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Vlog: Carnaval e consentimento

Carnaval tá chegando e já vi muita mina reclamando das abordagens e da falta de respeito em bloquinhos por aí. Não significa NÃO! Mas como tem gente que não entende, fiz um vídeo bem didático pra explicar a importância de só beijar quem quer te beijar de volta.

Nesse carnaval, não seja um idiota! (Nem no resto do ano, por favor).

Mina, não tenha vergonha ou medo de dizer não. Se o cara insistir e te machucar, grite, convoque as amigas pra fazer o cara passar vergonha, mas em hipótese alguma faça algo que você não tem vontade.

Acima de tudo, carnaval é pra SE DIVERTIR!

Não esquece de assinar o canal! Semana que vem tem mais :)

Beijos e boa folia!

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Trote é legal?

Outro dia, enquanto descia pela Avenida Angélica de ônibus quando voltava do trabalho, vi alguns alunos do Mackenzie tomando trote. Os meninos estavam pintados e com farinha no cabelo. Já as meninas, além da tinta e da farinha, tiveram suas roupas cortadas na região dos seios, das coxas, da barriga e da bunda. Uma das meninas estava com um ex-calça que os veteranos devem ter cortado as pernas, a deixando com um micro-short, que puxava o tempo todo pra baixo, claramente incomodada com a situação.

A cena me deixou com um nó na garganta. Eu tenho uma história lixo com trote, e vou contar de forma resumida: em 2005 entrei na faculdade, mas como minha turma era a primeira do curso, os alunos de outro curso deram trote na gente. Eu fui pedir dinheiro no farol, como mandaram. Não estava afim, pois estava muito sol e eu sou muito branca, mas eu queria muito fazer novos amigos… então acabei indo pra não ser a “chata” que não quer participar da brincadeira. eu tinha 18 anos e não manjava muito da vida. Quando a gente tem essa idade e quer se enturmar, se sente mal por dizer não. Então eu fiquei lá, no sol, pedindo dinheiro no farol, e os meus veteranos viram que eu estava ficando vermelha. Eles não fizeram nada pois, de acordo com eles mesmos “Bixo tem é que sofrer”. E eu sofri. Sofri com uma insolação severa, hospital, soro, e uma semana de cama.

Todos os anos a gente vê relatos de abusos que resultam em acidentes graves e até morte. Isso sem contar todos os que não são denunciados, como essas alunas que ficaram seminuas como eu pude ver, e tantas outras que são obrigadas a simular sexo oral em legumes e coisas do tipo Isso não é divertido e nem legal. Nós mulheres já temos que aguentar abuso todos os dias na rua. Entrar na faculdade é muito legal, vamos nos formar profissionais e fazer muitos novos amigos. A primeira semana não tem que ser traumatizante de nenhuma forma. E ninguém tem que aceitar abuso pra ser incluído, não importa seu gênero.

Se você está entrando na faculdade agora e não quer passar por isso, se manifeste e diga não. Vá direto pro bar, faça amigos de outras formas, converse com as pessoas. Se você está passando por um farol, não dê dinheiro pra essa galera. Não incentive a humilhação. Guarde seu dinheiro para uma causa mais importante e gente que realmente precisa, como uma associação que ajude crianças, animais, ou pessoas em situação de risco. Se você é veterano, seja consciente e aprenda a respeitar o espaço do seu calouro. Não é porque você teve um veterano idiota que você precisa ser um também. Don’t be a bully.

Em tempo: quando chegou minha hora de dar trote, levei filtro solar e passei em todo mundo. Ninguém que não quis participar, não participou. Eu mesma não fiz ninguém ir pro pedágio e fui direto pro bar. Fiquei sabendo esses dias que meus bixos fizeram o mesmo nos anos seguintes. Fiquei feliz :)

 

Drops #2: respondendo assédio, gente chata e gás hélio!

Mais uma edição do Drops Sabor Magenta pra vocês! Essa semana falei sobre o assédio que eu sofro na rua e as respostas que dou – e posto no Facebook pra incentivar que mais meninas façam o mesmo, mas tem gente falando por aí que é tudo caô meu.

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Virei gif!

Também tem MUITAS AVENTURAS com um balão de gás hélio. Tô pensando em pegar mais uns balões e chamar uns amigos pra fazer um vídeo, o que vocês acham?

Uma coisa que eu acho que não ficou clara no vídeo é que quando eu disse que PODE SER que eu sofra mais assédio porque estou dentro de um padrão de beleza x, não disse que você precisa ser bonita pra sofrer assédio ou que só mulher bonita sofre com isso. Todas as mulheres passam por isso todos os dias, umas mais e outras menos, e é igualmente cansativo e um lixo. Outra coisa que também esqueci de falar é que eu não surjo com respostinhas espertas do nada. Quando você passa a vida toda aguentando essas merdas, você começa a pensar nas respostas que daria, até que chega uma hora em que você tem a oportunidade de usá-las.

Aproveita e assina meu canal pra ficar sabendo dos próximos vídeos antes!

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Drops Sabor Magenta: Sabatella, Julian Blanc e Luzes Novas!

Hoje cheguei em casa e a iluminação que eu comprei pra gravar vídeos havia chegado! Eu fiquei tão feliz que comecei uma sériezinha nova pra vocês, Os Drops Sabor Magenta são vídeos em que eu falarei de vários assuntos diferentes, sendo eu mesma (ou seja, tonta) e sem pretensão nenhuma! Hoje falei sobre Letícia Sabatella diva deitando na BR e o caso do idiota do Julian Blanc.

Eu tenho dormido umas quatro ou cinco horas por noite, então por favor, ignorem minha cara de sono!

 
No vídeo eu falo sobre a petição para expulsar Julian Blanc do Brasil. O cara é misógino e incita violência de gênero. Tudo o que a gente não precisa é de um idiota falando que estuprar é legal. Então assine aqui!

 

Vocês gostaram desse tipo de vídeo? Eu certamente me diverti fazendo. em breve posto outro com mais assuntos polêmicos e danças felinas!

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O que é Slut Shaming?

Fiquei um pouco em dúvida se eu continuava essa série ou não, mas o vídeo sobre Sororidade teve uma quantidade bem legal de visualizações e isso me deixou feliz! Resolvi fazer mais alguns vídeos explicando alguns conceitos que eu acho que todo mundo deve saber pra que a nossa vida seja mais pacífica e nós estejamos um passo mais perto da igualdade de gênero, e também de acabar com o machismo, o preconceito e a homofobia :)

Hoje vou falar um pouco sobre um assunto que esteve muito nas notícias esse ano com o boom de vídeos vazando no whatsapp. É o slutshaming.

(eu tava com calor e sem voz nesse vídeo, não liguem, tá?)

Eu esqueci de contar no vídeo um caso que aconteceu comigo!

Em junho, uma pessoa adicionou vários amigos meus no Facebook, todos homens, e saiu perguntando se eu era gostosa de verdade pessoalmente. A pessoa dizia que era recrutadora de uma agência de camgirls, que tinha fotos “safadinhas” minhas e que poderia passar se o cara ajudasse. Disse que eu queria virar camgirl mas que ela queria referências de pessoas que me conheciam pessoalmente. Essa pessoa adicionou desde amigos a familiares e gente do trabalho que eu tinha acabado de entrar. Foi bizarro. Uma hora um amigo veio me contar e eu postei no Facebook falando que não, eu não estava tentando ser camgirl, mas que se estivesse não teria nenhum problema com isso. Foi uma tentativa de me desmoralizar, como se ser camgirl me tornasse indiga do respeito das pessoas.

Eu tenho fotos sensuais na internet (lembra quando eu saí no site da Trip?) e na época que saiu, foi uma chuva de slutshaming. Era um absurdo o que comentavam no Facebook da revista, no meu… mas eu nunca dei atenção pra essas coisas então elas não se perpetuaram. O corpo é meu e eu não tenho nenhum problema em mostrá-lo se eu quiser. Se a escolha é minha, eu mostro mesmo. Isso não quer dizer que eu esteja interessada em fazer sexo com qualquer pessoa que chegue ou que alguém tem o direito de me falar abobrinha. Como eu sempre deixo isso bem claro, as pessoas não seguem em frente no slutshaming comigo simplesmente porque não funciona.

Se você quer saber mais sobre slutshaming, sugiro estes links:

Cultura do estupro e Slut Shaming, por Jarrid Arraes, no Blogueiras Feministas
Sobre pensar antes de postar e slut shaming na internet, por Vanessa Raposo, na Revista Capitolina

Qual o próximo tema que você acha que eu devo falar aqui? Deixe sugestões nos comentários, por favor! :D

THUMB

O que é sororidade?

Ouvimos a vida inteira que mulher é falsa, fofoqueira, invejosa, que só queremos roubar os maridos e namorados umas das outras, que não conseguimos manter uma amizade com alguém mais bonita do que nós.

Sempre que vejo algumas meninas comentando sobre a aparência de outras na internet, ou tentando fazer com que tudo pareça uma competição de quem é mais bonita/famosa/rica/bem de vida, ou até mesmo quando vejo mulheres sendo machistas na internet em vez de apoiarem outras mulheres, eu fico chateada. Acho que falta muita noção de sororidade pra mulheres de todas as idades. E não é culpa delas, mas fomos criadas pra que seja assim.

Mas o que é sororidade? Falei um pouquinho sobre isso no vídeo desta semana!

Se você se interessou pelo assunto e quer saber mais, aqui estão alguns links levantados com minhas amigas de um grupo do Facebook:
As mentiras que contam sobre nós, por Aline Valek, na Carta Capital
Mulheres não são inimigas, por Carol Patrocínio  no Y!Mulher(musa!)
A gente cuida uma da outra, por Thayz Athayde no Blogueiras Feministas

Vamos nos unir! :)

StopTheBeautyMadness

Padrões, autoestima e #StopTheBeautyMadness

Quando li o post da Lia e depois um monte de outras blogueiras e amigas minhas postando fotos suas sem maquiagem na timeline achei uma grande coincidência. Eu estou numa semana péssima em relação à minha auto-imagem, ansiosa e chateada com meu corpo,  e pensei muito nisso ultimamente.

Antes de falar de mim, vou contar o que é o #StopTheBeautyMadness: uma campanha que incentiva as mulheres as postarem suas fotos como são, sem maquiagem ou tratamento, para acabar com os padrões loucos de beleza impostos todos os dias. Porque chega uma hora que a gente não aguenta mais. Todos os dias somos cobradas pra sermos magras, saradas, cabelo hidratado e liso, brilhante, loiras e maravilhosas. Mas ninguém é assim, gente. Nem Gisele é linda o tempo inteiro – ela já deve ter acordado com a cara inchada de chorar alguma vez na vida, sabe? Esses padrões são baseados em mulheres que muitas vezes nem existem, são frutos de muita maquiagem e photoshop.

StopTheBeautyMadness

Não estou falando que não existe mulher bonita, mas estou falando que o conceito de beleza que seguimos e buscamos é totalmente irreal. Quando eu vejo o instagram de blogueiras populares, inclusive o da própria Lia, eu quero morrer. Já comentei várias vezes nesses instagrams falando pras pessoas pararem de xingar e fazer comentários sobre a aparência “ah, você tá gorda com essa roupa” “nossa, você tá muito magra, o que aconteceu?” “nossa mas está muito vesga nessa foto” e outros absurdos que eu sinceramente não sei como as pessoas tem CORAGEM de postar em público.

Outro dia postei no meu Facebook que fico chateada quando falam “as gordas” e “as magras” como se fossem dois times de queimada, porque além de eu não me encaixar em nenhum desses times e isso me lembrar a época da escola, é uma absurdo que em pleno 2014 ainda exista esse tipo de divisão. Porque as marcas precisam fazer coleções especiais de plus size? Porque elas simplesmente não fazem do tamanho 34 ao 52? Porque tem “roupa de gorda”, se as gordinhas podem usar o que elas bem entenderem?

“Ah, Dani, mas é muito fácil você falar, é magra, saiu na VIP, mimimi”.

Comentei no post da Vic hoje que eu não me sinto bonita. E isso faz parte de mim desde sempre. Vou contar aqui sem querer me fazer de coitadinha ou pedir confete, mas pra vocês verem como essa busca por uma beleza bizarra é nociva: desde sempre eu fui o patinho feio. Era uma criança tímida, jogava o cabelo no rosto. Meu cabelo nunca foi liso nem cacheado, eu era magra demais, branca demais. Quando era adolescente, ouvi de uma amiga que os meninos nunca iam querer nada comigo porque eu tinha as pernas muito finas. Ouvi de um namoradinho que eu jamais seria “uma gostosa”. Eu tinha o cabelo colorido, usava roupas rasgadas, tinha uma banda numa cidade do interior. E cara, crianças e adolescentes podem ser muito cruéis na fase mais importante da formação dos seus conceitos sobre o mundo.

Quando cresci, talvez por ter a auto estima abalada pelo bullying que sofri na adolescência (sim, amigas de escola, vocês não percebem que praticaram bullying comigo, mas foi isso que aconteceu quando me excluíram de tudo porque eu não era bonita e arrumada o suficiente pra andar com vocês), me envolvi em relacionamentos emocionalmente – e às vezes fisicamente – abusivos. Cheguei a ouvir de um namorado que ele não sentia tesão em mim porque eu era gorda, quando tinha 1,70 de altura e 68kg.

Eu, hoje, não me acho bonita. Quando posto as fotos que saíram na VIP ou que a Valentina tira de mim, é como se fosse outra pessoa. Aquela Dani ali é uma Dani maquiada, com photoshop (tirando as fotos da VIP que foram feitas com câmera analógica), com cílios postiços, uma luz perfeita, uma roupa meticulosamente escolhida pra esconder minha barriga. É uma personagem. Não parece eu.

Eu sou essa aí, dessa foto, logo depois de acordar, descabelada e nua. Eu não tenho um corpo perfeito, eu não tenho um sorriso branco e retinho. Tenho celulite, estria, uma barriguinha. Eu sou assim.

Talvez eu esteja me expondo demais contando todas essas coisas aqui, mas achei necessário. Por favor, parem de buscar um padrão irreal. Se aceitem e sejam lindas como são. Usem maquiagem, sim, mas porque gostam – não pra parecerem uma outra pessoa. Façam academia, sim, mas pra ficarem saudáveis e se sentirem bem consigo mesmas – não pra para que os outros as achem gostosas.

Apenas PAREM com a loucura da beleza.

 

 

SeEuFosseUmGaroto_Dani

#SeEuFosseUmGaroto, eu…

A maior parte das meninas cresce ouvindo dois discursos bem diferentes um do outro. O primeiro diz que você tem tantas chances de vencer na vida quanto um garoto, e é só trabalhar e se esforçar que você chega lá. O outro diz que meninas e meninos são bem diferentes, e você precisa sentar como uma mocinha, se vestir como uma mocinha, brincar de boneca e não de carrinho, parar de falar palavrão porque isso é coisa de moleque.

Bem, quem me conhece sabe que eu nunca dei ouvidos para o segundo discurso – mesmo porque eu nunca fui a pessoa mais feminina e delicada, falo um monte de palavrões e sento de perna aberta.

Aí a gente cresce e vê que o primeiro discurso ainda está um pouco distante de ser totalmente correto. Que não, não somos respeitadas como os homens são. Que temos que aguentar todos os dias a falta de respeito, abuso, a desigualdade (em tantos aspectos…) no mercado de trabalho, e todo o resto.

SeEuFosseUmGaroto_Dani

 

Há duas semanas o site Elite Daily lançou uma campanha pedindo para que suas funcionárias contassem o que fariam se fossem garotos, com uma hashtag inspirada na música da Beyoncé. Eu achei isso inspirador, e pedi para que minhas amigas me ajudassem a lançar a campanha aqui no Brasil! Fiquei feliz por ter recebido alguns cartazes delas. Olha só:

SeEuFosseUmGaroto_Arielle SeEuFosseUmGaroto_Becca SeEuFosseUmGaroto_Cassolatto SeEuFosseUmGaroto_Malu

SeEuFosseUmGaroto_Nina

 

O que você faria se fosse um garoto, para que as mulheres sejam respeitadas como devem? O que os garotos precisam fazer para que a gente consiga chegar na tão sonhada igualdade de gêneros? Vamos aumentar essa galeria e essa campanha! Poste no Instagram ou no Facebook com a hashtag #SeEuFosseUmGaroto e participe também!

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Grimes se cansou e não ficou quieta.

Se você ainda não conhecia e amava Grimes, talvez esteja prestes a conhecer seu primeiro motivo. Ela é linda, fofa e talentosa. Claire Boucher tem 25 anos e nasceu em Vancouver, faz um som que mistura indie pop com eletrônico. Bem animadinho e apaixonante, combinando com seus cabelos coloridos.

Não coloquei a menina na parte de Bandas novas porque quando me toquei todo mundo já conhecia e compartilhava seus vídeos pelo Facebook. E esse é justamente o motivo de um post muito bravo que ela fez em seu tumblr. Quando eu li, aprendi a amá-la mais um pouquinho. Vou traduzir uns pedaços pra vocês entenderem do que estou falando:

Grimes+last2

“Eu não quero ter que comprometer minha moral pra conseguir sobreviver. Não quero minhas palavras sendo tiradas do contexto. Não quero ser infantilizada porque me recuso a ser sexualizada. Não quero ser molestada em shows ou na rua por pessoas que me veem como um objeto que existe para suas satisfações pessoais.

(…) Estou cansada de homens que não são profissionais e nem músicos treinados que continuam fazendo ofertas para “me ajudar” (sem que eu peça), como se eu fizesse isso por acidente e  como se eu fosse afundar sem eles. Ou como se o fato de eu ser uma mulher me torne incapaz de usar tecnologia. Eu nunca vi esse tipo de coisa acontecendo com nenhum de meus colegas homens.

Estou cansada de ser considerada fútil por gostar de música pop ou me importar com moda como se essas coisas não tivessem substância ou se as coisas que eu gosto me tornassem menos pessoa.  (…) Estou triste que é chato ou ofensivo falar sobre questões de meio-ambiente ou direitos humanos. Estou cansada dos malucos em fóruns de internet discutindo se eles transariam ou não comigo. Estou cansada das pessoas assediando minhas dançarinas e tratando-as como se não fossem seres humanos.

Estou triste que meu desejo de ser tratada como uma igual e como um ser humano é interpretado como ódio aos homens, ao invés de um pedido de inclusão e respeito (eu tenho quatro irmãos e muitos amigos homens e um pai e prometo que não odeio homens, nem acredito que todos os homens são sexistas ou que todos os homens agem da forma descrita acima)”

Grimes, te amo. Você é f*da.
Clica aqui pra ver o texto original no tumblr dela, em inglês.

Rihanna e agressão à mulher: Vingança é a melhor solução?

Essa semana a Rihanna lançou um clipe bem polêmico: em “Man Down”, uma Rihanna From Jamaica se vinga de um agressor sexual que a atacou após uma festa.

Esse é o assunto mais delicado do mundo porque só uma mulher que sofreu algum tipo de violência assim sabe a raiva e o ódio que se sente. Muita gente ficou preocupada em Rihanna estar dando um mau exemplo a meninas que foram agredidas e/ou estupradas e não estão conseguindo lidar com o trauma. Frente às críticas, Rihanna disse em seu twitter: “Às vezes nossas inocências podem nos fazer ingênuas. Sempre pensamos que nunca vai acontecer conosco, mas na verdade pode acontecer com qualquer uma de nós!”. E ela está certa. A intenção do clipe foi alertar as meninas para a violência e não incitar que elas combatam a violência com mais violência ainda.

Slut Walk em Toronto que levou 4 mil meninas para as ruas!

Ainda nesse assunto, no próximo fim de semana acontece a Slut Walk – ou Marcha das Piranhas, na tradução literal. Ao contrário do que tem gente pensando, que é uma ‘caminhada de piriguetes’, a marcha tem sim um motivo político. Tudo começou quando um policial canadense disse em uma universidade de Toronto que as mulheres evitariam agressões sexuais se evitassem ‘se vestir como vadias’. Foi mais do que suficiente para que 4 mil meninas se unissem para marchar pelo direito das mulheres e pela vontade de VIVER SEM MEDO. Chega desse pensamento idiota de que as vítimas de violência tem qualquer tipo de culpa pelo que sofreram, isso não faz o mínimo sentido! Aqui em São Paulo acontece nesse sábado, dia 4 de junho, com concentração na Praça do Ciclista. Mais informações no evento do Facebook.

(Me recuso a comentar e dar mais audiência praquele ‘humorista’ babaca que disse que estuprar mulher feia é fazer um favor a elas. O cara não merece meu ibope.)

Se você é mulher – idosa, lésbica, jovem, casada, solteira, tanto faz – e sofreu ou está sofrendo qualquer tipo de violência entre em contato com a  Central de Atendimento à Mulher no telefone 180. Pode ligar de qualquer lugar e a qualquer hora, mas o importante é DENUNCIAR. A violência nunca vai terminar enquanto nós ficarmos caladas.

 

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