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Escolhas da vida e tudo o que acontece por causa delas.

Hoje acordei pensando nas escolhas que a gente faz na vida e como elas, mesmo pequenas, afetam completamente todo o nosso universo.

Quando mudei de volta pra São Paulo, em 2002, eu iria para o terceiro colegial no ano seguinte. Precisei escolher entre estudar no Etapa, do outro lado da rua, ou precisar pegar duas estações de metrô para o Objetivo na Av. Paulista. Não consigo lembrar porque escolhi o Objetivo apesar da fama que o acompanhava: colégio de vagabundo, de playboy delinquente, maconheiro, ninguém estuda, só tem gente maluca. Talvez tenha sido justamente por isso que eu escolhi. Havia passado anos demais numa cidade do interior que eu era ‘diferente’ e havia cansado disso. Queria conviver com outros ‘marginais’ como eu – que não tinha nada de marginal além do preconceito de senhoras de cidade pequena. Eu queria ter amigos de cabelo colorido e que gostassem de shows de punk rock. E encontrei. Só tenho a agradecer minha mãe que me deixou estudar lá, ou agradecer ao destino por minha mãe não ficar sabendo da má fama da escola antes de me matricular.

Lá fiz amigos que nunca vou esquecer, mesmo porque um deles tatuou meu braço anos depois. Íamos pra shows juntos e conhecemos muitas pessoas, inclusive o amigo que me levou pra prestar vestibular pra design gráfico – o que eventualmente, por mais bizarro que possa parecer, me levaria a trabalhar com mídias sociais e ser feliz.

Também lembrei que ano passado eu quase trabalhei num lugar e se eu tivesse sido contratada, por motivos que não convém contar aqui, eu não estaria morando com o Chicó hoje. E que muitas vezes questionei minha decisão de mudar de profissão porque todos meus amigos da faculdade estavam ganhando dinheiro e com a vida indo pra frente enquanto eu engatinhava numa profissão nova que ninguém sabe direito o que é.

Não sei como seria minha vida se eu tivesse ido estudar no Etapa, se tivesse ido trabalhar nesse outro lugar, se tivesse ficado em Atibaia com as mesmas pessoas de sempre, se hoje não morasse com Chicó, se não tivesse mudado de área e começado do zero quando todos meus amigos de faculdade estavam ‘crescendo’ e se tornando adultos e eu me sentia estagiária de novo. Acho que fiz as escolhas certas por mais que elas soassem erradas tantas vezes.

E essa é uma boa conclusão a se chegar.

 

 

Ainda dá tempo de desencalhar pro dia dos namorados.

Gente, não tô sendo sacana, juro. Ainda faltam dois dias pro dia dos namorados! Talvez você não arrume um relacionamento sério até lá, mas dá pra arrumar um cobertor de orelha pra passar o domingo fazendo sexo, pelo menos, no melhor naipe ‘fuck-the-pain-away’.

Então tá rolando um site pra você usar suas últimas forças e fazer uma simpatia pro Santo Antônio, quem sabe com a benção dele você não arruma um nego bom? Entra no www.desencalheme.com.br e acha lá uma simpatia incrível. A melhor até agora foi “Apareça nua e com cerveja gelada”. Eu tenho certeza que essa funciona.

Mas se o seu namoro atual tá mais pra lá do que pra cá, é no www.liberteme.com.br que a galera te ensina a se livrar do encosto e jogar a oferenda de volta pro mar, fazendo uma simpatia pro Seu Antônimo! Hahaha. E gente, o Seu Antônimo do site é A CARA de um tio meu que é o maior falcatrua de todos os tempos. Justamente por causa disso que tô acreditando que funciona.

Tio, o senhor por aqui?

 

Foi assim.

Acho que vou contar pra vocês como aconteceu.

Eu estava magoada e chateada. Depois de uma série de relacionamentos malucos com pessoas malucas e desinteressadas. É assim que acontece – a gente não acha alguém que goste da gente, e fica cada vez mais difícil encontrar. Até que um dia você encontra.

O problema é que eu não queria mais tentar, porque depois de tanta merda a gente acha que a pessoa legal não existe e foda-se isso tudo, vou ficar sozinha e trabalhar que eu ganho mais. Tinha acabado de sair de um emprego que eu gostava muito e fui fazer uma entrevista.

Aí ele abriu a porta. De camisa do grêmio, já começou tudo errado. Aquele cabelo completamente maluco que eu não entendi na hora. Você quer uma água, alguma coisa? Não, não, tô de boa. Tá, já volto. E sumiu. É, bonitinho. Será que nossos filhos seriam bonitos? Será que ele namoraria comigo um dia? Será que o beijo seria gostoso, será que ele tem um cheiro bom? Será que o sexo seria incrível? Será que ele usa acentos e usa a gramática correta no MSN? Merda, estou fazendo de novo. Não, Dani… você não pode fazer de novo.

Mas eu fiz. No fim das contas eu consegui o emprego, comecei a trabalhar, e ele me beijou um dia enquanto eu ia pro ponto de ônibus. O primeiro beijo foi assim, meio torto, a gente não sabia o que estava fazendo. Ele estava com medo de coisas bestas, eu estava com medo de coisas doloridas. Eu fugi, literalmente. Eu fui embora sorrindo.

Uns dias depois a gente sentou no banco da pracinha e ficou conversando. Ele me contou da mãe dele, do pai, que tinha uma irmã mais nova que não tinha nada a ver com ele. Contou da filha que tinha. A mão dele na minha, gelada, os dedos finos… Eu passei a mão no rosto dele e o beijei, ali mesmo, sem me importar pro que alguém podia pensar. Meu coração batia forte e eu queria chorar.

Sabe, amor é assim: quando você desiste completamente de encostar seus lábios nos de outra pessoa, aparece alguém feito pra você. Ele me levou pra casa dele, pra cama dele. Me deu um espaço no armário, a chave da porta, idéias de pauta, um monte de beijos todos os dias ao acordar. E escreveu algo pra mim que eu achei que ninguém nunca escreveria. Ele me deu tudo. Fizemos brigadeiro, assistimos filmes, brigamos, fizemos as pazes. Fica sonhando junto comigo com esse futuro gostoso que agora só existe nas nossas cabeças.

Ele cresce comigo. Meu coração se aperta. Por ele, aguento coisas que nunca imaginei aguentar. Eu fui além de mim mesma. Precisei amadurecer uns cinco anos em duas semanas antes de decidir que estava perdidamente apaixonada.

Achadamente apaixonada.

Há quatro meses atrás. Quatro que são oito. Que são catorze. Que são todos os meses do mundo, o amor maior que o infinito galáctico universal.

Pelos próximos quatro meses (vezes quatro, vezes quatrocentos, vezes quatro mil) eu quero você aqui.

Fica comigo.

a estranha vida amorosa das pessoas ao meu redor*

ou dani explica – porque você não consegue arrumar um(a) namorado(a)

não sei se isso acontece com vocês, mas por aqui tem cada vez ficado mais frequente ouvir meus amigos e amigas (heteros, gays ou lésbicas, tanto faz) falarem que querem namorar, “alguém pra ver filme e dormir de conchinha” e etc. e aí dizem que com fulano não queria nada sério, ou fulana não deu certo. sempre tem um dos lados do ex-futuro-casal que não quer se apegar ou está muito na vida louca ainda. me diz, o que acontece?

eu tenho teorias pra isso.

uma é que os opostos definitivamente se atraem. numa balada com oitocentas pessoas, quem vai ser aquela que você vai beijar e pegar o telefone, tentar marcar de sair e conhecer melhor? justo aquela que não quer nada com ninguém. SEMPRE.

outra é que nessa fase em que nós estamos, os vinte-e-poucos-anos, é muito difícil achar alguém que queira namorar porque 1. as pessoas que começaram a namorar na adolescência e terminaram agora não querem nada sério depois de um namoro longo 2. todas as pessoas legais já estão namorando e a principal de todas 3. você não sabe o que fazer da vida e cai num limbo sentimental. porque a sociedade (e sua mãe) diz que daqui a pouco você vai ter que se assentar na vida mas você ainda acha que é muito novo e tem que aproveitar enquanto pode. aí fica aquilo de querer dormir de conchinha quintas e domingos, mas querer ir pra farra nas sextas e sábados. not gonna happen, baby. namoro é namoro todos os dias da semana. então fica uma crise existencial. gosto do x, mas não quero deixar de sair com meus amigos; gosto da y mas não quero deixar de pegar a z de vez em quando; gosto de fazer sexo com a mas quero dormir abraçado com b (e ainda adiciona “eu nuuuuuunca apresentaria a pra minha família).

o que acontece depois? eu sei lá! ainda não saí do meu próprio limbo. mas juro que quando sair, eu venho aqui contar pra vocês. eu espero que ele acabe um dia para todos nós porque ninguém merece viver sozinho e se continuar assim estamos caminhando rumo à extinção da espécie.

por enquanto, acho que vou criar uma rede social dos meus amigos. vou mapear seus gostos, orientações sexuais e suas maiores qualidades e encaixá-los uns com os outros mesmo. porque, gente, vocês estão parecendo trânsito na marginal na quarta pré-feriado! uns mais encalhados que os outros.

*não estou me excluindo desse título, minha vida sentimental é tão fucked up quanto a de vocês ;)

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