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o que foi 2009?

é,  pessoal. hoje é dia 15 de dezembro. daqui a 15 dias será 2010.

não sei pra vocês, mas pra mim 2009 foi uma zona – um ano confuso em todas as àreas da minha vida. minha vida amorosa foi uma bagunça, as coisas nunca iam pra frente, era uma enrolação só com as poucas pessoas que me envolvi. me chateei, me magoei, chateei pessoas também. chorei bastante. senti coisas que não eram recíprocas. dei mais do que tinha pra receber e obviamente não dá certo. isso nunca dá certo. amor próprio em primeiro lugar, gente. sempre.

no trampo, foi bizarro: comecei bem, passando no curso abril de jornalismo – mas não fiquei nos 25 queridinhos que foram contratados como trainees e voltei pro meu estágio na nova. saí no finalzinho pra fazer um freela numa agência de publicidade que foi a pior decisão que tomei no ano, e em seguida fui participar do projeto da criação da revista Outro Estilo. como ser alternativo não põe comida na mesa, fui contratada na bbhouse, uma agência de publicidade que fica em cima do bar brahma e trabalho agora com o núcleo de bares. na esquina da avenida ipiranga com a são joão.

quase não consegui me formar na faculdade. peguei dp pela terceira vez na mesma matéria simplesmente porque a professora me odiava e teimava em não facilitar nada pra mim. com uma conversa envolvendo advogados lá pra meados de julho, resolveram me passar. assim, de repente. me custou um pen drive e alguns problemas psicológicos, mas terminei uma faculdade que nem sei mais se é o que eu queria fazer.

quase saí de casa pra morar com a karen algumas vezes. nosso apê favorito não deu certo. me fodi de grana pra limpar meu nome pagar a renner e nosso seguro fiança dar certo, e no fim não deu. e não foi nossa culpa. acho que fazem um teste de escrotidão quando você quer trabalhar no ramo imobiliário, porque a filha da puta passou outra pessoa na nossa frente na reta final.

meus amigos também passaram por maus bocados, principalmente nas questões do amor. namoros terminaram ou se  enfraqueceram, todo mundo tomando porrada atrás de porrada, vários socos no estômago. e eu sofri por ver as pessoas que eu amo sofrendo também.

eu quero que esses quinze dias passem rápido. porque agora no finalzinho eu estou vendo que as coisas podem dar certo, que tudo pode mudar. eu sei que ano novo é só um número que muda no calendário, mas acredito que a energia que colocamos em cima disso é que faz as coisas mudarem realmente. a quinze dias do fim do ano, eu tomei uma decisão muito grande em relação à minha vida.

algumas coisas (e pessoas) estão sendo deixadas pra trás. hoje é minha colação de grau. e hoje eu escolhi viver.

e eu sei que tudo vai ficar bem. as coisas estão se ajeitando, elas vão se ajeitar, e em 2010, meu amor… eu vou bombar.

uma carta para raquel.

minha amiga,

quero te enrolar num cobertor quente, sentir o gosto de tuas lágrimas na tua pele dourada.
quero te dizer que nessa vida nada nunca será pra sempre, nem nós.
quero dizer que te amo mais do que o universo, mais do que as estrelas, mais do que filhotes e mais do que às mulheres.
quero lutar com mil espadas contra todas tuas tristezas, e te ensinar que a doçura da vida está em todas aquelas coisas pequenas que ninguém sabe ver.
quero estar lá no seu altar, quero te ver crescer. vou ouvir tuas lágrimas, distante, e apertar as mãos contra o peito num abraço invisível de quem não pode se tocar.
quero compartilhar cada segundo, te ensinar todas essas cores. te colocar no meu berço, te ensinar uma prece, e esperar você dormir.

amiga,
nada nos vence nessa vida,
nós que somos sempre além, muito mais do que se pode imaginar.
nada nos vence.

(quer ler mais? vai lá no proa e vela.)

late thanksgiving.

existem aqueles dias em que acordo melancólica, como todo mundo tem. e me dá vontade de gritar, de reclamar, de perguntar porquê as coisas são assim. mas eu, sinceramente, decidi não vir aqui reclamar. porque todo mundo sabe o que eu quero, e no fim é o que todo mundo quer mesmo que você morra de medo de assumir. quero alguém que me dê um apelido idiota, e que sorria pra mim antes de dormir. que me abrace quando eu tenho um pesadelo e que me dê boa noite. que faça planos, mesmo que eles nunca aconteçam de verdade. alguém pra sonhar junto. quero me sentir parte de uma vida que não é a minha.

mas parece que encontrar o amor é tão difícil, que o jeito mais gostoso de continuar vivendo é achar o amor em outras coisas. então hoje eu vim aqui agradecer. aos meus amigos, esses sim, que me dão apelidinhos idiotas. me chamam de anjinho, de pequena, de danuxa. que me abraçam, me levam pra tomar cerveja e me amam mesmo quando eu estou mau humorada. que sorriem e cantam músicas lindas. que me ligam num domingo à tarde e fazem um resumo de suas vidas, com seus amores, suas dúvidas.
agradecer aos amores que passaram, às noites felizes que eu já passei ao lado de alguém – e não foram poucas. à todas as músicas que ouvimos juntos, as fotos, os bilhetes, as cartas, as flores.
à minha família. minha mãe vendo que eu estou triste num sábado à noite e me dando uma barra de chocolate.
às pequenas coisas. o açaí com banana, os filmes de terror, a música favorita tocando às quatro da manhã, o vento no rosto dentro do ônibus quando o calor toma conta. meu gato me afofando, os filhotes correndo pra lá e pra cá, um nenê fofo sorrindo pra mim no metrô. as sextas de nerdcasts, descobrir as bandas novas, alguém gostando dos meus desenhos, aos sábados de UFC e pizza. um admirador secreto. aos sonhos, aos planos, às esperanças. perceber que posso ir sozinha ao shopping, ao cinema, e que não preciso que ninguém me diga se essa roupa ficou bonita.

ver que cresci.

 

obrigada.

 

 

obrigada.

 

this is it.

sábado eu fui com o niper (aproveita a deixa e vai lá baixar o disco da banda dele, a Pull Down) assistir ao tão falado This is It, o documentário que mostra os preparativos do show que Michael Jackson faria se não tivesse morrido. seria sua última turnê, a última chamada antes de baixar a cortina, como ele mesmo diz.

sabe, não sei se vocês sentiram a mesma coisa que eu quando assistiram, mas achei que depois de ver o filme a morte dele se tornou um tanto mais surreal. explico: Michael estava tão cheio de vida, tão aparentemente feliz (dentro do possível para uma pessoa obviamente mentalmente perturbada como ele), e existia aquela magia nos olhos dele. aquela criança que ele nunca deixou de ser. o cara era, sim, puro. ele não cresceu.

mas ao mesmo tempo era um homem extremamente talentoso e criativo. os cinquenta anos que ele carregava nas costas não o impediam de ser um ótimo cantor e um dançarino incrível. não só tinha o feeling da música, mas também tinha um enorme respeito pela sua equipe. Sempre que tinha uma crítica ou sugestão, dizia “digo isso com amor, sempre com amor”. O cara era, perdoem a palavra, foda.

não preciso e nem vou contar o filme inteiro aqui, pois acho que é um must-see pra todo mundo que gosta de música, que admira grandes espetáculos ou que foi fã de michael. eu chorei do início ao fim, tomada por essa sensação de que um grande talento foi arrancado de nós prematuramente. também me emocionei com a grandiosidade das cenas montadas em músicas como ‘smooth criminal’, o início de ‘the way you make me feel’ e o 3d que estava sendo feito para ‘they don’t care about us’.

 

fica a memória. esse é definitivamente um dvd que eu vou comprar.

top do top – músicas de sexo

nham nham, vamos lá: todo mundo tem uma soundtrack favorita. tem gente que gosta de transar ouvindo pytrance, gente que se excita com funk carioca e os que preferem fazer amor ouvindo bon jovi. como já diria seu jorge, isso é muito pessoal. porém, não é todo sexo que dá pra ser feito com o mesmo tipo de música… here it goes:

8 ) a melhor música pra tirar a roupa de todos os tempos, depois da batida you can leave your hat on, é  the coasters – down in mexico. tarantino foi sagaz nessa escolha e toda vez que eu ouço essa música eu tenho vontade de fazer uma lap dance. é incontrolável. não acredita? sinta na pele:
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=sR5BG96KdX4]

7) quer tirar a roupa com outra trilha sonora sem que seu namorado ou namorada fique lembrando da vanessa ferlito? coloque thrill is gone, do b.b.king. mas sem pressa, sem rock, bem devagar.

6) pra entrar no clima das preliminares, siga nas lentinhas com new york, da cat power. só não vale cair no choro.

5) quando a coisa estiver esquentando mas ainda estiverem com algumas peças de roupa pra serem tiradas, recomendo fever, do rei Elvis. se você ainda é um doscabeçudos que não acha que o elvis é sexy, dá uma olhada nesse vídeo aqui e mude de idéia.[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=jygycMx9mQU]

4) e outra boa pra essa hora é wind cries mary, do jimi hendrix.

3) pros mais empolgados, vá de closer [deviation version], do nine inch nails. “i wanna fuck you like an animal, i wanna see you from the inside” não é pra qualquer um. não recomendo pro primeiro encontro com a menina que você conheceu na igreja, por exemplo. ;D

2) uma que me arrepiou os pelos do braço enquanto eu terminava esse post foi misery, dueto da pink com steven tyler.

1) e já que estamos falando em steven tyler, duvido que você nunca tenha feito striptease na frente do espelho ao som de cryin’, do aerosmith.

anotou? baixou tudo? não? então corre lá que hoje é sábado, meu filho!

top do top – músicas pra dias chuvosos

bom, pra dar uma animada no blog – ultimamente não tenho tido muito o que postar sobre a minha vida, na verdade – resolvi criar uma seçãozinha semanal com uma coisa que eu amo: listas. faço lista pra tudo nessa vida, nem que jogue fora depois. na top do top vou fazer um top cinco (ou dez, ou sete, ou whatever) sobre qualquer coisa. pra estrear vou começar com um top do top tema do dia de hoje – um dia cinza, friozinho e chato em são paulo.

e o Top do Top de hoje é de…


#8 – love, love love – the organ
eu sei que the organ é do canadá, mas não sei se é a semelhança com the smiths que me faz pensar numa londres chuvosa e melancólica toda vez que ouço essa música.

#7 – lola – the kinks
essa é pra dar uma animada leve, porém não a ponto de dançar. quando você tá no trabalho e dá preguicinhas todas as vezes que olha pela janela, ouça essa música e controle-se pra não cantar lololololoooolá enquanto seu chefe estiver por perto.

#6 – purple rain – prince
auto explicativo, mas não recomendo se você acabou de tomar um pé na bunda com a desculpa “acho que devíamos ficar apenas na amizade”. a letra é de matar.

#5 – sunday sun – beck
pra você ficar com saudade daquele domingo no parque quando o tempo não estava tão ridículo e tudo era quentinho e colorido.

#4 – made of stone – stone roses
pra mim é aquela chuva no meio do caos, tipo filme de fim do mundo com herói gato salvando a terra dos extraterrestres: “when the streets are cold and lonely and the cars they burn below me, are you all alone? is anybody home?”

#3 – blue monday – new order
vocês sabiam que a expressão ‘blue monday’ significa aquela segunda feira deprê depois de ter passado o fim de semana muito alucinado? hoje em dia o pessoal diz que “tá na bad”. não consigo imaginar um single no top das paradas chamado “tô na bad” então um viva aos anos 80.

#2 – pictures of you – the cure
uma das minhas bandas favoritas, the cure cita chuva em várias músicas. é a atmosfera ‘dark’, deprê porém cheia de sentimento. imagine os gotiquinhos nos anos oitenta com suas makes derretendo na chuva enquanto cantarolavam pictures of you. é isso que vem na minha cabeça.

#1 – half a person – the smiths
pra fechar com chave de ouro, the smiths. nenhum dia de chuva é completo sem eles. pode escutar toda a discografia que vai combinar, mas half a person é uma garoa fina num dia gelado, pode apostar.


projeto verão

essa semana eu decidi que precisava urgentemente voltar a fazer exercícios por uma série de motivos. primeiro porque eu quero ter uma barriguinha de dar inveja a jeniffer anniston (ok, ok, querer competir com quem pode fazer lipo não dá, mas a mulher tem a barriga incrível). segundo porque eu precisava de mais ânimo pra começar o dia… tava desanimada, com sono, preguiça de levantar da cama de manhã. e eu me conheço, sei que exercício me pilha muito! eu lembro da pira que me dava depois de uma aula de jump, parecia que eu estava high on anfetamines. terceiro porque eu acho que ajuda muito na minha insônia e na deprê. não tô ganhando nada pra ficar dormindo.

a última vez que eu me matriculei numa academia, que aliás é a mesma que me matriculei essa semana, foi há 4 anos atrás. logo em seguida eu comecei a fazer muita coisa (teatro, faculdade, estágio, namoro) e acabei desistindo… mas eu gostava pra caramba. só que, fora aulas de dança e teatro, eu passei os últimos anos todos na vibe do sedentarismo e isso não é bom. já faz um ano e meio que eu não faço nada perto dos palcos, também… e já tô com 23 anos, né? ainda sou nova mas não dá pra dar mole quando a gente vai ficando mais velha.

como eu tenho pegado carona com meu pai, eu fico um tempão sem fazer nada… tem um bom tempo antes do trampo (e as vezes depois em dias de rodízio) sem fazer nada. me matriculei e hoje fui fazer a tal da avaliacão física, morrendo de medo. mas olha, até que saí de lá otimista! a moça super simpática me mediu (constatando que eu tenho 5 centímetros a menos do que eu achei que tinha), me pesou, me beliscou inteira com aquela pinça assustadora, me fez correr numa subida cheia de reloginhos e medidores de pressão, fez eu ficar me esticando, levantando, abaixando, e por aí vai.  no fim eu preciso perder 4 quilos de gordura e ganhar 8 de músculo, o que vai me deixar com 61 quilos e isso soa um tanto assustador. eu preciso urgentemente de aulas de alongamento porque tô super abaixo da média (alô, o alongamento do jazz foi todo pro saco?) mas a boa notícia é que meu coração tá ótimo! bem acima da média, coração de atleta, gente. hahah. ele tá treinado, são muitas emoções pra aguentar na vida.

então amanhã eu começo na musculação e nas mil aulinhas. projeto verão, pessoal: até o começo do ano eu tenho que estar muito bem. óbvio que isso aqui não vai virar um blog de fitness né? nem faz meu perfil. mas eu vou comentando meu desempenho ao longo do tempo. me dêem forças pra não ficar com preguiça!

SE CUIDA, JEN!

#diadosexo: a primeira vez

AH HÁ! aposto que vocês leram o título e acharam que eu ia fazer um post tórrido sobre quando eu perdi a virgindade. desculpem amigos, não é o caso. primeiro porque eu acho que todo dia é dia de sexo, e não é só porque a olla disse que é hoje que nós vamos ficar na merda porque estamos em casa sozinhos nesse domingo chuvoso. temos outros 364 dias do ano pra fazer sexo e liberar umas endorfinas a dois. segundo que, sério, quem quer ouvir história sobre perda de virgindade? acho que a primeira vez no sexo é tão superestimada! pra maior parte das pessoas é uma merda: ninguém sabe o que fazer direito, dói, sangra, dá vergonha. é constrangedor. sexo é mesmo o tipo de coisa que se aprende treinando.

aí pra dar uma distraída eu fiz um top 5 de primeiras vezes que foram muito mais legais. check it out:

1) a primeira vez que eu andei de montanha russa: foi no bumerangue do playcenter. eu já tinha uns 16 anos e nunca senti tanto medo na minha vida. prometi que nunca mais ia numa dessas até que, quando tinha 18 anos, fui numa festa à fantasia da GV no playcenter de novo, com montanha russa liberada na madrugada. amigos, vos digo: essas coisas quando se está bêbada tem outra sensação! a adrenalina é mais da dúvida se o colega de trás vai vomitar no seu cabelo do que da montanha russa em si.

2) meu primeiro beijo: essa eu lembro direitinho! foi no dia primeiro de maio de 1998, no cinema, assistindo ‘o homem da máscara de ferro’. terrível. o menino tinha a boca muito grande, mick jagger style. eu já nem queria ficar com ele, mas eu era a única da classe que  nunca tinha beijado e ele era primo do meu melhor amigo da época, que namorava a minha melhor amiga da época também. e era bonito. chamava hermes.

3) meu primeiro porre: de passar mal e tudo, foi no carnaval de 2002. vodka barata com tang de caju. não tomei nem um copo inteiro. vomitei e dormi no colo do namorado da época, na arquibancada do clube, morrendo de frio. nada mais me lembro.

4) minha primeira peça de teatro: debutei nos palcos como a rainha rata, da peça A Ratinha Ritinha, na primeira série. com uma atuação invejável, a personagem principal (que obviamente era filha da professora de artes) ficou com inveja e puxou meu cabelo nos bastidores. basfond-mirim.

5) meu primeiro mosh: como toda adolescente do rock, esse é um marco. a primeira de todas foi num show da minha própria banda em atibaia. não sei onde eu tava com a cabeça, não tinha gente o suficiente pra me segurar. mas não tive maiores contusões. em 2003, num show do dominatrix no hangar 110, eu dei o primeiro mosh com sucesso. daí em diante foram anos de mosh até eu tomar juízo e começar a ter amor à vida.