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O Sonho de Greta (ou Porquê a gente cresce, mesmo?)

Semana passada eu fui na cabine de imprensa de um filme incrível. O Sonho de Greta é um filme dirigido pela australiana Rosemary Myers e fala com humor e surrealismo sobre aquele momento fatídico em que uma menina deixa de ser criança e se torna adolescente, no caminho pra ser mulher.

O filme é engraçado e tem vários momentos fofos, mas mescla perfeitamente com situações propositalmente desconfortáveis e tem metáforas fortíssimas sobre o processo de crescimento.

Crescer sendo menina é um saco. De uma hora pra outra nos tornamos seres sexuais e essa escolha não é nossa, e sim, dos outros. Nos começa a ser cobrado nos vestirmos como menina, usarmos vestido e maquiagem, pensarmos sobre garotos e namorados da forma mais heteronormativa possível. Eu lembro até hoje da minha mãe brigando comigo pra eu parar de usar mochila e começar a usar bolsa (spoiler: continuo amando mochila até hoje).

Nem sempre meninas estão preparadas pra essa cobrança toda, e nem acho que deveriam estar. O Sonho de Greta conta de uma maneira incrível a história de uma menina que não quer ter que lidar com essa fase, mas precisa. Deslocada na escola ela tem um melhor amigo estranho e uma família mais bizarra ainda que organiza uma festa de aniversário bombástica pra comemorar os quinze anos da garota. Aí ela se vê num mundo paralelo, em busca de um símbolo da sua infância, e precisando lidar com os monstros do mundo adulto.

A direção de arte, figurino e maquiagem me chamou muito a atenção também. O filme se passa nos anos 70 e o carinho com a ambientação é incrível.

sério, como lidar com esse cabelo?

A história vem de uma peça de teatro de mesmo nome (Girl Asleep, em inglês). Rosemary Myers dirigiu a peça nos palcos e a versão cinematográfica marca sua estreia como diretora nas telonas.

O Sonho de Greta estréia dia 20 de abril nos cinemas. O filme já levou alguns prêmios inclusive o Selo Magentinha de Aprovação Cultural (hahaha).

Ah, e eu reparo sempre se os filmes passam no teste de Bechdel (possui mulheres conversando sobre algum assunto que não seja relacionamentos) e esse é muito focado na força do feminino, logo, passa tranquilo!

Ou seja, recomendo. Vale a pena!