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WorldGroupHug

Não está fácil ter dates no resto do mundo (também)

Sair com alguém aqui é complicado. Quem nunca se meteu numa daquelas enrascadas? A pessoa não tem nada a ver, o assunto não rende… Isso quando não rolam algumas maluquices – gente que vai embora sem avisar, que simplesmente não aparece, que marca de te conhecer e aparece com a namorada (que você não foi avisada da existência).

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Andei pesquisando algumas curiosidades da arte de flertar ao redor do mundo e vi que a coisa pode estar muito pior por aí! Haha.

Olha só cada bizarrice:

Na Austria do século 19, era costume que as mulheres passassem fatias de maçã em suas axilas suadas após dançar. Se o cara estivesse realmente interessado, ele comeria sem hesitar. Se fosse hoje em dia, elas ficariam com maçãs sobrando (e axilas com cheirinho de fruta).

♥ Uma tradição na Escócia é que alguns dias antes do casamento os noivos sejam cobertos de várias coisas nojentas (lama, fezes, entre outros) e desfilem pela cidade. Dizem que se eles passarem por isso juntos, aguentam qualquer perrengue do casamento. Só esperamos que nada seja tão pior do que andar por aí coberto de cocô.

♥  Até hoje, famílias mais ricas e importantes do Japão confiam em pessoa contratadas para encontrar o par ideal. Sim, casamenteiras. É o Tinder analógico!

♥ No Camboja, os pais querem que as filhas encontrem o amor de suas vidas e tenham um casamento longo. Por isso, elas podem fazer quantos tests-drive estiverem afim, levando os boys pra curtir um romance em casa mesmo, até encontrarem um cara legal.

E aí, você já viveu alguma situação bizarra quando foi sair com alguém? E teve alguma que acabou valendo a pena depois? Pra mim, tudo é válido, se o after for incrível e cheio de carinho. Conta pra mim uma situação inusitada que depois você deu risada usando a hashtag #temqueserincrivel no Instagram. Quero ouvir as histórias de vocês!

 

pospatrocinado

leminski_destaque

Vai passar.

Quando eu estava há alguns dias sem dormir e sem comer foi que alguém tomou a coragem de olhar nos meus olhos e dizer pela primeira vez “Vai passar”. E eu não acreditava, porque parecia que nada jamais faria sentido novamente – era como se literalmente tivessem arrancado o chão dos meus pés e nada fizesse sentido. Pra onde eu iria? Como me divertiria? Como dormiria sozinha? E a maior dúvida de todas que latejava no meu peito: aonde eu ia morar?

Quando disseram que ia passar eu não acreditei porque aquela dor toda era física, era palpável, era sufocante. Não tinha outra coisa em minha mente em nenhum momento. Não tinha apetite nem vontade de trabalhar e dormir era um grande pesadelo – acordava de meia em meia hora procurando aquelas mãos apertando meus quadris e elas não estavam lá. A verdade é que elas nunca mais estariam lá, e essa realidade fazia voltar a sensação de que tudo o que eu havia tido um dia tinha ido embora. Eu não esperava que acontecesse, não naquele momento, não daquela forma. Mas como uma morte inesperada de alguém que se foi ainda jovem, assim acabou tudo o que eu havia planejado – nossos móveis, nossos filhos, nossas viagens.

Os dias passaram. Eles continuaram falando que ia passar. Que eu sou uma mulher forte, que reconstruiria minha vida da melhor forma, que é uma oportunidade de recomeçar e que nada acontece por acaso. Tudo isso entrava por um ouvido e saía por outro porque eu simplesmente não queria ouvir e nem acreditar. Queria fechar os olhos e tirar da minha cabeça e coração tudo aquilo. Eu queria voltar no tempo e fazer diferente.

Um dia eu acordei e doía menos. Tomei banho cantando como não fazia há muito tempo. Esse dia não doeu por três minutos e meio.

A falta ainda estava lá, é claro. A saudade me pegava de jeito na hora de voltar pra casa e encontrar a sala vazia, sabendo que a casa vai continuar sem mais ninguém além de mim e dos gatos. Quando eu sei que posso comprar qualquer coisa que quiser no mercado que ninguém vai reclamar. Quando percebo que ninguém vai me pedir pra levar chocolate branco e eu vou levar, mesmo odiando.

Quando eu percebia que dormiria sozinha, a falta ainda estava lá. Mas quando eu acordei sozinha sem o despertador de outra pessoa, tomo banho com a música no volume que bem entendo, saio de toalha molhando a casa toda rebolando uma música do Haim que estou viciada e ninguém vai me apressar, eu tive cada dia um pouco mais paixão pela minha nova vida.
Porque eu vou onde quiser.
Faço o que quiser.
Converso com quem quiser.
Fico com quem quiser.

Um dia eu vou ter reconstruído toda a minha vida sem o amor que eu pensei que fosse pra sempre. Quem sabe, um dia, um novo amor venha tomar conta de tudo e derrubar os muros que eu estou construindo inconscientemente, um tijolo por vez. Mas agora, eu vejo algo que não havia antes: um espaço pra tudo o que eu sinto por mim mesma – e são só coisas boas. A diferença entre este e os 2.560.920 segundos anteriores é que eu sei que vai passar. E que talvez já tenha passado. Porque eu nem lembrava mais que tinha escrito este post e deixado nos rascunhos.

Porque hoje eu estou feliz e leve. E nem lembrava mais como era isso.

O Leminski escreveu esses versos, e deve ter sido pra mim e pra você.

leminski

Esse post todo é pra dizer que um mês atrás eu pensava que era o fim. E que se você também está pensando que é o fim, saiba que não é. Você não me ouve agora, não quer ler, me acha uma idiota. Talvez tenha fechado essa janela há muito tempo. Mas saiba que vai passar por tudo isso, os estágios do seu luto, e às vezes demora alguns dias. Às vezes demora alguns meses. Pode ser que seja diferente para homens e mulheres. Mas o que é verdade é que sim, vai passar. E tudo vai ficar bem. Um dia você vai acordar com esperança de que a vida pode sim, ser boa. Vai doer menos até o dia em que não vai doer mais.

Segura minha mão.

Isso tudo vai passar.

byebye

“Meu ex roubou meus amigos!”

Estava pensando que fazia um tempo que não rolava um consultório sentimental por aqui quando recebo este email de uma leitora com o seguinte trecho:

“Depois que terminei com ele, não tenho mais pra onde sair! Ficamos muito tempo juntos e todos os nossos amigos são os mesmos… agora meus amigos só saem com ele, ou chamam ele pra todas as coisas tb. Sei que nao posso pedir pra eles escolherem, mas nao quero sair com ele pois preciso superar esse fim. O que eu faço?”

byebye

Eu já me vi mais ou menos nessa situação uma vez. Mas o problema nem era os amigos e sim os lugares. Namorei um cara que não era de São Paulo e se mudou no começo do nosso relacionamento. Apresentei meus lugares favoritos e ele começou a frequentar sempre. Quando terminamos, eu tive que abrir mão de ir no lugar pra não ter que encontra-lo. E foi isso.

O problema em casos como o da leitora (que pediu pra eu não divulgar seu nome) começa durante o relacionamento, mesmo. É muito bom ter amigos em comum, mas o casal precisa ter duas vidas separadas. Seus amigos podem ser amigos do seu namorado, mas você precisa ter amigos que vão escolher você. E ele precisa ter amigos que vão escolher ele. Por mais que a gente queira ser um só, não tem problema ser dois em alguns momentos da vida. É saudável!

Se você se pegou na mesma situação e está se sentindo completamente sozinha, o jeito é começar de novo. No meu caso a internet sempre ajudou muito na hora de fazer amigos. Além disso, você sempre tem outros universos dos quais o ex não faz parte: seu trabalho, faculdade…

Começar do zero pode ser muito bom pra quem acabou de passar por um término traumático. Pense pelo lado bom: não vai ter muita coisa que te faça lembrar dele.

(Se estiver difícil, volte uns anos atrás no post sobre a Oficina do Desapego que eu fiz por aqui)

Voltar com o(a) ex. Será que dá certo?

Recebi um e-mail de uma leitora que pediu pra eu falar sobre voltar com ex-namorado, relacionamentos que terminam e voltam, quando vale a pena voltar.

Eu acho isso muito delicado e varia de acordo com cada relacionamento. Então vou falar com base nas minhas experiências pessoais – e nas das pessoas próximas a mim:

Eu acho que se terminou é porque não estava dando certo. E é muito difícil mudar suas atitudes pra que dê certo mais uma vez. Às vezes (nunca aconteceu comigo) os namoros terminam por outros motivos – distância, falta de tempo… esses fatores não dependem da personalidade ou atitude de ninguém, são apenas circunstâncias e obstáculos que precisavam ser vencidos. Nesse caso, se há disposição e ainda há amor, acho que super vale a pena mais uma tentativa.

MAISMAGENTA_TEDVICTORIA

Ted e Victoria de How I Met Your Mother – torci por eles nas duas vezes que não deu certo…

Acontece que não é esse o cenário da maioria dos términos, certo? A gente termina porque briga demais, porque não gosta de alguma coisa na outra pessoa, porque suas atitudes nos fazem infelizes, porque acabou o amor ou o tesão. E se algo incomodava tanto antes, porque voltar pra essa situação?  Nesse caso, você precisa ponderar se vale a pena passar por todos os perrengues que passava antes.

Vejo acontecer muito casais voltando a namorar porque não gostam de ficar sozinhos. E isso não costuma dar certo porque você volta pra uma relação que te fazia infeliz e fecha totalmente os caminhos pra conhecer gente nova que pode te proporcionar um namoro muito bom. E aí, se acabar de novo, você vai sofrer tudo o que já sofreu da primeira vez.

Eu sempre parti do princípio que, se acabou, não era pra ser. A gente nunca pode ficar esperando que a outra pessoa descubra de repente que te ama e vai te tratar como uma princesa/príncipe. Posso parecer uma realista sem coração, mas nunca é bom esperar algo de outra pessoa pra não se decepcionar. É melhor sempre se surpreender com coisas boas do que se frustrar quando o que você espera não acontece, né?

Enquanto isso, porque em vez de gastar suas energias com um namoro que já te trouxe dor, você não se foca em si mesma? Já postei aqui há muito tempo atrás os sete passos da Oficina do Desapego pra você dar a volta por cima e superar. Um reboot na auto-estima pra poder conhecer gente nova e se valorizar! Amor próprio é a chave de tudo na vida, e nesse caso não poderia ser diferente!

No fim, cada amor é um amor e só você sabe o que é melhor.

O que vocês acham? Já foram felizes num relacionamento “reciclado”? Figurinha repetida completa álbum? Contem pra mim nos comentários! :)

Namoro: predadores existem, sim.

Hoje vou falar de um assunto pesado, mas espero que toque alguém. Às vezes tem uma pessoa perdida por aí que pode se identificar, que nunca teve coragem de conversar sobre isso com um amigo ou parente.

Estava assistindo um programa na televisão chamado “Com quem $#@% me casei?”, que conta a história de pessoas que depois de se casarem descobriram que a pessoa tinha problemas muito sérios. Fiquei analisando meus relacionamentos passados, e pensando em algumas histórias que me contaram recentemente.

A gente acha que isso é coisa de filme ou novela, mas predadores existem, sim. Eu tive uma pessoa assim em minha vida e a melhor coisa que me aconteceu foi o namoro ter acabado. Você pode ter se relacionado com um e não ter nem reparado. Não importa se é homem, mulher…

Predadores são sedutores. Não precisam ser as pessoas mais bonitas do ambiente, mas vão te conquistar. Você conversa com o cara e ele parece ser super inteligente, namorou meninas bonitas, tem algum talento. Quando você vê, se apaixonou. Ele te trata bem, até ter certeza de que você não vai embora.

Predadores vão te colocar pra baixo e acabar com sua auto-estima. Eu ouvi coisas absurdas como “se a gente terminar, ninguém vai querer namorar com você, você vai ficar sozinha pra sempre”. A pessoa faz você acreditar que é burra, que é feia, que não é boa o suficiente. E isso é uma merda, porque é exatamente isso que eles querem. Esse tipo de gente se aproveita de pessoas que estão ou são frágeis. Como auto-estima nunca foi meu forte, eu atraía esses tipos a torto e a direito.

Predadores vão te trair, sim, simplesmente porque eles não dão a mínima. E como são sociopatas sem o menor tato, podem mentir descaradamente sem nenhum sinal de remorso. Ou pior, falar na sua cara que realmente te traíram e não estão se importando com isso. Eles podem se tornar violentos fisicamente, além do abuso emocional. Além de exaustivo, é perigoso. E você sente medo.

Muitas vezes, depois que você termina o relacionamento, eles continuam vindo atrás como se nada tivesse acontecido. Fazem de tudo pra você continuar sofrendo e não suportam a ideia de que você tenha seguido em frente.

Esse não é meu ex-namorado, mas poderia ser.

Esse não é meu ex-namorado, mas poderia ser.

Estou escrevendo esse post porque às vezes, como foi meu caso, a gente nem se liga de que está num relacionamento assim. Hoje eu namoro com alguém que me acha linda e fala isso não só pra mim como pra outras pessoas. Que me dá carinho, diz que me ama. E aí você vê a diferença e percebe que aquilo não era um relacionamento decente. Eu tenho um amigo que namorava uma menina assim e só percebeu depois de três anos. Um dia ele acordou e viu a tudo que tinha se submetido. Pegou as coisas e foi embora.

O que eu aprendi é que a gente nunca deve se contentar com pouco. Nunca ninguém pode te dizer que você não é boa o suficiente e precisa dar graças a Deus por ter alguém mesmo que essa pessoa não seja boa pra você. Eu já vi muitas pessoas nesse tipo de relacionamento e me corta o coração.

Você pode SIM, terminar a hora que bem entender. Ficar sozinha não é tão ruim quanto parece. Dê espaço para aparecer o amor de verdade e pra aprender a se amar antes de tudo.
E entenda: amor passa.

Principalmente quando você vê a furada em que se meteu!

PS: Se você acha que precisa de ajuda pra sair dessa, em São Paulo existe um grupo de apoio chamado Mulheres Que Amam Demais Anônimas. Você também pode procurar a ajuda de um psicólogo pra entender e buscar forças pra sair de uma situação de abuso. Em caso de abuso físico, SEMPRE denuncie e procure a polícia. Terminar não é o suficiente – ele pode agredir outras mulheres depois de você! Se você quiser, me escreva um email, minha caixa de entrada está aberta pra vocês.

Eu aqui e meu amor do lado de lá…

Quem nunca amou à distância que atire a primeira pedra. Quem, da nossa geração, não teve um amor platônico que conheceu na internet e morava em outro estado. Quem não teve amor indo fazer intercâmbio, mudando de cidade pra trabalhar. Quem não foi embora do interior e deixou lá uma grande paixão. Quem não conheceu a menina linda em Pinheiros, mas você mora no Jardim Aeroporto e ela mora lá em Pirituba. Quem nunca?

Eu acho que pro amor à distância dar certo ele precisa, primeiro, ser amor de verdade. Porque a paixão vai embora nos primeiros meses de dificuldade. Um fim de semana inteiro trancado juntos no quarto e os outros quatro seguintes trancados sozinhos chorando no banheiro de saudade. Não poder fazer planos de ir ao cinema depois do trabalho, assistir TV sozinha no fim do domingo. Porque essas coisas, quando se está solteira, a gente se acostuma. Uma hora aparece alguém. Mas quando existe um objeto amoroso que está num lugar completamente diferente, mas está lá… aí é que dói.

Então se sobrevive à distância, se o amor é maior que a saudade, se a vontade de estar junto é maior que a vontade de sair pegando geral por aí, então vai dar certo. Pode apostar. Mas em nenhuma hipótese deixe que o amor doa mais vezes do que te faz sorrir. Não deixe também que a espera seja eterna – ninguém quer estar com alguém que NUNCA vai poder estar junto no mesmo estado, pelo menos.

Não perca a vontade de sonhar.

Pra um amor de longe dar certo, tem que ser amor.

Sobre a expectativa do amor e aonde ele está.

É difícil falar sobre amor enquanto estou sentada no trabalho de frente pra uma janela sem cortina com o sol batendo na minha cara, mas achei que essa é uma metáfora muito boa pro sentimento – essa coisa que deixa a gente não cego, mas apertando os olhos e mesmo assim sem conseguir enxergar direito. É a primeira vez na semana que consigo fazer uma metáfora sobre o amor ou paixão que não tivesse um duplo sentido embutido sem querer querendo, e hoje já é quinta-feira. A verdade é que o amor é tão incompreensível, essa coisa de se apaixonar e tal, que é melhor fazer piada porque falar sério traz uma atmosfera pesada e escura à uma coisa que deveria ser colorida e leve.

Deveria ser. E é por isso que eu escrevo. Porque quero conhecer o anjo que lidera a fila da expectativa no nosso processo de criação pra encher a cara dele de porrada. A gente passa metade da vida – normalmente a infância e adolescência, e só – acreditando que o amor é uma coisa muito louca, que vai aparecer de repente, que vai tirar o nosso ar, que será inevitável. Que nosso amor será nosso melhor amigo, que o beijo vai ser incrível, que a gente vai gozar todas as vezes que transar, e que vamos transar todos os dias pelo resto da vida – pelo menos até a menopausa chegar. Que as pessoas serão como a gente, querendo as mesmas coisas, com os mesmos objetivos. E não quero soar uma realista filha de uma puta destruidora de sonhos, mas preciso contar uma coisa pra vocês:

O amor não é assim.

A gente aprende a amar porque é assim que tem que ser. Toda aquela coisa louca é paixão. E nunca vai ser perfeito porque não existem dois seres humanos iguais no mundo – então sempre vai ser irritante quando a pessoa amada não concorda com você em pintar a parede de azul porque gosta mais de roxo. Às vezes, com muita sorte, você encontra um outro ser humano complementar que vai te ensinar muita coisa na vida e absorver tudo o que você tem pra ensinar. Quando esses dois seres humanos perfeitamente complementares tem muita paciência e uma visão de vida parecida, um amor muito bonito acontece e casais ficam juntos até ficarem bem velhinhos andando de mãos dadas na praça aos domingos.

Só que isso é raro. Porque somos todos únicos. E porque passamos a vida inteira pensando no quanto a grama do vizinho é mais verde. Ontem um amigo perguntou no twitter porque pensamos assim e eu respondi “porque sempre avistamos a grama do vizinho a uma distância segura, e assim não conseguimos ver que o jardim dele está tão estragado quanto o nosso”.

De perto ninguém se ama o suficiente. Sempre falta alguma coisa. Sempre podia ser melhor.

Amor só funciona quando a gente quer ser melhor. Deixar o ego de lado, todas aquelas coisas muito nossas, pra deixar ser um pouquinho do outro. Esquecer as vaidades pra deixar alguém entrar no seu corpo e no seu coração. Fazer parte de você e da sua vida. Amar é deixar de ser um pouquinho a gente pra ser outra pessoa.

E é por isso que amor é algo tão raro.

Amar é difícil.

E mais difícil ainda é deixar alguém amar você.

 

500 dias com ele.

Quinhentos não é um número fácil, não. Ainda mais quando se divide o teto, a cama e as contas. Quinhentos é um número que vem carregado de muitas coisas que às vezes a gente não gostaria que estivessem lá, mas quando pára pra pensar vê que são todas elas que fazem com que a coisa seja real.

Quinhentos é um número que eu nunca antes na vida pensei que viveria pra ver.

Eu vejo minhas amigas constantemente frustradas por procurarem tanto e nunca encontrarem algo nem parecido com o que querem. Quando o encontrei, não estava mais procurando e nem fazia questão. Mas ele estava lá, me dando beijos de bom dia e dormindo tão abraçado que eu mal conseguia respirar.

Foram meses em cama de solteiro, até que veio a primeira cama de casal. Depois uma máquina de lavar, um espaço maior no armário, a feira de domingo, a mudança pra casa nova. Vieram brigas e também muitas noites fazendo as pazes no meio da madrugada. Dormir separado e acordar como se nunca mais fosse se desgrudar. Como se fôssemos um só.

Porque somos.

Amar não é fácil e nem dividir um teto. Como toda coisa real na vida, é uma fase cheia de provações. Mas aí você quer fugir, quer viajar, quer correr, se esconder… só que quando a pessoa olha nos teus olhos, quando te dá um beijo segurando seu rosto, quando respira no seu pescoço, tudo o que você quer fazer é ficar lá.

Meu bem, meu bem, é com você que eu quero passar mais cinco mil dias. Quero o peso destes cinco mil dias, cinco milhões, cinco bilhões e meio. Quero as dores, os sorrisos.

Eu quero você,

até a última gota,

porque te amo.

Como se livrar de um bully sentimental.

Fico triste quando vejo pessoas sofrendo por namoros que terminaram ou que são completamente destrutivos. já passei por isso anos atrás e, infelizmente, não foi uma vez só. Não é todo mundo que tem a sorte de achar um Chicó na vida. Tive conversas sobre isso com QUATRO pessoas diferentes esse fim de semana e, por isso, resolvi fazer um post.

O que eu sei e posso dizer é que seguir em frente é uma atitude que só depende de você. Não adianta suas amigas te apresentarem pessoas novas, sua mãe fazer seu bolo favorito, seu amigo gay te levar pra comprar roupas: nada vai melhorar enquanto você continuar deixando a pessoa que te machuca fazer parte da sua vida. Nem sempre isso diz respeito à um(a) ex. Pode ser um amigo ou amiga, um atual, uma pessoa do trabalho. Assédio moral pode vir de todas as partes.

Infelizmente nesse tipo de situação qualquer atitude piora tudo. Brigar, discutir ou tentar conversar nem sempre adianta alguma coisa, principalmente se você está lidando com um típico bully. Algumas pessoas realmente gostam de ver outra sofrendo e é um absurdo que alguém possa ser assim, mas essas pessoas existem de verdade e passei anos tendo o azar de tê-las cruzando meu caminho.

A única coisa que você pode fazer é viver sua vida. Ignore e-mails, mensagens. Não se defenda de coisas que não fez. Diga o que pensa uma vez só e não fique o tempo todo desviando de pedras. As pessoas cansam de serem ignoradas em algum momento. No começo, ficarão putas porque não vão conseguir admitir que você seguiu em frente e está feliz. E, talvez, isso nem seja a realidade, mas você precisa acreditar que é e querer isso. Eventualmente a pessoa começará a focar-se em sua própria vida. Isso pode levar dias, ou meses, mas você precisa ser forte e aguentar o tempo que for.

Por isso, passo pra vocês o conselho que dei pra uma amiga: olhe no espelho amanhã de manhã e fale pra si “a partir de hoje não vou deixar isso me machucar” e foque todas as tuas atitudes nisso. Ninguém fica bem sem realmente querer e a tristeza pode realmente ser algo viciante. Você se vê num ciclo vicioso de violência sentimental e é difícil sair disso.

Força de vontade e amor próprio. É só disso que você precisa.

PS: O gif da Claudia Leitte não tem nada a ver com o assunto. Foi só pra descontrair.

Ainda dá tempo de desencalhar pro dia dos namorados.

Gente, não tô sendo sacana, juro. Ainda faltam dois dias pro dia dos namorados! Talvez você não arrume um relacionamento sério até lá, mas dá pra arrumar um cobertor de orelha pra passar o domingo fazendo sexo, pelo menos, no melhor naipe ‘fuck-the-pain-away’.

Então tá rolando um site pra você usar suas últimas forças e fazer uma simpatia pro Santo Antônio, quem sabe com a benção dele você não arruma um nego bom? Entra no www.desencalheme.com.br e acha lá uma simpatia incrível. A melhor até agora foi “Apareça nua e com cerveja gelada”. Eu tenho certeza que essa funciona.

Mas se o seu namoro atual tá mais pra lá do que pra cá, é no www.liberteme.com.br que a galera te ensina a se livrar do encosto e jogar a oferenda de volta pro mar, fazendo uma simpatia pro Seu Antônimo! Hahaha. E gente, o Seu Antônimo do site é A CARA de um tio meu que é o maior falcatrua de todos os tempos. Justamente por causa disso que tô acreditando que funciona.

Tio, o senhor por aqui?

 

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