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BIFOBIATHUMB

Bifobia é uma coisa que existe (e é um saco)

Eu já tentei gravar esse vídeo algumas vezes, mas sempre parece que falta alguma coisa. Dessa vez me convenci de que sempre vai faltar contar daquela vez que alguém falou aquilo. Essa semana eu recebi uma mensagem super mal educada de uma menina que estava frustrada por descobrir que eu namoro um homem, e foi aí que acabou minha paciência com esse assunto.

É hora de falar de bifobia.

Se você não sabe o que é, clica aí pra assistir!

Se você ainda não assina o canal, vai lá assinar clicando aqui !

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Game: Life is Strange vai te fazer chorar (ou não)

No último fim de semana foi feriado e eu montei um bunker. Mal saí de casa. Tinha comida, cerveja e meus gatos. Eu fiquei com os olhos doendo porque não tem cortina na minha sala e ficar lá de dia é tenso pra quem tem fotos-sensibilidade. Tudo isso porque eu não consegui parar de jogar Life Is Strange.

Eu já tinha lido algumas coisas sobre o jogo, mas baixei a demo pois havia uma promoção pelo passe de temporada na loja do XBox. O passe de temporada funciona para jogos lançados por capítulos (o jogo de The Walking Dead também é assim) – você paga um valor promocional e pode ir baixando os episódios conforme eles são lançados. Como todos os cinco episódios de Life Is Strange já foram lançados entre agosto e outubro, pude baixar tudo de uma vez por R$30!

Você joga na pele de Max, uma jovem adulta que volta para a cidade onde cresceu para estudarfotografia e ter aula com um professor magya. Quando isso acontece, ela começa a ter visões e promonições e descobrir que tem o poder de voltar no tempo e alterar o seu próprio destino. Max e sua amiga Chloe acabam se envolvendo numa investigação de um crime e a coisa fica treta.

É um jogo de drama, e o destino muda de acordo com as escolhas do jogador. Por isso, o que mais importa é a história e não suas ações – Max pode fazer poucas coisas além de andar e selecionar, observar e pegar algumas coisas. O que você escolhe nas opções de diálogos é o que define o rumo do jogo, na maior parte das vezes.

A história parece um filme indie. Fala de amizade, de consequências das nossas escolhas, de bullying e SIM, de amor LGBT, mas de uma forma super sutil. A galera shippou tanto Max e Chloe que tem todo um fandom delas na internet com direito a cosplay e muita fanart – das mais lindas às mais bizarras. Mas meio impossível não se apaixonar um pouco por esse possível casal:

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Eu fiquei super emocionada, tanto com o roteiro quanto com os cenários do jogo. Chorei umas duas vezes, sofri super junto com a Max – principalmente no último episódio, que foi o que eu achei mais difícil de jogar – e a trilha sonora é incrível, com Alt-J, José Gonzalez, Bright Eyes, Foals… Você pode, inclusive, ouvi-la nessa playlist aqui:

O jogo está disponível para Xbox 360, Xbox One, PS3, PS4 e no Steam (só para PC, sorry maclovers). Mais informações no site oficial.

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Cinco filmes pra ver no Festival Mix Brasil

Hoje começa o 23º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade, com uma programação incrível. Todo ano eu tento assistir alguns filmes, pelo menos, e hoje vim contar pra vocês quais estou afim de ver na edição desse ano.
Se você celebra e apoia a cultura LGBTQX (eu sinceramente não sei mais como usar essa sigla), tente mesmo ver algo da programação. As vezes a gente perde essas oportunidades e é UM PARTO achar esses filmes pra assistir depois!

O Festival ainda tem uma programação extensa além do cinema, que envolve música, artes plásticas, teatro, e a conferência [SSEX BBOX], que planeja, segundo o site, “criar espaços, físicos e virtuais, que democratizem o acesso à informação, estimulem um diálogo aberto, que permitam que as pessoas descubram mais sobre si mesmas e seus desejos.”.

Califórnia
Primeiro longa dirigido por Marina Person, tem Caio Blat no elenco e conta a história de Estela, uma adolescente nos anos 80 que está se programando pra visitar o tio na Califórnia, quando a viagem é cancelada pois ele precisa voltar para o Brasil e reaparece doente.

Tupiniqueens
É um documentário brasileiro que retrata a cena drag paulistana – e conta com minha mamãe Malonna (lembram da minha transformação no A Coisa Toda?) e outras maravilhosas brasileiríssimas como Amanda Sparks, Gloria Groove, Ikaro Kadoshi, Lorelay Fox, Marcia Pantera, Penelopy Jean, Samantha Banks e Tiffany Bradshaw. Também aparecem as ex-participantes de Ru Paul´s Drag Race que fizeram shows por aqui: Adore Delano, Alaska Thunderfuck 5000, Latrice Royale, Milk, Raja e Shangela.

Mas vamos lembrar que antes de achar incríveis as drags gringas a gente tem que amar as nossas tupiniqueens, sim?

Bem-Vinda a Esta Casa
A cineasta Barbara Hammer é responsável por este documentário sobre a vida da poetisa Elizabeth Bishop, e retrata, inclusive, sua relação com Lota de Macedo Soares – que inspirou o filme Flores Raras.

Yorimatã
Conta a história de Luhli e Lucina, duas mulheres que no auge dos anos 70 viviam um relacionamento com um homem,  o fotógrafo Luiz Fernando Borges da Fonseca, que registra a vida do trisal. Juntas, as duas compuseram mais de 800 músicas e negaram gravadoras. Tudo pela liberdade e criação artística, indo além do seu tempo e contra as regras da sociedade na época.

Dora ou As Neuroses de Nossos Pais
O filme suiço-alemão conta a história de Dora, que após uma vida de tratamentos psiquiátricos, teve a medicação suspensa por sua mãe ao completar 18 anos. Isso faz com que ela comece a descobrir a vida, sua sensualidade e o sexo.

Depois eu conto aqui o que achei dos filmes que conseguir assistir. Você pode conferir os horários, cinemas e o restante da programação no site do Festival!

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O que é GAYDAR?

AHÁ CÊS ACHARAM QUE EU TINHA MORRIDO NÉ? Mas é claro que não!

Quase, mas não!

Gente, no vídeo de hoje vocês vão conhecer uma das pessoas mais especiais DO MUNDO pra mim. O Oliver é meu amigo há um zilhão de anos, uma das pessoas que eu mais amo do universo. Umas semanas atrás ele veio aqui em casa e a gente gravou um vídeo falando sobre GAYDAR! Sabe aquele “radar”, o feeling pra saber se alguém é gay ou não? Tem muita polêmica sobre isso. Será que gaydar existe? A gente conversou sobre isso e o resultado ficou hilário.

Também falamos sobre nossa adolescência gay no interior, sair do armário, e sobre como o Oli está me devendo 50 reais.

Assiste aí!

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#GayIsOk, a campanha pró-LGBT da Lush

Ontem recebi em casa um sabonete muito lindo pra divulgar a campanha #GayIsOk, da Lush. Eles me pediram pra ajudar a divulgar a causa e eu fiquei super feliz em participar!

#GayIsOk é a campanha mundial pró direitos LGBT lançada pela marca de cosméticos naturais, junto com a organização All Out, e tem como meta arrecadar £250 mil (aproximadamente R$1,25 milhões) para serem doadas a grupos de conscientização LGBT ao redor do mundo.

Aqui no Brasil não é proibido ser gay, lésbica, bi ou transgênero, mas não temos direitos iguais em muitos quesitos e ainda sofremos muito com homofobia. Várias pessoas sofrem preconceito, violência e perdem suas vidas diariamente.

Como disse no vídeo isso não é um publi. Estou divulgando porque É IMPORTANTE, SIM! Assiste o vídeo pra saber mais:

O sabonete custa R$17,50 e você pode comprar pelo site ou em uma das lojas da marca!

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O que é…. bissexualidade

Voltei com os vídeos de “O que é…” com um muito tema muito especial: bissexualidade.
Ontem foi o Dia Contra a Homofobia e nada mais justo do que falar sobre minha orientação sexual. Nós sofremos muito preconceito, tanto de pessoas hetero quanto de pessoas homo, e eu achei que era uma ótima oportunidade pra explicar algumas coisas e contar a minha história! Falei sobre como eu “descobri” que sou bi, como foi sair do armário pra minha família, fidelidade, etc :)

O vídeo ficou um pouco longo, e mesmo assim não deu pra falar tudo o que eu queria ter falado…

Preconceito é falta de informação, gente! Vamos abrir o coração e a cabeça pra compreender que somos todos diferentes uns dos outros?

:)

Mixtape #8 – Pride Week

Estamos na semana do Orgulho LGBT 2013! A cidade de São Paulo tem uma programação intensa que termina com a Parada Gay no domingo. E não estou falando só de festa não: tem a feira cultural no centro, a Diversity Run, Gay Day no Hopi Hari e até a “Closet Parade”, que leva armários customizados para as ruas ;P

Estou animadíssima esse ano e por mais que nenhum amigo meu vá estar aqui no feriado, estou louca pra bater cabelo em alguma festinha! Quem me acompanha?

Pra esquentar preparei uma mixtape especial e coloridíssima <3 Just between us girls: dá o play, bee!

#8 – Pride Week from daniellecruz on 8tracks Radio.

Obrigada a todos os amigos queridos do Facebook que deram sugestões!

Clique aqui pra ir no meu perfil no 8tracks e ouvir todas as minhas mixtapes. Pra acompanhar essa tag e ver todos os posts da série 52 mixtapes, clique aqui!

 

não escolhi nascer dani – o fiasco do mackenzie homofóbico.

Eu estudei no Senac e criamos, logo no começo do meu curso (lá pelos idos de 2005) a comunidade no Orkut “Senac é mais… diversidade!”, uma brincadeira com o slogan que a faculdade usava na época. Por ter cursos relacionados a artes e comunicação, havia uma comunidade LGBT considerável e ser gay nunca foi uma questão lá. Professores gays, coordenadores gays, e tudo bem. Sua orientação sexual não importava ali naquele ambiente. Não deveria importar em ambiente nenhum.

Pessoas são pessoas e não importa com quem elas gostam de fazer sexo.

Quanto a mim, não escolhi nascer Dani. Nasci assim, fruto da sementinha que papai colocou na barriga da mamãe. Eu amo quem eu amo, e isso não deveria fazer diferença pra ninguém. Nem pros meus amigos, nem pra minha família e muito menos pra minha faculdade.

Pra quem não está entendendo o gancho do post, hoje o Mackenzie se declarou contra a lei que caracteriza homofobia um crime (veja a declaração e leia a matéria aqui no blog da folha). Citando salmos da bíblia a Universidade afirma que o direito de expressão será tolhido se essa lei for aprovada.
Eu, realmente, não sei o que dizer sobre isso. Fico triste pelos alunos da instituição de ensino CABEÇUDA que é o Mackenzie. Fico triste por saber que uma instituição que deveria passar conhecimento aos jovens se preocupa em plantar a semente do preconceito.

Ninguém escolhe ser gay, e eu já falei sobre isso nesse post aqui. É muito mais difícil ser algo que não é aceito por todo mundo. É muito mais difícil saber que a sua forma de amar não é compreendida de todas as formas. Não é minha escolha, não é minha opção, nós NASCEMOS assim e provavelmente vamos morrer assim. Sinto muito, senhor reverendo nicodemus whatevers, mas os seus alunos vão continuar sendo gays não importa o que a tua bíblia tenha dito.

Da mesma forma que ninguém escolhe nascer negro, japonês, gordo. Nós nascemos do jeito que nascemos e qualquer tipo de discriminação deve SIM ser considerado crime. NÃO É LIBERDADE DE EXPRESSÃO ter o direito de ofender ou agredir outro ser humano por qualquer que seja o motivo.

Que vergonha, Mackenzie. Que vergonha.