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tambemehok

Às vezes a gente não quer fazer nada (e isso é ok)

Pra ler ouvindo essa linda música cuja letra não tem muito a ver com o tema, mas o ritmo combina com o sentimento:

Eu tive mais de uma semana de procrastinação da vida. Em parte porque eu estava sobrecarregada com outras coisas, em parte porque meu namorado voltou de uma temporada em outro país e eu só queria me agarrar nele e matar as saudades.

Mas a verdade é que, também, eu não queria fazer nada.

Eu não sei o que acontece com a nossa geração de insatisfeitos. Também não sei dizer se nossos pais eram mais felizes com seus planos de carreira, conformados em formar uma família, criar os filhos, casar. Em irem do estágio à gerência na mesma empresa, ter aposentadoria, carteira assinada, INSS, empréstimo na Caixa. Eu não sei se nós estamos felizes todos os dias ganhando pouco nos nossos empregos PJ porque “largar tudo e ser feliz na Alemanha” é um sonho distante e irreal pra 99% das pessoas que estão se sentindo incompletas sentadas em cadeiras (muito mais que) oito horas por dia.

 

tambemehok

Sei que às vezes a gente cansa de tudo e precisa de um tempo do mundo. Que atrasa os prazos, perde e-mails, coisas acontecem e fazem com que a gente não vá aos eventos, às festas, na academia. Esquecemos até de cuidar de nós mesmos.

Eu não usei maquiagem, prendi o cabelo num coque, fechei os olhos e fui sendo levada pela inércia e pelo tédio que às vezes é necessário pra gente tentar acalmar o coração e colocar a cabeça no lugar. Não fiz vídeo (mas anotei muitas ideias), não fiz post (mas tenho vários na manga), não respondi mensagens, não atendi ligações.

Me estiquei na cama com a pessoa que eu amo, abracei minha sobrinha com catapora (“não pode bincá Tia Dani, tô com popoquinha”), comprei minha câmera nova. Comi brie e tomei vinho falando besteira e dando risada. Era isso que eu precisava.

Acho que amor é minha cachaça. E acho que deixar tudo pra depois me fez perceber que eu só vou me sentir inteira quando aprender a fazer tudo com amor, fazer o que amo, amar o que faço, em todos os aspectos da minha vida.

Não é esse o maior aprendizado que a gente tenta levar da vida?

(PS: Em tempo, obrigada. Que nossa vida seja repleta de noites de brie, vinho e risadas.)

WorldGroupHug

Não está fácil ter dates no resto do mundo (também)

Sair com alguém aqui é complicado. Quem nunca se meteu numa daquelas enrascadas? A pessoa não tem nada a ver, o assunto não rende… Isso quando não rolam algumas maluquices – gente que vai embora sem avisar, que simplesmente não aparece, que marca de te conhecer e aparece com a namorada (que você não foi avisada da existência).

WorldGroupHug

Andei pesquisando algumas curiosidades da arte de flertar ao redor do mundo e vi que a coisa pode estar muito pior por aí! Haha.

Olha só cada bizarrice:

Na Austria do século 19, era costume que as mulheres passassem fatias de maçã em suas axilas suadas após dançar. Se o cara estivesse realmente interessado, ele comeria sem hesitar. Se fosse hoje em dia, elas ficariam com maçãs sobrando (e axilas com cheirinho de fruta).

♥ Uma tradição na Escócia é que alguns dias antes do casamento os noivos sejam cobertos de várias coisas nojentas (lama, fezes, entre outros) e desfilem pela cidade. Dizem que se eles passarem por isso juntos, aguentam qualquer perrengue do casamento. Só esperamos que nada seja tão pior do que andar por aí coberto de cocô.

♥  Até hoje, famílias mais ricas e importantes do Japão confiam em pessoa contratadas para encontrar o par ideal. Sim, casamenteiras. É o Tinder analógico!

♥ No Camboja, os pais querem que as filhas encontrem o amor de suas vidas e tenham um casamento longo. Por isso, elas podem fazer quantos tests-drive estiverem afim, levando os boys pra curtir um romance em casa mesmo, até encontrarem um cara legal.

E aí, você já viveu alguma situação bizarra quando foi sair com alguém? E teve alguma que acabou valendo a pena depois? Pra mim, tudo é válido, se o after for incrível e cheio de carinho. Conta pra mim uma situação inusitada que depois você deu risada usando a hashtag #temqueserincrivel no Instagram. Quero ouvir as histórias de vocês!

 

pospatrocinado

Locker

Amor não é cadeado.

De um ano pra cá eu precisei mudar completamente o modo como eu vejo a vida e os relacionamentos. Porque cada caso é um caso e a gente nunca sabe o que vai acontecer amanhã. A vida pode reservar muitas surpresas e nem sempre as coisas acontecem do jeito que a gente espera, ou prefere, mas eu tenho certeza que tudo acontece porque tem que ser assim.

Pensando na minha situação hoje, eu vejo como tudo o que aconteceu no último ano (e não foi fácil) foi mais do que necessário pra me ensinar a amar de uma forma que eu pudesse aprender o suficiente pra conseguir estar na situação que estou hoje (com uma pessoa que está em outro país).

Ontem ele estava me contando que quando falou de mim pra uma colega de trabalho, ela perguntou se eu não fico brava por ele estar lá. Ele disse que eu sinto saudade. E é isso. Eu jamais me sentiria brava pela pessoa que amo estar seguindo um sonho e tentando se encontrar – eu fico feliz todos os dias com cada conquista dele, pessoal ou profissional, porque amor é assim. Claro que eu sinto saudade. Claro que às vezes dá ciúme. Claro que eu passo a maior parte do tempo querendo viver todas essas coisas novas ao lado dele, e não apenas recebendo as fotos. Mas não era pra ser assim dessa vez. E quem sabe, mais pra frente, a gente viva coisas novas juntos em outros lugares.

Um dos símbolos mais bizarros de um ‘relacionamento feliz’, pra mim, são os cadeados colocados na Pont des Arts, em Paris, que agora começaram a ser “adotados” por alguns casais em São Paulo também.

O cadeado é, pra mim, o símbolo de tudo que um amor não deve ser. Precisei aprender na marra que amar é deixar ir, e o que é pra ser nosso fica. Que o amor vai além da consumação física, vai além da distância, vai além do que queríamos. Prender a pessoa ao seu lado não faz com que ela seja mais sua.

Que sera, sera. Ninguém é dono de ninguém e nem nunca vai ser. Você sempre está correndo o risco de ficar sozinho a qualquer instante, por qualquer motivo.

Amar é deixar livre. Ficar precisa ser uma escolha. Sua, do outro.
E quando isso acontece naturalmente, tem um sabor muito mais doce.

PartidasSaudade

Saudade não tem tradução.

Outro dia eu quis dizer pra uma pessoa que não fala português que eu estava com saudade. E tentei explicar de todos os jeitos como é esse sentimento que ferve nosso peito. Essa ausência palpável que vira uma massa gelatinosa nos sufocando na cama quando os primeiros raios do dia atravessam a janela. Que é quase visível na cadeira vazia ao nosso lado no cinema. A falta da companhia no banho, no sonho, na fome. O comentário sobre uma música, filme ou livro qualquer que fica perdido no silêncio. Agarrar o cheiro no travesseiro quando ele nem está mais lá.

Saudade não tem tradução. E talvez seja uma coisa muito nossa, muito brasileira, sentir tanta saudade. Saudade de tempos que não voltam mais, de pessoas que não voltam mais e até de músicas que não se ouve mais. Eu tenho saudades de subir nos pés de manga do meu quintal em Atibaia, da adrenalina que surgia com o medo de cair de uma altura de mais de dois metros. Saudades de ir na Galeria do Rock antes de um show no Hangar 110 e comprar um álbum do Dominatrix com o dinheiro do meu primeiro emprego. Saudades  de um milhão de beijos que eu nunca dei, dos olhos que nunca decorei qual a cor, de cheiros que nem sei mais quais são.

Quando a gente ama, dá saudade todo dia, antes mesmo de se despedir. Saudade por antecipação, ansiedade pelo próximo beijo que pode ser dali a duas, doze ou um milhão de horas. E tem a saudade que não se sabe quando vai acabar. Aquele adeus sem data de volta, sem passagem comprada. “Um dia, quem sabe”. Eu guardo no meu peito uma mistura dessas duas que é quase fatal. Mas que me leva adiante.

PartidasSaudade

 

Então eu disse pra esse amigo que saudade é quando a gente quer muito que alguém esteja perto, mas a pessoa não está. E eu sei que foi uma explicação pobre e pouco abrangente. Mas talvez ele precisasse amar as pessoas, as coisas e a vida como um brasileiro ama  pra conseguir entender. Não tem Copa do Mundo que vá ensinar a um estrangeiro como fazer isso.

Só uma brasileira pode.

byebye

“Meu ex roubou meus amigos!”

Estava pensando que fazia um tempo que não rolava um consultório sentimental por aqui quando recebo este email de uma leitora com o seguinte trecho:

“Depois que terminei com ele, não tenho mais pra onde sair! Ficamos muito tempo juntos e todos os nossos amigos são os mesmos… agora meus amigos só saem com ele, ou chamam ele pra todas as coisas tb. Sei que nao posso pedir pra eles escolherem, mas nao quero sair com ele pois preciso superar esse fim. O que eu faço?”

byebye

Eu já me vi mais ou menos nessa situação uma vez. Mas o problema nem era os amigos e sim os lugares. Namorei um cara que não era de São Paulo e se mudou no começo do nosso relacionamento. Apresentei meus lugares favoritos e ele começou a frequentar sempre. Quando terminamos, eu tive que abrir mão de ir no lugar pra não ter que encontra-lo. E foi isso.

O problema em casos como o da leitora (que pediu pra eu não divulgar seu nome) começa durante o relacionamento, mesmo. É muito bom ter amigos em comum, mas o casal precisa ter duas vidas separadas. Seus amigos podem ser amigos do seu namorado, mas você precisa ter amigos que vão escolher você. E ele precisa ter amigos que vão escolher ele. Por mais que a gente queira ser um só, não tem problema ser dois em alguns momentos da vida. É saudável!

Se você se pegou na mesma situação e está se sentindo completamente sozinha, o jeito é começar de novo. No meu caso a internet sempre ajudou muito na hora de fazer amigos. Além disso, você sempre tem outros universos dos quais o ex não faz parte: seu trabalho, faculdade…

Começar do zero pode ser muito bom pra quem acabou de passar por um término traumático. Pense pelo lado bom: não vai ter muita coisa que te faça lembrar dele.

(Se estiver difícil, volte uns anos atrás no post sobre a Oficina do Desapego que eu fiz por aqui)

Voltar com o(a) ex. Será que dá certo?

Recebi um e-mail de uma leitora que pediu pra eu falar sobre voltar com ex-namorado, relacionamentos que terminam e voltam, quando vale a pena voltar.

Eu acho isso muito delicado e varia de acordo com cada relacionamento. Então vou falar com base nas minhas experiências pessoais – e nas das pessoas próximas a mim:

Eu acho que se terminou é porque não estava dando certo. E é muito difícil mudar suas atitudes pra que dê certo mais uma vez. Às vezes (nunca aconteceu comigo) os namoros terminam por outros motivos – distância, falta de tempo… esses fatores não dependem da personalidade ou atitude de ninguém, são apenas circunstâncias e obstáculos que precisavam ser vencidos. Nesse caso, se há disposição e ainda há amor, acho que super vale a pena mais uma tentativa.

MAISMAGENTA_TEDVICTORIA

Ted e Victoria de How I Met Your Mother – torci por eles nas duas vezes que não deu certo…

Acontece que não é esse o cenário da maioria dos términos, certo? A gente termina porque briga demais, porque não gosta de alguma coisa na outra pessoa, porque suas atitudes nos fazem infelizes, porque acabou o amor ou o tesão. E se algo incomodava tanto antes, porque voltar pra essa situação?  Nesse caso, você precisa ponderar se vale a pena passar por todos os perrengues que passava antes.

Vejo acontecer muito casais voltando a namorar porque não gostam de ficar sozinhos. E isso não costuma dar certo porque você volta pra uma relação que te fazia infeliz e fecha totalmente os caminhos pra conhecer gente nova que pode te proporcionar um namoro muito bom. E aí, se acabar de novo, você vai sofrer tudo o que já sofreu da primeira vez.

Eu sempre parti do princípio que, se acabou, não era pra ser. A gente nunca pode ficar esperando que a outra pessoa descubra de repente que te ama e vai te tratar como uma princesa/príncipe. Posso parecer uma realista sem coração, mas nunca é bom esperar algo de outra pessoa pra não se decepcionar. É melhor sempre se surpreender com coisas boas do que se frustrar quando o que você espera não acontece, né?

Enquanto isso, porque em vez de gastar suas energias com um namoro que já te trouxe dor, você não se foca em si mesma? Já postei aqui há muito tempo atrás os sete passos da Oficina do Desapego pra você dar a volta por cima e superar. Um reboot na auto-estima pra poder conhecer gente nova e se valorizar! Amor próprio é a chave de tudo na vida, e nesse caso não poderia ser diferente!

No fim, cada amor é um amor e só você sabe o que é melhor.

O que vocês acham? Já foram felizes num relacionamento “reciclado”? Figurinha repetida completa álbum? Contem pra mim nos comentários! :)

Namoro: predadores existem, sim.

Hoje vou falar de um assunto pesado, mas espero que toque alguém. Às vezes tem uma pessoa perdida por aí que pode se identificar, que nunca teve coragem de conversar sobre isso com um amigo ou parente.

Estava assistindo um programa na televisão chamado “Com quem $#@% me casei?”, que conta a história de pessoas que depois de se casarem descobriram que a pessoa tinha problemas muito sérios. Fiquei analisando meus relacionamentos passados, e pensando em algumas histórias que me contaram recentemente.

A gente acha que isso é coisa de filme ou novela, mas predadores existem, sim. Eu tive uma pessoa assim em minha vida e a melhor coisa que me aconteceu foi o namoro ter acabado. Você pode ter se relacionado com um e não ter nem reparado. Não importa se é homem, mulher…

Predadores são sedutores. Não precisam ser as pessoas mais bonitas do ambiente, mas vão te conquistar. Você conversa com o cara e ele parece ser super inteligente, namorou meninas bonitas, tem algum talento. Quando você vê, se apaixonou. Ele te trata bem, até ter certeza de que você não vai embora.

Predadores vão te colocar pra baixo e acabar com sua auto-estima. Eu ouvi coisas absurdas como “se a gente terminar, ninguém vai querer namorar com você, você vai ficar sozinha pra sempre”. A pessoa faz você acreditar que é burra, que é feia, que não é boa o suficiente. E isso é uma merda, porque é exatamente isso que eles querem. Esse tipo de gente se aproveita de pessoas que estão ou são frágeis. Como auto-estima nunca foi meu forte, eu atraía esses tipos a torto e a direito.

Predadores vão te trair, sim, simplesmente porque eles não dão a mínima. E como são sociopatas sem o menor tato, podem mentir descaradamente sem nenhum sinal de remorso. Ou pior, falar na sua cara que realmente te traíram e não estão se importando com isso. Eles podem se tornar violentos fisicamente, além do abuso emocional. Além de exaustivo, é perigoso. E você sente medo.

Muitas vezes, depois que você termina o relacionamento, eles continuam vindo atrás como se nada tivesse acontecido. Fazem de tudo pra você continuar sofrendo e não suportam a ideia de que você tenha seguido em frente.

Esse não é meu ex-namorado, mas poderia ser.

Esse não é meu ex-namorado, mas poderia ser.

Estou escrevendo esse post porque às vezes, como foi meu caso, a gente nem se liga de que está num relacionamento assim. Hoje eu namoro com alguém que me acha linda e fala isso não só pra mim como pra outras pessoas. Que me dá carinho, diz que me ama. E aí você vê a diferença e percebe que aquilo não era um relacionamento decente. Eu tenho um amigo que namorava uma menina assim e só percebeu depois de três anos. Um dia ele acordou e viu a tudo que tinha se submetido. Pegou as coisas e foi embora.

O que eu aprendi é que a gente nunca deve se contentar com pouco. Nunca ninguém pode te dizer que você não é boa o suficiente e precisa dar graças a Deus por ter alguém mesmo que essa pessoa não seja boa pra você. Eu já vi muitas pessoas nesse tipo de relacionamento e me corta o coração.

Você pode SIM, terminar a hora que bem entender. Ficar sozinha não é tão ruim quanto parece. Dê espaço para aparecer o amor de verdade e pra aprender a se amar antes de tudo.
E entenda: amor passa.

Principalmente quando você vê a furada em que se meteu!

PS: Se você acha que precisa de ajuda pra sair dessa, em São Paulo existe um grupo de apoio chamado Mulheres Que Amam Demais Anônimas. Você também pode procurar a ajuda de um psicólogo pra entender e buscar forças pra sair de uma situação de abuso. Em caso de abuso físico, SEMPRE denuncie e procure a polícia. Terminar não é o suficiente – ele pode agredir outras mulheres depois de você! Se você quiser, me escreva um email, minha caixa de entrada está aberta pra vocês.

A vida é o melhor remédio

Nos últimos oito meses, mais da metade dos casais que eu conhecia terminaram seus relacionamentos. Ouvi dizer que o ano passado era um ano de mudanças – se era pra algo sair da sua vida, aconteceria em 2012. Já 2013 é um ano de renovação, de começar de novo, de definir novos caminhos. Você pode pensar que essa baboseira esotérica é uma perda de tempo, e talvez seja. Só sei que um casal que eu conhecia desde a escola, terminou. E vários outros também.

Hoje eu encontrei essa amiga de escola no ônibus. Ela me contou que de repente não sentia mais que o casamento valia a pena. Que era tudo muito sem sentido, acordar ali do lado daquela pessoa que sim, era incrível, mas não pra ela. Você pode amar e admirar alguém e não querer estar ao seu lado. Acontece.

Mas o vazio que toma conta de nós após mudanças tão grandes pode nos fazer definhar. O medo do novo, a incerteza de decisões. Essa menina emagreceu dez quilos que ela definitivamente não estava precisando emagrecer. Disse que não quer voltar com o ex, mas sua rotina perdeu o sentido. Como voltar a viver normalmente depois de dez anos acordando ao lado da mesma pessoa? Eu estou num relacionamento há quase dois anos e meio e nem me lembro mais como era antes de conhecê-lo.

Vou contar um segredo pra vocês: tudo bem ficar triste. A gente aprende a viver aqui nessa existência. Ninguém nasce sabendo. A tristeza faz parte de todo ser humano. A insatisfação  constante  é o que te faz ter a força de vontade para seguir em frente, começar de novo, terminar um relacionamento de dez anos e buscar um novo amor. Se  demitir de um emprego e resolver ir viajar para o outro lado do mundo. Largar toda a sua profissão pra fazer uma coisa completamente diferente que você amou mas nunca fez.

Quando quiser desistir de tudo, desista. Mas desista apenas pra começar coisas novas. Eu sei, e sei muito bem, que a vida cansa demais. Que às vezes você acorda sem encontrar nenhum sentido em nada, sua rotina parece ridícula e você pensa “eu preciso fazer alguma coisa que vá mudar completamente a vida como eu conheço”.

O que eu tenho pra dizer é: faça essa coisa. Pense bem e a encontre. Se atire aos tubarões sem medo. Quem sabe você não acaba nadando com eles?

Quando a vida cansa, lembre-se que ela mesma é o melhor remédio.

Só depende de você.

Namoros perfeitos, exposição e como a felicidade dos outros é um veneno.

Outro dia recebi um comentário (de uma hater que eu até sei quem é, muito esperta #sóquenão) falando que eu fingia que meu relacionamento é perfeito mas esqueço de me falar sobre os problemas e as brigas. Claro que a pessoa foi muito mais pontual e agressiva, mas basicamente era isso.

Fiquei pensando nisso alguns dias pra chegar à conclusão óbvia: quem é que quer ficar falando dos maus momentos por aí?

 

Quando escolhi ter um blog há muito tempo atrás, muito antes de alguém ganhar dinheiro com isso, eu escolhi falar sobre o meu universo. Aqui, conto pra vocês sobre coisas que acontecem comigo – peças que eu vou, roupas que uso, filmes que assisto, bandas que descubro. É a minha vida e seja muita exposição ou não, é o que eu escolho mostrar.

A verdade é que eu acredito que todo relacionamento deva se basear nos momentos bons. Claro que, como todo casal, eu brigo com meu namorado. Eu sinto ciúmes, fico com raiva. E depois passa. Nós fazemos as pazes e nos entendemos porque amar é assim, morar junto não é bolinho e dividir sua vida com outra pessoa é algo que demanda muita paciência e compreensão. Não é fácil. Mas vale a pena porque é amor. E é justamente por ser um amor tão grande que continuamos sempre um ao lado do outro.

Não vou registrar, nem aqui nem no meu coração, qualquer coisa ruim que aconteça. Se você quer amar alguém de verdade e se sentir amada, recomendo que faça o mesmo. Guardar mágoa e espalhar ela por aí é um veneno muito forte. Você não perdoa o outro e não se perdoa também. E aí por estar sempre triste fica cega para as coisas boas – surpresas inesperadas, um beijo de bom dia, assistir filmes de mãos dadas.

Vivo momentos incríveis com a pessoa que amo e conto eles aqui. E é isso que desejo a todo mundo. Que dividam suas alegrias mesmo sabendo que tantas pessoas sentem inveja e ficam incomodadas com a felicidade dos outros. Quem se incomoda com a felicidade dos outros é porque passa muito pouco tempo indo atrás dos próprios momentos felizes. Se você tem tempo pra entrar no blog, instagram ou facebook de alguém pra fazer um comentário negativo (desde “seu namoro é uma bosta” até “seu cabelo era melhor antes porque assim está feio”) é porque talvez precise se focar mais em seus próprios objetivos.

Divida os momentos bons. Grite pro mundo que está amando. Beije na chuva como se ninguém estivesse reparando.

E as tristezas… ah, deixem elas pra lá :)

Hate mails e o Complexo de Carrie Bradshaw

Eu sabia que esse dia chegaria, só não sabia que seria agora e com um elogio. Recebi um hate mail depois de muito tempo. E adorei.

“dani cruz vc eh mto recalcada neh!! o que te da direito de falar sobre relacionamentos vc nao eh psicologa e fica falando como as pessoas devem se relacionar? pra mim isso é complexxo de carrie bredshaw, vc quer ser do sex and the city mas deve ser uma encalhada msm!!”

Não sei nem por onde começar a comentar essa mensagem incrível! Primeiro de tudo: acho incrível que alguém ainda tenha o tempo de criar um endereço de e-mail falso com o único intuito de ofender alguém. Segundo: porque hate mails nunca são bem escritos? Terceiro: muito obrigada por me comparar com Carrie Bradshaw, ela era minha favorita em Sex And The City e eu amo a série.

Esse e-mail não poderia vir em melhor hora porque estou lendo “Summer And The City”, um livro que conta a vida da Carrie quando ela tinha 18 anos e chegou em NY. Hater, você tem uma gramática péssima mas um ótimo timing. Fiquei pensando em tudo isso, sobre como gosto de falar sobre amor e relacionamentos e talvez isso seja sim inspirado em uma adolescência assistindo S&TC. A Carrie é meio idiota às vezes, mas ela compra sapatos de grife com o salário da coluna semanal. Como alguém pode achar que isso é ruim?

Eu nunca falei o que alguém deve ou não deve fazer e me sinto super no direito de divagar sobre os relacionamentos modernos porque sou uma grande fã desse assunto. Acho incrível como as coisas normalmente seguem um padrão. O que escrevo aqui é minha análise, minha opinião. O embasamento: a convivência com uma série de corações quebrados – o meu, os dos meus amigos, os corações que eu quebrei.

O amor não tem ciência.

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