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The Punk Singer, o documentário sobre a incrível Kathleen Hanna

Está rolando aqui em São Paulo o In-Edit, festival de documentários musicais que tem mais de 40 filmes sendo exibidos até o próximo dia 11 de maio. Eu estava meio ausente da vida recentemente e acabei ficando super em cima da hora que teria a exibição de The Punk Singer, um documentário sobre a Kathleen Hanna que eu estava muto afim de ver desde quando estavam arrecadando grana pra finalizar!

Obviamente perdi a exibição, mas achei no torrent e passei o domingo no sofá assistindo e digerindo a história da garota que mudou totalmente o rumo das bandas de garotas nos anos 90 e inspirou toda garota que se identificou com o movimento Riot Grrrl em alguma fase da vida.

Se você não sabe, ela foi a vocalista da banda Bikini Kill, e um ícone do feminismo da época. Foi ela quem começou a cultura de ‘girls to the front’, que trazia todas as meninas pra frente do palco, fazendo com que os homens ficassem no fundo e criando assim um ambiente não invasivo e seguro onde as mulheres eram, pela primeira vez no rock, prioridade. O documentário mostra o começo de sua carreira, como surgiu a ideia de criar o Bikini Kill, as dificuldades de Hanna com a imprensa, seu relacionamento com Adam Horowitz (do Beastie Boys) e a doença que a fez precisar se afastar dos palcos alguns anos atrás.

É impossível não se emocionar com a vontade de mudar as coisas de Kathleen Hanna. Ela foi minha inspiração durante toda a adolescência e eu consumia cada pedacinho de notícia que tinha sobre ela. O Bikini Kill não existia mais e era a vez do Le Tigre, com a famosa Deceptacon que até hoje faz com que meninas da minha idade surtem quando toca na balada. Mas, quando eu tinha uns 14 anos, não havia muita informação sobre ela. Fiz uma amiga nos EUA pela internet que me mandava fotos de zines que sua irmã mais velha tinha conseguido e era o mais próximo que eu podia estar do riot grrrl americano. Era mágico.

Recomendo esse documentário não só às meninas que sonharam, um dia, em ter uma banda. Não só às que se assumem feministas – porque acho que no fundo, toda mulher é uma feminista, e se não é, deveria ser. Recomendo não só às meninas que ainda acreditam no espírito da sororidade, que acham que as mulheres tem que se unir e não atingir umas às outras. Eu recomendo à TODAS as mulheres que assistam a esse documentário. Porque a mulher é foda, e, de certa forma, a história dela nos faz mais fortes.

Dá uma olhada no trailer:

Fiz uma playlist no Spotify (meu deus, não tem as músicas do Bikini Kill em nenhum desses players!) pra quem quiser conhecer um pouco mais o trabalho da Kathleen Hanna e seu trabalho com as bandas Bikini Kill (1989-1998), Le Tigre (1999-2001) e The Julie Ruin (2010 – hoje).

E aí, alguém assistiu? O que achou?

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Sexo, lágrimas e amor gay em Azul É A Cor Mais Quente

Ontem fui com algumas amigas ao cinema assistir o filme sensação da comunidade LGBT no momento: Azul É A Cor Mais Quente. Dirigido por Abdellatif Kechiche, o filme é inspirado nos quadrinhos da francesa Julie Maroh e conta a história de uma adolescente – Adele – que, no processo de descobrir sua sexualidade, se apaixona por uma menina – Emma.

O filme tem um clima tenso. Quem passou por um processo parecido na adolescência ou em qualquer fase da vida vai se emocionar com a confusão de Adele ao perceber que não segue o ‘padrão’ de suas amigas e tentar se aceitar, conhecer pessoas gays e começar a frequentar o ‘círculo’. E qualquer pessoa que já teve um relacionamento também vai se emocionar com a necessidade do outro, a vontade de agradar, a frustração por não conseguir e a dor.

É uma história triste e isso nada tem a ver com o fato de retratar um casal lésbico. É um filme sobre o amor, a descoberta, a perda. Sobre se tornar adulto e entender tudo o que vem com isso.

Agora, sobre a falada cena de sexo, eu tenho uma opinião que talvez não reflita a da maioria das lésbicas e bis que vi falando nas redes sociais sobre o filme. Na intenção de mostrar que Emma e Adele sentem muita atração uma pela outra, e que Adele se entrega completamente à relação – na descoberta do corpo de outra mulher, em todos os detalhes, o diretor perdeu um pouco a mão. É uma cena de sexo explícito (mesmo) que dura quase dez minutos e que mais parece um showcase de sexo gay. É tipo ‘ei, olha aqui tudo o que sabemos e podemos fazer’. Infelizmente não é assim que acontece com todo mundo, ainda mais na primeira vez com uma pessoa – e pior ainda se é a primeira vez que você faz sexo com alguém do mesmo sexo. Qualquer pessoa que tenha uma vida sexual ativa sabe que a primeira vez é estranhíssima. Em alguns momentos eu fiquei até um pouco ofendida tamanha a forçação de barra. É sexy? Sim. Mas não parece real. Parece pornografia, mesmo. E, pra mim, é bem claro que é a visão de um diretor homem e heterossexual sobre o que é ou deveria ser o sexo lésbico.

Isso sem contar o casal que aproveitou esses dez minutos pra transar atrás de mim. No cinema. Que não estava vazio.

Azul É A Cor Mais Quente é um filme triste, forte, longo (são quase três horas) e pesado. Eu gostei muito, e é tocante.

Mas fica um conselho: se você fica constrangido com cenas de sexo, espere pra assistir em casa.

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Assisti: Guerra Mundial Z

Já faz um tempinho que o novo filme de Brad Pitt estreou no cinema, e eu fui assistir logo na primeira semana. O motivo foi além do muso. É que esse filme une teorias de conspiração, zumbis e fim do mundo. Ou seja: três coisas bizarras que eu adoro.

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Guerra Mundial Z conta a história de um ex investigador da ONU (Brad Pitt) que leva uma vida normal com sua mulher (Mirelle Enos, que fez uma policial na série The Killing) e filhas quando esse vírus começa a se espalhar rapidamente. Ele é chamado pela ONU e enviado pra descobrir de onde essa parada toda veio e como encontrar uma cura.

Porém, como alguns de vocês já sabem, eu sou uma medrosa pra filmes de terror. Já abandonei vários no meio. Não, Guerra Mundial Z não é um filme exatamente de terror, mas zumbis que conseguem correr e saltar em cima de você foi assustador o suficiente pra eu realmente pensar em ir embora. Esse filme faz Walking Dead parecer um gibi da Mônica – apesar de ser bem menos gráfico e ter muito menos sangue, a tensão é de enlouquecer. Em Walking Dead é tudo meio nojento e você toma uns sustos, mas ainda pode andar um pouquinho mais rápido ou enganar zumbis que são rápidos como uma porta. Mas em Guerra Mundial Z, não. Eles vão correr atrás de você, pode ter certeza.

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Se eu tivesse que escolher um tipo de zumbis pro fim do mundo, com certeza seria os de Walking Dead.

Mas o filme é muito bom e eu me surpreendi! Recomendo. Corre pro cinema mais próximo que ainda tá passando.

 

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Assisti: Elena – O Documentário

Sábado passado fui ao cinema assistir ao documentário Elena. Vocês devem ter visto o trailer pelo YouTube, eles estavam divulgando massivamente.

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Quando vi o trailer, fiquei tocada. Elena é um documentário de Petra Costa. Petra é a irmã mais nova de Elena, uma jovem que sempre quis ser atriz e quando começava a despontar nos palcos aqui no Brasil, resolveu que queria mais. Foi para Nova Iorque estudar atuação e correr atrás do seu sonho de fazer cinema. Lá, descobriu uma depressão e alguns problemas psiquiátricos, que a fizeram voltar por um tempo. Depois, a mãe pegou a irmã (Petra, ainda bem pequenininha) e foi junto pra NY, pra Elena terminar os estudos, desta vez com a companhia da família.

Algum tempo depois, Elena se suicidou na casa em que moravam.

O documentário não é o que costumamos assistir no estilo. A narração de Petra é como uma carta à irmã. Ela conta a história dos pais delas, da infância de Elena e de como ela também se apaixonou pelo teatro, começou a ter sonhos com a irmã e resolveu contar sua história. Conta como foi pra ela perder a irmã que tanto admirava, vê-la sofrer com os problemas psiquiátricos e, por fim, desaparecer. Não é um documentário cheio de depoimentos e fatos reais, mas repleto de sentimentos que fazem a história toda se tornar tão pessoal que gera um incômodo.

Achei triste e me tocou profundamente. Pensei em várias pessoas que passaram pela minha vida e em como é ruim perder alguém. Pensei em todos os momentos que neglicenciei pessoas que amava pelas minhas dores, também (eu tive depressão por boa parte da juventude, fui diagnosticada erroneamente como bipolar e borderline, e graças a deus não preciso de remédios há alguns anos – mas isso é história pra outro post).

Recomendo que todos assistam. Elena já levou prêmios e entrou na programação de vários festivais pelo mundo. O filme entra essa semana no circuito dos cinemas das principais cidades do Brasil! Mais informações no site oficial.

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Assisti: Meu Pé De Laranja Lima

Fui assistir Meu Pé De Laranja Lima logo no fim de semana de estreia. O livro foi um dos primeiros que me fez chorar (não que seja uma tarefa complicada, sempre fui chorona), também teve duas adaptações para novelas: uma na TV Tupi em 1970 e outra na Band em 1980. Eu não era nascida ainda, mas tenho a impressão de ter assistido alguma reprise em algum momento da minha infância, ou talvez sejam as imagens que criei na cabeça enquanto lia o livro se misturando com a realidade.

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A história é a seguinte:

Zezé é um garoto de 8 anos que, apesar de levado, tem um bom coração. Ele leva uma vida bem modesta, devido ao fato de que seu pai está desempregado há bastante tempo, e tem o costume de ter longas conversas com um pé de laranja lima que fica no quintal de sua casa. Até que, um dia, conhece Portuga, um senhor que passa a ajudá-lo e logo se torna seu melhor amigo.

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A versão dirigida por Marcos Bernstein é muito bonita. A fotografia é maravilhosa e o roteiro tem umas sacadas incríveis. Amei como contaram essa história que ouvi tantas vezes. Zé de Abreu faz o papel do Portuga, e é de tocar o coração. Destaque também para o pequeno que faz o papel de Zezé, o João Guilherme de Ávila (que é filho do cantor Leonardo). Vi muitas pessoas levando filhos pequenos no cinema, não acho que seja um filma pra criança – mesmo porque a classificação é 12 anos. Zezé sofre pra caramba na história, apanha da família, é rejeitado, tem alucinações… É um filme pra adultos, pra gente se lembrar como é ser pequeno e se emocionar.

Todo mundo chorando no final. Vale a pena. Aproveita que o filme ainda está em alguns cinemas do circuito nacional!

Filme: Procura-se Um Amigo Para O Fim Do Mundo

Ontem de noite assisti Procura-se um amigo para o fim do mundo, filme com Steve Carell e Keira Knightley. O filme é um drama-comédia (muito engraçada essa categoria, como pode ser drama e comédia ao mesmo tempo?) que começa contando a história de Dodge, um cara com uma vida mediana e sem graça que se vê sozinho em meio ao fim do mundo – um asteróide atingirá a terra em algumas semanas e sua mulher simplesmente o abandona. Ele decide ir atrás de sua paixão de colégio que não vê há muitos anos e leva consigo Penny, sua vizinha meio maluca, e Sorry, um cachorro que foi literalmente abandonado para que ele cuidasse.

Achei o filme engraçado, com uma trilha sonora gostosa, fotografia bonita e boas reflexões sobre o que é realmente importante na vida. Fiquei pensando em todas as coisas que gostaria de fazer se estivesse na mesma situação. Se você não gosta de chorar em finais de filme, esse não é pra você. Eu chorei.

De qualquer forma, recomendo! :) A diretora e roteirista é Lorene Scafaria, que também foi roteirista de Nick & Norah’s Infinite Playlist (Uma Noite De Amor e Música), filme que adoro.

Com quem você gostaria de passar o último dia da existência do planeta?

Filme: Sete Dias Com Marylin

Ih, já até perdi o timing. Mas foi tanta coisa acontecendo que esse post acabou ficando atrasadinho!

No feriado assisti Sete Dias Com Marilyn. O filme conta, como vocês já devem saber, a história de um jovem que durante seu primeiro emprego no cinema passa uma semana convivendo e tendo uma micro paixão por Marilyn Monroe, nossa eterna diva problemática.
Não preciso dizer que Michelle Willians (que já foi nossa Girl Crush aqui) está maravilhosa no filme. Com os trejeitos, voz e sorriso da atriz mesmo quando ela deixava a Marilyn de lado para ser apenas Norma Jeane.


Claro, sou suspeita pra falar. Sou uma grande fã da doçura problemática da diva histórica. Tão sexy e tão indefesa, tão delicada e tão maluca. É difícil passar isso nas telonas com tanta veracidade. Ponto pra Michelle.

O filme é uma delícia de ser assistido, mas não é daquele tipo que você assiste mil vezes seguidas. E eu digo – se você não ficar pensando um pouco no filme depois, talvez aí sim precise assistir de novo. Não é só um filme sobre uma das mulheres mais poderosas do cinema: é um filme sobre amor. Sobre o arrebatamento do primeiro amor, sobre amar uma pessoa com tantos problemas.

Fiquei com vontade de ler uma biografia sobre ela. Vocês já leram alguma? E o que acharam do filme?

Girl Crush: Michelle Williams

Ah, que saudade eu estava desse tipo de post aqui no blog! :)

Com o lançamento de Sete Dias Com Marylin (estou louca pra assistir, depois conto aqui o que achei) nada mais justo do que fazer um girl crush com a Michelle Williams, certo?

Se você tem a minha idade ou mais (cof cof) com certeza assistiu cada episódio de Dawson’s Creek. Pra quem é mais novo, era o OC/Gossip Girl da minha geração – confesso me senti meio idosa escrevendo isso. E todo mundo falava que eu parecia bastante com a ‘menina problemática’ da série. Nunca gostei dessa comparação – poxa, tinha tanta atriz pra me comparar e escolhem justo uma que faz papel de maluca? Mas hoje em dia penso que ela era a mais bonita da série. Não foi a toa que casou com Heath Ledger.

E foi com ele, um dos homens mais lindos que o cinema já viu, que ela teve uma filha fofa chamada Matilda. Mamãe fofa, carinha de criança e um papel dos sonhos de qualquer atriz. Não é a toa que Michelle Williams é minha girl crush da vez :)

 

i'm here, it's okay.

Algumas semanas atrás fui convidada pra pré estréia de “I’m Here”, curta de Spike Jonze em parceria com a Absolut. O filme, que dura 30 minutos, conta uma história de amor entre dois robôs de Los Angeles, numa época em que robôs e humanos dividem mesmos espaços. Munida das companhias certas e de um engov no estômago, lá fui eu.

Ok, vou tentar não falar sobre os drinks delícias, sobre a comidinha delícia, sobre minha companhia delícia.

O filme é lindo, lindo demais. Eu já havia visto na época que foi lançado na internet (e, se você não pôde ir ao MIS, ainda pode assistir pela internet como eu havia feito, só ir nesse site) e me emocionei horrores, sozinha no meu quarto mesmo. Mas ver na telona, com efeitos de luz que acompanhavam o filme, e aquele monte de gente ao meu redor chorando junto… foi lindo.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=Qow5_R0ab7w]

Fora o filme,  ainda rola uma exposição bem bala. Na mostra multidimensional ROJO®NOVA – Cultura Contemporânea, 50 artistas se revezam em grupos de 7, por 7 semanas. Ou seja, provavelmente a expo já mudou horrores de lá pra cá e eu preciso ir de novo pra ver como está.

E aí, por quem você daria um braço?
E por quem você se daria por inteiro?

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