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TWINSTERS: as gêmeas perdidas que se encontraram na internet!

Fiquei boquiaberta quando vi essa história:

Um belo dia a francesa Anais estava navegando pela internet quando seus amigos mandaram o link de um vídeo no YouTube. Uma atriz americana era igualzinha a ela. Pareciam nascidas da mesma mãe. Intrigadíssima, começou a stalkear e encontrou informações tensas sobre sua cópia: ambas tinham nascido na Coréia do Sul no dia 19 de novembro de 1987 e adotadas pouco tempo depois. Anäis tinha certeza que Samantha era sua irmã gêmea biológica e entrou em contato com ela por Twitter e Facebook.

Quando Samantha viu a solicitação de amizade, achou que era alguém usando fotos dela mesma pra um perfil fake. Então percebeu que era outra pessoa, com uma vida completamente diferente, em outro país!

Anäis foi adotada por um casal de franceses que a criaram como filha única e hoje estuda Moda em Londres. Samantha foi adotada por um casal americano de New Jersey, tem outros dois irmãos e é atriz vivendo em Los Angeles. As irmãs perdidas estão com um projeto de crowdfunding! Elas querem se encontrar e filmar um documentário sobre o encontro.

twinsters

Que história surreal né? As Irmãs já passaram quase quinze mil dólares da meta inicial. O dinheiro será usado pra cobrir testes de DNA, a viagem a produção e edição da filmagem. Tá aí um documentário que eu quero ver!

O período de colaboração acabou hoje, mas se você quiser ler mais sobre a história da Anäis e Samantha visite o projeto delas no Kickstarter!

 

revolução silenciosa.

quando eu era adolescente eu vim lá do interior pra um protesto na avenida paulista. tinha bastante gente, talvez mais de mil pessoas devidamente preparadas com bandanas cobrindo o rosto pra aliviar os efeitos de bombas de gás lacrimogêneo e algumas camadas de moletom pra que o cacetete da polícia montada doesse menos. mas, por incrível que pareça, era um protesto pacífico – ao menos da nossa parte. não começamos brigas, não vandalizamos nada, apenas carregávamos cartazes e gritávamos nossos direitos. apanhar da polícia que tentava dispersar aquele ‘bando de moleques revoltados’, como lembro de ouvir um policial dizer, parecia um preço bem barato a se pagar perto da alegria que era saber que em algum lugar do mundo nosso grito estava sendo ouvido. talvez nossas reivindicações nunca fossem atendidas, e obviamente não foram, mas com certeza alguém ouviu e aquilo bastava. essa cena aconteceu há dez anos atrás.

Essa sou eu, dez anos atrás.

hoje eu estava pensando nesse dia, e nos tantos dias parecidos de anos atrás, enquanto lia o twitter no ônibus e via várias pessoas da minha timeline reclamando do trânsito e da violência em São Paulo. não consegui decidir se o tom era de revolta ou desabafo. talvez o twitter seja o amigo que nós não temos mais simplesmente por não termos tempo, ou por passarmos tanto tempo apegados a gadgets com internet 3G que esquecemos de olhar para as pessoas. hoje, colocar o nome de uma banda nos trending topics é mais importante do que comprar seus cds (se é que alguém ainda faz isso) ou comprar uma passagem para ir até outra cidade – e porque não outro país? um amigo já foi pros EUA só pra acompanhar o NOFX – só para ver o show de perto. hoje reclamar do trânsito e das enchentes em são paulo pelo twitter é a maior esperança que temos – e o maior passo que damos – de que nosso apelo seja ouvido e alguém faça alguma coisa pra aliviar esse caos.

mas nós sabemos no fundo que não seremos ouvidos. e nossa revolução silenciosa é mais a necessidade de compartilhar a dor e o stress de cada dia, do ombro amigo virtual que nunca vai estar lá. a necessidade de ouvir, no eco de nosso ego, nossa própria voz sendo ignorada – e ver as coisas piorarem a cada dia sem nenhum sinal de melhora.

ah, e falando nisso, me segue no twitter. quem sabe a gente não se reconhece por aí, presos no trânsito dentro de um Terminal Bandeira lotado em plena marginal, pra reclamarmos juntos – e ao vivo – das coisas que vão continuar iguais?