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jogos de amor são pra se jogar. ou não?

outro dia eu estava conversando com o meu melhor amigo sobre o quanto é um saco ter que fingir que você não está tão afim da pessoa até um ‘safe point’, aquele momento que você sabe que a pessoa gosta de você também e mostrar seus sentimentos não é tão arriscado.

pra mim isso tudo é um grande lixo.

eu não gosto de joguinhos, não gosto de fingir. eu gosto de poder fazer um post no proa e vela a hora que eu bem entender porque aquilo é minha válvula de escape. e principalmente porque nada deveria ser assim.

mas, afinal, quem começou com isso? quem inventou o timing, essa história de ir rápido demais? aposto minhas fichas que foi um homem.

homens são seres engraçados, e digo isso porque às vezes eu me pareço muito com eles. por mais que estejam apaixonados, por mais que uma garota lhes tire o ar, eles vão se assustar quando ela se declarar. e de repente não vai mais ficar tão afim assim. e aí aquelas semanas lindas e fofas e gostosas de sexo maravilhoso foram pro saco e, pronto, estão prontos pra alguma outra rodada.

o amor é um jogo e, amigos, sinto lhes informar que é um jogo de azar. e na maior parte, vocês vão perder.

mas quando ganharem, vai ser uma loteria, eu espero. por enquanto, ainda não aconteceu comigo. e até esse dia chegar eu continuo jogando. apostando minhas fichas, dando a cara a tapa, preparada pra perder.  levantando, sacudindo a poeira e dando a volta por cima.

  • é, eu perdi…
    perdi há 3 dias.

    é uma grande merda.

    • e vai passar, linda.
      daqui a um tempo, antes que você perceba, já vai estar jogando de novo.

  • Sinceramente? A pessoa só diz “você está indo rápido demais” se não está tão afim de você.
    E pra mim, só da certo se for incrível desde o começo. (e ainda assim, tem chances de dar errado)

    É tudo uma merda mesmo, queria ter um coração de pedra.

    • também acho, re. mas pra mim, e pra você provavelmente, amor só é de verdade quando é aquela coisa que queima, sabe? não tem controle. e quando isso acontece, não tem isso de ir rápido demais.
      eu acho que amor não acontece lentamente… não pra mim. deixar de jogar ou de falar algo não vai fazer a pessoa me amar mais pra frente. e, se fizer, não é alguém com quem eu quero estar. quero quem me queira com todas as minhas intensidades e maluquices, do jeito que sou. rápido demais ou não.

  • não é só no amor que isso acontece, a vida como um todo é um grande teatro coletivo, da um bode isso, pouca gente vê valor na espontaneidade.

  • Lorisyo

    Me identifiquei master.

  • .

    Infelizmente, por experiência, não há como negar. O amor é um jogo. Aceitar e aprender suas regras são as chances que temos de conseguir fundamentar alguma relação. Ou encontrar um pessoa com quem sejamos e que seja sincera conosco.

    Infelizmente a segunda opção é muito imporvável. Digo isso pois muitas vezes é muito difícil ser sincero. Não somos sinceros pois não queremos nos expor, pois não somos íntimos ou porquê temos pena de machucar a pessoa ou a nós mesmos.

    A sinceridade torna-se um prêmio, um troféu pela intimidade e pela expectativa que temos de uma pessoa interessante gostar da gente. Infelizmente, isso nunca leva à nada. Escondemos palavras, pensamentos e atitudes para nos proteger e com essa postura nos tornamos ainda mais frágeis por evitar que nossa carne “amacie”.

    Seria tudo mais simples se nós fossemos o problema se a falta de sinceridade fosse nossa, afinal, eventualmente o único a sofrer seria o outro e nós saíriamos parcialmente ilesos de uma investida falha. Mas não. Nenhum de nós quer sinceridade, nós buscamos os jogos em cada lugar que conhecemos e cada cama que deitamos.

    Pode ser uma questão cultural e psicológica tão intrínseca no ser humano que faça tudo algo impossível de explicar ou mensurar. Mas nós procuramos justamente isso, o perigo, a dúvida e o desconhecido. Quantos de nós nos interessamos pelo garoto apaixonado ou pela guria doce? Nós buscamos justamente o garoto de olhar baixo distante de todos, de ar ameaçador; ou a menina inalcançável mas não esnobe, que simplesmente seja tão misteriosa que é venerada.

    Gostamos de alguém por seus mistérios, seus segredos, suas imperfeições que realçam sua beleza. E no instante que nos entregamos buscamos justamente a pessoa inocente disposta nos amar sem medo e sem preocupações.

    Queremos e buscamos coisas completamente diferentes. Queremos um Wolverine que vire o Ken da Barbie para nós. Queremos exibir um parceiro para o mundo, para satisfazer nosso desejo, nossa capacidade de conquistar um predador, alguém que interessaria à todos. Porém tudo que buscamos é alguém que nos ouça, ria e consiga assistir maratonas de Big Bang Theory com a gente jogando pipoca na nossa cabeça.

    Seja pela sua beleza, atitude, estilo de vida ou contatos — infelizmente — todos nós precisamos que nossos pares sejam exuberantes para que os outros vejam, é uma questão de viver em sociedade. Pessoas que nos adaptamos e com quem jogamos, para tentar estabelizar o instável, tentar colocar o círculo no espaço do quadrado. Aí a gente busca um conforto que não podem nos dar e quando nos damos conta, esquecemos da nossa rodada e perdemos o jogo.

    Vivemos tentando conciliar a pessoas que secretamente amamos com a que desejamos. E continuamos jogando, e jogando, e jogando. E perdendo.

    Pena, egoísmo e inseguranças não têm espaço no amor, por mais que os justifiquemos em cima dele.

    Ou aprendemos a jogar, ou sejamos sinceros e damos uma chance ao amor.

    • amo seus comentários e amo quando eles são maiores que meus posts. sério, sem ironia.

      eu voto por dar uma chance ao amor, porque cansei de jogar. mas algumas pessoas nasceram pra isso…

      • O problema é quando damos uma chance pro amor e a outra pessoa não. Seja por medo, por falta de interesse ou o que for. O problema é achar duas pessoas dispostas a dar essa chance, pra entrar de cabeça, sem medo de se entregar totalmente e de enfrentar as adversidades.

  • Pingback: RePost: jogos de amor são pra se jogar. ou não? « Enrique, aquele sem agá()

  • Yasmin Lothuilë

    é complicado falar sobre amor, ainda mais ao pensarmos que nem podemos compara-lo com poker, tá mais é pra roleta russa. queria poder lidar melhor com meus sentimentos e meus relacionamentos, mas acho que nesse jogo, já nasci perdedora. :/
    a vida continua, os estúpidos joguinhos amorosos também, mas cabe a mim continuar tendo fé, ou desistir de vez e me encontrar dentro de mim feliz e completa. well, eu sempre gostei de me apaixonar, mas cada vez tá mais complicado…
    é, e que o jogo continue, as always.
    e se alguém ganhar tal jogo, que nos conto como é!
    boa sorte pra ti, boa sorte pra mim, boa sorte pra todos!

  • Pingback: O último grito em tecnologia()

  • No No No

    Sei lá se é coisa inventada por homem, aliás me arrisco a dizer que homem sofre bem mais com isso. Homens são vistos como vulneráveis (pff como se fosse problema) quando se apaixonam, e lerdos (pff como se velocidade fosse importante) quando demoram para se declarar. Pra mulheres (hetero) acredito que seja bem mais fácil, nenhum homem se sente pressionado quando uma mulher está apaixonada e o relacionamento pode continuar evoluindo numa boa, a não ser que o cara realmente seja um filho da puta se aproveitando dela (o que é bem comum), ou seja casado com outra (o que dá no mesmo no fim das contas).

    • não concordo com nada. se você for o único homem diferente da face da terra, pelamordedeus, não deixe comentários anonimos. tem uma multidão de mulheres por aí atrás de vc.

  • OIOIOIOI AMORRRRRRRRRRRRRRRR