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byebye

“Meu ex roubou meus amigos!”

Estava pensando que fazia um tempo que não rolava um consultório sentimental por aqui quando recebo este email de uma leitora com o seguinte trecho:

“Depois que terminei com ele, não tenho mais pra onde sair! Ficamos muito tempo juntos e todos os nossos amigos são os mesmos… agora meus amigos só saem com ele, ou chamam ele pra todas as coisas tb. Sei que nao posso pedir pra eles escolherem, mas nao quero sair com ele pois preciso superar esse fim. O que eu faço?”

byebye

Eu já me vi mais ou menos nessa situação uma vez. Mas o problema nem era os amigos e sim os lugares. Namorei um cara que não era de São Paulo e se mudou no começo do nosso relacionamento. Apresentei meus lugares favoritos e ele começou a frequentar sempre. Quando terminamos, eu tive que abrir mão de ir no lugar pra não ter que encontra-lo. E foi isso.

O problema em casos como o da leitora (que pediu pra eu não divulgar seu nome) começa durante o relacionamento, mesmo. É muito bom ter amigos em comum, mas o casal precisa ter duas vidas separadas. Seus amigos podem ser amigos do seu namorado, mas você precisa ter amigos que vão escolher você. E ele precisa ter amigos que vão escolher ele. Por mais que a gente queira ser um só, não tem problema ser dois em alguns momentos da vida. É saudável!

Se você se pegou na mesma situação e está se sentindo completamente sozinha, o jeito é começar de novo. No meu caso a internet sempre ajudou muito na hora de fazer amigos. Além disso, você sempre tem outros universos dos quais o ex não faz parte: seu trabalho, faculdade…

Começar do zero pode ser muito bom pra quem acabou de passar por um término traumático. Pense pelo lado bom: não vai ter muita coisa que te faça lembrar dele.

(Se estiver difícil, volte uns anos atrás no post sobre a Oficina do Desapego que eu fiz por aqui)

Acabou… mas alguém esqueceu de avisar.

Nos tempos áureos do Orkut (faz tempo), logo no comecinho, eu era dona de duas comunidades com vários participantes. A primeira era “Eu só fico com gente LOUCA!”, muito lembrada pelos meus amigos antigos até hoje que acompanharam vários relacionamentos e não-relacionamentos que culminaram na criação da mesma.

A segunda chamava “Eu termino sem avisar”. E me surpreendi com a quantidade de gente que, como eu fiz por muito tempo, simplesmente deixava os relacionamentos esvarecerem. Era o fade-out do amor. O famoso “tava bom, mas quando eu vi, acabou“.

Talvez meus rolos terminassem dessa forma porque não era amor e nem nada parecido com isso. Quando tem paixão, tesão e tudo mais, não acaba assim. E se teve um dia e mesmo assim o relacionamento foi desaparecendo, é porque não era o suficiente. Pra mim, paixão tem que ser uma coisa louca. Tem que deixar a gente doente, com febre de saudade, com ardência de vontade, com tudo que tem direito. Nem precisa ser amor – mas se eu não estivesse apaixonada, quando via estava há duas semanas sem ligar para a pessoa. De repente, vinha um testimonial ou uma mensagem no ICQ/MSN (lembrem-se que isso faz tempo): “Eu fiz alguma coisa? Você sumiu, a gente não se viu mais… Você está brava comigo?”.

E aí eu me lembrava que a pessoa existia. E ia falar o que? Não, meu amigo, minha amiga, é que você não foi o suficiente pra marcar meu peito. É que eu tive prova na faculdade, meu gato ficou doente, comecei num estágio novo e tudo isso era mais importante do que o gosto do seu beijo que ficou no passado e nem me lembro mais. No fim era aquele ‘não é você, sou eu’. E era mesmo. Eu gostava de ficar com as pessoas mas na maior parte das vezes era incapaz de viver um grande amor.

Com o tempo descobri que quase todo mundo é assim – mesmo porque estive do outro lado muitas vezes. Eu também fui a pessoa incapaz de ficar na memória de alguém e ficava esperando uma ligação ou mensagem que nunca chegava. Não acho que fosse por maldade, é que às vezes a química simplesmente não bate. Meus elementos e seus elementos, baby, não foram feitos pra uma mesma fórmula. Nossa conchinha não encaixa, minha mão é grande demais na sua , eu gosto de beijos apaixonados e você quer ficar fazendo carinho no meu joelho. Não deu, e aí quando eu me lembrei, já tinha ido. C’est fini!

Quando for amor de verdade – ou você pensar que é – ele não vai embora. E amor de verdade é recíproco. Então quando não chegar o SMS que você tanto espera, comece de novo em um lugar diferente, com outra pessoa. Quando todas as pecinhas encaixarem, vai acontecer sem esforço.

Outro dia pedi que me dessem twitter e no Facebook sugestões de posts sobre relacionamentos, que eu adoro fazer aqui. Uma amiga me lembrou dessa comunidade e resolvi escrever sobre isso. Tem algum assunto que você quer que eu fale no próximo post? Deixa nos comentários!