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Gaslight e Abuso Emocional

Esse vídeo foi muito difícil pra mim de fazer. Eu passei por um relacionamento abusivo e falar sobre isso é muito difícil. Mas sinto que é importante que esse assunto seja falado e se torne visível, porque hoje ele não é.

Hoje vou falar sobre Gaslighting e abuso emocional.

Alguns textos de apoio:

O que o amor (e as eleições) tem a ver com isso, no Música de Menina (o post da Debbie que eu menciono no vídeo)
Como Sobrevivi a Um Pesadelo, em A Confeitaria
O que determina um relacionamento abusivo e o que aprendi com os que vivi, no Girls With Style
Ballone GJ, Moura EC – Abuso nos Relacionamentos Íntimos
SOS Ação Mulher e Família (em Campinas/SP)
Endereços das Delegacias da Mulher em São Paulo

 

tambemehok

Às vezes a gente não quer fazer nada (e isso é ok)

Pra ler ouvindo essa linda música cuja letra não tem muito a ver com o tema, mas o ritmo combina com o sentimento:

Eu tive mais de uma semana de procrastinação da vida. Em parte porque eu estava sobrecarregada com outras coisas, em parte porque meu namorado voltou de uma temporada em outro país e eu só queria me agarrar nele e matar as saudades.

Mas a verdade é que, também, eu não queria fazer nada.

Eu não sei o que acontece com a nossa geração de insatisfeitos. Também não sei dizer se nossos pais eram mais felizes com seus planos de carreira, conformados em formar uma família, criar os filhos, casar. Em irem do estágio à gerência na mesma empresa, ter aposentadoria, carteira assinada, INSS, empréstimo na Caixa. Eu não sei se nós estamos felizes todos os dias ganhando pouco nos nossos empregos PJ porque “largar tudo e ser feliz na Alemanha” é um sonho distante e irreal pra 99% das pessoas que estão se sentindo incompletas sentadas em cadeiras (muito mais que) oito horas por dia.

 

tambemehok

Sei que às vezes a gente cansa de tudo e precisa de um tempo do mundo. Que atrasa os prazos, perde e-mails, coisas acontecem e fazem com que a gente não vá aos eventos, às festas, na academia. Esquecemos até de cuidar de nós mesmos.

Eu não usei maquiagem, prendi o cabelo num coque, fechei os olhos e fui sendo levada pela inércia e pelo tédio que às vezes é necessário pra gente tentar acalmar o coração e colocar a cabeça no lugar. Não fiz vídeo (mas anotei muitas ideias), não fiz post (mas tenho vários na manga), não respondi mensagens, não atendi ligações.

Me estiquei na cama com a pessoa que eu amo, abracei minha sobrinha com catapora (“não pode bincá Tia Dani, tô com popoquinha”), comprei minha câmera nova. Comi brie e tomei vinho falando besteira e dando risada. Era isso que eu precisava.

Acho que amor é minha cachaça. E acho que deixar tudo pra depois me fez perceber que eu só vou me sentir inteira quando aprender a fazer tudo com amor, fazer o que amo, amar o que faço, em todos os aspectos da minha vida.

Não é esse o maior aprendizado que a gente tenta levar da vida?

(PS: Em tempo, obrigada. Que nossa vida seja repleta de noites de brie, vinho e risadas.)

WorldGroupHug

Não está fácil ter dates no resto do mundo (também)

Sair com alguém aqui é complicado. Quem nunca se meteu numa daquelas enrascadas? A pessoa não tem nada a ver, o assunto não rende… Isso quando não rolam algumas maluquices – gente que vai embora sem avisar, que simplesmente não aparece, que marca de te conhecer e aparece com a namorada (que você não foi avisada da existência).

WorldGroupHug

Andei pesquisando algumas curiosidades da arte de flertar ao redor do mundo e vi que a coisa pode estar muito pior por aí! Haha.

Olha só cada bizarrice:

Na Austria do século 19, era costume que as mulheres passassem fatias de maçã em suas axilas suadas após dançar. Se o cara estivesse realmente interessado, ele comeria sem hesitar. Se fosse hoje em dia, elas ficariam com maçãs sobrando (e axilas com cheirinho de fruta).

♥ Uma tradição na Escócia é que alguns dias antes do casamento os noivos sejam cobertos de várias coisas nojentas (lama, fezes, entre outros) e desfilem pela cidade. Dizem que se eles passarem por isso juntos, aguentam qualquer perrengue do casamento. Só esperamos que nada seja tão pior do que andar por aí coberto de cocô.

♥  Até hoje, famílias mais ricas e importantes do Japão confiam em pessoa contratadas para encontrar o par ideal. Sim, casamenteiras. É o Tinder analógico!

♥ No Camboja, os pais querem que as filhas encontrem o amor de suas vidas e tenham um casamento longo. Por isso, elas podem fazer quantos tests-drive estiverem afim, levando os boys pra curtir um romance em casa mesmo, até encontrarem um cara legal.

E aí, você já viveu alguma situação bizarra quando foi sair com alguém? E teve alguma que acabou valendo a pena depois? Pra mim, tudo é válido, se o after for incrível e cheio de carinho. Conta pra mim uma situação inusitada que depois você deu risada usando a hashtag #temqueserincrivel no Instagram. Quero ouvir as histórias de vocês!

 

pospatrocinado

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Sexo e a Cidade

Quando eu era mais nova, achava que morar numa cidade grande ia me trazer muitas oportunidades de conhecer gente nova. Eu não estava de todo errado: aqui, de fato, tem muito mais lugares que eu posso frequentar pra conhecer todo tipo de gente, mas… E depois?

SexoCidadeMagenta

Eu assistia “Sex & The City” e pensava o quanto era um absurdo que ela procurasse amor em uma cidade como NY e não conseguia encontrar. O problema só podia ser com ela, porque as oportunidades estavam ali, certo?

Errado.

Claro, Carrie Bradshaw era maluca e tinha muitos problemas, é irreal que ela pague um apartamento em Manhattan com a grana de uma coluna e o problema de consumo desenfreado que ela tem, e ela deixou um cara perfeito como o Aidan passar, mas… Não somos todos assim?

Sair, ter encontros e dedicar tempo a alguém numa cidade como São Paulo é muito difícil. Começando pelo fato de que, muitas vezes, você demora duas horas só pra chegar em algum lugar – e quando chega está tão cansado que não consegue dar nem um sorriso decente, quanto mais o melhor de si…

Trabalhamos tanto, tantas horas por dia, com tanto barulho na nossa cabeça o tempo todo, que na hora do sexo é duas vezes mais complicado se entregar. Claro, que quando você está perdidamente apaixonado, tira uma energia sabe-se lá da onde e emenda 10 horas de trabalho com 2h de trânsito com um jantar, uma balada e o motel.

Mas nem sempre a gente consegue chegar a esse estágio incrível que é a paixão desenfreada, né? Fazer sexo na cidade exige uma dedicação de maratonista – além de muita vontade e muito gosto pela coisa.

Será que a vida louca das megalópoles estão acabando, aos poucos, com o romantismo? E será que um dia o sexo vai se resumir a encontrar alguém em um aplicativo e fazer só o que “tem que fazer” como se fosse uma obrigação social?

Eu espero que não. Pra mim, o frio na barriga que antecede o tesão ainda é a melhor parte.

Qual o segredo de vocês pra não deixar a conquista de lado e conseguir dar o melhor de si quando alguém vale a pena? Conta pra mim pelas redes sociais usando a hashtag #temqueserincrivel!

 

pospatrocinado

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Playlist pra embalar a noite a dois

Vocês já foram jantar, tomaram um vinho, estão sozinhos e está aquele silêncio. É alarme tocando na rua, cachorro latindo, vizinha gritando com os filhos, casal do apartamento de cima transando alto enquanto vocês nem saíram dos beijinhos. Minha gente, que tal colocar uma musiquinha?

Uma playlist especial pra esses momentos não só ajudam a criar um clima super sexy, como também disfarçam esses outros sons que super podem distrair alguém na hora do sexo. Tenho um amigo que, enquanto estava com uma gata, o roommate via um jogo de futebol na sala. Ele se distraiu e acabou gritando gol bem na hora H!

Tenho algumas dicas infalíveis pra quem quer uma ajudinha musical na hora do sexo:

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1) Saiba o que a outra pessoa gosta. Você até pode achar legal transar ouvindo a Shakira cantar “Hips Don’t Lie”, mas a outra pessoa pode achar a coisa mais ridícula do mundo. Procure músicas mais neutras e que tenham uma levada sensual… Use o bom senso!

2) Crie sua playlist com antecedência. Pode parecer meio estranho ficar em casa criando uma playlist de sexo, mas só você sabe o que te excita e o que excita a pessoa que está afim! Em players como o Spotify você encontra playlists prontas, mas dê uma olhadinha antes pra ver se não tem nada muito for a da sua curva (ou uma banda que a outra pessoa odeia, imagina que corta clima…).

3) Você pode ir além e separar as playlists por tipo de sexo. Juro que funciona! Se quer algo mais animado, invista em sons mais pesados. Se acordou romântico, pode até rolar uma Lana Del Rey, um John Mayer… Nada disso deu certo? Tudo bem. É só perguntar pra outra pessoa o que ela gosta de ouvir, correr pra um serviço de streaming e apertar o play.

O que você mais gosta de ouvir a dois? Poste nas redes sociais com a hashtag #temqueserincrível!

Vamos montar uma playlist juntos? ;]

 

pospatrocinado

 

 

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O Sexo Não Começa na Cama

Eu consigo me lembrar claramente das melhores vezes que fiz sexo com alguém. Não é porque tenham sido poucas, mas é porque um bom sexo envolve tão mais que apenas a “trepada”que foram noites (ou tardes, ou manhãs) para guardar na memória.

O que muita gente não entende é que o sexo não é só aquela hora do vamos ver em que tá todo mundo pelado encaixando as pecinhas. O sexo, pra mim, começa no momento em que trocamos olhares – normalmente é ali que eu tomo a decisão de fazer sexo ou não com alguém num determinado dia. A fase da conquista é puramente sensual – se despir começa pela alma. Entregar todos os seus desejos pelos olhos, sem precisar falar nada.

Quem me ganha ali, me ganha fácil depois disso.

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Saber conversar, ter respeito e admiração são qualidades que eu admiro e percebo muito antes do beijo no pescoço, da mão na bunda. Não estou desmerecendo a pegada, mas nem o beijo mais gostoso salva uma pessoa que não tem nada pra me oferecer além de meia hora de sexo.

Tem que saber conquistar, perceber o momento ideal pra colocar as mãos nas coxas, pra dar o beijo. Tem que entender qual o minuto em que simplesmente respirar de leve no meu pescoço já vai ser o suficiente.

As preliminares começam muito antes do sexo chegar na cama. É uma conversa interessante, criar o clima. Desde a escolha da música que embala o momento e combina com o que os dois gostam de ouvir até a escolha do que jantar – pelo amor de Deus, fiquem longe de alimentos pesados se quiserem ter uma noite apenas com memorias boas!

Sexo é muito mais divertido quando você se dedica a criar uma situação especial. E pode acreditar que, assim, ele dura muito mais. E vai muito mais longe!

E aí, o que te faz ter certeza que a noite com alguém promete? Poste fotos ou textos nas redes sociais dos seus momentos incríveis (cuidado com a censura, hein, galera!) usando a hashtag #temqueserincrivel. Estou louca pra saber as respostas!

 

pospatrocinado

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Vai passar.

Quando eu estava há alguns dias sem dormir e sem comer foi que alguém tomou a coragem de olhar nos meus olhos e dizer pela primeira vez “Vai passar”. E eu não acreditava, porque parecia que nada jamais faria sentido novamente – era como se literalmente tivessem arrancado o chão dos meus pés e nada fizesse sentido. Pra onde eu iria? Como me divertiria? Como dormiria sozinha? E a maior dúvida de todas que latejava no meu peito: aonde eu ia morar?

Quando disseram que ia passar eu não acreditei porque aquela dor toda era física, era palpável, era sufocante. Não tinha outra coisa em minha mente em nenhum momento. Não tinha apetite nem vontade de trabalhar e dormir era um grande pesadelo – acordava de meia em meia hora procurando aquelas mãos apertando meus quadris e elas não estavam lá. A verdade é que elas nunca mais estariam lá, e essa realidade fazia voltar a sensação de que tudo o que eu havia tido um dia tinha ido embora. Eu não esperava que acontecesse, não naquele momento, não daquela forma. Mas como uma morte inesperada de alguém que se foi ainda jovem, assim acabou tudo o que eu havia planejado – nossos móveis, nossos filhos, nossas viagens.

Os dias passaram. Eles continuaram falando que ia passar. Que eu sou uma mulher forte, que reconstruiria minha vida da melhor forma, que é uma oportunidade de recomeçar e que nada acontece por acaso. Tudo isso entrava por um ouvido e saía por outro porque eu simplesmente não queria ouvir e nem acreditar. Queria fechar os olhos e tirar da minha cabeça e coração tudo aquilo. Eu queria voltar no tempo e fazer diferente.

Um dia eu acordei e doía menos. Tomei banho cantando como não fazia há muito tempo. Esse dia não doeu por três minutos e meio.

A falta ainda estava lá, é claro. A saudade me pegava de jeito na hora de voltar pra casa e encontrar a sala vazia, sabendo que a casa vai continuar sem mais ninguém além de mim e dos gatos. Quando eu sei que posso comprar qualquer coisa que quiser no mercado que ninguém vai reclamar. Quando percebo que ninguém vai me pedir pra levar chocolate branco e eu vou levar, mesmo odiando.

Quando eu percebia que dormiria sozinha, a falta ainda estava lá. Mas quando eu acordei sozinha sem o despertador de outra pessoa, tomo banho com a música no volume que bem entendo, saio de toalha molhando a casa toda rebolando uma música do Haim que estou viciada e ninguém vai me apressar, eu tive cada dia um pouco mais paixão pela minha nova vida.
Porque eu vou onde quiser.
Faço o que quiser.
Converso com quem quiser.
Fico com quem quiser.

Um dia eu vou ter reconstruído toda a minha vida sem o amor que eu pensei que fosse pra sempre. Quem sabe, um dia, um novo amor venha tomar conta de tudo e derrubar os muros que eu estou construindo inconscientemente, um tijolo por vez. Mas agora, eu vejo algo que não havia antes: um espaço pra tudo o que eu sinto por mim mesma – e são só coisas boas. A diferença entre este e os 2.560.920 segundos anteriores é que eu sei que vai passar. E que talvez já tenha passado. Porque eu nem lembrava mais que tinha escrito este post e deixado nos rascunhos.

Porque hoje eu estou feliz e leve. E nem lembrava mais como era isso.

O Leminski escreveu esses versos, e deve ter sido pra mim e pra você.

leminski

Esse post todo é pra dizer que um mês atrás eu pensava que era o fim. E que se você também está pensando que é o fim, saiba que não é. Você não me ouve agora, não quer ler, me acha uma idiota. Talvez tenha fechado essa janela há muito tempo. Mas saiba que vai passar por tudo isso, os estágios do seu luto, e às vezes demora alguns dias. Às vezes demora alguns meses. Pode ser que seja diferente para homens e mulheres. Mas o que é verdade é que sim, vai passar. E tudo vai ficar bem. Um dia você vai acordar com esperança de que a vida pode sim, ser boa. Vai doer menos até o dia em que não vai doer mais.

Segura minha mão.

Isso tudo vai passar.

Eu aqui e meu amor do lado de lá…

Quem nunca amou à distância que atire a primeira pedra. Quem, da nossa geração, não teve um amor platônico que conheceu na internet e morava em outro estado. Quem não teve amor indo fazer intercâmbio, mudando de cidade pra trabalhar. Quem não foi embora do interior e deixou lá uma grande paixão. Quem não conheceu a menina linda em Pinheiros, mas você mora no Jardim Aeroporto e ela mora lá em Pirituba. Quem nunca?

Eu acho que pro amor à distância dar certo ele precisa, primeiro, ser amor de verdade. Porque a paixão vai embora nos primeiros meses de dificuldade. Um fim de semana inteiro trancado juntos no quarto e os outros quatro seguintes trancados sozinhos chorando no banheiro de saudade. Não poder fazer planos de ir ao cinema depois do trabalho, assistir TV sozinha no fim do domingo. Porque essas coisas, quando se está solteira, a gente se acostuma. Uma hora aparece alguém. Mas quando existe um objeto amoroso que está num lugar completamente diferente, mas está lá… aí é que dói.

Então se sobrevive à distância, se o amor é maior que a saudade, se a vontade de estar junto é maior que a vontade de sair pegando geral por aí, então vai dar certo. Pode apostar. Mas em nenhuma hipótese deixe que o amor doa mais vezes do que te faz sorrir. Não deixe também que a espera seja eterna – ninguém quer estar com alguém que NUNCA vai poder estar junto no mesmo estado, pelo menos.

Não perca a vontade de sonhar.

Pra um amor de longe dar certo, tem que ser amor.

Sobre a expectativa do amor e aonde ele está.

É difícil falar sobre amor enquanto estou sentada no trabalho de frente pra uma janela sem cortina com o sol batendo na minha cara, mas achei que essa é uma metáfora muito boa pro sentimento – essa coisa que deixa a gente não cego, mas apertando os olhos e mesmo assim sem conseguir enxergar direito. É a primeira vez na semana que consigo fazer uma metáfora sobre o amor ou paixão que não tivesse um duplo sentido embutido sem querer querendo, e hoje já é quinta-feira. A verdade é que o amor é tão incompreensível, essa coisa de se apaixonar e tal, que é melhor fazer piada porque falar sério traz uma atmosfera pesada e escura à uma coisa que deveria ser colorida e leve.

Deveria ser. E é por isso que eu escrevo. Porque quero conhecer o anjo que lidera a fila da expectativa no nosso processo de criação pra encher a cara dele de porrada. A gente passa metade da vida – normalmente a infância e adolescência, e só – acreditando que o amor é uma coisa muito louca, que vai aparecer de repente, que vai tirar o nosso ar, que será inevitável. Que nosso amor será nosso melhor amigo, que o beijo vai ser incrível, que a gente vai gozar todas as vezes que transar, e que vamos transar todos os dias pelo resto da vida – pelo menos até a menopausa chegar. Que as pessoas serão como a gente, querendo as mesmas coisas, com os mesmos objetivos. E não quero soar uma realista filha de uma puta destruidora de sonhos, mas preciso contar uma coisa pra vocês:

O amor não é assim.

A gente aprende a amar porque é assim que tem que ser. Toda aquela coisa louca é paixão. E nunca vai ser perfeito porque não existem dois seres humanos iguais no mundo – então sempre vai ser irritante quando a pessoa amada não concorda com você em pintar a parede de azul porque gosta mais de roxo. Às vezes, com muita sorte, você encontra um outro ser humano complementar que vai te ensinar muita coisa na vida e absorver tudo o que você tem pra ensinar. Quando esses dois seres humanos perfeitamente complementares tem muita paciência e uma visão de vida parecida, um amor muito bonito acontece e casais ficam juntos até ficarem bem velhinhos andando de mãos dadas na praça aos domingos.

Só que isso é raro. Porque somos todos únicos. E porque passamos a vida inteira pensando no quanto a grama do vizinho é mais verde. Ontem um amigo perguntou no twitter porque pensamos assim e eu respondi “porque sempre avistamos a grama do vizinho a uma distância segura, e assim não conseguimos ver que o jardim dele está tão estragado quanto o nosso”.

De perto ninguém se ama o suficiente. Sempre falta alguma coisa. Sempre podia ser melhor.

Amor só funciona quando a gente quer ser melhor. Deixar o ego de lado, todas aquelas coisas muito nossas, pra deixar ser um pouquinho do outro. Esquecer as vaidades pra deixar alguém entrar no seu corpo e no seu coração. Fazer parte de você e da sua vida. Amar é deixar de ser um pouquinho a gente pra ser outra pessoa.

E é por isso que amor é algo tão raro.

Amar é difícil.

E mais difícil ainda é deixar alguém amar você.

 

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