Agora faltam só 24 dias pra eu finalmente embarcar. Até lá vou contar em alguns posts aqui como foi todo o processo, dicas pra juntar dinheiro, tirar visto e passaporte, o que levar e o que não levar! Depois que voltar, vou fazer muitos posts contando como foi, podem ter certeza.

E você, qual lugar do mundo sonha conhecer?

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Como foi o MECA Festival 2014!

Como vocês sabem, no fim de janeiro fui até o Rio Grande do Sul pra um festival de música que rolou na cidade de Maquiné. O MECA Festival acontece há alguns anos por lá e nesta edição vieram bandas como Friendly Fires, Charli XCX e Savoir Adore!

No ano passado eu e umas amigas decidimos no impulso, via twitter, comprar o ingresso. Daí em diante, fomos aos poucos transformando a viagem em realidade – resolvemos ficar no camping, que teria algumas atrações extras. Pedimos barraca e colchão emprestados, conseguimos passagens de promoção até Porto Alegre, organizamos daqui de São Paulo uma van pra levar a gente e mais 10 perdidos até Maquiné, reservamos hostel pra ficar no domingo pós-festival. Foram mais de três meses de ansiedade pra chegarmos lá e…

…chover.

A previsão de tempo era de chuva pro fim de semana inteiro. Em Porto Alegre, quando cheguei lá na sexta, fazia uns 40 graus. O verão gaúcho é bizarro de quente e eu me arrependi instantaneamente de estar de calça. Troquei o short na van mesmo porque pudor não é meu forte e, enquanto estávamos armando a barraca (ops) começou a cair uma chuvinha. Ok, passou, todo mundo pra piscina curtir uma festinha.

Mas aí, se prepara pro perrengue:
A noite estava só começando quando desabou o maior temporal de todos os tempos, entrou água na barraca de todo mundo, a festa de sexta foi cancelada e todo mundo foi dormir molhado e bolado – tirando uma louca que ficou CANTANDO ATÉ SEIS DA MANHÃ.

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Fato é que a organização não estava preparada pra chuva. No dia seguinte, logo cedo, rolou a possibilidade de o festival nem acontecer já que a festa da noite anterior foi cancelada por risco de curto circuito no palco. A promessa de ‘comida 24h horas’ ficou no ar, já que a única lanchonete aberta no local não funcionava de madrugada em nenhum dos dois dias e era o mesmo local em que o staff fazia suas refeições. Os campistas não podiam fazer as refeições na mesma hora em que o staff, ou seja… você, morto de fome, só pode almoçar 16h quando o último funcionário do festival tiver almoçado. Sentido? Nenhum. Restava esperar o festival abrir pro público que não estava no camping, às 15h, e pagar dez reais num pedaço de pizza. Enquanto amanhecia o domingo, depois de mais um tempo de chuva (vou falar do festival mesmo mais pra frente), o gerador do camping foi simplesmente retirado e toda a Fazenda estava sem luz pois um dos “clubinhos” usou a energia do local pra ligar um canhão de luz quando deveria ter levado gerador próprio. Banho quente? Nem pensar. No segundo dia sem banho, já que no primeiro sua toalha estava completamente encharcada, só te restava esperar a van chegar e ser uma pessoa limpa quando chegasse no hostel. Resumo da ópera: ficamos sem energia no domingo, não rolou nenhum evento prometido para o camping (festa da sexta cancelada por falta de estrutura, pool party miada por causa da chuva, churrasco gaúcho deveria ser pago a parte e não era nada barato – uns 30 reais – sendo que a organização deu a entender que tudo estava incluso no pacote que pagamos pelo camping).

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Agora, vamos ao festival. Aí eu realmente não tenho do que reclamar. Pra quem só foi ao festival no sábado, a experiência mesmo com o chuvisco chato deve ter sido muito melhor. A fila para comprar ficha era suportável – a única coisa chata era a falta de sinal nas máquinas de cartão, mas quando você for a um festival no meio do nada LEVE DINHEIRO EM ESPÉCIE – e não durava mais que 10 minutos. Os banheiros eram ok e em boa quantidade. Não era muito lotado, então você podia ver os artistas de pertinho – e eles ficavam no meio da galera entre os shows, de boa. Tinha uma boa variedade de comida, mas se você é vegetariano melhor levar comida de casa. E além dos dois palcos também rolavam os ‘clubinhos’, casas mantidas por marcas que promoviam ações e micro-festas dentro do festival, como foi o caso da Adidas, o clubinho mais animado do MECA. Fiquei horas lá!

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O show do Friendly Fires foi mega animado e até quem não conhecia muito as músicas não parou de dançar. Savoir Adore é mega fofo e dá vontade de abraçar todos os integrantes. A Charli XCX é o tipo de mina ~descolada~ que eu queria ser amiguinha. Já o Klangkarussel eu não curti muito e achei que não tinha nada a ver com o resto do festival.

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No geral, eu me diverti. Acamparia de novo? Nem morta. E acho que a organização tem que se preparar muito melhor pra receber campistas novamente. O festival é incrível e eu recomendo que se vá uma vez, mas alugue uma casa por perto ou, pelo menos, um motor home – que era permitido também!

Por causa da chuva eu acabei não ficando com a câmera durante os shows. Mas o pessoal do I Hate Flash tirou fotos incríveis do festival. Cola lá pra ver!

Cinco palavras havaianas pra levar pra vida.

Dentre todos os destinos com os quais eu sonho sempre – se pudesse viveria de viajar por aí e ainda assim nunca saí do país – um dos mais bonitos deve ser o Hawaii. É uma ilha da Polinésia que se tornou estado americano em 1959, já foi cenário pra filme do Elvis e também de um dos discos mais bonitos do Rei gravados ao vivo. É o estado com pessoas mais felizes e menos estressadas dos EUA, tem ótima consciência ecológica e o povo havaiano gosta de viver ao ar livre. Os shoppings, escritórios e escolas sempre tem uma grande área aberta! Além disso, as praias são maravilhosas.

Estava lendo hoje uma matéria do Huffington Post com algumas palavras havaianas pra ter como filosofia de vida e fiquei super inspirada. Resolvi fazer um post pra vocês e traduzir aqui a vontade que eu tenho de conhecer esse lugar!


Foto de Patrick Smith.


Foto de T Fukuda


Foto de Ko Fujimura

Foto de Baron Sekiya


Foto de K Chae

Os links para os Flickrs dos fotógrafos de quem peguei as fotos pra fazer as imagens estão abaixo de cada uma. Visitem! Tem outras fotos muito lindas. Quem quiser ler a matéria original no Huffington Post, clique aqui (porque dar créditos nunca matou ninguém).

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