Instagram

Follow Me!

  • Home
  • /
  • Tag Archives:  relacionamento
Magenta_meioGIF

A última coisa que deu errado.

Eu passei duas semanas infernais.

Tem blogueira que não gosta de falar que sente. Eu não consigo me resumir a xampu, sapato e maquiagem. Não que seja errado escolher só falar sobre certas coisas e não querer expor sua vida pessoal ou seus sentimentos. Mas eu passei tantos anos escrevendo só poesia que seria muito fora do natural não falar desse tipo de coisa que todo mundo passa, mas a gente usa a internet pra fingir que vive uma vida sorridente em um filtro de instagram.

Nas últimas duas semanas eu tive problemas relacionados à saúde, física e emocional. Fiquei doente. Tive um lance de família meio bizarro. Precisei cancelar uma discotecagem que eu queria muito fazer. Umas paradas de grana, umas paradas de trabalho. Não, eu não vivo do blog, infelizmente, por mais que eu queira muito – ele nem paga minhas contas. Meu macbook novinho foi pra assistência duas vezes. Eu perdi um monte de arquivos, fotos e vídeos que eu tinha gravado e estava faltando só editar pra postar aqui e no YouTube. Eu quis desistir, dormir, fugir, mudar de nome.

Muita coisinha deu errado. Minhas unhas quebraram, minha pele está horrível, eu estou bem acima do meu peso, meu guarda-chuva quebrou, saí de sapatilha no dia em que precisei andar com água até a canela e de bota quando fez trinta graus, me irritei em casa, minha conta de gás voltou,  eu fui tomar um passe e dei de cara com a porta.

De manhã, meus olhos se arregalavam às cinco e quarenta. Quando eu acordava ainda não estava nem claro do lado de fora, minha cabeça latejava e eu estava consciente do meu corpo inteiro de uma forma que a gente só fica quando está doente. Quem disse que consciência corporal é sempre uma coisa boa? Cada músculo de mim doía. Eu tomei remédio. Eu cansei de remédio. Eu comecei a fazer terapia convencional pela primeira vez na vida. Eu me enrolei no colo do meu namorado como se fosse um tatu bola.

Aí hoje de manhã eu encontrei um conhecido no ônibus, que eu não via faz tempo, mas que me acompanha pelo Facebook. Ele disse:

– Nossa, seu computador quebrou de novo. Que azar, né?

Eu fiquei pensando nisso de azar, de estar cansada, de reclamar da vida. Pensei na minha vida profissional nos últimos tempos. No resumo torto que fiz pra psicóloga do último ano da minha vida. E eu decidi que não vou deixar que seja assim. Que essa merda toda é, sim, uma merda, mas ela vai ter um fim. Eu vou dar a volta por cima nessa caceta toda. Vocês vão ver. Eu suspirei, olhei pro meu amigo, e falei:

– É sim. Mas foi a última coisa que deu errado.
– Ué… porquê?

Eu sorri, meio forçado, meio me forçando, meio com o restinho de boa vontade que eu sei que tá lá dentro de mim:
– Porque eu estou mandando.

 

 

Locker

Amor não é cadeado.

De um ano pra cá eu precisei mudar completamente o modo como eu vejo a vida e os relacionamentos. Porque cada caso é um caso e a gente nunca sabe o que vai acontecer amanhã. A vida pode reservar muitas surpresas e nem sempre as coisas acontecem do jeito que a gente espera, ou prefere, mas eu tenho certeza que tudo acontece porque tem que ser assim.

Pensando na minha situação hoje, eu vejo como tudo o que aconteceu no último ano (e não foi fácil) foi mais do que necessário pra me ensinar a amar de uma forma que eu pudesse aprender o suficiente pra conseguir estar na situação que estou hoje (com uma pessoa que está em outro país).

Ontem ele estava me contando que quando falou de mim pra uma colega de trabalho, ela perguntou se eu não fico brava por ele estar lá. Ele disse que eu sinto saudade. E é isso. Eu jamais me sentiria brava pela pessoa que amo estar seguindo um sonho e tentando se encontrar – eu fico feliz todos os dias com cada conquista dele, pessoal ou profissional, porque amor é assim. Claro que eu sinto saudade. Claro que às vezes dá ciúme. Claro que eu passo a maior parte do tempo querendo viver todas essas coisas novas ao lado dele, e não apenas recebendo as fotos. Mas não era pra ser assim dessa vez. E quem sabe, mais pra frente, a gente viva coisas novas juntos em outros lugares.

Um dos símbolos mais bizarros de um ‘relacionamento feliz’, pra mim, são os cadeados colocados na Pont des Arts, em Paris, que agora começaram a ser “adotados” por alguns casais em São Paulo também.

O cadeado é, pra mim, o símbolo de tudo que um amor não deve ser. Precisei aprender na marra que amar é deixar ir, e o que é pra ser nosso fica. Que o amor vai além da consumação física, vai além da distância, vai além do que queríamos. Prender a pessoa ao seu lado não faz com que ela seja mais sua.

Que sera, sera. Ninguém é dono de ninguém e nem nunca vai ser. Você sempre está correndo o risco de ficar sozinho a qualquer instante, por qualquer motivo.

Amar é deixar livre. Ficar precisa ser uma escolha. Sua, do outro.
E quando isso acontece naturalmente, tem um sabor muito mais doce.

Voltar com o(a) ex. Será que dá certo?

Recebi um e-mail de uma leitora que pediu pra eu falar sobre voltar com ex-namorado, relacionamentos que terminam e voltam, quando vale a pena voltar.

Eu acho isso muito delicado e varia de acordo com cada relacionamento. Então vou falar com base nas minhas experiências pessoais – e nas das pessoas próximas a mim:

Eu acho que se terminou é porque não estava dando certo. E é muito difícil mudar suas atitudes pra que dê certo mais uma vez. Às vezes (nunca aconteceu comigo) os namoros terminam por outros motivos – distância, falta de tempo… esses fatores não dependem da personalidade ou atitude de ninguém, são apenas circunstâncias e obstáculos que precisavam ser vencidos. Nesse caso, se há disposição e ainda há amor, acho que super vale a pena mais uma tentativa.

MAISMAGENTA_TEDVICTORIA

Ted e Victoria de How I Met Your Mother – torci por eles nas duas vezes que não deu certo…

Acontece que não é esse o cenário da maioria dos términos, certo? A gente termina porque briga demais, porque não gosta de alguma coisa na outra pessoa, porque suas atitudes nos fazem infelizes, porque acabou o amor ou o tesão. E se algo incomodava tanto antes, porque voltar pra essa situação?  Nesse caso, você precisa ponderar se vale a pena passar por todos os perrengues que passava antes.

Vejo acontecer muito casais voltando a namorar porque não gostam de ficar sozinhos. E isso não costuma dar certo porque você volta pra uma relação que te fazia infeliz e fecha totalmente os caminhos pra conhecer gente nova que pode te proporcionar um namoro muito bom. E aí, se acabar de novo, você vai sofrer tudo o que já sofreu da primeira vez.

Eu sempre parti do princípio que, se acabou, não era pra ser. A gente nunca pode ficar esperando que a outra pessoa descubra de repente que te ama e vai te tratar como uma princesa/príncipe. Posso parecer uma realista sem coração, mas nunca é bom esperar algo de outra pessoa pra não se decepcionar. É melhor sempre se surpreender com coisas boas do que se frustrar quando o que você espera não acontece, né?

Enquanto isso, porque em vez de gastar suas energias com um namoro que já te trouxe dor, você não se foca em si mesma? Já postei aqui há muito tempo atrás os sete passos da Oficina do Desapego pra você dar a volta por cima e superar. Um reboot na auto-estima pra poder conhecer gente nova e se valorizar! Amor próprio é a chave de tudo na vida, e nesse caso não poderia ser diferente!

No fim, cada amor é um amor e só você sabe o que é melhor.

O que vocês acham? Já foram felizes num relacionamento “reciclado”? Figurinha repetida completa álbum? Contem pra mim nos comentários! :)

Namoro: predadores existem, sim.

Hoje vou falar de um assunto pesado, mas espero que toque alguém. Às vezes tem uma pessoa perdida por aí que pode se identificar, que nunca teve coragem de conversar sobre isso com um amigo ou parente.

Estava assistindo um programa na televisão chamado “Com quem $#@% me casei?”, que conta a história de pessoas que depois de se casarem descobriram que a pessoa tinha problemas muito sérios. Fiquei analisando meus relacionamentos passados, e pensando em algumas histórias que me contaram recentemente.

A gente acha que isso é coisa de filme ou novela, mas predadores existem, sim. Eu tive uma pessoa assim em minha vida e a melhor coisa que me aconteceu foi o namoro ter acabado. Você pode ter se relacionado com um e não ter nem reparado. Não importa se é homem, mulher…

Predadores são sedutores. Não precisam ser as pessoas mais bonitas do ambiente, mas vão te conquistar. Você conversa com o cara e ele parece ser super inteligente, namorou meninas bonitas, tem algum talento. Quando você vê, se apaixonou. Ele te trata bem, até ter certeza de que você não vai embora.

Predadores vão te colocar pra baixo e acabar com sua auto-estima. Eu ouvi coisas absurdas como “se a gente terminar, ninguém vai querer namorar com você, você vai ficar sozinha pra sempre”. A pessoa faz você acreditar que é burra, que é feia, que não é boa o suficiente. E isso é uma merda, porque é exatamente isso que eles querem. Esse tipo de gente se aproveita de pessoas que estão ou são frágeis. Como auto-estima nunca foi meu forte, eu atraía esses tipos a torto e a direito.

Predadores vão te trair, sim, simplesmente porque eles não dão a mínima. E como são sociopatas sem o menor tato, podem mentir descaradamente sem nenhum sinal de remorso. Ou pior, falar na sua cara que realmente te traíram e não estão se importando com isso. Eles podem se tornar violentos fisicamente, além do abuso emocional. Além de exaustivo, é perigoso. E você sente medo.

Muitas vezes, depois que você termina o relacionamento, eles continuam vindo atrás como se nada tivesse acontecido. Fazem de tudo pra você continuar sofrendo e não suportam a ideia de que você tenha seguido em frente.

Esse não é meu ex-namorado, mas poderia ser.

Esse não é meu ex-namorado, mas poderia ser.

Estou escrevendo esse post porque às vezes, como foi meu caso, a gente nem se liga de que está num relacionamento assim. Hoje eu namoro com alguém que me acha linda e fala isso não só pra mim como pra outras pessoas. Que me dá carinho, diz que me ama. E aí você vê a diferença e percebe que aquilo não era um relacionamento decente. Eu tenho um amigo que namorava uma menina assim e só percebeu depois de três anos. Um dia ele acordou e viu a tudo que tinha se submetido. Pegou as coisas e foi embora.

O que eu aprendi é que a gente nunca deve se contentar com pouco. Nunca ninguém pode te dizer que você não é boa o suficiente e precisa dar graças a Deus por ter alguém mesmo que essa pessoa não seja boa pra você. Eu já vi muitas pessoas nesse tipo de relacionamento e me corta o coração.

Você pode SIM, terminar a hora que bem entender. Ficar sozinha não é tão ruim quanto parece. Dê espaço para aparecer o amor de verdade e pra aprender a se amar antes de tudo.
E entenda: amor passa.

Principalmente quando você vê a furada em que se meteu!

PS: Se você acha que precisa de ajuda pra sair dessa, em São Paulo existe um grupo de apoio chamado Mulheres Que Amam Demais Anônimas. Você também pode procurar a ajuda de um psicólogo pra entender e buscar forças pra sair de uma situação de abuso. Em caso de abuso físico, SEMPRE denuncie e procure a polícia. Terminar não é o suficiente – ele pode agredir outras mulheres depois de você! Se você quiser, me escreva um email, minha caixa de entrada está aberta pra vocês.

A vida é o melhor remédio

Nos últimos oito meses, mais da metade dos casais que eu conhecia terminaram seus relacionamentos. Ouvi dizer que o ano passado era um ano de mudanças – se era pra algo sair da sua vida, aconteceria em 2012. Já 2013 é um ano de renovação, de começar de novo, de definir novos caminhos. Você pode pensar que essa baboseira esotérica é uma perda de tempo, e talvez seja. Só sei que um casal que eu conhecia desde a escola, terminou. E vários outros também.

Hoje eu encontrei essa amiga de escola no ônibus. Ela me contou que de repente não sentia mais que o casamento valia a pena. Que era tudo muito sem sentido, acordar ali do lado daquela pessoa que sim, era incrível, mas não pra ela. Você pode amar e admirar alguém e não querer estar ao seu lado. Acontece.

Mas o vazio que toma conta de nós após mudanças tão grandes pode nos fazer definhar. O medo do novo, a incerteza de decisões. Essa menina emagreceu dez quilos que ela definitivamente não estava precisando emagrecer. Disse que não quer voltar com o ex, mas sua rotina perdeu o sentido. Como voltar a viver normalmente depois de dez anos acordando ao lado da mesma pessoa? Eu estou num relacionamento há quase dois anos e meio e nem me lembro mais como era antes de conhecê-lo.

Vou contar um segredo pra vocês: tudo bem ficar triste. A gente aprende a viver aqui nessa existência. Ninguém nasce sabendo. A tristeza faz parte de todo ser humano. A insatisfação  constante  é o que te faz ter a força de vontade para seguir em frente, começar de novo, terminar um relacionamento de dez anos e buscar um novo amor. Se  demitir de um emprego e resolver ir viajar para o outro lado do mundo. Largar toda a sua profissão pra fazer uma coisa completamente diferente que você amou mas nunca fez.

Quando quiser desistir de tudo, desista. Mas desista apenas pra começar coisas novas. Eu sei, e sei muito bem, que a vida cansa demais. Que às vezes você acorda sem encontrar nenhum sentido em nada, sua rotina parece ridícula e você pensa “eu preciso fazer alguma coisa que vá mudar completamente a vida como eu conheço”.

O que eu tenho pra dizer é: faça essa coisa. Pense bem e a encontre. Se atire aos tubarões sem medo. Quem sabe você não acaba nadando com eles?

Quando a vida cansa, lembre-se que ela mesma é o melhor remédio.

Só depende de você.

Namoros perfeitos, exposição e como a felicidade dos outros é um veneno.

Outro dia recebi um comentário (de uma hater que eu até sei quem é, muito esperta #sóquenão) falando que eu fingia que meu relacionamento é perfeito mas esqueço de me falar sobre os problemas e as brigas. Claro que a pessoa foi muito mais pontual e agressiva, mas basicamente era isso.

Fiquei pensando nisso alguns dias pra chegar à conclusão óbvia: quem é que quer ficar falando dos maus momentos por aí?

 

Quando escolhi ter um blog há muito tempo atrás, muito antes de alguém ganhar dinheiro com isso, eu escolhi falar sobre o meu universo. Aqui, conto pra vocês sobre coisas que acontecem comigo – peças que eu vou, roupas que uso, filmes que assisto, bandas que descubro. É a minha vida e seja muita exposição ou não, é o que eu escolho mostrar.

A verdade é que eu acredito que todo relacionamento deva se basear nos momentos bons. Claro que, como todo casal, eu brigo com meu namorado. Eu sinto ciúmes, fico com raiva. E depois passa. Nós fazemos as pazes e nos entendemos porque amar é assim, morar junto não é bolinho e dividir sua vida com outra pessoa é algo que demanda muita paciência e compreensão. Não é fácil. Mas vale a pena porque é amor. E é justamente por ser um amor tão grande que continuamos sempre um ao lado do outro.

Não vou registrar, nem aqui nem no meu coração, qualquer coisa ruim que aconteça. Se você quer amar alguém de verdade e se sentir amada, recomendo que faça o mesmo. Guardar mágoa e espalhar ela por aí é um veneno muito forte. Você não perdoa o outro e não se perdoa também. E aí por estar sempre triste fica cega para as coisas boas – surpresas inesperadas, um beijo de bom dia, assistir filmes de mãos dadas.

Vivo momentos incríveis com a pessoa que amo e conto eles aqui. E é isso que desejo a todo mundo. Que dividam suas alegrias mesmo sabendo que tantas pessoas sentem inveja e ficam incomodadas com a felicidade dos outros. Quem se incomoda com a felicidade dos outros é porque passa muito pouco tempo indo atrás dos próprios momentos felizes. Se você tem tempo pra entrar no blog, instagram ou facebook de alguém pra fazer um comentário negativo (desde “seu namoro é uma bosta” até “seu cabelo era melhor antes porque assim está feio”) é porque talvez precise se focar mais em seus próprios objetivos.

Divida os momentos bons. Grite pro mundo que está amando. Beije na chuva como se ninguém estivesse reparando.

E as tristezas… ah, deixem elas pra lá :)

Hate mails e o Complexo de Carrie Bradshaw

Eu sabia que esse dia chegaria, só não sabia que seria agora e com um elogio. Recebi um hate mail depois de muito tempo. E adorei.

“dani cruz vc eh mto recalcada neh!! o que te da direito de falar sobre relacionamentos vc nao eh psicologa e fica falando como as pessoas devem se relacionar? pra mim isso é complexxo de carrie bredshaw, vc quer ser do sex and the city mas deve ser uma encalhada msm!!”

Não sei nem por onde começar a comentar essa mensagem incrível! Primeiro de tudo: acho incrível que alguém ainda tenha o tempo de criar um endereço de e-mail falso com o único intuito de ofender alguém. Segundo: porque hate mails nunca são bem escritos? Terceiro: muito obrigada por me comparar com Carrie Bradshaw, ela era minha favorita em Sex And The City e eu amo a série.

Esse e-mail não poderia vir em melhor hora porque estou lendo “Summer And The City”, um livro que conta a vida da Carrie quando ela tinha 18 anos e chegou em NY. Hater, você tem uma gramática péssima mas um ótimo timing. Fiquei pensando em tudo isso, sobre como gosto de falar sobre amor e relacionamentos e talvez isso seja sim inspirado em uma adolescência assistindo S&TC. A Carrie é meio idiota às vezes, mas ela compra sapatos de grife com o salário da coluna semanal. Como alguém pode achar que isso é ruim?

Eu nunca falei o que alguém deve ou não deve fazer e me sinto super no direito de divagar sobre os relacionamentos modernos porque sou uma grande fã desse assunto. Acho incrível como as coisas normalmente seguem um padrão. O que escrevo aqui é minha análise, minha opinião. O embasamento: a convivência com uma série de corações quebrados – o meu, os dos meus amigos, os corações que eu quebrei.

O amor não tem ciência.

500 dias com ele.

Quinhentos não é um número fácil, não. Ainda mais quando se divide o teto, a cama e as contas. Quinhentos é um número que vem carregado de muitas coisas que às vezes a gente não gostaria que estivessem lá, mas quando pára pra pensar vê que são todas elas que fazem com que a coisa seja real.

Quinhentos é um número que eu nunca antes na vida pensei que viveria pra ver.

Eu vejo minhas amigas constantemente frustradas por procurarem tanto e nunca encontrarem algo nem parecido com o que querem. Quando o encontrei, não estava mais procurando e nem fazia questão. Mas ele estava lá, me dando beijos de bom dia e dormindo tão abraçado que eu mal conseguia respirar.

Foram meses em cama de solteiro, até que veio a primeira cama de casal. Depois uma máquina de lavar, um espaço maior no armário, a feira de domingo, a mudança pra casa nova. Vieram brigas e também muitas noites fazendo as pazes no meio da madrugada. Dormir separado e acordar como se nunca mais fosse se desgrudar. Como se fôssemos um só.

Porque somos.

Amar não é fácil e nem dividir um teto. Como toda coisa real na vida, é uma fase cheia de provações. Mas aí você quer fugir, quer viajar, quer correr, se esconder… só que quando a pessoa olha nos teus olhos, quando te dá um beijo segurando seu rosto, quando respira no seu pescoço, tudo o que você quer fazer é ficar lá.

Meu bem, meu bem, é com você que eu quero passar mais cinco mil dias. Quero o peso destes cinco mil dias, cinco milhões, cinco bilhões e meio. Quero as dores, os sorrisos.

Eu quero você,

até a última gota,

porque te amo.

5 sinais de que sua amizade colorida virou palhaçada.

Como sempre, meus conselhos amorosos aqui pelo Mais Magenta surgem de conversa que tenho com minhas amigas e amigos. A questão da vez é a seguinte: como saber se a sua amizade colorida virou uma grande palhaçada? Tava aqui conversando com uma amiga nessa situação – a amizade colorida dura alguns meses e começou a parecer um namoro, o cara tem surtado com isso e ela está chateada.

Cada um sabe o que faz com seu corpo e não tem nada de errado em fazer sexo com uma pessoa que você não namora. Para alguns, a amizade com benefícios funciona muito bem. Mas quando esses benefícios começam a ficar meio nebulosos e a coisa toda traz mais dor de cabeça do que prazer, é hora de repensar esse não-relacionamento.

Nota: vou usar ”ele” e ”ela” como gênero nos exemplos abaixo simplesmente por uma questão de praticidade. Apesar de acreditar que algumas coisas acontecem mais com casais heteros – é toda uma outra dinâmica – os exemplos também servem para casais gays e lésbicos.

1) Ele sente ciúmes, mas você não pode sentir: quando os limites da amizade colorida começam a se perder esse é o primeiro fator. A outra pessoa sente ciúmes, não quer saber se você ficou com alguém e muito menos te ver com alguém. Ir numa festa com aquele prospect? Fora de cogitação se você descobre que seu amigo colorido estará lá. Porém, se você sente ciúmes, é recebida com acusações de ‘mas a gente nem tem nada’ e ‘você sempre soube que seria assim’. Típico.

2) Ele começa a aparecer com outras pessoas aonde você está: a amizade colorida vira quase uma competição. A outra pessoa fica com várias durante a noite na sua frente – e você não pode sentir nada, porque são só amigos. Talvez você nem sinta mesmo, mas obviamente a pessoa não pensa nisso.

3) As ligações começam a acontecer em horários absurdos: você está na sua casa dormindo cinco da manhã quando seu ‘amigo’ liga querendo te buscar. Obviamente ficou bêbado na balada e não conseguiu pegar outra pessoa. Só porque vocês são fucking friends não quer dizer que você precise ser estepe de bêbado.

4) Você deixa de ficar com outras pessoas porque gostaria de estar com ele: amiga, você cometeu o maior erro da história da amizade colorida: se apaixonou pelo sujeito! Não pode, não! A amizade colorida termina aí e é hora de conversar sobre o que vocês tem antes que você se machuque. O cara não quer evoluir pra algo melhor? CORRA! Não se prenda num relacionamento que nem existe. Um cara legal pode estar por aí em algum lugar e você nem está vendo porque um namoro invisível te cegou.

5) Ele te apresenta como namorada sem querer: não precisa de explicação. Chegou nesse ponto? Conversem sobre a relação. Ou vira alguma coisa de vez, ou termina tudo. Não tem como sair disso sem alguém estar machucado.

Pra ilustrar essa história toda, vá assistir Amizade Colorida (Friends With Benefits), com Justin Timberlake e Mila Kunis, nos cinemas. Pelo menos você vai poder rir dessa história toda:

Um ano, doze meses, 365 dias, 8760 horas com ele.

Não sei se eu já contei essa história aqui mas o meu primeiro beijo com o Chicó foi extremamente estranho.

Numa situação desconfortável – nós tínhamos acabado de começar a trabalhar juntos, estávamos no meio da rua a algumas quadras da agência, ele indo pro trem e eu indo pro ponto de ônibus. O sol estava se pondo, era horário de verão. A gente passou uns dez minutos discutindo se poderíamos ou não ficar, quando tínhamos decidido que talvez não fosse uam boa idéia ele me roubou um beijo.

Meu primeiro pensamento na hora: “Merda. Fodeu.” Escondi o rosto no peito dele – eu faço isso até hoje – e depois tentei ir embora. Mas ele me deu outro beijo e esse eu deixei, envergonhada. Foi bizarro e bonito, como todas as histórias legais de contar pros netos devem ser.

Nos doze meses seguintes, passamos por tanta coisa que nem sei dizer. Como todo casal, sempre tem alguém que não gosta de ver a gente feliz. Mas parece ser um consenso geral de que formamos um casal muito bonito, e isso me faz sorrir. No fim de todos os  dias ele sempre está lá na minha cama, na nossa casa, dormindo me esmagando como me esmagou naquele primeiro dia no meio da rua. A gente ri junto, faz comida, às vezes briga e faz as pazes. O beijo nunca deixou de ter um gostinho doce.

Não concordo com quem diz que o amor não deve doer. Se não dói pelo menos um pouquinho, não é amor. E se cabe dentro de você, também pode não ser. Meu amor não cabe em mim, não cabe na nossa casa, não cabe em São Paulo nem no universo inteiro. Às vezes me pego olhando pra ele e sorrindo com cara de idiota porque parece que vou explodir a qualquer momento e virar uma nuvem de confeitos coloridos em formato de coraçõezinhos.

Hoje faz um ano daquele beijo e depois dele nós nunca nos desgrudamos. Dividimos a mesma cama, as mesmas histórias, as memórias, o armário e a casa nova.

Meu bem, não existe texto no mundo que consiga descrever o que a gente tem. Eu só sei que hoje vou te beijar como beijo todos os dias, com a mão no seu rosto, fazendo carinho na sua barba. Vou dizer que te amo bem baixinho e vamos ficar com os narizes encaixado um no outro por alguns segundos. Você sabe, a gente sempre faz isso. E esse pequeno ato de carinho é maior que quatrocentos milhões de caracteres.

Essa vontade de chorar de alegria, de querer casar, de querer gritar… é amor. Sempre vai ser. Um ano e muito mais, Uma vida inteira de você.

12