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O melhor show da minha vida

Já mencionei esse show aqui algumas vezes, falando da viagem pra NY ou das melhores coisas do ano, mas não contei exatamente como foi. E foi uma história tão bizarra, que eu quero muito contar!

Alguns de vocês já sabem que sou super fã do Against Me!, uma banda punk da Flórida formada no fim dos anos noventa. Ouço eles bastante há pelo menos uns dez anos e não tinha nenhuma esperança de vê-los ao vivo. A banda só ficou mais famosa aqui no brasil depois que a vocalista, Laura Jane Grace, se assumiu como transgênero (antes ela era Thomas Gabel). Laura é um exemplo por muitos motivos. Ela já era casada com uma mulher e tinha um filho, e vinha lutando internamente com isso sozinha até decidir se assumir. Toda a história é muito bonita.
Além disso, a música é muito legal. Das mais antigas, minhas favorita são Sink, Florida, Sink e Pints Of Guiness Make You Strong. O disco lançado há um ano atrás conta muito do processo de Laura virando transgênero, se chama Transgender Dysphoria Blues e você pode ouvir dando o play aí em cima.

Enfim, vamos à história – que é longa, mas divertida! 

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Esquenta, Miley: os looks do show!

Miley Cyrus ficou famosa quando ainda era bem novinha, com sua personagem da série Hannah Montana. Por muito tempo ela ainda fez a linha santinha e tudo dava a entender que se ela seguisse com a carreira seria pra virar cantora de country americano… ledo engano.

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A mocinha cresceu e na Bangerz Tour cobre uma parcela muito pequena do corpo em todos os looks. Sério, praticamente todos são duas peças, com calcinhas de cintura alta bem cavada em tecido reforçado. Valoriza super o corpo dela, que já é magra, mas eu sou suspeita pra falar porque tudo que envolve cintura alta já tem o meu amor!

Dá pra ver também que ela mantém um pézinho no country, principalmente por ser natural de Nashville, a capital americana do estilo musical! Ela usa botas de cowboy, tem um look bem folk-caricato com um chapéu e uma dentadura de dentes tortos e um body estampado com a bandeira dos EUA. Fora isso tem muita pluma, pelúcia e brilho em tudo! Escolhi meus favoritos:

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E aí, qual seu look favorito?

Os shows acontecem dia 26 de setembro na Arena Anhembi, em São Paulo, e também no dia 28 na Arena da Apoteose, no Rio de Janeiro. Você pode entrar no site pra mais informações sobre ingressos e como comprar! 

*esse post não é um publieditorial, e sim uma parceria. como contei aqui, o Mais Magenta foi convidado a ser blog embaixador da turnê* 

O som sujo do Palma Violets

A contagem regressiva pro Planeta Terra 2013 começou aqui no blog! Em cada post vou falar um pouco pra vocês de alguns artistas que tocarão no meu festival favorito. Não é segredo que eu curto muito o Planeta Terra – tanto que fui embaixadora do festival dois anos seguidos e amei. Tem um vídeo da passagem de som da edição retrasada no meu canal do YouTube e  um post contando como foi a edição passada aqui no blog – e estou super empolgada com essa edição! Muitos planos de conteúdo legal pela frente…

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Quando o lineup foi divulgado, não conhecia o Palma Violets e resolvi ouvir um disco dos caras pra não chegar no dia do show sem conhecer nenhuma música. Resultado? Me apaixonei! A banda é energética e muito boa. O som é um indie sujo – como o Chicó disse, mais playboy e menos junkie que Libertines.

No YouTube tem o show completo deles no Glastonbury desse ano. Parece ser bem legal ao vivo!

A banda nasceu em 2011, mas começou a ficar conhecida depois de ter aparecido no NME. Eu vi várias resenhas falando mal do primeiro disco da banda, 180, e até fiquei com um certo receio de ouvir. Mas acho que é uma questão de gosto, mesmo… eu gostei bastante do som. Ou seja, ouça pra ver se gosta! Tem completo no Rdio (clique aqui se o player não aparece pra você).

E aí, quem vai no Planeta Terra 2013? Faltam 87 dias!

PS: Já tinha agendado esse post quando recebi o convite pra ser embaixadora do Planeta Terra 2013 de novo! EBA! Semana que vem terá um evento pros embaixadores e depois conto tudo por aqui.

Kate Nash e Magic Numbers no Cultura Inglesa Festival

Ontem rolou o 17º Cultura Inglesa Festival em São Paulo, no Memorial da América Latina! A escola de idiomas traz todo ano nomes britânicos pra tocar em um festival gratuito. Já rolou Gang of Four (em 2011) e Franz Ferdinand (em 2012) quando o festival ainda acontecia no Parque da Independência.

Ontem tava um frio do caramba e eu estava morrendo de cólica, mas tomei coragem e fui com minhas amigas! Fiquei feliz por ter tomado essa decisão. As bandas principais eram Magic Numbers e Kate Nash. Eu não podia perder :) Não vi o show do Magic Numbers quando eles vieram alguns anos atrás e fiquei super triste.  Quando eu cheguei o Memorial estava tranquilo. Não tinha muita gente, o que é uma pena. Quando é de graça ninguém vai, quando é pago esgota em um minuto. Vá entender…

Os fofinhos do Magic Numbers fizeram um show legal, mas um pouco menos animado do que eu esperava. Tocaram algumas músicas que estarão no próximo album e elas eram LONGAS. O público estava menos animado do que deveria (se bem que num lugar aberto como aquele e com o vento que tava, talvez eu que não estivesse ouvindo). Achei muito legal que o Marcelo Jeneci, com seu novo visual hipster-maluco-peruano-meets-beakman-com-a-make-do-laranja-mecânica, fez uma participação bonitinha tocando acordeon e cantando uma música do Caetano Veloso. Mega aleatório, eu jamais imaginaria… A Cultura Inglesa transmitiu os shows pelos Hangouts do Google e agora eles estão no YouTube pra assistir tudo. Olha só:

Já a Kate Nash foi fofíssima e faladeira. Nossa, como fala essa mulher. O legal é que dava pra ver a paixão pelo Brasil que ela tem – ela até estava na manifestação que rolou na Avenida Paulista sábado (não tenho certeza se ela sabia contra o que estava protestando, mas enfim, estava lá tirando foto pro Instagram como a maior parte dos manifestantes hehe). Entrou com uma bandeira do Brasil como capa, foi pro meio da galera, pegou um fã que tinha a cara dela tatuada no braço e levou pro palco… Disse que da outra vez que veio pra cá estava num momento pesado e os fãs brasileiros a ajudaram a dar uma reviravolta na vida e melhorar. Fofíssima.

Se você pensava que ela era uma menininha fofinha, assista o show de ontem pra ver como não é mais. Ela está super punk rock! Achei muito riot grrrl o show e a banda só de meninas – que mandam muito bem. No final, ela chamou umas trinta fãs pro palco pra cantar com ela. Foi bem legal.

Se perdeu, assiste tudo aí :)

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Playlist: esquenta pro The Cure em SP :)

Nem acreditei quando anunciaram o show do The Cure no Brasil. Fiz uma dancinha no meio do trabalho e passei a maior vergonha do mundo. Mas quem se importa? É The Cure! <3

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Não acho que a banda precise de apresentações mas se você estava congelado numa caverna nos últimos 30 anos, os ingleses do The Cure são os autores de músicas que todo mundo conhece como Boys Don’t Cry, Lovecats e Friday I’m In Love! O visual gótico bizarro de Robert Smith é a marca registrada da banda (mesmo porque hoje em dia ele é o único integrante da formação original). Muitas gerações dançaram e choraram ao som dessa banda e isso torna ela ainda mais especial <3 Junto com The Smiths, foi uma das primeiras bandas pelas quais eu fiquei obcecada…

Ontem eles fizeram um setlist com nada menos que 47 músicas no Rio de Janeiro. Três horas e meia de show! Eu tinha comprado arquibancada no Morumbi já pensando no meu pé nesse momento mas a XYZ Live passou o evento pro Anhembi :/ Agora estaremos todos lá na pista morrendo até seu Robertinho Silva dizer que chega…

Fiz uma playlist no Grooveshark (o 8tracks não permite colocar mais que três músicas do mesmo artista) com a maior parte das músicas que eles tocaram ontem! Então pode ir ouvindo pra ficar com tudo fresquinho na memória até amanhã :)

Se o player não aparece pra você, clica aqui pra ouvir direto no grooveshark!

A Madonna sabe que eu existo.

Estou o dia inteiro fazendo força pra falar a cada pessoa que chega do meu lado e pergunta como foi ontem. A real é que eu não saberia nem em um milhão de anos descrever a sensação de estar tão perto assim da Madonna.

E por perto, eu digo PERTO. Assim:

Por uma felicidade do destino, consegui um passe pra Golden Triangle. Depois de muita confusão pra pegar a pulseira (quem entrega essas pulseiras é uma gringa ruivinha fofa produtora da equipe da Madonna, e não a produção brasileira, e ninguém sabia dizer aonde essa mina estava) conseguimos entrar. Os DJs de abertura já estavam acabando o set quando pegamos algumas cervejas e algo pra comer (dez reais num cone de pizza é complicado).

Aí comemos e fomos conhecer o tal do triângulo dourado que nos deixaria tão perto de titia Madge. Foi só pisarmos na area que um temporal se armou e por meia hora choveu MUITO. Até desistimos de nos proteger da chuva, o que foi ok porque estava tão calor que secamos muito rápido depois que parou.

De repente, começam os sinos da abertura e a gente corre. Quando ela entra no palco, nem dá pra acreditar do quão perto está da gente…

Sobre o setlist, eu não gosto muito do MDNA. Queria que ela tocasse mais músicas antigas, porque as novas acho meio fuéin. Mas ver ali tão de pertinho… o show é um espetáculo mesmo, com dançarinos incríveis. Total super produção!

Foi um dia feliz. Vou contar pros meus filhos que eu vi esse grande nome da música pop e que em dado momento ela chegou bem perto de onde a gente estava e olhou pra mim. A Madonna sabe que eu existo. E fim.

Ontem eu e Chicó fomos no show do Ben Kweller. Inacreditável pagar apenas seis reais pra ver um artista tão incrível. Amo o Sesc! :D

Quando descobrimos que ele viria só, sem banda, apenas ele e o violão… pensamos que seria meio chato, pra ser verdade. Mas me surpreendeu. Senti algo parecido com o que senti no show do Damien Rice: o cara não precisa de outros músicos pra fazer um show incrível. A presença de palco, carisma e talento valem por uma banda inteira.

(não dá pra ver ele na foto, mas achei tão bonita! é do Instagram do Chicolino) 

Algumas músicas eu não conhecia ainda e outras eu gostei muito mais na versão acústica. Tenho tendência a curtir mais essa vibe compositor com violão e uma base levemente folk, que na gringa chamam de singer-songwriter (vide Damien Rice, Tallest Man On Earth, Jeff Buckley) então foi um show muito emocionante pra mim. Acho que quando as letras são bonitas a gente presta mais atenção nesse tipo de música!

(Foto: Guilherme Tosetto/G1)

Foi uma grande oportunidade de ver um grande músico no palco. Antes e depois do show ele mesmo vendeu o merch e conheceu os fãs, muito querido. Eu não fiquei pra tirar uma foto dele porque estava muito cheio (e antes do show eu fiquei com vergonha). Ele disse que estava muito feliz porque não sabia nem se as pessoas iriam no show! Será que ele sabe que os ingressos esgotaram no dia seguinte que começaram as vendas?

Se você não conhece o Ben Kweller, vou postar um clipe de uma música que gosto muito. A velhinha dançando é a vó dele! Ela ainda está viva, ele postou uma foto com ela no Facebook outro dia.

Espero que ele volte.

Playlist: aquecimento Madonna!

Sei que muita gente já foi ontem no show da Madonna em São Paulo e domingo no Rio, mas eu vou hoje e antes tarde do que nunca! Estou muito ansiosa porque quando ela veio em 2008 eu era uma pobre estagiária que não tinha dinheiro pro ingresso. Depois fiquei morrendo de raiva porque uns amigos foram na porta e compraram por 20 reais!

(Foto: G1)

Esse ano eu ganhei um ingresso e vou ver titia bem de pertinho. Mas isso é assunto pro post de amanhã, quando eu contar como foi! Por enquanto, preparei uma playlist com o set do show! Quem já foi pode relembrar e quem não foi ainda (ainda tem shows hoje em São Paulo e no fim de semana em Porto Alegre) vai aquecendo.

Se você não consegue ver a playlist, clique aqui pra ouvir direto no Grooveshark!

Eu estava lá: Morrissey em São Paulo.

Eu fui.

Estava morrendo de nervoso e dor de cabeça. O táxi demorou um século pra chegar, e quando chegou ainda pegou um caminho escroto e parou no trânsito. Eu e Chicó decidimos que iríamos a pé a partir dali e começou a cair o maior temporal do universo. Ficamos encharcados, compramos uma capa de chuva de um camelô e encaramos uma fila que chegava quase na outra esquina. Nos enfiamos no meio da galera e eu comecei a passar mal de sede durante o show muito chato de abertura. Aí tivemos que sair, ir no bar, pegar água e tentar nos enfiar em um lugar que eu conseguisse enxergar alguma coisa.

Mas valeu a pena. Do momento em que o Morrissey entrou no palco eu esqueci de tudo isso e comecei a chorar e cantar como se só houvesse eu ali. Como se ele estivesse cantando pra mim, mesmo eu estando tão longe porque não pude comprar nem a pista VIP. Todas as músicas que ele escreveu pra mim, falando sobre coisas que aconteceram comigo, com a voz melancólica que falava sobre tudo que eu estava sentindo. Eu apertava a mão do Chicó tão forte que ele deve estar digitando com dificuldade, hoje. Eu não acreditava que aquilo estava acontecendo – e não tinha outra pessoa que eu queria que compartilhasse isso comigo senão ele.

Foto: UOL

Podem fazer mil resenhas falando que o show foi isso ou aquilo, não importa: só quem é fã entende a emoção que é cantar “I Know It’s Over” com o coração mesmo depois de um dia horrível. Quem se entregou durante as 19 músicas do show. Quem esperou anos pra ver isso de perto e nunca achou que aconteceria.

Ele está chegando: countdown pro show do Morrissey.

Não sei se já caiu a ficha de que eu vou ver um dos maiores vocalistas da história da música, pra mim.

Eu ouvi a voz do Morrissey pela primeira vez aos 10 anos quando roubei dois CDs do quarto do meu irmão – coisa que eu fazia com frequência e me fez descobrir o ska, os Smiths, o Millencollin e todas as bandas pós-punk dos anos 80 que eu tanto amo até hoje.

Um dos meus grandes sonhos sempre foi ver The Smiths, mas com o fim da banda – e a inveja por saber que uma amiga os viu de graça muitos anos atrás em NY, no Central Park, na mesma época que viu The Cure no mesmo esquema – esse sonho só ficou mais distante até que meu velhinho favorito e crico que só ele anunciou uma série de shows pela América Latina.

Eu não ligo se disseram que os shows de Argentina e Chile deixaram a desejar. O que me importa é que domingo estarei lá no Espaço das Américas com lágrimas nos olhos ouvindo e vendo ele de tão pertinho.

Pra fazer o esquenta, como sempre faço, já preparei uma playlist no grooveshark com o mesmo setlist que ele tocou no Chile. Clica aqui se o player não aparece pra você!

Vocês tem alguma banda que toca assim, dentro do coração?

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