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Primeira Impressão: Jeffree Star Velour Liquid Lipstick

Hoje eu fiz a resenha do batom que TODO MUNDO ME PERGUNTA quando eu coloco foto com ele. É o meu queridinho do momento, como você pode perceber pela minha afetação no vídeo. Tô muito apaixonada, gente. O batom é o Velour Liquid Lipstick, da cor Unicorn Blood, da marca do Jeffree Star (sou fã!).

Antes que perguntem: sim, a boquinha da foto é minha!
Pra comprar o batom você precisa ficar de olho no site da marca.

Não se esquece de assinar o canal!

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A Kim Gordon é uma mina como a gente

Uma das maravilhas de ter o Kindle é que agora não me sinto mais culpada por ter mil livros acumulando pó na minha casa então tenho lido bastante. No fim do ano terminei de ler A Garota da Banda, o livro escrito pela Kim Gordon – que se você morou numa caverna nos últimos 30 anos e não sabe disso, é a baixista/vocalista/pessoa maravilhosa do Sonic Youth.

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Estou há tempo querendo escrever uma resenha mas precisei de uns dois meses pra algumas coisas fazerem sentido na minha cabeça. A principal delas é que eu nunca havia imaginado que a Kim Gordon, aquela mulher foda que a gente viu nos palcos pela última vez no Brasil no SWU anos atrás, era uma mina como a gente. Que ela está sujeita a ser insegura, dependente, manter relacionamentos nocivos e abusivos e se sentir perdida.

Vem cá, Kim. Me dá um abraço.

O livro é leitura obrigatória para quem gosta de Sonic Youth, mas não só isso. Pra ser sincera eu não sou fã da banda, não sabia cantar nenhuma música antes de ler o livro, mas ler o que há por trás do processo criativo delas me fez buscar, ir atrás e ouvir com “outros ouvidos” (existe isso?). Acho importante principalmente para mulheres envolvida com o rock e outras áreas dominadas majoritariamente por homens. Mulheres no geral, que já tiveram relacionamentos abusivos, que se sentiram inseguras ou que achavam que precisavam de validação masculina em algum ponto.

Kim, Joan Jett, Annie Hall (St Vincent) e Lorde no tributo ao Kurt Cobain, de quem Kimzinha era BFF.

Não sei qual a etiqueta quando se faz resenha do livro que é a biografia de uma artista cujas notícias sobre sua vida íntima saíram em portais, porque não existe spoiler na vida real, mas caso vocês não saibam a Kim foi casada por muitos anos com seu colega de banda Thurston Moore, que foi parceiro no trabalho e na vida até ela descobrir anos de traição e a parada degringolar. Ela fala bastante sobre isso e dá pra ver (não acho que ela tenha feito questão de esconder, na verdade) que ainda está muito triste com a situação toda.

Ela também fala sobre como nunca soube muito bem o que estava fazendo, que tentava se portar de certas maneiras e que nunca acreditou no seu talento. Que achava que deveria estar fazendo outra coisa, da sua paixão por arte. Fala sobre não saber se estava sendo uma boa mãe, achar que não nasceu praquilo e que a vida de casada mais parecia o que ela “deveria estar fazendo” e não o que realmente queria estar fazendo. Enfim, todas aquelas coisas que nós, mulheres simples do dia a dia, também sentimos e passamos.

Eu chorei lendo esse livro. Chorei quando ela percebe os padrões que seguia nos relacionamentos. Chorei quando ela fala sobre se sentir uma intrusa em diversas situações. Quando fala da separação e da traição, e quando fala de Kurt Cobain. Toda essa emoção foi por pura identificação, mesmo. Você imagina qualquer mina sendo insegura e tendo problemas emocionais, mas pô, a Kim Gordon? Pois é.

Lido, aprovado, recomendadíssimo.
Comprei o meu na Amazon por 22 reais.

 

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Batons Líquido Mate da QDB: Uvali e Vinhali

Quase todas blogueiras já fizeram resenhas desses batons, sim! Mas eu comprei duas cores que achei que combinariam melhor com a minha pele e quis vir aqui contar a minha experiência.

Antes de comprar um produto eu gosto de ler várias resenhas porque as blogueiras tem experiências diferentes, seja pela cor da pele, pelo nível de facilidade de aplicação, pelo tipo de pele… então quando pra uma um produto pode ser ótimo, pra outra pode ser horrível.

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Como disse, comprei duas cores no dia de lançamento dos produtos: o Uvali e o Vinheli. Amo esses tons e achei que ficariam melhor com meu estilo e minha cor de pele.

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O batom é líquido e vem com um aplicador tipo gloss, e eu acho que para as cores mais escuras ele pode fazer uma sujeira, principalmente pra quem, como eu, não tem muita coordenação motora experiência, né? ;)

A duração é ótima – sobreviveu a uma manhã inteira bebendo água e parmegiana no almoço, só precisando de um retoquezinho básico. Ele demorou bastante pra começar a descascar nos meus lábios, mas eu não tenho lábios secos. Se você tem, recomendo que meia hora antes de aplicar o batom passe uma camada de balm e retire antes de aplicá-lo!

Ah, e não transfere muito, não. Prova disso é que passou no TESTE DO NAMORADO:

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As cores são lindas e eu estou super feliz com minhas escolhas. Ainda rolou um frisson em cima de uma cor meio marrom, mas acho que se eu comprasse quase não usaria. Não adianta, gosto de batom assim, bem chamativo ;D

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Os batons podem ser encontrados na loja virtual e nas lojas físicas da marca por R$31,90, mas estão com o preço promocional de lançamento: R$29.90.

Se quiser ver as outras opções, você pode ir no Borboletas na Carteira, pois a GFlores fez swatches de todas as cores da coleção. Também tem no Pausa para Feminices, e, conforme eu for achando mais resenhas legais, coloco aqui!

 

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Testei: Redken Diamond Oil High Shine

Um tempo atrás recebi alguns produtos novos da linha Diamond Oil, da Redken, para testar. Como a marca é uma das minhas favoritas – usei por anos a linha para cabelos coloridos quando era ruiva – fiquei super empolgada!

Segundo a assessoria da marca:

[blockquote_sty ver=”1″ border_size=”4px” color=”#0F0F0F”]”[…] Diamond Oil High Shine contém o complexo Sparkling Oil Complex com óleos de coentro, camelina e damasco misturados em uma base transparente em gel que destaca o brilho em todos os tipos de cabelos, sem deixá-los pesados ou oleosos. O exclusivo Interlock Protein Complex de Redken no Shampoo e no Condicionador ajuda a fortalecer os cabelos.” [/blockquote_sty]

Eles ainda afirmam, sobre cada produto:

Diamond Oil High Shine Shampoo limpa suavemente os cabelos opacos e aumenta o brilho com um acabamento aerado e reluzente.
Diamond Oil High Shine Gel Conditioner tem uma fórmula em gel cintilante que deixa os cabelos hidratados e leves, com um brilho radiante como um diamante.
Diamond Oil High Shine Airy Mist – um óleo em spray levíssimo e enriquecido com uma fórmula exclusiva de aerossol que é tão leve que garante um brilho crescente e como um diamante até mesmo aos cabelos finos.

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Recebi um shampoo, um condicionador e um spray de brilho. Logo de cara o que me chamou atenção foi o condicionador transparente e os flocos dourados nos produtos. Nunca tinha visto um condicionador transparente antes e fiquei curiosa!  Ambos tem uma textura bem leve e o condicionador parece um gel.

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Já o óleo em spray de brilho é apenas uma névoa, que parece um fixador, e você aplica a uma certa distância do cabelo.

 

 

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Resolvi não postar foto de antes e depois do meu cabelo com essa linha aqui no blog porque após usar por alguns dias cheguei a triste conclusão de que ela não foi feita pro meu cabelo. Nem sempre o cabelo sem brilho está ressecado, e acho que eu preciso de um condicionador bem mais pesado do que o dessa linha pra que meu cabelo pareça sadio. Infelizmente, meu cabelo ficou bem seco e só teve algum brilho quando usei outros produtos para lavar e hidratar, aplicando o spray no final.

Se você tem cabelos opacos mas não descoloridos, essa linha é pra você! Recomendo que converse primeiro com um profissional de algum salão credenciado pela Redken para entender qual linha pode te ajudar melhor, já que eles são treinados pra ver qual o problema real com sua fibra e recomendar um tratamento adequado.

Será que junto com os outros produtos da linha e a máscara o efeito teria sido diferente?

O preço sugerido dos produtos é R$88 (shampoo), R$110 (condicionador) e R$117 (spray) e eles podem ser encontrados nos salões credenciados Redken.

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Testei: Creme L’Oréal Professional Absolut Control

Um tempo atrás eu recebi um creme pra testar e demorei pra usar pois, como vocês sabem, eu estava tentando ao máximo deixar meus cabelos cacheados. Só que eu não consigo ficar com o mesmo cabelo por mais de duas semanas, né? Às vezes gosto de fazer escova e isso sempre foi um PARTO pra mim. Meu cabelo sempre fica elástico, volumoso… nunca fica do jeito que eu quero. Em parte porque ele é assim e em parte por causa de toda a descoloração que já fiz nos últimos anos.

O produto é um creme em óleo da linha Absolut Control, de L’Óreal Professional, com Nectar Murumuru. É um creme para cabelos volumosos e indisciplinados com que promete disciplina intensa e oito benefícios: hidratação, disciplina, antifrizz,  bilho, maciez, desembaraço, proteção térmica e fragrância de longa duração.  Ele é um pouco menos denso que um creme de hidratação, mas tem bem mais corpo que um leave-in, por exemplo. Mas, quando você espalha nas mãos e nos cabelos, ele desmancha e parece mais um óleo.

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O creme pode ser aplicado do comprimento às pontas, com os cabelos úmidos ou secos, pra usar secador, prancha, modelador ou ao natural. Ou seja, você pode usar de qualquer jeito que quiser! Eu achei que esse produto era apenas pra quem quer ficar com os cabelos lisos, e por isso demorei a testar, mas na verdade ele dá mais disciplina nos cabelos. Eu gostei muito do resultado: não deixa o cabelo pesado e me ajudou bastante com o problema do frizz. Além do mais, achei que meu cabelo secou mais rápido e foi muito mais fácil conseguir secar com o secador e fazer a chapinha depois, diminuindo o tempo pela metade. Antes eu demorava uns 50 minutos pra conseguir fazer uma chapinha maomeno no meu cabelo todo, e com o creme demorei pouco mais de vinte minutos (lembrando que eu tenho muito cabelo).

Tirei algumas fotos, mas lembrem-se que meu cabelo está super detonado por causa da tinta, ok? Esse é um processo que ainda estou tentando amenizar…

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Gostei bastante do resultado! Meu cabelo ficou bem mais leve e a chapinha durou bastante… normalmente a raiz começa a ficar cacheada e os comprimentos cheios de frizz e volume, mas isso não aconteceu até a lavagem seguinte…

O tratamento vende nos salões autorizados. Na internet, achei pra comprar no Beleza na Web por R$145.

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Testei: Conair True Glow

Em dezembro eu recebi da Polishop o True Glow da Conair pra testar. Como sempre quis testar esse tipo de dispositivo de limpeza de pele, aceitei o desafio. Depois que descasquei voltei do ano novo eu comecei a usar quase todos os dias por três semanas pra vir contar aqui pra vocês. O aparelho é similar ao famoso Clarisonic, que não vende no Brasil.

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Segundo o site do Polishop:

[blockquote_sty ver=”1″ border_size=”4px” color=”#0F0F0F”]True Glow Conair é o aparelho elétrico de limpeza facial e corporal que com suas vibrações sônicas que estimulam cada poro, promove a real limpeza da pele de forma mais rápida, fácil e verdadeiramente uniforme! (…) True Glow é resistente à água e pode ser usado tranquilamente durante o banho. Com até três intensidades de vibração, você pode escolher o melhor nível de relaxamento para a sua pele![/blockquote_sty]

Ele funciona assim: você escolhe uma das escovinhas (são três: uma para o rosto e pele normal, outra para o rosto e peles sensíveis e outra para o corpo), coloca o produto que você vai usar no rosto (no meu caso, eu passo um sabonete específico), umedece a escova e liga o aparelho. Você passa por alguns segundos em cada àrea do rosto e o True Glow te avisa quando está na hora de ir pra próxima. O rosto fica dividido em lado esquerdo e direito da testa, lado direito e esquerdo do rosto, nariz e queixo.

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Foto sem maquiagem e depois de acordar… corram!

 

O aparelho tem três níveis de vibração e é resistente à agua, o que significa que dá pra usar no banho. Além disso, ele é recarregável, e você também recebe uma base para carregá-lo.

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Gostei bastante da experiência! A pele fica realmente mais lisinha e a vibração é bem relaxante. Achei que meus surtos de acne, que eu tenho às vezes, diminuíram consideravelmente enquanto eu usava a esponja, mas ela não diminui muito a aparência dos pontinhos pretos e nem reduz os poros. É uma limpeza mais profunda e eu acho que pra quem usa maquiagem todos os dias e mora numa cidade com poluição como São Paulo, é uma aquisição que pode valer a pena se você está afim de desembolsar uma graninha (ou não vai dar falta dela depois). Essencial? Não é. Mas é legal.

O único problema é que eu não achei no site da marca apenas as escovas para vender. Acredito que depois de um tempo seja preciso trocar!

Se você quiser investir, ele está por R$360 no site da Polishop.

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Make: os lançamentos Celso Kamura Beauty!

Quem me segue no Instagram (ainda não segue? Vai lá!) viu que essa semana fui no lançamento da nova coleção de maquiagens do Celso Kamura, a Make It Easy, no salão dele, no Jardins. São 36 itens que vão de batons a máscara pra cílios, BB Cream, sombras e muito mais.

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Batom: a inah conta com batons mate e cremosos, mas eu recebi uma cor cremosa, a Amazing. É um cor de boca puxado pro alaranjado. Não costumo usar esse tipo de cor mas gostei pra um dia em que a gente quer sair mais básica. A duração não é lá essas coisas. Passei de manhã e na hora do almoço já não tinha quase nada… Mas batom cremoso dura menos. Preciso testar o mate pra ver se dura mais!

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O BBCream eu achei muito bom. É difícil achar um BBCream que não deixe minha pele oleosa e esse não deixou, nem depois de usá-lo o dia inteiro. Não senti diferença em relação à hidratacão, mas acho que isso só usando por mais tempo. Adotei como maquiagem do dia a dia em vez da base que uso normalmente por um tempo e se sentir que fez muita diferença, atualizo esse post.

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Aqui abaixo à esquerda sem nenhuma maquiagem (que lástima) e à direita apenas com o BB Cream. Deu uma boa uniformizada na minha pele e aliviou as àreas avermelhadas.

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E aqui com o delineador, o batom e um corretivo pra disfarças a cara de sono:

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O delineador foi uma surpresa. Achei ele bem pretinho, fácil de aplicar (é em caneta, então se você tem dificuldade, vai nele que não tem erro) e não borra. Parece muito com o finado delineador Duda Molinos, que eu achava o melhor nacional mas não é fabricado mais.
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Fiz uma comparação com o melhor delineador do mundo, o da Kat Von D, que também é em caneta. Olha como não deixa muito a desejar:

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Um produto que eu não ganhei mas estou querendo é o kit para correção de sobrancelhas, que parece bem interessante! Você pode adquirir os produtos da coleção pelo site ou nos salões C.Kamura.

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Comprinhas na Lush!

Algumas semanas atrás eu fui finalmente conhecer a filial brasileira da Lush, loja já famosa lá fora por ser completamente contra os testes em animais e ter produtos pra banho a cuidados com o corpo naturebas e divertidos. Sempre vi fotos dos produtos especiais para datas como Halloween e Natal, e agora que abriu uma loja no bairro chique do Jardins, em São Paulo, pode ser que a gente receba algumas dessas coisas aqui também! :D

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A Lush é uma delícia. A loja é fofa e os vendedores são atenciosos. Eu queria comprar umas coisinhas pra contar aqui qual a experiência então acabei escolhendo um sabonete que promete deixar a pele com brilho de princesa, um outro com cheirinho de algas e o esfoliante labial com gostinho de chiclete que todo mundo fala.

O sabonete Sea Vegetable é bem gostosinho, e essa parte mais escura é levemente àspera. Faz uma leve esfoliação no corpo. Eu acho que o cheiro podia ficar um pouquinho mais forte, mas talvez seja a característica da fragrância. Na próxima vou tentar um mais forte (e menor, que esse aí é difícil de usar).

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A barra de massagem Shimmy Shimmy é esse sabonete que deixa a pele brilhante. Eu adorei o cheirinho, mas achei que deixa a pele brilhante demais. No dia que eu usei, fui encontrar uma amiga depois e minha roupa tava cheia de glitter (isso porque eu tirei o excesso com uma toalha antes de me vestir).

Se você vai sair de noite pra curtir a beira da praia no verão, pode até ficar legal. Ou se você for globeleza ano que vem. Caso contrário. é meio exagerado. Tirei uma foto, mas não sei se dá pra ver toda a ~brilhância~ do negócio.

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O esfoliante Bubblegum deixa os lábios bem macios e tira aquelas pelinhas que ficam soltando, principalmente em quem usa muito batom. Eu tenho usado sempre antes de usar batons mais escuros e facilita muito a aplicação. Além de ser uma delícia e eu precisar ficar me controlando pra não comer o potinho todo.

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Uma coisa chata é que aqui no Brasil quase ninguém tem banheira, e as bathbombs são os produtos mais legais da Lush. Quero uma casa com banheira pra ficar curtindo uma espuminha colorida! :(

Vi algumas coisas que chegaram da coleção de Natal e fiquei louca pra testar. Às vezes dá vontade de comprar só pra colocar dentro de um aquário (sem água) enfeitando o banheiro! :)

LUSH 
Rua da Consolação, 3459 – Jardins – São Paulo/SP
Você também pode comprar pelo site.

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The Punk Singer, o documentário sobre a incrível Kathleen Hanna

Está rolando aqui em São Paulo o In-Edit, festival de documentários musicais que tem mais de 40 filmes sendo exibidos até o próximo dia 11 de maio. Eu estava meio ausente da vida recentemente e acabei ficando super em cima da hora que teria a exibição de The Punk Singer, um documentário sobre a Kathleen Hanna que eu estava muto afim de ver desde quando estavam arrecadando grana pra finalizar!

Obviamente perdi a exibição, mas achei no torrent e passei o domingo no sofá assistindo e digerindo a história da garota que mudou totalmente o rumo das bandas de garotas nos anos 90 e inspirou toda garota que se identificou com o movimento Riot Grrrl em alguma fase da vida.

Se você não sabe, ela foi a vocalista da banda Bikini Kill, e um ícone do feminismo da época. Foi ela quem começou a cultura de ‘girls to the front’, que trazia todas as meninas pra frente do palco, fazendo com que os homens ficassem no fundo e criando assim um ambiente não invasivo e seguro onde as mulheres eram, pela primeira vez no rock, prioridade. O documentário mostra o começo de sua carreira, como surgiu a ideia de criar o Bikini Kill, as dificuldades de Hanna com a imprensa, seu relacionamento com Adam Horowitz (do Beastie Boys) e a doença que a fez precisar se afastar dos palcos alguns anos atrás.

É impossível não se emocionar com a vontade de mudar as coisas de Kathleen Hanna. Ela foi minha inspiração durante toda a adolescência e eu consumia cada pedacinho de notícia que tinha sobre ela. O Bikini Kill não existia mais e era a vez do Le Tigre, com a famosa Deceptacon que até hoje faz com que meninas da minha idade surtem quando toca na balada. Mas, quando eu tinha uns 14 anos, não havia muita informação sobre ela. Fiz uma amiga nos EUA pela internet que me mandava fotos de zines que sua irmã mais velha tinha conseguido e era o mais próximo que eu podia estar do riot grrrl americano. Era mágico.

Recomendo esse documentário não só às meninas que sonharam, um dia, em ter uma banda. Não só às que se assumem feministas – porque acho que no fundo, toda mulher é uma feminista, e se não é, deveria ser. Recomendo não só às meninas que ainda acreditam no espírito da sororidade, que acham que as mulheres tem que se unir e não atingir umas às outras. Eu recomendo à TODAS as mulheres que assistam a esse documentário. Porque a mulher é foda, e, de certa forma, a história dela nos faz mais fortes.

Dá uma olhada no trailer:

Fiz uma playlist no Spotify (meu deus, não tem as músicas do Bikini Kill em nenhum desses players!) pra quem quiser conhecer um pouco mais o trabalho da Kathleen Hanna e seu trabalho com as bandas Bikini Kill (1989-1998), Le Tigre (1999-2001) e The Julie Ruin (2010 – hoje).

E aí, alguém assistiu? O que achou?

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Sexo, lágrimas e amor gay em Azul É A Cor Mais Quente

Ontem fui com algumas amigas ao cinema assistir o filme sensação da comunidade LGBT no momento: Azul É A Cor Mais Quente. Dirigido por Abdellatif Kechiche, o filme é inspirado nos quadrinhos da francesa Julie Maroh e conta a história de uma adolescente – Adele – que, no processo de descobrir sua sexualidade, se apaixona por uma menina – Emma.

O filme tem um clima tenso. Quem passou por um processo parecido na adolescência ou em qualquer fase da vida vai se emocionar com a confusão de Adele ao perceber que não segue o ‘padrão’ de suas amigas e tentar se aceitar, conhecer pessoas gays e começar a frequentar o ‘círculo’. E qualquer pessoa que já teve um relacionamento também vai se emocionar com a necessidade do outro, a vontade de agradar, a frustração por não conseguir e a dor.

É uma história triste e isso nada tem a ver com o fato de retratar um casal lésbico. É um filme sobre o amor, a descoberta, a perda. Sobre se tornar adulto e entender tudo o que vem com isso.

Agora, sobre a falada cena de sexo, eu tenho uma opinião que talvez não reflita a da maioria das lésbicas e bis que vi falando nas redes sociais sobre o filme. Na intenção de mostrar que Emma e Adele sentem muita atração uma pela outra, e que Adele se entrega completamente à relação – na descoberta do corpo de outra mulher, em todos os detalhes, o diretor perdeu um pouco a mão. É uma cena de sexo explícito (mesmo) que dura quase dez minutos e que mais parece um showcase de sexo gay. É tipo ‘ei, olha aqui tudo o que sabemos e podemos fazer’. Infelizmente não é assim que acontece com todo mundo, ainda mais na primeira vez com uma pessoa – e pior ainda se é a primeira vez que você faz sexo com alguém do mesmo sexo. Qualquer pessoa que tenha uma vida sexual ativa sabe que a primeira vez é estranhíssima. Em alguns momentos eu fiquei até um pouco ofendida tamanha a forçação de barra. É sexy? Sim. Mas não parece real. Parece pornografia, mesmo. E, pra mim, é bem claro que é a visão de um diretor homem e heterossexual sobre o que é ou deveria ser o sexo lésbico.

Isso sem contar o casal que aproveitou esses dez minutos pra transar atrás de mim. No cinema. Que não estava vazio.

Azul É A Cor Mais Quente é um filme triste, forte, longo (são quase três horas) e pesado. Eu gostei muito, e é tocante.

Mas fica um conselho: se você fica constrangido com cenas de sexo, espere pra assistir em casa.

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